
John Flanagan  

Rangers, Ordem dos arqueiros 08

Os reis de clonmel.txt




Captulo 1

Foi Puxo,  claro, quem primeiro percebeu a presena do outro cavalo e cavaleiro.

Seus ouvidos se contorceram para cima e Will sentiu, ao invs de ouvir, o baixo
estrondo que vibrava pelo corpo de barril do pequeno cavalo. No era um sinal de
alarme, assim Will sabia que quem Puxo tinha percebido, era algum conhecido para
ele. Ele se inclinou e acariciou a crina felpuda.

"Bom rapaz", disse ele suavemente. "Agora, onde eles esto?"

Ele j tinha uma idia de quem seria. E quando ele mesmo falou, o seu palpite foi
confirmado quando o cavalo baio e o alto cavaleiro trotaram para fora das rvores,
algumas centenas de metros  frente dele para esperarem na esquina. Puxo bufou
novamente, sacudindo a cabea.

"Tudo bem. Eu posso v-los."

Ele tocou Puxo levemente com os calcanhares e o cavalo respondeu instantaneamente,
movendo-se em um trote para fechar a distncia para o cavalo e o cavaleiro. O cavalo
baio relinchou uma saudao,  qual Puxo respondeu.

"Gilan!" Will gritou alegremente quando estiveram ao fcil alcance da voz. O alto
Arqueiro acenou com a mo em resposta, sorrindo enquanto Will e Puxo paravam ao
lado dele.

Os dois Arqueiros se inclinaram em suas selas para apertar as mos.

" bom v-lo", disse Gilan.

"Voc tambm. Eu pensei que seria voc. Puxo me deixou saber que havia amigos
prximos a alguns minutos atrs.

"Nada passa por esse seu pequeno animal peludo, no ?" Gilan disse facilmente. "Eu
suponho que isso  o que o mantm vivo nos ltimos anos."

"Pequeno?" Will respondeu. "Eu no percebi que Blaze era exatamente um cavalo de
batalha."

Na verdade, Blaze era um pouco maior na perna que o cavalo mdio Arqueiro, e tinha
linhas ligeiramente mais finas. Mas, como todas as raas, a gua baia de Gilan ainda era
consideravelmente menor do que os enormes cavalos de batalha que levavam os
cavaleiros do reino para a batalha.

Enquanto os dois jovens Arqueiros zombavam uns aos outros, os cavalos pareciam estar
tendo uma conversa similar, com um monte de ronco e a jogada de cabea para pontuar
os insultos cavalos bem-humorados que sem dvida eles estavam trocando. Os cavalos
Arqueiros pareciam definitivamente capazes de se comunicar uns com os outros e Gilan
considerava os dois curiosamente.

"Queria saber o que o diabo que eles esto dizendo?" ele pensou.

"Eu penso que Puxo apenas comentou sobre quo desconfortvel Blaze deve estar,
carregando um saco de ossos de perna finas como voc," Will disse a ele. Gilan abriu a
boca para responder no mesmo termo, mas estranhamente, naquele momento, Puxo
acenou com a cabea violentamente vrias vezes, e ambos os cavalos viraram as
cabeas para estudar Gilan. Foi uma coincidncia, o alto Arqueiro disse a si mesmo. E
ainda era estranho que eles tenham escolhido esse momento para faz-lo.

"Voc sabe", ele disse, "Eu tenho uma estranha sensao de que voc pode estar certo."

Will olhou para trs ao longo da estrada que ele tinha viajado, ento at o cruzamento,
no sentido oposto de onde Gilan havia surgido.

"Qualquer sinal de Halt at agora?"

Gilan sacudiu a cabea. "Eu estive esperando na melhor parte de duas horas, e eu no o
vi ainda. Estranho, porque ele tem a menor distncia a percorrer."

Era a poca da Reunio anual dos Arqueiros e tornou-se o costume dos trs amigos se
encontrarem nestes cruzamentos, a alguns quilmetros do local da Reunio, e
cavalgarem a distncia restante juntos. Quando Will tinha sido aprendiz de Halt, ele
tinha se acostumado a encontrar Gilan aqui. Isso aps a primeira Reunio de Will,
quando Gilan tentou emboscar seu antigo professor e Will tinha estragado a tentativa.
Desde que Will tinha assumido o Feudo Seacliff e Gilan tinha sido colocado em
Norgate, eles tinham continuado a prtica, sempre que possvel.

"Ser que devemos esperar?" Will disse.

Gilan encolheu os ombros. "Se ele no est aqui ainda, alguma coisa deve ter prendido
ele. Ns tambm podemos cavalgar e montar o acampamento. Ele incitou seu cavalo
para frente com o mais leve toque de calcanhar. Will fez o mesmo e eles cavalgaram
lado a lado.

***

Algum tempo depois, eles chegaram ao Campo da Reunio. Era uma rea de floresta
relativamente aberta, onde o mato havia sido varrido. As rvores de grande porte
haviam sido deixadas, para fornecer pontos de abrigo, onde os Arqueiros poderiam
montar suas baixas barracas individuais.

Eles cavalgaram para seu lugar habitual, saudando outros Arqueiros conforme eles
passavam. O Corpo era uma unidade fechada e mais Arqueiros se conheciam pelo
nome. Chegando a seu lugar, os dois desmontaram e tiraram a sela de seus cavalos,
esfregando-os aps a sua longa viagem. Will pegou dois baldes de couro de fole e
buscou a gua do pequeno riacho que passava pelo Campo da Reunio enquanto Gilan
mediu aveia para Blaze e Puxo. Para os prximos dias, os cavalos podiam pastar na
grama viosa, que crescia sob os ps, mas eles mereciam um tratamento aps seu rduo
trabalho.

E Arqueiros nunca tinham m vontade em dar um tratamento a seus cavalos.

Eles montaram barracas e varreram a rea tirando galhos e folhas. As pedras de lareira
tinham sido quebradas, possivelmente por algum animal errante, e Will rapidamente as
substituiu.

"Eu estou comeando a me perguntar onde Halt se enfiou" Gilan disse, olhando para o
oeste, onde a luz do sol abaixando filtrava atravs dos troncos das rvores. "Ele est
certamente tomando seu tempo para chegar aqui."

"Talvez ele no esteja vindo", Will sugeriu.

Gilan franziu os lbios. "Halt perder uma Reunio?" ele disse, a descrena em seu tom.
"Ele adora vir para a Reunio de cada ano. E ele no perderia a oportunidade de
acompanhar com voc."

Como Will, Gilan era um ex-aprendiz de Halt. Mas ele sabia que havia uma relao
muito especial entre o Arqueiro grisalho snior e seu jovem amigo - que ia muito alm
do relacionamento mestre e aprendiz que ele compartilhou com Halt. Will era mais do
que um filho para Halt, ele sabia.

"No", ele continuou, "eu no consigo pensar em nada que possa mant-lo afastado."

"Bem, aparentemente, existe alguma coisa" uma voz familiar atrs deles interrompeu.

Will e Gilan e viraram-se rapidamente para encontrar Crowley em p atrs deles. O
Comandante Arqueiro era um mestre do movimento silencioso.

"Crowley!" Gilan disse. "De onde voc brotou? E como  que eu nunca ouo voc
chegando?"

Crowley sorriu. A percia foi que ele estava orgulhoso.

"Oh, ser capaz de deslocar-se pelas pessoas tem suas vantagens no mundo poltico do
Castelo Araluen", disse ele. "As pessoas esto sempre discutindo segredos e voc ficaria
surpreso quantos trechos eu pego antes que eles percebam que eu estou l."

Os dois jovens Arqueiros se levantaram e apertaram a mo de seu comandante.
Enquanto Gilan fazia um bule de caf, Will fez a pergunta que havia estado em sua
mente desde o surgimento repentino de Crowley.

"Que histria  essa de Halt no estar vindo para a Reunio?" ele perguntou. "Voc tem
certeza?"
Crowley deu de ombros. "Eu recebi uma mensagem dele no dia antes de ontem. Ele est
fora na Costa Oeste, perseguindo alguns rumores sobre uma nova seita religiosa que
surgiu. Ele disse que ele no teria tempo para fazer sua volta at aqui."

"Uma seita religiosa?" Will perguntou. "Que tipo de seita religiosa?"

Os cantos da boca de Crowley se mexeram em uma expresso de desagrado. "O tipo
usual, eu tenho medo." Ele olhou para a confirmao Gilan. "Voc sabe esse tipo de
coisa, no, Gil?"

Gilan assentiu. "Bastante. `Venha se juntar  nossa nova religio'", ele citou zombando.
`Nosso Deus  o nico Deus verdadeiro, e ele ir proteg-lo do castigo que vem para o
mundo. Voc estar seguro conosco. Oh... e por falar nisso, voc se importaria de nos
dar todos suas coisas valiosas para o privilgio de estar mantido seguro?' " esse o tipo
de coisa?" ele perguntou.

Crowley suspirou profundamente. " basicamente isso em poucas palavras. Eles
advertem as pessoas sobre o desastre iminente, e todo o tempo, eles so os que esto
planejando caus-lo".

Gilan derramou trs xcaras de caf fumegante e passou-os ao redor.

Crowley observava como os dois jovens Arqueiros despejavam generosas pores de
mel silvestre no deles. Ele balanou a cabea. "Nunca poderia me acostumar com o
sabor do mel em meu caf. Halt e eu costumvamos discutir sobre isso em nossa
juventude."

Will sorriu. "Se voc  aprendiz de Halt, voc no tem escolha. Voc aprende a atirar
com um arco, atirar uma faca, mover silenciosamente e colocar o mel no seu caf."

"Ele  um bom professor", disse Gilan, sorvendo seu caf com gosto. "Ento, Halt disse
de que este novo culto est se chamando? Eles geralmente vm com algum nome com
som portentoso", ele acrescentou, em parte  Will.

"Ele no disse," Crowley disse. Ele parecia estar hesitando sobre falar sua prxima
declarao. Ento ele teve uma deciso. "Ele est preocupado com isso poderia ser um
novo surto dos Renegados".

O nome no significava nada para Will, mas ele viu a cabea de Gilan levantar.

"Os Renegados?" Gilan disse. "Eu me lembro desse nome. Deve ter sido no segundo
ano do meu aprendizado. Voc e Halt no saram juntos para v-los em seu caminho?"

Crowley concordou. "Junto com Berrigan e vrios outros Arqueiros."

"Isso deve ter sido um senhor culto," Will disse, a surpresa em sua voz. Havia um velho
ditado Araluan sobre "Um motim, um Arqueiro". Isso significava que raramente se
levava mais de um nico Arqueiro para resolver os maiores problemas.
"E era", Crowley concordou. "Eles eram um grupo muito desagradvel de pessoas e seu
veneno tinha ido fundo no corao da zona rural. Demorou algum tempo para tirar o
melhor deles.  por isso que Halt est to empenhado em descobrir mais sobre este
novo grupo. Se eles so uma recorrncia dos Renegados, teremos que agir
rapidamente."

Ele jogou os restos de seu caf no fogo e abaixou o seu copo.

"Mas no vamos nos preocupar com o que poderia ser um problema, at sabermos que
ele . Entretanto, temos uma reunio para organizar. Gil, eu estava me perguntando se
voc deseja dar aos nossos dois aprendizes no ltimo ano alguma aula extra em
movimento invisvel?"

" claro", disse Gilan. Se Crowley era um especialista em se mover sem ser ouvido,
Gilan era mestre do Corpo em se mover sem ser visto. Em grande medida, sua
habilidade era dependente de instinto, mas sempre havia dicas prticas que ele poderia
transmitir aos outros.

"E quanto a voc, Will," Crowley disse, "temos trs novatos nesta temporada. Voc
estaria interessado em avaliar o seu progresso?

Ele viu a ateno de Will voltar ao presente. Ele poderia dizer que o rapaz ainda estava
cuidando de sua decepo pelo fato de que seu ex-professor no estaria vindo. Ainda
bem que havia algo para lhe dar para tirar seu pensamento disso, o Arqueiro mais velho
pensou.

"Oh, desculpe, Crowley! O que foi que voc disse?" Will disse, um pouco culpado.

"Gostaria de ajudar avaliando os trs novatos?" Crowley repetiu e Will assentiu com a
cabea rapidamente.

"Sim, por todos os meios! Desculpe por isso. Eu estava pensando em Halt. Estive
olhando para frente para v-lo", explicou ele.

"Ns todos estamos," Crowley acrescentou. "Seu rosto mal-humorado traz uma luz
especial para o nosso dia. Mas haver tempo suficiente para isso mais tarde". Ele
hesitou por alguns instantes. "Por uma questo de fato... no, no importa. Isso vai
manter."

"O que vai manter?" A curiosidade de Will foi despertada agora Crowley e sorriu para
si mesmo. A curiosidade era o sinal de um bom Arqueiro. Mas disciplina tambm era.

"No se preocupe.  algo que eu vou te dizer sobre quando for a hora certa. Por agora,
eu apreciaria se voc treinasse os meninos no tiro com arco e supervisionasse um
exerccio tctico com eles."

"Considere isso feito." Will pensou por alguns segundos e depois acrescentou: "Eu
preciso definir o exerccio ttico?
Crowley sacudiu a cabea. "No. Ns fizemos isso. Basta v-los resolvendo-o. Isso
deve te divertir", ele acrescentou enigmaticamente. Ele se levantou e espanou o selim de
suas calas. "Obrigado pelo caf," ele disse. "Nos vemos na festa de noite."



Captulo 2



"Tudo bem," Will disse aos trs rapazes, "vamos v-los disparar. Dez flechas em cada
um desses alvos."

Ele apontou trs largos alvos padres estabelecidos  setenta e cinco metros do alcance.
Os trs se apresentaram para a linha de fogo. Um pouco mais abaixo da linha, dois altos
Arqueiros estavam praticando, disparando contra alvos do tamanho de um prato de
jantar grande, em um alvo a cento e cinquenta metros. Por alguns momentos, os trs
aprendizes do primeiro ano assistiram com admirao enquanto os dois atiradores
batiam flecha atrs de flecha no alvo quase invisvel.

"Qualquer hora antes do por do sol seria timo", Will pressionou. Ele no tinha idia de
que ele estava imitando o tom seco, cansado e zombador de voz que Halt havia usado
com ele quando ele estava comeando a aprender as habilidades de um Arqueiro.

"Sim, senhor. Desculpe senhor", disse o mais prximo dos trs rapazes. Todos olharam
para ele, olhos arregalados. Ele suspirou.

"Stuart?" ele disse ao rapaz que tinha falado.

"Sim, senhor?"

"Voc no me chama de senhor. Ns ambos somos Arqueiros."

"Mas..." Comeou um dos outros meninos. Ele era forte e tinha uma massa de cabelo
vermelho, que caa inexato sobre a testa. Will revistou sua memria pelo nome do
garoto: Liam, ele lembrou.

"Sim Liam?"

O menino se confundiu desajeitadamente. "Mas ns somos aprendizes e voc..." Ele
parou. Ele no tinha certeza do que ia dizer. Provavelmente seria algo ridculo como,
"Mas ns somos aprendizes e voc  voc."

Porque embora Will no soubesse, ele era um objeto de admirao por esses meninos.
Ele era o lendrio Will Treaty, o Arqueiro, que tinha salvado a filha do rei do exrcito
de Wargals de Morgarath, ento a protegido quando foram seqestrados por invasores
Escandinavos. Ento, ele tinha treinado e levado um grupo de arqueiros na batalha
contra os cavaleiros Temujai. E bem no ano anterior, ele havia repelido a invaso
Escocesa, na fronteira norte do Reino.
Estes trs respeitariam qualquer Arqueiro graduado. Mas Will Treaty era apenas alguns
ano mais velho do que eles, e por isso era um assunto para o culto do heri no mais alto
grau. Como resultado, eles ficaram um pouco surpresos quando o conheceram. Eles
esperavam uma figura maior que a vida - um heri em termos clssicos. Em vez disso,
eles foram apresentados a um jovem com rosto liso, com um sorriso pronto e um corpo
esguio, que era um pouco menor do que a altura mdia. Se Will tivesse percebido isso,
ele teria se divertido e ficaria mais um pouco envergonhado. Esse era exatamente o tipo
de reao que ele estava acostumado a ver nas pessoas que encontravam Halt pela
primeira vez. Desconhecido para ele, sua reputao estava comeando a rivalizar com a
de seu antigo professor.

Will pode no ter compreendido o culto do heri que esses meninos sentiam por ele
pessoalmente. Mas ele entendia o abismo existente que eles sentiam entre um Arqueiro
e um aprendiz. Ele se sentia da mesma forma, ele lembrou.

"Vocs so aprendizes Arqueiros", disse ele. "E a palavra mais importante 
`Arqueiros'". Ele bateu no amuleto de folha de carvalho de prata que estava pendurado
ao pescoo. "Como sendo detentor da Folha de Carvalho de Prata, eu poderia esperar
obedincia e algum nvel de respeito de voc. Mas eu no espero que voc me chame de
senhor. Meu nome  Will e assim que voc me chama. Voc poderia chamar o meu
amigo Gilan e meu ex-mestre Halt, se ele estivesse aqui. Essa  a maneira dos
Arqueiros."

Foi um pequeno ponto, ele sabia, mas um importante. Os arqueiros eram uma classe
nica e em certas ocasies eles precisavam afirmar sua autoridade sobre as pessoas que
seriam nominalmente muito superiores a eles em ordem. Era importante que estes
meninos soubessem que um dia eles poderiam precisar recorrer  fora e confiana que
o rei conferia a seus Arqueiros. Todos eles - os aprendizes e graduados tambm. A auto-
confiana que eles teriam que ter seria construda inicialmente por seu senso de
igualdade com seus colegas do Corpo de Arqueiros.

Os trs aprendizes se entreolharam enquanto eles recebiam o que Will tinha dito. Ele
viu os seus ombros endireitarem um pouco, seus queixos levantarem fracionados.

"Sim ... Will", disse Liam. Ele assentiu para si mesmo, como se tentando por a palavra
para fora e gostou do que ouviu. Os outros ecoaram o sentimento, balanando a cabea
em sua volta. Will deu-lhes alguns momentos para saborear a sensao de confiana,
ento olhou significativamente para o sol.

"Bem, est chegando mais perto do por do sol o tempo todo", disse ele para si mesmo.
Ele escondeu um sorriso quando trs flechas deslizaram para fora de suas aljavas.
Poucos segundos depois, trs arcos vibraram e ele ouviu o familiar arrasto-raspando,
quando os disparos estavam em seu caminho ao alvo.

"Dez tiros", disse ele. "Ento vamos ver como vocs esto indo."
Ele caminhou at uma rvore prxima e sentou-se debaixo dela, de costas
confortavelmente apoiado contra o tronco. Com seu capuz puxado para cima, e seu
rosto na sombra, ele parecia estar cochilando.

Mas os seus olhos se moviam incessantemente, no perdendo nada enquanto ele
estudava todos os aspectos da tcnica dos trs rapazes atirando.

Nos prximos dois dias, Will avaliaria suas habilidades com o arco, corrigindo
pequenas falhas na tcnica conforme ele as via. Liam tinha desenvolvido um hbito de
medir a sua presso total tocando o polegar direito no canto da boca.

"Toque sua boca com o dedo indicador, e no o polegar," Will disse. "Se voc usar o
polegar, a mo tende a torcer para a direita, e isso ir lanar a flecha longe da trajetria
quando voc soltar."

Liam assentiu com a cabea e fez o ligeiro ajustamento. Imediatamente, sua preciso
aumentou - em especial sobre os tiros mais longos, onde a ligeira mudana no ngulo
teve um efeito maior.

Nick, o mais quieto dos trs, estava apertando o seu arco com muita fora. Ele era um
jovem forte e ansioso para ter sucesso. Will percebeu que era da que o aperto
exagerado vinha. Nick estava permitindo que sua determinao afetasse a aderncia
relaxada que o arco necessitava. Um controle apertado muitas vezes significava o arco
inclinando para a esquerda no momento do lanamento, resultando em um tiro selvagem
e impreciso. Mais uma vez, Will corrigiu a falha e definiu o jovem para praticar.

A tcnica de Stuart era boa, sem falhas de menor importncia nesse estgio. Mas como
os outros, suas habilidades s iriam atingir o nvel exigido de um Arqueiro com horas
de prtica.

"Prtica e mais prtica," Will lhes disse. "Lembre-se do velho ditado que diz: `Um
ordinrio arqueiro comum pratica at que ele acerta. Um Arqueiro pratica ...?'" Ele
deixou a frase pairar no ar, esperando para que eles a terminasse.

"At que ele nunca erre", eles responderam em coro. Ele assentiu, sorrindo em
aprovao.

"Lembrem-se disso," ele disse.

No terceiro dia, porm, houve uma pausa nas horas de praticar com o arco. Na noite
anterior, os meninos receberam o esboo escrito do exerccio tctico que tinha sido
estabelecido para eles. Eles passaram as horas entre o jantar e a hora de ir dormir
passando por cima do problema e formando suas primeiras idias para uma soluo.

***

Will tinha recebido os detalhes de suas misses ao mesmo tempo. Ele balanou a cabea
quando ele leu o contorno.
"Crowley e seu senso de humor", disse ele, fechando a pasta na exasperao leve. Gilan
olhou para cima de onde ele estava costurando uma renda em sua capa. Ele tinha
escolhido para demonstrar o movimento invisvel atravs de um espinheiro naquela
tarde, resultando em danos menores ao seu vesturio.

"O que ele fez?" ele perguntou.

Will bateu a pasta com as costas da mo. "Essa misso ttica. Aquela que ele disse que
iria me divertir, os meninos tm de conceber uma forma de cercar e capturar um castelo
guarnecido por invasores e fixado em um feudo ao norte. Eles tm de recrutar uma fora
de ataque adequada e tomar o castelo. Soa familiar?"

Gilan sorriu. "J ouvi falar de algum que tenha um problema semelhante", ele admitiu.
Era quase idntica  situao que Will tinha enfrentado no inverno anterior, no Castelo
Macindaw.

"Parece que minha vida se tornou um exerccio ttico," Will resmungou.

Ele estava mais perto da verdade do que ele pensava. Crowley tinha circulado um relato
detalhado do cerco ao Corpo inteiro. Os Arqueiros companheiros de Will tinham
estudado suas tticas e estavam muito impressionados com elas. Aqueles com
aprendizes tinham comeado a usar o cerco como um exemplo de iniciativa e
imaginao para lidar com o problema de ter uma fora muito menor do que a sabedoria
ttica comum considerava adequada.

Gilan sabia de tudo isso, mas ele no acreditava que seria uma boa idia dizer para Will.
Ele percebeu que seu amigo poderia ficar envergonhado com o pensamento de tanta
notoriedade. Naturalmente, Will tinha sido o nico Arqueiro no corpo que no tinha
recebido o resumo de Crowley.

"Quais os recursos que eles tm disponveis?" Gilan perguntou.

Will franziu a testa enquanto ele abria a pasta novamente, voltando-se para a lista de
Ativos e Recursos. Tendo sido definido o problema, os meninos receberam alguns
recursos que poderiam recorrer para ajud-los a planejar uma soluo.

"Um viajante bardo", ele leu. Que tinha sido o seu prprio disfarce em Macindaw.
"Muito engraado. Ele no vai ser uma grande ajuda. Um cavaleiro montado - Ol,
Horace. A antiga guarnio do castelo - quarenta deles, espalhados por todo o campo, 
claro. Um grupo de saltimbancos, acrobatas e jogadores ... hmmm, eles poderiam ser
teis. E o povo da aldeia local.

"Sem nufragos Escandinavos ou feiticeiros?" Gilan provocou-lhe suavemente.

Will bufou em escrnio. "No. Ao menos ele poupou-me isso."

Ele parou de falar, mastigando uma unha enquanto ele refletia sobre o problema.
Acrobatas. Eles poderiam ser teis para chegar ao topo do muro. Ele passou algumas
pginas para encontrar o diagrama do castelo. A altura da parede estava entre trs e
quatro metros. Uma enorme barreira para um homem normal. Mas um acrobata treinado
poderia...

Ele agarrou-se fora disso, batendo as pginas fechando-as. No era problema dele. Os
trs meninos tinham que encontrar uma maneira de resolver isso. Tudo o que ele tinha a
fazer era avaliar o quo prtica era a soluo deles.

"Parece divertido," murmurou Gilan.

Will balanou a cabea. "Eu no posso esperar para ver o que eles vo inventar."



Captulo 3



Halt deitou imvel no arbusto acima da aldeia de Selsey, o manto escondendo-o de
vista, seus olhos se deslocando constantemente enquanto ele examinava a cena abaixo
dele. Ele havia sido observado a aldeia por vrios dias, sem ser visto por qualquer um
dos seus habitantes, ou os recm-chegados que haviam tomado a residncia na praia.

Selsey era uma pequena e aparentemente pouco atraente vila de pescadores. Uma dzia
de casas estava agrupada na extremidade norte da praia, no sop da colina ngreme. A
praia em si era estreita - apenas cem metros de largura. Ela ficava no final de uma
enseada rasa, onde um bruto corte triangular estava retirado da costa rochosa.

As montanhas nos trs lados inclinavam abruptamente para a gua e a praia estreita.
Elas eram altas o suficiente para proteger a vila e a baa do vento e das tempestades que
poderiam varrer ao longo da costa. O quarto lado estava aberto para o mar, mas mesmo
nesse lado, os olhos afiados Halt poderiam ver o turbilho de gua que marcava uma
barreira apenas dentro da boca da enseada - um amontoado de rochas abaixo da
superfcie da gua que iriam acabar com as grandes ondas que tentavam entrar batendo,
impulsionadas por um vento de oeste.

No lado sul da enseada, ele podia ver uma parte estreita da calma e imperturbvel gua -
guas profundas que marcava uma passagem pela barreira. Esse seria o ponto onde o
punhado de barcos de pesca parado na praia ganharia acesso ao mar aberto.

Ele observou a condio das casas. Elas eram pequenas, mas estavam longe de serem
casebres. Elas foram bem construdas, recentemente pintadas e pareciam confortveis.

Os barcos estavam em condio semelhante. Os mastros e retrancas foram recentemente
envernizados para proteg-los contra as depredaes do ar de sal e da gua. As velas
foram cuidadosamente enroladas ao longo de suas lanas. O equipamento estava tenso e
bem mantido e os cascos estavam todos em bom estado, e obviamente foram pintados
h no muito tempo.
Assim, enquanto a aldeia podia parecer pequena e sem importncia  primeira vista,
uma pesquisa minuciosa contava uma histria diferente. Esta era uma bem-ordenada
pequena comunidade. E em uma seo de costa, onde havia alguns outros pontos
abrigados como este, os pescadores iriam de encontrar mercados prontos para as suas
capturas nas aldeias vizinhas. Isso significava que era uma comunidade prspera - e
provavelmente havia sido por anos a fio.

E isso, naturalmente, explicou a presena dos Renegados aqui. Seus olhos se estreitaram
quando o pensamento lhe ocorreu. Ele tinha usado o direito de renunciar a Reunio
deste ano e rastreado a origem dos boatos vagos que tinham vindo a partir da Costa
Oeste de Araluen.

Eles estavam vagos porque este trecho de litoral selvagem era uma das poucas reas do
pas que estava sob a jurisdio de nenhum dos cinqenta feudos. Era um pedao de
terra que tinha escorregado por entre as fendas, quando as fronteiras dos feudos tinham
sido elaboradas, h muitos anos. A posse da rea tinha sido disputada, com um grupo de
Hibrios deslocados clamando-a para seu prprio. O rei Araluan na poca teve um
rpido olhar para a acidentada rea inspita costeira e decidiu que eles eram bem-vindos
a ela. Ele tinha problemas maiores em sua mente enquanto ele tentava soldar
recalcitrantes cinqenta, bares briguentos em uma estrutura coesa que regeria para o
pas como um todo.

Portanto, esta seo a vinte quilmetros da costa foi deixada  prpria sorte. Claro, se o
rei tivesse percebido que ele estava cedendo o controle de um dos melhores portos
naturais dentro de uma centena de quilmetros, ele poderia ter agido de forma diferente.
Mas a existncia desta pequena enseada era um segredo bem guardado. Assim, a pesca
pouco havia prosperado em silncio ao longo dos anos, em dvida com ningum e no
respondendo perante o rei.

No entanto, ela ficava perto da fronteira do extremo oeste do Feudo Redmont, assim nos
ltimos anos Halt manteve um olho ocasional na rea - despercebido pelos habitantes
locais.

Nos ltimos meses ele tinha ouvido rumores sobre um culto religioso, cujo
comportamento soava perturbadoramente familiar. As pessoas falavam de recm-
chegados que iriam chegar a uma vila ou aldeia com uma simples mensagem de
amizade. Eles iriam trazer brinquedos para as crianas e brindes para os lderes da
comunidade.

Em troca, eles pediam nada, mas um lugar de culto  sua benevolente e amorosa
divindade, o Deus de Ouro Alseiass. Eles no fizeram nenhuma tentativa para converter
os habitantes locais a sua religio. Alseiass era um deus tolerante, que respeitava os
direitos dos outros deuses, para atrair e reter os seus prprios adeptos.

Assim, os Renegados, o nome adotado pelos seguidores de Alseiass, iriam viver em
harmonia com os moradores locais por algumas semanas.
Ento as coisas comeariam a dar errado. Gado morreria misteriosamente. Ovinos e
animais domsticos seriam encontrados aleijados. Lavouras e casas seriam queimadas,
crregos e poos contaminados. Bandidos armados apareceriam na rea, atacando e
roubando os viajantes e os agricultores em fazendas distantes. Enquanto os dias se
passaram, seus ataques se tornariam cada vez mais ousados e mais cruis. Um reinado
de terror comearia e os moradores ficariam com medo de suas vidas. A aldeia se
tornaria uma vila sitiada, sem ningum saber onde o prximo ataque poderia ser.

Em seguida, os Renegados iriam avanar com uma soluo. Os bandidos cercando o
vilarejo eram seguidores do Deus Mau Balsennis - um deus negro que odiava Alseiass e
tudo que ele representava. Os Renegados tinham visto isso antes, eles teriam falado.
Balsennis em seu cime iria tentar trazer a runa de qualquer comunidade onde Alseiass
e seus seguidores encontraram a felicidade. Mas Alseiass era o mais forte dos dois, eles
disseram, e ele poderia ajud-los. Alseiass poderia expulsar os seguidores de seu irmo
escuro e fazer da vila uma vez mais segura.

Claro, havia um preo. Para expulsar Balsennis, oraes e invocaes especiais seriam
necessrias. Alseiass poderia faz-lo, mas seria necessrio construir um santurio e um
altar especial para as cerimnias de expulso. Teria de ser do mais puro material:
mrmore branco, cedro perfeitamente formado, sem ns ou dobras ... e ouro.

Alseiass era o Deus de Ouro. Ele gostaria de chamar a fora dos metais preciosos, o
ouro lhe daria o poder que ele precisava para vencer esta competio contra Balsennis.

Cedo ou tarde, os moradores concordariam. Em face dos ataques cada vez mais ferozes
e desastres, eles iriam aprofundar as suas poupanas e ativos ocultos para fornecer o
ouro que fosse necessrio. Quanto mais tempo eles hesitavam, o pior os ataques se
tornariam. Se inicialmente os animais foram abatidos, agora as pessoas se tornariam
alvos. Lderes da comunidade seriam encontrados mortos em suas camas. Uma vez que
isso acontecesse, os aldees entregariam seus tesouros. O santurio seria construdo. Os
Renegados iriam rezar e cantar e jejuar.

E os ataques comeariam a diminuir. Os `acidentes' deixariam de acontecer. Os
bandidos seriam vistos cada vez menos e a vida comearia a voltar ao normal.

At que um dia, quando eles tivessem zerado o ouro da vila e no houvesse nada mais
para pilhar, os Renegados desapareceriam. Os moradores teriam acordado para
encontr-los sumidos - levando com eles o tesouro de ouro que havia sido acumulado e
guardado ao longo dos anos.

Os Renegados se moveriam para outra cidade, outra comunidade. E o mesmo ciclo
recomearia.

Halt chegou na ltima parte do ciclo, onde os Renegados estavam rezando
desesperadamente para proteger a vila do ataque de Balsennis. Ele viu o canto e o falso
jejum que estava acontecendo. Ele tambm tinha visto o material secreto de comida que
os Renegados escondiam. O `jejum' era to falso quanto a sua religio, ele pensou
sombrio.

E ele tinha feito o reconhecimento na paisagem circundante e descoberto a base onde os
cmplices dos Renegados estavam acampados. Estes eram os que realizavam o trabalho
sujo  queimar celeiros, mutilar animais, seqestrar e assassinar autoridades locais. O
culto no poderia funcionar sem eles, mas eles permaneciam sem serem vistos pelos
moradores.

Era uma operao bem organizada. Ele j tinha visto tudo isso muitos anos antes. Agora
isso estava de volta.

Ele franziu a testa quando uma figura emergiu da grande tenda que servia de sede para
as seitas. Ele estava indo para a beira da praia, perto de onde os barcos de pesca estavam
estacionados para alm da mar.

O homem era alto e forte. Seus cabelos grisalhos longos e repartidos ao meio caindo a
cada lado do rosto. A partir desta distncia, Halt no pde ver as suas caractersticas,
mas ele sabia que a partir da observao anterior que o rosto do homem estava muito
esburacado. Aparentemente Alseiass no havia o protegido desse problema, Halt pensou
sombrio.

Ele levava um basto que o marcava como o lder do grupo. Era plano, em pssimo
estado, coberto com uma placa de pedra que levava o smbolo dos Renegados - um anel
de runa-inscrito com um orbe gravado em seu centro, unido por uma haste fina de pedra
para outro menor hemisfrio fora do anel. Enquanto Halt observava, o velho caminhou
propositadamente para a maior das casas que compunham a aldeia.

"Saindo para pedir mais ouro, no ?" Halt resmungou. "Ns veremos o que podemos
fazer quanto a isso."

O lder dos Renegados se reuniu com um grupo de aldees - obviamente os membros
seniores da comunidade - e eles comearam uma conversa animada. Halt tinha visto isso
antes. O lder dos Renegados estaria relutantemente informando que mais valores
seriam necessrios. Alseiass necessitaria uma fora extra para derrotar o seu velho
inimigo, e apenas suprimentos extras de ouro e jias daria isso para ele. Era um
estratagema ardiloso, Halt pensava. Ao parecer relutante em pedir mais ouro, e no
insistindo quando a aldeia se recusava, Os Renegados desviavam qualquer acusao de
que eles estavam procurando o ouro para eles mesmos.

Halt viu quando o mais velho deu de ombros teatralmente, parecendo estar convencido
de que no haveria mais riqueza vindo. Ele estendeu as mos num gesto de amizade e
compreenso e, se virou infeliz da delegao dos moradores. Se ele se mantivesse fiel
aos mtodos bem estabelecidos dos Renegados, ele estava prometendo que ele e seu
povo continuariam a enviar todos os esforos para ajudar, jejuando e orando com toda a
vontade para proteger a aldeia e seus habitantes.
"E hoje," Halt murmurou para si mesmo, "uma dessas casas vai subir em chamas."



Captulo 4



Os trs aprendizes sentaram-se em uma clareira calma, as pastas e pginas de seus
trabalhos em seus joelhos, observando Will com expectativa.

"Muito bem", comeou ele. Ele estava um pouco desconcertado pelos trs olhares
inabalveis que estavam mirando ele. Ele percebeu que os meninos provavelmente
tinham assumido que ele j tinha a soluo perfeita para o problema que tinha sido
definido. Mas aquele no era o seu papel.

"Vocs todos j leram o trabalho?"

Trs cabeas assentiram.

"Vocs o entenderam totalmente?

Novamente, trs cabeas, trs assentimentos.

"Ento, quem quer ter a primeira quebra disso?"

Houve um momento de hesitao, depois a mo de Nick disparou. Will assentiu com a
cabea para si mesmo. Ele tinha certeza de que Nick seria o primeiro.

"Muito bem, Nick, vamos ouvir seus pensamentos", disse ele, apontando para o jovem
aprendiz para ele continuar.

Nick pigarreou vrias vezes. Ele passou suas pginas de notas e, depois, de cabea para
baixo, ele comeou a ler em uma seqncia vertiginosa das palavras.

"Muitobementooproblemaenfrentadoeraquensnotemospessoassuficienteparaoperaroc
erconostemosqueternumerossuficientesparaumefetivocercopadrao"

"Whoa!" Will interrompeu e Nick olhou nervosamente, sentindo que tinha feito algo
errado.

"Devagar!" Will disse a ele. "Tentar diminuir para um galope, tudo bem?"

Ele viu o rosto abatido do rapaz, percebeu que ele estava preocupado que ele seria
marcado para baixo pelo erro. Nick era um realizador, Will pensou. Suas palavras
enroladas refletiam a mesma intensidade que o levara a manter o arco com um aperto
extremo.

"Relaxa, Nick", disse ele em um tom mais animador. "Vamos dizer que voc foi
convidado a apresentar um plano como este ao rei Duncan..." Ele parou e viu os olhos
do menino ampliarem pela enormidade do pensamento. Ele acrescentou, suavemente:
"No  impossvel, voc sabe. Isso  o que Arqueiros fazem de vez em quando. Mas
voc quase no quer ir correndo para o trono do Castelo Araluen e mandar algo como
"OlReiDuncanmedeixemostrarideiasparavoceparaquevocepssamedizersevoceachaquee
lassoboas?" Ele conseguiu uma boa representao do flego chocalho anterior de Nick,
e os outros dois meninos riram. Nick, aps um momento incerto, riu tambm.

"No, voc no iria," Will respondeu sua prpria pergunta. "Quando voc for mostrar
um plano voc precisa falar com clareza e preciso, para certificar-se das pessoas que
voc est falando tero uma imagem completa. Voc tem que ter seus prprios
pensamentos organizados e apresent-los em uma seqncia lgica. Agora, respire
fundo..."

Nick fez isso.

"E comece de novo. Lentamente."

"Muito bem", disse Nick, "o problema que enfrentamos  que no temos nmero
suficiente  nossa disposio para efetivamente montar uma operao de cerco padro.
Ento temos que encontrar uma maneira de (a) recrutar tropas e (b) compensar a
inferioridade em nmero, em comparao com a guarnio.

Ele olhou para cima com expectativa. Will assentiu com a cabea.

"At agora muito bem. E a sua soluo?

"Proponho recrutar a tripulao de um navio de trinta e cinco lobos do mar
Escandinavos para atuar como um exrcito ofensivo, sob o comando do cavaleiro
montado j  minha disposio. A fora dos Escandinavos nas batalhas iria mais do que
compensar o "

Mas mais uma vez, Will tinha suas mos no ar, acenando-lhes em um esforo para
conter o fluxo de palavras.

"Whoa! Uau! Uau!" ele gritou. "Volte o carro de bois um pouco! Escandinavos? De
onde  que esses Escandinavos vieram?"

Nick olhou para ele, um pouco confuso com a pergunta.

"Bem ... Escandinvia, presumivelmente," ele respondeu. Will percebeu que os outros
dois meninos estavam balanando em acordo, franzindo ligeiramente pela interrupo
de Will.

"No, no, no," ele comeou, em seguida, um pensamento lhe ocorreu e ele franziu o
cenho para os outros dois rapazes.

"Vocs todos que decidiram recrutar uma fora de Escandinavos?" ele perguntou e
Liam e Stuart assentiram em silncio.
"Bem, o que fez vocs pensarem que vocs poderiam fazer isso?" ele perguntou. Os
rapazes entreolharam-se, em seguida, Liam respondeu.

"Isso foi o que voc fez." Seu tom de voz disse que a resposta parecia evidente.

Will fez um gesto impotente com as mos.

"Mas eu conhecia os Escandinavos", disse ele. "Eles eram meus amigos."

Liam deu de ombros. "Bem, sim. Mas eu poderia conhec-los tambm. As pessoas
dizem que eu sou um tipo bem companheiro. Tenho certeza de que poderia torn-los
meus amigos."

Stuart e Nick assentiram em seu apoio. Will apontou para a lista de Ativos e Recursos.

"Mas no h qualquer Escandinavos aqui!" disse ele. "Eles no existem! Ento, o que
fez voc pensar que voc poderia apenas... produzi-los fora do ar?"

Novamente, os rapazes trocaram olhares. Desta vez foi Stuart quem falou.

"O exerccio diz que devemos utilizar a nossa iniciativa e imaginao..."

Will fez um gesto para ele continuar.

"Ento, ns usamos a nossa iniciativa de imaginar que havia Escandinavos na rea."

"E que ns ramos seus amigos," Liam acrescentou.

Will levantou abruptamente. Pela primeira vez, ele tinha uma vaga idia do que Halt
poderia ter sofrido no primeiro ano de aprendizagem do prprio Will. Para os meninos,
isso parecia to lgico.

"Mas voc no pode fazer isso!" exclamou ele. Ento, vendo seus rostos preocupados,
ele se acalmou um pouco, obrigando-se a explicar. "Os Ativos e lista de Recursos
informa as pessoas que voc pode usar. Voc no pode simplesmente inventar outros
para atender s suas finalidades."

Ele olhou ao redor do semicrculo de rostos cabisbaixos.

"Quero dizer, se voc pudesse fazer isso, porque no basta imaginar uma dzia de
monstros to gigantescos que poderia ir atravessando e esmagando as paredes para
baixo para vocs?

Nick, Liam e Stuart todos assentiram respeitosamente e por um momento terrvel, ele
pensou que eles poderiam estar o levando a srio.

"Estou brincando", disse ele e acenou com a cabea novamente. Ele suspirou e se
sentou. Eles sabiam que eles teriam que voltar ao incio e ele podia ver a sua decepo.
Enquanto ele no tinha a inteno de fazer o trabalho para eles, ele decidiu que no
havia mal em lhes apontar na direo certa.
"Tudo bem, em primeiro lugar, vamos olhar para o que vocs tem. Vo at os Recursos
para mim."

"Ns temos uma tropa acrobata", disse Liam.

Will olhou rapidamente para ele. "Voc pode pensar em qualquer coisa que eles
poderiam ser usados?"

Liam franziu os lbios.

"Eles poderiam entreter as tropas e levantar a moral", disse Nick.

"Se tivssemos qualquer tropa," Stuart acrescentou.

"Quando temos tropas!" Liam interrompeu com uma pitada de raiva ao tom pendente
Stuart.

Will pensou que era melhor ele intervir antes que eles comearam brigas. Ele lhes atirou
uma dica ampla.

"O que est os parando de entrar no castelo? Qual a principal linha de defesa de um
castelo?" ele perguntou. Os meninos analisaram a questo, em seguida, Stuart
respondeu, num tom que indicava a resposta bvia.

"As muralhas,  claro."

"Isso  certo. Altas muralhas. Quatro metros de altura. Will fez uma pausa, olhando de
um rosto para o outro. "Voc consegue ver qualquer relao entre altos muros e
acrobatas?"

De repente a luz brotou nos trs rostos, na de Nick uma frao de segundo antes dos
outros dois.

"Eles poderiam escalar os muros", disse ele.

Will apontou o dedo indicador para ele. "Exatamente. Mas voc ainda precisar de
tropas. Onde a guarnio original estava?"

"Esto espalhados por todo o feudo, de volta para suas fazendas e povoados. Era Liam
neste momento. Ele franziu a testa, levando-o um passo adiante. "Ns precisamos de
algum para se deslocar de um lugar para outro, recrut-los..."

"Mas voc no quer que o inimigo perceba", Will acrescentou rapidamente, esperando
que um deles fosse receber a mensagem.

"O bardo!" Stuart exclamou triunfante. "Ningum vai tomar conhecimento dele em
movimento em torno do campo!"

Will sentou-se, sorrindo para eles. "Agora vocs esto comeando a pensar!" disse ele.
"Trabalhem em conjunto sobre esta questo e voltem esta tarde com suas idias."
Os trs rapazes trocaram sorrisos. Eles estavam ansiosos agora para o progresso do
plano para a sua prxima etapa. Eles levantaram-se enquanto Will acenava para eles
irem, mas ele os parou com mais um pensamento.

"Outra coisa: a aldeia. Quantas pessoas esto l?" Nick respondeu imediatamente, sem a
necessidade de se referir a suas notas.

"Duzentas", disse ele, querendo saber o que estava chegando. "Mas h somente alguns
soldados entre si. A maioria so agricultores e trabalhadores de campo."

"Eu sei disso," Will disse. "Mas pense sobre o que diz a lei sobre toda a vila com mais
de cem moradores.

A lei exige que toda a vila com uma populao maior do que cem tenha a
responsabilidade de treinar seus homens jovens como arqueiros. Foi assim que Araluen
manteve uma grande fora de arqueiros treinados, prontos para serem chamados para o
exrcito, se necessrio. Ele podia ver que os meninos no tinham feito esse passo to
longe. Mas ele decidiu que tinha dado a eles o suficiente para ajudar por um dia.

"Pense nisso", disse ele, fazendo um movimento com as mos para que eles sassem.
Ele ouviu a suas vozes animadas conversando enquanto eles desapareceram e recostou-
se contra o tronco de uma rvore de grande atrs dele. Ele estava exausto, ele percebeu.

"Bom trabalho", disse Crowley, a alguns metros atrs dele. Will, assustado, sentou-se
subitamente.

"No faa isso, Crowley!" disse ele. "Voc assustou todos meus sentidos!"

O comandante riu quando ele entrou na clareira e se sentou em um largo tronco ao lado
de Will.

"Voc tratou isso bem. Ensinar no  fcil. Voc tem que saber quanto apress-los na
direo certa e quando deix-los  sua prpria sorte. Voc vai ser um bom professor,
quando voc tiver seu prprio aprendiz."

Will olhou para ele, um pouco horrorizado com a perspectiva. Havia a responsabilidade,
para no mencionar a distrao constante de ter uma pessoa jovem em seus calcanhares,
fazendo perguntas, interrompendo, competindo fora pela tangente antes de pensar em
um problema...

Ele parou quando ele percebeu que ele estava descrevendo o seu comportamento como
um aprendiz. Mais uma vez, ele sentiu uma pontada sbita de simpatia por Halt.

"No vamos fazer isso por um tempo ainda", ele disse Crowley e sorriu.

"No. Ainda no. Tenho outros planos para voc."

Mas quando Will o pressionou para explicar melhor, o comandante apenas sorriu. "Ns
vamos chegar nisso no devido tempo."
E para o momento, isso era tudo que Will conseguiria dele.



Captulo 5



Passava da meia-noite. Selsey estava escura e em silncio enquanto seus moradores
dormiam. No havia nenhum vigia. Nesta vila remota e pouco conhecida, nunca houve
uma necessidade.

Mas havia uma necessidade essa noite, conforme Halt esperava.

Ele estava agachado atrs de um dos barcos de pesca estacionado na areia clara na
marca de guas altas. Seu primeiro pensamento foi que os Renegados iriam atacar em
uma das casas. Ento ele percebeu que havia um alvo muito melhor para eles. Os barcos
de pesca. - A fonte de riqueza da vila. Se uma casa fosse queimada, os habitantes
poderiam viver sob a lona enquanto eles reconstrussem. No seria a situao mais
confortvel, mas a vida poderia continuar.

Se os barcos fossem destrudos, no haveria pesca, nem renda, enquanto novos barcos
fossem construdos.

Seria de acordo com a crueldade dos Renegados atacar os barcos, ele tinha decidido, e
agora estava provando que sua teoria estava correta. Meia dzia de figuras sombrias
surgiu das rvores da praia e moveram-se furtivamente na areia at os barcos de pesca.
Enquanto ele observava, Halt se perguntou vagamente porque eles automaticamente
caram em um agachamento quando vieram. Isso no fazia nada para escond-los de
vista. Isso simplesmente fazia os olharem mais desconfiados. No entanto, a maioria das
pessoas em circunstncias semelhantes, faria a mesma coisa.

Quatro dos homens pararam em uma pilha de redes de pesca e equipamentos a dez
metros de distancia. Os 'outros' dois continuaram, dirigindo para o barco ao lado de
onde Halt estava agachado por detrs. Ele olhou em volta da popa  medida que se
ajoelhou na areia, a poucos metros de distncia - perto o suficiente para ele ouvir a
conversa sussurrada.

"Em quantos ns iremos fazer?" perguntou um.

"Farrell disse que dois deveriam ser suficientes para lhes ensinar uma lio." Farrell era
o homem de cabelos grisalhos que Halt tinha observado no incio do dia, o lder deste
pequeno grupo de Renegados. "Eu vou fazer este. Voc cuida do que est por trs de
mim." O orador sacudiu a cabea em direo ao barco onde Halt estava oculto. Seu
companheiro assentiu com a cabea e comeou a engatinhar de mos e joelhos para a
proa do barco, permanecendo baixo para permanecer fora da vista
Rapidamente Halt recuou e afastou-se da pesca para fora da popa, em direo ao
terceiro barco na linha de modo que ele estaria por trs da sabotagem, quando ele voltou
sua ateno para a sua tarefa. A praia estava repleta de grandes manchas de algas e
troncos, atiradas para a costa pelo vento e mar. Quando ele ouviu o homem rodando o
barco, Halt caiu imvel para a areia, coberto por sua capa. Se o homem notou alguma
coisa, ele teria visto o Arqueiro imvel por outra moita de detritos. Como era o ditado
antigo Arqueiro, se uma pessoa no espera ver algum, as probabilidades so de que ele
no ir.

Halt ouviu o raspar de pedra em ao e ergueu os olhos uma frao. O homem estava
enfiado atrs do barco, de costas para Halt. Quando o Arqueiro assistia, ele ouviu e viu
outra raspar e um lampejo de luz azul da pedra.

Nos cotovelos e joelhos, ele deslizou para frente como uma gigante cobra silenciosa,
subindo para um agachamento em que atingia o homem confiante.

O primeiro momento em que o ladro descobriu que ele no estava sozinho foi quando
uma barra de ferro de um brao prendeu em sua garganta, enquanto uma mo poderosa
forou sua cabea para frente para concluir o estrangulamento. Ele conseguiu um
pequeno suspiro de surpresa antes de sua entrada de ar fosse cortada.

"O que h de errado?" sussurrou a chamada veio de outro barco. Halt, continuando a
aplicar o estrangulamento no homem que estava enfraquecendo rapidamente, respondeu
num sussurro semelhante.

"Nada. A pedra caiu."

Ele viu o reflexo de outra pedra de ao marcante do outro barco, quando ele ouviu a
resposta irritada sussurrando. "Bem, cale a boca e v em frente."

O estrangulamento tomou pleno efeito agora e o homem que tinha sido surpreendido
caiu inconsciente. Halt deitou na areia. No houve nenhum som ainda mais
impressionante de ao duro do outro lado do barco, o que significou que o primeiro
invasor tinha conseguido obter uma chama acesa. No havia tempo a perder. As
madeiras secas ao sol do barco, revestidas com verniz e tinta, e muito alcatro iriam
queimar rapidamente. O caminho mais rpido para atingir o homem estava sobre o
barco entre eles. Halt pulou sobre o baluarte, atravessou para o outro lado e rolou na
areia.

Quando ele levantou, ele viu o brilho de uma pequena chama no pavio realizada pelo
homem. O Invasor estava olhando para a chama, quando ele ouviu um rudo leve atrs
dele. Ele olhou para cima, com os olhos ofuscados pelo minsculo pedao de fogo, e
viu apenas uma figura escura a poucos metros de distncia. Logicamente, ele assumiu
que era seu companheiro.

"O que voc est fazendo? Voc j terminou?"
O tempo para a dissimulao acabou, Halt pensou. Na sua voz normal, ele respondeu:
"Nem perto."

Tarde demais, o outro homem percebeu que era um estranho. Ele se levantou de seu
agachamento. Mas quando ele fez, Halt o bateu com a fogueira de gravetos da sua mo,
jogando-o para a areia. Em seguida, ele seguiu em frente com sua outra mo, a sua
esquerda, em um grave soco enganchando que tinha todo o poder do seu corpo e
torcendo ombro por trs dele.

O calcanhar da mo bateu no queixo do homem, quebrando a cabea para trs e
mandando-o bater no casco do barco com um grito de dor. Conforme o homem deslizou
para a areia, semi-consciente, Halt gritou no topo de seus pulmes.

"Fogo! Fogo nos barcos! Fogo!"

Ele ouviu um coro de exclamaes assustadas dos outros quatro invasores que tentavam
descobrir o que havia acontecido. No havia um plano para comear a gritar quando os
fogos fossem acesos. No entanto, na medida em que eles soubessem apenas os seus dois
companheiros estavam no barco.

"Fogo!" Halt gritou novamente. "Nos barcos! Fogo!"

Sua voz estava surpreendentemente alto na noite tranqila e j havia luzes mostrando
nas casas da aldeia. Os quatro homens perceberam agora que as coisas tinham ido muito
errado e eles se levantaram, correndo para os barcos. Halt rompeu com tampa,
dobrando-se da praia e longe deles. Instintivamente, eles voltaram a persegui-lo, que era
o que ele esperava. Ele no queria que eles tentassem terminar o trabalho de incendiar
os barcos.

"Pegue-o!" ele ouviu algum gritar, e o baque suave dos ps na areia estava logo atrs
dele.

Mas agora havia outras vozes gritando a distncia, conforme os moradores acordaram e
deram o alarme, e ele ouviu os ps correndo atrs dele hesitarem.

"Deixem-no ir! Peguem Morris e Scarr e vamos sair daqui!" ele ouviu o grito unssono.
Morris e Scarr seriam os dois que tentaram queimar os barcos e os atacantes no
gostaria de deix-los para os moradores a questo. Os ps correndo atrs dele, se
viraram, voltando para os barcos. Ele arriscou um rpido olhar sobre o ombro e viu os
quatro homens voltando para arrastar seus companheiros. Vrias centenas de metros
mais  frente para a praia, os moradores indicavam a posio das lanternas para os
barcos, embora o seu sentido inicial de urgncia desapareceu quando eles no viram
nenhum sinal de incndio no barco.

O grupo invasor teria tempo para fugir, ele pensou. Mas havia pouco que ele pudesse
fazer sobre isso agora. A grande tenda, onde os Renegados estavam acampados estava
lentamente voltando  vida tambm. Sem dvida, eles tinham estado acordados o tempo
todo, olhando para os seus cmplices realizando seus planos. Agora,  claro, que mal
poderiam fingir ter dormido com a algazarra.

Halt desacelerou seu ritmo para uma leve corrida quando ele chegou nas rvores na
beira da praia. Ele parou dentro das sombras, soltando e respirando fundo vrias vezes.
Como todos os Arqueiros, ele estava em condio fsica excelente. Mas nunca feria
descansar quando voc tivesse a chance e ele podia sentir a adrenalina surgindo atravs
de seu sistema, tornando a respirao mais rpida e fazendo o seu corao bater mais
rapidamente.

Calma, ele disse a seu corpo correndo, e ele sentiu seu pulso comear a abrandar para
um ritmo mais normal.

Tudo em tudo, tinha sido uma noite bem-sucedida, ele pensou. Ele teria preferido que
um ou dois dos invasores houvessem sido deixados para trs para os moradores se
questionarem. Mas pelo menos ele tinha frustrado o seu plano de queimar os barcos.

E ele teria jogado uma grande dvida em suas mentes enquanto tentavam descobrir o
que havia de errado com o seu plano e quem tinha interferido.

Ele sorriu melancolicamente para si mesmo. Ele gostou da idia de que os estranhos
poderiam ter algo para se preocupar. Talvez tenha sido a satisfao de pequeno porte
que o fez perdeu seu natural sentimento de cautela. Quando ele se virou de cabea para
o local onde ele havia deixado Abelard, ele encontrou um homem que estava atrs de
uma rvore.

"Quem raios  voc?" o homem demandou. Ele tinha uma clava forte cravada na mo e
girou por cima, agora, preparando para um golpe esmagador na cabea deste estranho.

O ato imediato da agresso disse a Halt que este era outro da gangue dos Renegados.
Recuperando rapidamente a partir de seu choque, ele chutou lateralmente no interior do
joelho esquerdo do homem. A perna dobrou e o homem recolheu com um grito de dor,
segurando o joelho machucado e gritando.

"Ajuda! Ajuda! Por aqui!"

Halt ouviu gritos respondendo ao som de corpos que atravessam as rvores e arbustos.
Movendo-se como um fantasma, ele fugiu. Ele tinha que chegar em Abelard antes dos
perseguidores chegarem a ele.



Captulo 6



A Reunio estava chegando ao fim.
Os dois aprendizes do ltimo ano estavam tendo a usual iniciao aos ranks. Will sorria
tristemente enquanto observava, sentindo Gilan cravar o cotovelo em suas costelas. No
muito tempo atrs, ele estava em uma posio similar, sentindo-se perplexo enquanto
Crowley ignorava e murmurava e arremessava pedaos de papel em volta, fazendo luz
de todo o processo.

Ele assistiu aos dois novos Arqueiros enquanto eles espelhavam seu prprio assombro
total. Aps cinco anos de trabalho duro e fiel aplicao, um graduando aprendiz
esperava algum tipo de cerimnia. Algo para marcar o que era sem dvida o dia mais
importante de sua vida at  data. E assim, o Corpo de Guarda, no seu prprio estilo,
saia do seu caminho para evitar tal coisa. Porque, como Will percebia agora, a
graduao no era um fim. Era o incio de uma fase muito maior e mais importante da
vida.

Aparentemente, apenas Crowley, os dois aprendizes e seus mentores estavam presentes.
Mas, na verdade, eles estavam cercados por um grupo de silenciosos e invisveis
espectadores do resto dos Arqueiros escondidos entre as rvores, prontos para saltar
para fora com seus gritos de congratulaes e bem-vindas, tal como fizeram em todas as
indues.

Os pais dos meninos e vrios membros da famlia tinham sido admitidos para a rea
para ver seus filhos graduarem, viajando os ltimos dez quilmetros da viagem de olhos
vendados, a localizao do Campo da Reunio era um segredo muito bem guardado.
Eles tambm assistiam com expectativa e diverso a partir da sombra das rvores.

Apenas os mais jovens aprendizes estavam ausentes. Era uma regra estrita que ningum
jamais iria dizer a um aprendiz o que aconteceria com ele em sua graduao e assim os
trs dos Arqueiros mais velhos do Corpo tinham pegado os aprendizes do primeiro e
terceiro ano (no havia aprendiz de segundo ou quarto ano nessa Reunio) para um local
bem longe do Campo da Reunio para uma ltima srie de palestras. Eles voltariam a
tempo para a festa que se seguia s indues.

Crowley estava chegando ao final de sua performance, sempre magistral.

"Ento," ele disse, olhos para baixo e lendo a um ritmo vertiginoso, como se quisesse
passar toda a questo o mais rapidamente possvel "voc, Clarke do Feudo Caraway, e
voc, Skinner de onde  que voc vem .. . sim ... Espere um minuto, onde est ... Feudo
Martinsyde, claro ... concluram todos os aspectos da sua formao e esto prontos para
serem empossados como membros plenos do Corpo Arqueiro. Ento os emposso, pela
autoridade concedida para mim, como Comandante do Corpo de Arqueiros e bl bl bl
e etc e tal e por que ambos vocs no apertam as mos e que deve apenas sobre isso. "

Ele se levantou rapidamente, reunindo seus papis, e apertou as mos superficialmente
com os dois graduados assustados. "Tal como um casamento, na verdade, no ?"

Os dois rapazes entreolharam-se, em seguida, olharam para Crowley. Ele pareceu notar
a sua perplexidade pela primeira vez e hesitou, olhando para eles com uma expresso de
perplexidade. "Havia algo mais? Perdi alguma coisa?" Ele coou a cabea e fez uma
reviso rpida dos acontecimentos. Will no podia ajudar sorrindo quando a iluminao
parecia amanhecer na Comandante Arqueiro.

"Ah,  claro! Vocs vo querer folhas de carvalho de prata, vocs no vo?" Crowley
olhou para os dois mentores de Skinner e Clarke, que avanaram com os pequenos
objetos brilhantes que cada Arqueiro prezava. "Bem, entregue-os!" ele disse
casualmente.

Ento, conforme os dois Arqueiros foram pendurar os amuletos de prata de Folha de
Carvalho nos pescoos dos seus antigos aprendizes, os outros Arqueiros saram da
clareira, atirando para trs as capas que os tinham ocultado ao redor do pequeno grupo.

"Parabns!"

O rugido enorme subiu por entre as rvores, acordando os pssaros que estavam
empoleirados entre os galhos, assustando-os em um coro que ecoou o rugido de
aprovao. Conforme os Arqueiros foram para frente para felicitar os seus novos
membros, batendo as costas, rindo e apertando suas mos, Will viu os dois rostos
transformados surpreendidos quando Clarke e Skinner perceberam que tinham sido
vtimas de uma gigante piada prtica. Ele tambm viu as lgrimas rpidas do prazer e
orgulho que brotaram de seus olhos, eles perceberam que j eram membros de pleno
direito deste grupo de elite. Ele sentiu seus olhos ligeiramente picarem em memria de
seu momento de realizao, ento ele se adiantou para tomar a sua vez de boas-vindas
aos novos membros.

"Parabns. Foram longos cinco anos, no foram?"

Skinner estava sendo abraado por sua me chorosa, uma mulher bastante larga que
diferia de seu filho ano, magro de cabelos escuros.

"Eu estou to orgulhosa de voc! To orgulhosa! Se apenas o pai pudesse estar aqui!"
ela estava dizendo. Skinner conseguiu livrar-se do seu abrao de urso tempo suficiente
para apertar a mo de Will.

"T, T, Me", disse ele. "Est tudo bem". Ento, para Will, ele admitiu: "s vezes eu
pensei que nunca ia fazer isso."

Will assentiu com a cabea. "Particularmente nos ltimos meses? ele perguntou e os
olhos de Skinner se arregalaram de surpresa.

"Como voc sabia disso?"

"Ns todos nos sentimos assim no final," Will disse. "Voc percebe a grande tarefa que
est na sua frente."

"Voc quer dizer... voc se sentiu assim tambm?" Skinner disse em descrena. Skinner
achou difcil acreditar que uma lenda como Will Treaty poderia sentir dvidas.
Will sorriu facilmente. "Fiquei apavorado", ele admitiu. "Mas, acredite em sua
formao. Quando voc comear a sua misso, voc vai descobrir que voc sabe muito
mais do que voc pensa."

Ele deixou Skinner ser tragado por mais uma exploso de orgulho maternal e moveu-se
para Clarke, que estava cercado por um pequeno grupo composto por seus pais, seu
irmo e seu mentor. Aps oferecer suas felicitaes, Will perguntou: "Qualquer idia de
onde voc vai ser atribudo?"

Clarke sacudiu a cabea. Will podia ver a incerteza repentina nos olhos dele que ele
registrou o fato de que ele estaria se afastando as asas protetoras do seu mentor, e tendo
o seu prprio feudo.

"Vai ser em algum lugar agradvel e tranquilo, tenho certeza", Andross, seu mentor,
disse tranquilizador. "Ns no costumamos jogar novos Arqueiros no fundo do poo."

"Voc vai ficar bem," Will disse a ele.

Clarke sorriu. "Qualquer lugar seria pacfico sem o ronco de Andross", disse ele.

Andross ergueu as sobrancelhas e olhou de soslaio para o jovem. " isso mesmo? Bem,
s rezo para que voc no esteja no feudo ao lado do meu ou voc ainda poder me
ouvir."

Will se juntou ao coro geral de riso que deu a volta ao grupo. Em seguida, o irmo mais
novo de Clarke, olhando com admirao no seu irmo recm-elevado, perguntou: 'Voc
vai poder voltar para casa e visitar por alguns dias antes de ir? "

Clarke olhou para Andross, que assentiu com a cabea. "Novos Arqueiros obtm licena
de uma semana com seus familiares antes de tomar o seu Posto. Quando olhou em volta
do crculo de rostos felizes, Will sentiu uma pequena pontada de arrependimento. No
tinha havido nenhuma famlia feliz a desejar-lhe bem quando ele se formou, ele pensou.
Ento ele jogou longe o pequeno momento de melancolia. Tinha havido Halt, pensou
ele. E Halt era famlia o suficiente para qualquer um.

Crowley estava empurrando o seu caminho atravs da multido agora para colocar um
brao em volta dos ombros de cada um dos novos aprendizes.

"Por que estamos todos aqui a falar?" ele gritou. "Vamos comer."

***

A refeio era simples, mas nem por isso menos deliciosa para isso. A coxa de veado
tinha estado girando no espeto sobre uma cama de brasas vivas por algumas horas, os
sucos e gordura caindo no fogo e levantar sbitas exploses de fogo, enchendo a
clareira com o cheiro de carne assada suculenta. Dois dos Arqueiros agora habilmente a
cortava, colocando as fatias de carne de carga em bandejas com uma salada verde
jogada com vinagre e molho de azeite picante. Toneladas de frutas frescas foram
colocadas ao longo da longa mesa de sobremesa.

Aps a refeio, os Arqueiros recostaram-se quando jarras de caf quente vapor foram
colocadas. Will sorriu para Gilan no outro lado da mesa quando o Arqueiro chegou a
um pote de mel alguns espaos abaixo da mesa.

"No tome isso tudo", ele alertou. Um casal de velhos Arqueiros sentados perto deles
balanou a cabea em condenao zombada.

"Eu vejo que Halt ainda passa seus maus hbitos", disse um deles.

Crowley anunciou que o entretenimento estava prestes a comear e Berrigan, um ex-
Arqueiro que tinha perdido uma perna em combate e, agora, viajava pelo pas como um
menestrel (e um agente disfarado para o Corpo) avanou com a sua guitarra. Ele
cantou trs msicas, sob aplausos cada vez mais turbulentos, em seguida, acenou para
Will.

"Venha se juntar a mim, Will Treaty!" ele chamou. "Vamos ver se voc se lembra o que
eu te ensinei." O ex-Arqueiro tinha treinado Will em seu papel como um bardo, quando
ele tinha ido a sua misso para o Feudo Norgate.

Will corou com prazer enquanto ele se levantou de seu assento a um coro de vaias
amigveis. Ele fez seu caminho para o espao livre  frente da mesa onde Berrigan
estava fazendo sua perfomance. Um dos aprendizes tinha sido enviado para buscar a
mandola de Will em sua tenda - ele raramente viajava a qualquer lugar sem ela - e
passou o instrumento para ele agora. Will tocou uma corda experimentalmente.

"Eu afinei ela," Berrigan disse para ele e Will franziu a testa enquanto tentava ajustar a
seqncia de cima.

"Como eu vejo", respondeu ele, com rosto srio e uma onda de diverso passou pela
platia. Berrigan assentiu com apreciao da zombaria.

"O que acha de comearmos?" ele exigiu. Mas Will estava pronto para isso. Foi o
primeiro truque do comrcio que Berrigan lhe tinham ensinado. Um artista profissional
est sempre pronto com uma cano, ele lhe dissera. Hesitao marca voc como um
amador.

"Jenny na Montanha", disse ele rapidamente.

Berrigan sorriu para ele. "Eu vejo que voc se lembrou de algumas coisas, ento."

Eles tocaram juntos por trs msicas. Will tinha uma voz agradvel e Berrigan deslizou
sem esforo em uma harmonia enquanto o menor homem cantava a melodia. Will teve
que admitir que eles tocaram muito bem juntos. Mas depois da terceira msica, ele
abaixou a mandola.
"Voc tambm me ensinou a no ultrapassar minhas boas-vindas", disse ele, e ele
tomou o seu lugar para uma rodada de aplausos, se contentando em assistir o ator
principal para o resto da noite.

Ele voltou para Berrigan para a cano final. Era o hino no-oficial Arqueiro, uma
balada chamada Cabana nas Arvores, e todos os reunidos participaram, cantando
suavemente junto ao coro.

"Voltando para a cabana nas rvores

Voltando ao riacho abaixo da colina.

Uma menina morava l quando eu sa.

Mas eu duvido que ela estar esperando por mim ainda."

A cano suave, simples de amor perdido e de vida do pas era um contraste marcante
com a vida dura e perigosa que os Arqueiros conduziam. Talvez seja por isso que eles
amavam tanto quanto eles faziam, Will pensou. Enquanto ele e Berrigan tocavam o
acorde final macio, houve um suspiro audvel de audincias, depois o silncio caiu
sobre eles. Will olhou para a mesa e viu que os rostos de seus companheiros, tantas
vezes definidos em popa, linhas duras, tinham amolecido quando eles pensavam em
velhos amigos e tempos passados.

"Certo, todos! Ateno por favor!" Crowley deixou o momento de reflexo se estender
por um intervalo decente, ento trouxe todos de volta ao presente. "ltima parte oficial
dos negcios para este ano. Atribuies e deslocamentos para o prximo ano."

Enquanto Crowley tomava o seu lugar na cabeceira da mesa, Will voltou a sentar em
frente a Gilan. Houve um aperto em seu estmago enquanto ele esperava as prximas
palavras de Crowley. Ele tinha sido atribudo ao sonolento Feudo Seacliff durante
tempo suficiente, ele sentia. Talvez fosse hora de algo mais desafiador.

"Como alguns de vocs j sabem" Crowley comeou "Alun decidiu se aposentar."

Alun era o Arqueiro do Feudo Whitby. Agora, ele iria para o Castelo Araluen, como era
o costume para os Arqueiros aposentados, onde ele iria ajudar com tarefas
administrativas, tirando alguns dos encargos de papelada dos ombros de Crowley.

Ele era uma figura popular e houve uma rodada de aplausos calorosos quando ele se
adiantou para receber a Folha de Carvalho de Ouro - smbolo de um Arqueiro
aposentado - de Crowley.

Havia tambm um rolo de recomendao do rei Duncan, agradecendo Alun por seus
muitos anos de servio leais  coroa.

"Eu pensarei em voc todos", disse Alun, sorrindo ao redor do crculo de rostos
conhecidos. "Eu pensarei em voc quando eu estiver escondido em uma cama quente no
Castelo Araluen e todos vocs estaro dormindo em valas enlameadas e celeiros
imundos.

Um coro de abuso alegre encontrou este ataque e seu sorriso se alargou. No entanto,
Will podia ver uma pitada de nostalgia por trs do sorriso. Alun perderia a liberdade de
montanhas e florestas e da emoo de enfrentar o desconhecido a cada nascer do sol.

Mas sua aposentadoria significava que havia uma vaga para um dos Arqueiros
graduando preencherem. No Whitby,  claro - era um dos feudos mais importantes no
Reino, disposto quase exatamente no centro geogrfico do pas, onde todas as estradas
principais cruzavam e vrias rotas comerciais importantes se encontravam.

Resumidamente, Will, alimentava a esperana de que ele poderia ser nomeado para
Whitby. Ele tinha se provado ao longo dos ltimos dois anos, pensou ele, e ele sabia que
Crowley respeitava suas habilidades.

"O que deixa um lugar para preencher em Whitby," Crowley estava dizendo. "E o novo
Arqueiro para o Feudo Whitby ser..."

Crowley no pde ajudar a si mesmo. Ele fez uma pausa dramtica para garantir que ele
tinha a ateno de todos os presentes. "Gilan."

Will sentiu um eixo instantneo de decepo, seguido quase imediatamente por uma
sensao de felicidade e orgulho pelo seu amigo. Gilan se levantou de sua cadeira, seu
rosto ficou vermelho de prazer, enquanto ele se movia para frente para aceitar a
comisso por escrito de Crowley e apertar a mo do Comandante. Gilan merecia o
reconhecimento, Will percebeu, e ele se sentiu culpado por esse momento de cime que
tomou conta dele quando o nome de Gilan foi anunciado.

"Bem feito, Gilan. Voc merece isso", Crowley estava dizendo.

Houve um murmrio de concordncia da audincia. Gilan era altamente qualificado,
responsvel e muito inteligente. Ele era geralmente considerado como um dos mais
brilhantes jovens Arqueiros. Alm disso, com as conexes de sua famlia, ele estaria em
boa posio em Whitby. Seu pai era o supremo comandante do exrcito do Reino.

Conforme Gilan moveu-se para retomar seu lugar, Will se levantou e abraou o amigo.

"Parabns. No poderia ter ido um homem melhor", disse ele. Ele ficou satisfeito ao
perceber que ele estava falando srio. E ele sabia que tinha sido irrealista esperar a
nomeao mesmo. Ele era definitivamente muito jovem. Gilan sorriu para ele, ainda um
pouco superado com esta promoo inesperada.

"Bem, pelo menos, estaremos muito mais prximos uns dos outros agora", disse ele.
"Essa  uma boa notcia."

Suas palavras levantaram uma dvida lancinante na mente de Will. Whitby e Seacliff
eram quase vizinhos, com apenas um outro feudo os separando. Mas agora que Gilan
estava se movendo de Norgate, algum teria que substitu-lo. Will enfrentou essa
perspectiva com algumas dvidas. Afinal, com o seu conhecimento do feudo e seu
povo, ele era a escolha lgica.

No entanto, como ele estava ansioso por um desafio maior, a perspectiva de se mudar
para Norgate estava enchendo Will com desnimo.

Em Seacliff, ele estaria apenas a um passeio de alguns dias de Redmont - e Alyss. Nos
ltimos meses, ele tinha sido capaz de fazer viagens regulares para visitar a alta e bela
garota. E ela tinha encontrado vrias ocasies para trazer mensagens para Seacliff - sem
dvida, projetadas por sua mentora benevolente, a senhora Pauline, que aprovava
totalmente o crescente relacionamento entre a sua protegida e o jovem Arqueiro.

Mas Norgate! Norgate estava a vrias semanas longe de Redmont. E as estradas eram
muitas vezes difceis e perigosas. Para visitar Alyss por um dia significaria tirar uma
licena de ausncia de quase um ms de seu posto. E Norgate no era o tipo de feudo
que um Arqueiro poderia deixar seu posto por longos perodos como esse. Ele poderia
fazer isso uma vez por ano, certamente no mais que isso.

Seu corao estava na boca dele enquanto ele olhava Crowley pegar a prxima
Comisso da tabela.

"O Feudo Norgate ser a nova postagem para um de nossos mais respeitados
Arqueiros..." Mais uma vez ele fez uma pausa para o efeito dramtico. Will poderia ter
alegremente pulado e o estrangulado. Vamos em frente com isso, ele queria gritar. Mas
ele se forou a continuar a respirar profundamente, para relaxar.

"Harrison" Crowley anunciou e Will sentiu uma onda enorme de alivio varrer sobre ele.

Harrison estava em seus trinta e tantos anos. Mais seguro e confivel do que brilhante,
ele tinha sido gravemente ferido em uma batalha com os piratas Ibricos h alguns anos
e nomeado para o pequeno e sonolento Feudo Coledale enquanto ele se recuperava.
Agora, totalmente recuperado, ele era a escolha ideal para Norgate.

"Tempo de te colocarmos de volta ao trabalho, Harrison" Crowley disse.

"Eu vou ser feliz com a chance, Crowley," o curto e poderosamente construdo Arqueiro
respondeu.

Will assentiu com a cabea para si mesmo. Norgate poderia usar uma mo firme e
segurar as rdeas. E Harrison iria lidar bem com o baro e seu Mestre de Guerra -
ambos os quais estavam inclinados h serem um pouco pomposos s vezes.

A nomeao final foi a de substituir Harrison em Coledale e a Comisso foi at o novo
graduado, Skinner. Ele corou com orgulho quando ele recebeu seu rolo de comisso de
Crowley. O comandante voltou-se para o outro graduado, Clarke.
"Clarke, estou com medo no h outras vagas no momento. Foi uma escolha difcil
entre voc e Skinner, mas a avaliao dele foi um pouco superior a sua. Estou certo de
que um dos velhos caturras a fora - "ele varreu o brao em torno dos Arqueiros
montados e houve uma ondulao do riso" - vai se aposentar nos prximos seis meses
ou assim ... uma vez que Alun lhes disser sobre as vantagens de uma cama quentinha.
Ento voc vai ter a sua nomeao. Nesse meio tempo, voc vai se mudar para o Castelo
Araluen e trabalhar como meu assistente pessoal. Como  isso?"

Clarke acenou com agradecimentos. Os deveres de Crowley como Comandante, por
vezes conflitavam com seu trabalho como Arqueiro do Feudo Araluen. Clarke poderia
preencher para ele agir como Arqueiro em suas ausncias. Era uma boa soluo para o
problema. O menino ia ganhar experincia no campo e Crowley poderia dividir alguma
da sua carga de trabalho.

Crowley dobrou a folha de anotaes que ele tinha usado para referncia.

"E com isso finalizamos. No existem outras atribuies a discutir. Foi um encontro
bom e eu agradeo a todos por seus esforos. Ento agora vamos ter um copo de vinho e
cham-lo de noite."

Conforme os Arqueiros montados romperam-se e afastaram-se, formando pequenos
grupos, Will ficou em silncio por alguns instantes. Ele estava aliviado de que ele no
tinha sido enviado para Norgate. Mas ele no podia deixar de sentir um pouco
decepcionado por ter sido negligenciado. Ele sabia que Crowley no moveria as pessoas
ao redor apenas para o bem dele - um Arqueiro formava um vnculo especial com o
feudo que ele era atribudo. Mas, ainda assim, muito pouco aconteceu em Seacliff estes
dias.

Ele se sacudiu irritado. Voc se preocupa se eles te enviarem para Norgate e ento
quando eles no o fazem voc se sente menosprezado, ele pensou. E ele era honesto o
suficiente para sorrir em sua contrariedade. Ele sentiu uma mo no brao dele e virou-se
para encontrar Crowley ao lado dele.

"D-me um minuto, por favor, Will?" Crowley disse. "H algo que precisamos
discutir."



Captulo 7



Halt estava preso. Ele amaldioou a si mesmo por tomar o inimigo de forma to leve.
Uma vez ele tinha chegado a Abelard, ele tinha superado facilmente seus perseguidores.
Aos poucos, suas mensagens morreram de silncio e, confiante de que ele tinha fugido,
ele aliviou Abelard baixar para um trote. Ele no tinha idia de que outro grupo de
inimigos estava a cavalo e estavam cavalgando pelo flanco e o cortaram na estrada
principal que levava de volta para Redmont feudo.

Pior ainda, esse segundo grupo tinha ces. Abelard os captou muito antes de Halt fazer.
Ele viu as orelhas do pequeno cavalo levantarem um pouco e ouviu o relincho nervoso,
alerta. Um tremor percorreu o corpo do cavalo resistente. Halt pode senti-lo e soube que
algo estava errado. Ele pediu Abelard para trotar uma vez mais, quando o sol mostrou-
se acima da borda das rvores.

Ento ele ouviu o latido e percebeu que seus perseguidores conseguiram ficar entre ele e
a estrada. Ele girou a cabea de Abelard de volta, na esperana de deixar eles para trs e
retornar depois para a estrada

Foi quando o primeiro dos ces surgiu das rvores.

Isso no era co de monitoramento. Ele corria em silncio, desperdiando nenhuma da
sua energia no latido e uivando aos outros. Este co era um assassino. Um co de
guerra, treinado para perseguir silenciosamente, em seguida, atacar sem aviso e sem
piedade.

Era enorme, a sua pele curta cinza manchada a preto e os olhos vermelhos em chamas
de dio. Ele viu a sua presa agora e pulou em Abelard, apontando para a garganta do
cavalo com os seus dentes enormes.

Qualquer cavalo normal poderia ter congelado no terror ou recuado violentamente ao
ataque repentino. Mas Abelard era um cavalo Arqueiro, bem treinado, inteligente e
corajoso. Ele girou em suas pernas traseiras e saltou para o lado, evitando a corrida
desenfreada do monstro. No entanto, o fez com um mnimo de pnico e com a
quantidade de movimento necessrio. O instinto de Abelard, a cargo de longos anos de
experincia, lhe disse que a sua melhor defesa estava com a figura sentada montado
nele. E uma reao violenta repentina poderia derrubar seu cavaleiro.

As garras do co passaram no ar vazio, perdendo a garganta do cavalo por centmetros.

Ele caiu no cho, girou e tenso, pronto para saltar de novo. Agora, pela primeira vez, ele
emitiu um som ... um grunhido surdo profundo.

O qual foi cortado quase que instantaneamente por primeira flecha de Halt.

Confrontado com uma cabea no alvo, o Arqueiro esperou at que o co tivesse
levantado a cabea para soar o desafio rosnando.

Abelard estava parado como pedra, dando a Halt uma plataforma estvel.

Ento Halt atirou para a garganta, o impacto da flecha pesada, com oitenta quilos de
peso de seu arco para trs, enviando o co para trs e lateralmente.

A segunda flecha, vindo dentro de segundos da primeira, golpeou o rosnador assassino
no corao, deixando-o cair morto de pedra.
Halt afagou o pescoo do cavalo. Ele sabia que a fora de vontade que Abelard tinha
tomado para estar parado, permitindo-lhe atirar. Ele entendeu a profundidade da
confiana do pequeno cavalo tinha acabado de colocar nele e ficou feliz que ele no
tinha deixado o seu velho amigo para baixo.

"Bom rapaz", disse ele calmamente. "Agora, vamos sair daqui."

Eles rodou, girando em uma tangente ao caminho que eles tinham vindo. O pas era
estranho para Halt e por enquanto tudo o que ele podia fazer era tentar colocar distncia
entre ele e os ces latindo -, bem como quaisquer outros ces de guerra que poderia
estar perseguindo silenciosamente pela floresta atrs deles.

O latido estava ainda perto atrs deles quando eles quebraram claro da cobertura arbrea
pesada e comearam a subir uma ladeira. O cho estava coberto de arbustos altos,
salpicados com afloramentos rochosos ocasionais e bosques de rvores. Mas quando ele
se aproximava do topo Halt viu, tarde demais, que ele tinha cometido um erro fatal. O
que ele tinha levado a ser uma colina era um blefe - uma parte inclinada do terreno que
estava gradativamente diminuindo e levava a um penhasco com vista para o rio fundo,
largo.

Ele girou Abelard e comeou a correr de volta para baixo da encosta. Mas eles no foi
muito longe antes que ele viu movimento nas margens das rvores, na base do morro.
Era tarde demais para voltar. Eles foram presos na metade do caminho. Enquanto
observava, outra forma macia cinza e preta se desvinculou do grupo e veio subindo a
ladeira depois deles, perto da barriga para o cho, dentes arreganhados em um enorme
emaranhado assassino.

Abelard roncou um aviso.

"Eu o vi", Halt disse calmamente e o cavalo relaxou, sua f absoluta em Halt.

Normalmente, Halt gostava de ces. Mas ele ia matar estes animais sem receio. Esse
no era nenhum co. Essa era uma mquina de matar impiedosa, pervertida pela sua
formao to cruel que ele procurava apenas matar e matar novamente.

O co estava a cinqenta metros de distncia quando Halt deslizou da sela, pegando
uma flecha enquanto ele fez. Ele deixou o voraz animal chegar mais perto. Trinta
metros. Vinte e cinco anos.

Abelard relinchou consternado leve. O que voc est esperando?

"Acalme-se," Halt disse ele, e liberou.

Foi um tiro de morte instantnea. O co correndo simplesmente entrou em colapso em
meio passo, dobrou as pernas sob ele, deixando cair a cabea, de modo que rolou vrias
vezes, seu impulso levando-o para a frente, antes que ele veio a uma parada. Uma
parada mortal, Halt pensou sombrio.
Abelard relinchou novamente. Halt pensou que poderia detectar uma nota de satisfao
no som, mas ele pode ter imaginado.

"Eu disse a voc que Eu sei o que estou fazendo", disse ele. Mas ento ele franziu a
testa. Porque ele no tinha certeza do que ia fazer a seguir. Ele podia ver os homens
emergindo das rvores, apontando para cima quando eles o viram e Abelard a meio da
encosta. Vrios deles estavam carregando arcos e um deles comeou a elevar o seu, uma
flecha na corda.

Ele mal comeou a pressionar quando uma flecha preta assobiou baixo e mandou-o
caindo de volta para as rvores. Seus companheiros olharam o seu corpo sem vida,
olharam novamente para a figura indistinta acima deles e viram que ele estava
entalhando outra flecha.

Como um, eles voltaram para a cobertura das rvores, tropeando nos ces animados
enquanto os vencia fora do caminho. A segunda flecha bateu, tremendo, no tronco de
uma rvore na altura do peito. A mensagem era clara. No mostre a si mesmo se voc
deseja se manter saudvel.

Na confuso, nenhum deles viu a figura de capa cinza levar seu cavalo em um
amontoado de pedras. Quando olharam para trs da encosta, no havia nenhum sinal do
homem ou cavalo.

O dia passava. O sol subiu ao seu apogeu e comeou a descer em direo ao horizonte
ocidental. Mas ainda os Renegados no podiam ver nenhum sinal da figura acima do
monte. Eles sabiam que ele estava l - em algum lugar. Mas exatamente onde eles no
tinham idia - havia pelo menos meia dzia de pedras cadas que poderiam estar
abrigando o estrangeiro e seu cavalo. E eles sabiam que se eles tentassem correr
cegamente at o morro, eles pagariam por isso com suas vidas.

No meio da tarde, eles lanaram outro co de guerra para ver se ele iria liberar o
Arqueiro. O co virou para trs e para frente, farejando o ar por alguns traos do homem
e do cavalo. Em seguida, pegou um ligeiro aroma na brisa, ele comeou a correr - sem
remorsos, barriga para o cho como todos de sua espcie.

Todos os olhos estavam sobre o co conforme ele se estabeleceu em seu ataque. Isso foi
um erro, pois ningum viu de onde a flecha veio quando ela atingiu o co e o mandou
rolando para baixo da encosta, os olhos vidrados, lngua para fora.

Subindo a encosta, atrs de uma queda de pedras de grandes dimenses; Halt olhou para
onde Abelard estava deitado, as pernas dobradas debaixo dele para que ele estivesse
completamente escondido da vista.

"Na Glia," o Arqueiro disse conversando, "este poderia ser chamado de um impasse.
Mas voc deve saber disso. Voc fala gauls, depois de tudo."
Ele no esperava resposta do cavalo,  claro. Mas Abelard inclinou a cabea na Halt,
gostando do som de sua voz.

"A questo : o que vamos fazer agora?"

Novamente, Abelard no tinha resposta. E pela primeira vez, nem Halt tinha. Ele sabia
que quando a escurido chegasse, ele poderia fazer o seu caminho at a ribanceira e
deslizar atravs da linha de observadores. Mesmo os ces no seriam qualquer problema
para ele. O vento tinha mudado de modo que soprava deles para ele. Eles no iriam
pegar o seu cheiro at que ele estivesse passado deles.

Mas o problema era Abelard. Ele no podia esperar para ter o cavalo com ele e evitar a
deteco. Mesmo se os homens no os vissem, os ces certamente ouviriam algum rudo
ligeiro de cascos do cavalo no cho. Os cavalos de Arqueiro eram treinados para agir
em silncio. Mas mesmo eles no podiam se mover to silenciosamente como um
Arqueiro.

Halt e no ia deixar Abelard trs. Isso era impensvel. Ele no tinha idia se havia mais
ces assassinos  espera l em baixo da linha das rvores.

Se houvesse, Abelard sozinho no teria a menor chance.

Ele considerou se deslocar para trs at se jogar para o precipcio.

Ele tinha visto o sinuoso rio abaixo da ribanceira, cerca de 10-12 metros abaixo. Se a
gua estivesse a uma profundidade suficiente, ele poderia sobreviver a um salto para
ela. Mas Abelard no. Ele era muito mais pesado do Halt. Eles cairiam na mesma
velocidade, mas a massa extra do cavalo significaria que ele iria atingir a gua com
fora muito maior do que Halt iria. E ao contrrio de seu mestre, Abelard no poderia
racionalizar o seu corpo para reduzir o impacto quando ele atingisse a superfcie da
gua. Ele iria pousar em sua barriga.

"Portanto, no podemos ir para cima e ns no podemos descer", disse Halt. Abelard
aspirou. Voc vai pensar em alguma coisa.

Halt levantou uma sobrancelha em sua direo. "No tenha tanta certeza disso", disse
ele. "Se voc receber alguma idia, eu gostaria de ouvi-la."

O sol estava bem abaixo das copas das rvores no oeste agora. A luz na encosta estava
tornando-se incerta. Halt espiou por uma pequena diferena nas rochas. No havia
nenhum sinal de movimento abaixo.

"Ainda no", ele murmurou. "Ns veremos o que acontece quando estiver totalmente
escuro."

s vezes, pensava ele, tudo que voc pode fazer  esperar. Este parecia ser um desses
momentos.
Quando a noite caiu, ele descompactou um balde de lona dobrvel de seu alforje e
metade cheio com gua de uma de suas cantinas para que Abelard pudesse beber. Ele
mesmo estava um pouco sedento, mas ele sentia que poderia esperar um pouco mais.

Ele ouviu atentamente os sons da noite que comeavam a encher o ar. Rs, e um grilo
persistente em algum lugar. O grito ocasional de uma coruja caando. De vez em
quando, pequenos animais passando rpido atravs dos arbustos e da grama alta. Cada
vez que Halt ouvia um som, ele olhava interrogativamente para Abelard. Mas o cavalo
no mostrou nenhum sinal de interesse, de modo que Halt sabia que eles eram todos
feitos naturalmente.

Ele esperava que os Renegados fizessem algum tipo de sonda durante a noite. Essa foi a
razo pela qual ele escutava to atentamente os sons de animais e pssaros. Ele estava
sintonizando-se com o espectro de sons naturais ao seu redor, absorvendo o padro de
modo que nada estrangeiro ou diferente se destacasse como um respingo de tinta sobre
uma tela em branco.

Havia outro motivo. Ele queria encontrar um som que no estava l para que ele
pudesse us-lo como um sinal para Abelard. Ele ouviu atentamente por alguns minutos,
ento decidiu.

"Um Martim-pescador", disse ele suavemente. Estritamente falando, eles no eram aves
noturnas. Mas s vezes eles se aproveitavam do fato de que os ratos e pequenos animais
se sentiam livres para apressar-se em torno da escurido. Se os inimigos deles ouvissem
o som, eles poderiam ser suspeitos. Mas eles no podiam ter a certeza que no era um
real martim-pescador agitando.

Ele se moveu para Abelard e apontou para cima com a palma da mo. A posio
reclinada dobrado no era a mais confortvel para o cavalo e ele reagiu com gratido,
chegando aos seus ps. No escuro, havia pouca chance de serem vistos sobre as rochas.

Abelard ficou parado enquanto Halt se movia na direo dele. O Arqueiro estendeu e
alisou a textura macia do nariz do cavalo, acariciando-lhe trs vezes. Ento ele colocou
as duas mos em cada lado do focinho e olhou nos olhos do cavalo. Apertou as mos
duas vezes e viu as orelhas de Abelard levantarem. Era uma rotina de treinamento de
longa data, uma das muitas compartilhada por Arqueiros e seus cavalos. Abelard sabia
que Halt estava prestes a ensinar-lhe um som. E da prxima vez que Abelard ouvisse
aquele som repetido, ele seria esperado que reagisse a ele.

Suavemente, Halt emitiu o baixo gorgolejo de um martim-pescador. Foi uma boa
aproximao da coisa real, mas no perfeito. Se um martim-pescador real passasse na
rea, Halt no queria Abelard se tornando confuso. A acuidade auditiva do cavalo iria
pegar a diferena entre a coisa real e a representao Halt. Um homem talvez no.

Os ouvidos Abelard foram para frente e para trs duas vezes em uma rpida sucesso - o
seu sinal para Halt o que ele tinha registrado o som. Halt afagou o focinho novamente.
"Bom rapaz", disse ele calmamente. "Agora relaxe."

Ele voltou ao seu ponto de vista entre as rochas. Havia uma fenda entre duas das
maiores pedras onde ele pudesse se sentar, a cabea e o rosto escondidos pelo capuz de
sua capa, e vistoria do firmamento escuro da encosta abaixo dele. A lua no estaria
aumentando por pelo menos quatro horas. Ele assumiu que o inimigo, se eles estavam
indo tentar alguma coisa, eles iriam fazer isso antes que o declive fosse banhado pelo
luar.

De vez em quando ele ouviu os latidos e rosnados silenciados dos ces enquanto eles
lutavam entre si, em seguida, os gritos de seus treinadores para os silenciarem. Eles
seriam os perseguidores, ele sabia. Os macios, os ces de guerra de no fazem barulho.
Eles foram treinados para no fazerem.

Ele considerou a possibilidade de que o inimigo pudesse liberar outro co de guerra sob
o manto da escurido, mas decidiu que era pouco provvel. Eles j tinham perdido trs
dos monstros para suas flechas e ces como esses no eram para ser desperdiados com
ligeireza. Levaram anos para criar e treinar. No, ele pensou, se o ataque viesse, seriam
os homens que lanariam. E antes que eles fizessem isso, eles teriam que explorar sua
posio.

Pelo menos, era isso que Halt estava esperando. Ele estava comeando a ver o primeiro
vislumbre de uma sada para este dilema. Com cuidado, ele colocou seu arco e aljava ao
lado das pedras. Ele no iria precisar deles. Qualquer confronto durante a noite seria de
perto. Ele chegou agora em seu alforje e encontrou seus dois strikers.

Estas eram armas nicas de Arqueiro. Eram cilindros de metal, do tamanho da sua mo
com um boto de chumbo ponderado em cada extremidade. Quando fechado em um
punho, os strikers viraram a mo em uma arma slida, firme, com o emprstimo de peso
mais fora e autoridade para um soco. Eles tambm poderiam ser cortados, formando
uma clava de arremesso que tinha o mesmo equilbrio de uma faca Saxnica de
Arqueiro.

Ele deslizou os dois cilindros pesados no bolso lateral da tnica.

"Fique aqui", ele disse a Abelard, apesar de no haver necessidade de faz-lo. Depois,
de barriga para o cho, usando os joelhos e cotovelos para impulsionar a si mesmo, ele
escorregou para fora da cobertura das rochas e moveu-se para baixo. Trinta metros
abaixo do local onde ele tinha se escondido, ele parou, caindo propenso rasteiro,
tornando o seu manto quase invisvel, logo que ele parou de se mover.

Agora tudo o que tinha a fazer era esperar. Ele pensou ironicamente que ele tinha
passado grande parte de sua vida  espera em situaes como esta.

Ento voc deveria estar acostumado a isso por agora, disse ele para si mesmo.
Captulo 8



Will e Crowley saram silenciosamente para longe dos outros Arqueiros, o Comandante
de cabelos cor de areia caminhando por entre as rvores para uma clareira pequena e
tranquila. Quando ele teve certeza de que no havia mais ningum ao alcance da voz,
Crowley parou e sentou-se num toco de rvore, olhando para cima com um olhar
excntrico  Will.

"Desapontado que eu te deixei em Seacliff?" ele perguntou.

"No! Nem um pouco!" Will respondeu apressadamente. Ento, conforme Crowley
continuou a olhar para ele, ele sorriu com tristeza. "Bem, talvez um pouco, Crowley. 
muito tranquilo l, voc sabe."

"Algumas pessoas no podem pensar que  uma coisa ruim. Ns supostamente
mantemos a paz no reino, afinal," Crowley disse.

Will trocou seus ps desajeitadamente. "Eu sei.  s que..."

Ele hesitou e Crowley acenou com a compreenso.

Will havia tido uma enorme dose de emoo em sua relativamente curta vida. A luta
com o Kalkara, a destruio da ponte secreta de Morgarath e seu subseqente seqestro
por piratas Escandinavos. Em seguida, ele escapou do cativeiro, desempenhou um papel
fundamental na batalha pela Escandinvia e voltou para casa em triunfo. Desde ento,
ele ajudou a resgatar o Oberjarl Escandinavo dos bandidos do deserto e preveniu a
invaso Escocesa em Norgate.

Com uma histria como essa, que era de admirar que ele desenvolvesse um gosto pela
aventura - e que ele achasse a vida sem grandes ocorrncias em Seacliff mais do que um
pouco restritiva.

"Eu entendo," Crowley disse. "Voc no precisa explicar. Mas tenho que admitir que eu
no fui totalmente justo com voc."

Ele fez uma pausa e Will o olhou com curiosidade. "Justo?"

Crowley fez um gesto desajeitado com uma mo. "H algo que eu tenho pensando em
discutir com voc", disse ele. "Eu acho que  importante e eu acho que  uma grande
oportunidade para voc. Mas voc pode no concordar. Por uma questo de fato," ele
acrescentou logo depois "que  em parte a razo pela qual Halt no veio para este
encontro."

Will franziu a testa, intrigado com a notcia. "Mas eu pensei que ele "
"Oh, ele est fora perseguindo boatos sobre os Renegados, tudo bem. Mas isso poderia
ter esperado. Ele usou isso como desculpa porque ele no quer influenciar a sua deciso
de uma forma ou de outra."

"Minha deciso? Crowley, voc est falando em enigmas. Qual deciso? O que  que
Halt no queria me influenciar?"

Crowley indicou para Will se sentar ao lado dele e esperou at o homem mais jovem
estar confortvel.

" uma idia que eu tenho pensando por algum tempo", disse ele. "Desde que voc foi
correndo para Arrida buscar Erak de volta, como uma questo de fato. O nosso mundo,
ou melhor, a nossa esfera de influncia no mundo, est crescendo a cada dia, Will. Ele
estende as antigas fronteiras feudais, passando as nossas prprias fronteiras nacionais,
s vezes."

"A operao Escandinava foi um exemplo. Assim como sua atribuio em Norgate. Ns
tivemos sorte que ns tivemos algum to realizado e capaz como voc para passar por
isso e que o seu prprio posto de Seacliff foi relativamente pacfico."

Will sentiu o rubor no rosto ao louvor de Crowley, mas ele no disse nada. Crowley
continuou.

"Normalmente, eu no poderia arrastar uma Arqueiro fora de seu feudo e envi-lo em
outro lugar por semanas a fio. Mas cada vez mais, estamos enfrentando esse tipo de
necessidade. Algum dia em breve, por exemplo, algum vai ter que ir a Escandinvia
para ver como o tratado est funcionando - como os nossos arqueiros esto indo por l.
Quem devo enviar? Voc? Halt? Voc so as duas escolhas lgico, porque os
Escandinavos os conhecem e confiam em voc. Mas o que aconteceria aos seus dois
feudos, entretanto?

Will franziu a testa. Ele podia ver o problema. Mas ele no tinha idia de onde Crowley
estava indo.

" por isso que eu quero formar um Grupo de Trabalhos Especiais", disse o
comandante. "E eu quero Halt e voc para execut-lo."

Will inclinou para frente, pensando sobre as palavras de Crowley. Agora ele estava
interessado na idia e quis saber mais.

"Grupo de Trabalhos Especiais" ele repetiu, gostando do som das palavras. "O que
devemos fazer?"

Crowley deu de ombros. "Qualquer situao, dentro de Araluen ou no exterior, que
exigir mais do que uma resposta rotineira. Agora que a ameaa de Morgarath foi
removida, e com a nossa fronteira norte garantida, Araluen  um jogador poderoso e
influente na cena internacional. Temos tratados no local com meia dzia de outros
pases - incluindo Arrida e Escandinvia, graas a seus prprios esforos.
"Eu gostaria de pensar, e o Rei concorda comigo, que pudssemos ter uma pequena
equipe pronta para responder a qualquer emergncia que possa surgir. Alis, eu veria
Horace como parte dessa equipe tambm. No passado, vocs trs tiveram alguns
sucessos surpreendentes. Ele continuar baseado em Araluen at o momento em que for
necessrio. Ento ele ser destacado para trabalhar com voc e Halt. E voc seria capaz
de recrutar outras pessoas quando voc precisasse deles.

"E eu estaria baseado ... exatamente onde?" Will perguntou. O rosto de Crowley revelou
uma pitada de preocupao. Ele hesitou antes de responder.

"Esse  o problema. Podemos destacar um cavaleiro da Guarda Real sem muita
dificuldade. Mas no podemos ter dois feudos, o seu e o de Halt, sem os seus Arqueiros
por longos perodos de tempo. Voc teria que desistir de Seacliff.

"Ah", disse Will. Seacliff podia ser um feudo pouco excitante, mas era seu. Ele
representava a autoridade do Rei na ilha pacata e, tanto quanto ele estava ansioso para
mudar no incio da noite, a idia de simplesmente abrir mo dela veio como um puxo
para ele.

"Exatamente," Crowley disse, lendo seus pensamentos. " por isso que Halt no quer
estar aqui quando voc decidir. Ele sabe que ter o seu prprio feudo  uma grande coisa
para um Arqueiro. Isso significa independncia e autoridade, e ele no quer que voc
seja influenciado pela presena dele quando eu colocar isso para voc. Ele disse que
adoraria ter voc de volta em Redmont, mas tinha que ser sua deciso "

"Voltar  Redmont!" Will disse ansiosamente. "Voc no mencionou isso!"

Crowley franziu a testa, em seguida, assentiu. "No. Acho que no. Bem, esse era o
plano. Voc assumiria a cabana de Halt - ele e Pauline esto muito confortveis no
castelo estes dias - e voc controlaria uma parte do Feudo Redmont enquanto Halt
cuidaria da outra.  um grande feudo, depois de tudo. Haveria muito a fazer para vocs
dois."

Um sorriso enorme se espalhou sobre o rosto de Will no pensamento disso. Voltar a
Redmont, onde ele cresceu. Ficar com Halt e Baro Arald e Rodney Sir.

E Alyss, pensou ele. O sorriso, j vasto, cresceu imensamente. Crowley percebeu. Era
difcil no perceber.

"Eu assumo a partir do olhar absurdamente feliz em seu rosto que a idia encontra-se
com certa quantidade de aprovao?" disse ele.

"Bem ... sim, realmente. Certamente que sim." Mas um pensamento lhe ocorreu e ele
franziu o cenho para isso. Crowley fez um gesto para ele continuar.

"Problema?" ele solicitou.
"Redmont  um feudo importante", Will comeou. "Voc no poderia deixar ele sem
um Arqueiro no lugar se Halt e eu tivermos que atender a questes em outro lugar."

Crowley sorriu para ele. "Eu estava esperando que voc levantasse isso. Agora eu tenho
uma chance de mostrar o que o gnio administrativo que Eu sou. O feudo novo de Gilan
se encontra na fronteira nordeste de Redmont. Na verdade, o Castelo de Whitby est a
menos de dez quilmetros da fronteira." Ele levantou a mo para parar a questo
imediata de Will. "Sim, sim. Eu sei, Whitby  um feudo muito importante. Ento  por
isso, se voc concordar com tudo isso, Alun ir basear-se em Whitby, em vez do
Castelo Araluen. Ele ainda pode resolver a papelada e administrao para mim e ele
estar perto se voc e Halt forem chamados para longe. Nesse caso, Gilan se move para
o Feudo Gilan Redmont "

"Que ele est familiarizado de qualquer maneira," Will interrompido.

"Exatamente. Ele serviu o seu aprendizado l, depois de tudo. Ento Alun pode assumir
o direito temporrio como Arqueiro de Whitby. E, claro, o jovem Clarke vai tomar seu
lugar na Seacliff. No disse que sou um gnio?" Ele estendeu as mos, como se
estivesse esperando um elogio.

Will assentiu com a cabea reconhecimento. "Eu tenho que concordar."

Crowley instantaneamente se tornou srio. "Naturalmente, estamos felizes que no
momento ns estamos abenoados com uma riqueza de pessoas talentosas. Tudo se
encaixa muito bem. Tenha em mente, voc ainda tem que me dizer se voc aceita."

" claro que eu aceito", Will disse a ele. "Eu no poderia pensar em um plano melhor."

Eles apertaram as mos sobre isso, sorrindo. Em seguida, Crowley disse alegremente:
"Agora tudo o que temos a fazer  contar a Halt quando ele voltar de suas pequenas
frias no beira-mar.



Captulo 9



Halt esteve esperando na escurido por mais de uma hora quando ouviu o som de
algum se movimentando nos arbustos baixos perto dele.

Qualquer pessoa poderia ter virado a cabea para olhar, tentando ver onde a pessoa nova
poderia estar. Halt sabia que qualquer movimento poderia levar a sua descoberta para
que ele ficasse quieto como o rock parecia. Em vez disso ouviu, sintonizado com o
movimento e direo por anos de treinamento e prtica, lhe dizendo que havia um
homem subindo o morro e ligeiramente  direita do local onde jazia Halt, fundindo-se
na grama longa.
O perseguidor era bom. Ele fez apenas rudos ligeiros enquanto ele progrediu at a
colina. Mas os rudos ligeiros foram suficientes para alertar um Arqueiro, e Halt estava
deitado imvel enquanto julgava que o outro homem havia se movido prximo a ele,
ento passou por ele.


Agora ele parou de se mover e Halt percebeu que ele estava fazendo um balano da
situao. Havia quatro afloramentos rochosos dentro dos prximos trinta metros.
Qualquer um deles poderia esconder Halt e Abelard.

Aps alguns minutos, o homem estava em movimento novamente, se afastando para o
mais afloramento do lado direito. Isso faz sentido, Halt pensou. Se ele ia verificar todas
elas, o seu melhor caminho seria comear de uma extremidade da linha para a outra.

Conforme o rudo de seu movimento desvaneceu-se, Halt levantou a cabea um pouco,
movendo apenas um milmetro de cada vez.

Ele soltou o baixo gorgolejo que ele tinha ensaiado com Abelard. Instantaneamente, o
rudo de movimento do Renegado parou enquanto ele tentava verificar se o som era
natural ou no. Ento, depois de trinta segundos - uma diferena suficientemente longa
para que isso no soasse como uma resposta ao apelo do pssaro - o baixo, fungando
bufar de um cavalo veio claramente acima das rochas da posio de Halt. Ento, para o
bom gesto, Abelard sacudiu a crina.

Bom garoto, pensou Halt. Queixo na mo, ele assistiu a uma forma escura deslizar sobre
a encosta, dobrando em direo ao aglomerado de rochas onde Abelard estava
escondido. Ele foi com o objetivo de contornar as rochas, Halt viu, e uma abordagem de
cima. Era hora de estragar seus planos um pouco. Furtivamente, a Arqueiro comeou a
engatinhar para o outro homem.

Moveu-se com notvel rapidez, fazendo nenhum som e parecendo deslizar como
serpente sobre a terra em sua barriga. Ele podia ver o outro homem ainda - uma forma
escura agachada no meio da noite - e ouvir os sons leves que ele fez. Halt, mesmo em
movimento em sua barriga, foi ganhando terreno sobre ele, aproximando-o diretamente
por trs e por baixo.

Certa vez, sua vitima parou de se mexer e olhou rapidamente em torno dele. Ele
obviamente no era novato nesse jogo. Mas Arqueiros no eram novios tambm. Na
verdade, eles eram antigos mestres neste tipo de movimento invisvel. Conforme o
homem agachado parou, Halt congelou instantaneamente. Seu rosto foi para cima, mas
ele sabia que estava sombreado por sua cobertura. Ele tambm sabia que se ele baixasse
a cabea para esconder o rosto, o movimento iria pegar o olho do outro homem.

Confie na capa. Ele jantou essa lio centenas de vezes no crebro de Will. Agora, ele
tomou conhecimento disso ele prprio. O olhar do homem passou por ele, no vendo
nada para alarm-lo. Ento, ele virou de volta at o morro e comeou a se mover
novamente. Depois de alguns segundos para se certificar de que no era um engano, que
o homem no tinha visto nada do que ele sentia que era suspeito, Halt seguiu.

Ele estava a poucos metros atrs de sua vitima agora. Ele percebeu que poderia
realmente ouvir a respirao do homem. Ele est tenso, Halt pensou. Com suas veias
carregadas com adrenalina, a respirao do perseguidor estava chegando mais forte -
provavelmente sem ele perceber o fato.

Se ele olhasse em volta agora, com capa ou sem capa, ele seria obrigado a ver Halt bem
atrs dele. Era hora de agir. Halt ergueu-se lentamente do cho e arrastou para frente em
um agachamento baixo, um dos strikers fechado em seu punho direito.

Talvez Halt fez um barulho infinito, ou talvez o outro homem apenas sentiu uma
presena atrs dele, mas ele comeou a girar, alguns segundos tarde demais. Halt virou
em um golpe de mo fechada e levou o punho com striker abaixo duramente sobre o
crnio do homem, apenas atrs da orelha esquerda. Ele sentiu o choque no seu brao, o
homem emitiu um grunhido estrangulado e desmoronou, como um pano no cho.

Ainda em um agachamento, Halt o agarrou por baixo dos braos e arrastou-o
rapidamente para o abrigo das rochas. Abelard olhou com curiosidade, mas no fez
nenhum som.

"Bom rapaz", disse Halt brevemente. O cavalo respondeu levantando, em seguida
baixando a cabea.

"Vamos ver o que temos aqui", Halt disse e rolou o homem inconsciente em suas costas.
O perseguidor estava armado com um pequeno arsenal de armas. Havia uma espada
curta pendurada em suas costas. Alm disso, ele tinha uma longa adaga em uma bainha
de cinto, outra faca menor na bainha presa ao seu brao esquerdo, e uma terceira na
bainha de sua bota. Halt os examinou brevemente. Armas baratas, mas ele as manteve
bem afiadas. Atirou-as para um lado. Havia um pedao de corda enrolada em torno do
ombro esquerdo do homem. Era pouco mais de um metro de comprimento e tinha uma
bola de peso em cada extremidade. Uma bola, Halt reconhecia, uma arma de caa
concebida para ser girada ao redor da cabea e jogado nas pernas de um alvo. Quando a
corda chegasse ao alvo, as extremidades ponderadas iriam como um chicote, tropeando
a vtima e juntando seus ps. Retirando sua faca Saxnica, Halt cortou os pesos do final
e jogou-os no arbusto.

O homem usava um chapu mole, dobrado para formar uma aba estreita, e uma jaqueta
de comprimento at a coxa de l spera, com cinto na cintura. Halt prendeu os polegares
do perseguidor, juntamente com um par de algemas de madeira e couro no polegar.
Retirando as botas remendadas e gastas do homem, ele amarrou seu dedo com outro
par de algemas, franzindo o nariz com o cheiro espesso dos ps do homem. Quando o
prisioneiro estava assegurado, ele deslizou as mos sob os braos do homem e arrastou-
o para uma grande rocha, inclinando os ombros contra ela. Ento Halt sentou para
esperar que ele recuperasse a conscincia.
Aps vrios minutos, ele se afastou da posio a favor do vento que ele havia tomado, o
nariz contraindo novamente.

"Os seus ps cheiram como se algo tivesse rastejado em suas botas e morrido ali", disse
ele suavemente. No houve resposta.

***

Foi uns quinze minutos mais tarde que o homem emitiu um suspiro arrepio. Suas
plpebras piscaram abrindo e ele sacudiu a cabea para limp-las.

Involuntariamente, ele tentou esfregar os olhos, em seguida, descobriu que suas mos
estavam atadas atrs das costas de forma segura. Ele lutou brevemente contra o sistema
de reteno, em seguida, estremeceu e soltou um grito de dor quando a correia de couro
do polegar das algemas cortou a pele macia, na base do seu polegar.

"Fique parado e voc no vai se machucar" Halt disse a ele calmamente.

O homem olhou para cima em alarme, registrando a presena de Halt, pela primeira vez.
O Arqueiro estava sentado, quieto e imvel, a poucos metros de distncia. Halt agora
viu um olhar perplexo passar sobre o rosto com barba por fazer, enquanto o homem
tentava recordar o que tinha acontecido, como ele tinha chegado a esta situao. A partir
da expresso em seu rosto, ele no tinha idia. Ento a confuso deu lugar  raiva.

"Quem  voc?" ele exigiu aproximadamente. Seu tom agressivo no deixou dvida de
que ele foi usado para repreender as pessoas a obter o seu prprio caminho.

Halt sorriu levemente. Se o homem soubesse qualquer coisa sobre a figura de barba
grisalha sentada em frente a ele, apenas isso teria sido suficiente para fazer soar o
alarme. Halt raramente sorri, e ainda mais raramente isso era um sinal de bom humor.

"No", ele disse calmamente: "Eu penso que essa  a minha pergunta. Quem  voc?
Qual  seu nome?"

"Por que eu deveria dizer?" o Renegado exigiu. Seu tom era ainda vociferante e
arrogante. Halt coou a orelha pensativo por um segundo ou dois, em seguida,
respondeu.

"Bem, vamos fazer um balano da situao, no? Voc  aquele que est sentado a
amarrado como um ganso de natal. Voc no pode se mover. Sua cabea di,
provavelmente. E por enquanto voc tem duas orelhas.

Pela primeira vez, uma sombra de medo passou pelo rosto do homem. No tanto na
afirmao de que ele estava amarrado de ps e mos, mais na indireta sobre suas
orelhas.

"Minhas orelhas?" disse ele. "O que elas tm a ver com isso?"
"Apenas isso", Halt disse a ele. "Se voc no parar de falar como se voc estivesse no
comando das coisas, eu vou remover uma delas para voc."

Houve um sussurro de ao em couro quando Halt sacou sua faca Saxnica. A lmina
afiada devidamente brilhava  luz das estrelas quando ele ergueu-a para o Renegado ver.

"Agora", ele repetiu: "Qual seu nome?"

O sorriso fino tinha desaparecido da face de Halt agora e houve uma margem em sua
voz que disse ao prisioneiro que tempo de discusso foi passado. Seus olhos caram de
Halt, a luz de raiva neles desaparecendo rapidamente.

" Colly", disse ele. "Deekers Colly. Eu sou um trabalhador honesto do moinho de
Horsdale."

Horsdale era uma cidade grande, cerca de quinze quilmetros de distncia. Halt
balanou a cabea lentamente. Ele deslizou a faca Saxnica para trs em sua bainha,
mas de alguma forma o desaparecimento da arma no fez nada para elevar os espritos
do Colly.

"Ah, Colly", disse ele, "ns estaremos indo chegar em algo muito melhor se voc parar
de tentar mentir para mim. Voc pode ser de Horsdale mas eu duvido que voc  um
trabalhador de moinho. E eu sei que voc no  honesto. Ento vamos deixar esses
detalhes fora de nossa conversa, vamos?"

Colly no disse nada. Ele estava comeando a se sentir muito desconfortvel. Este era,
afinal, o homem que ele tinha sido enviado para encontrar - e matar se surgisse a
oportunidade. E ele no tinha dvidas de que o estranho estava bem ciente do fato. Sua
boca estava seca de repente e ele engoliu vrias vezes.

"Meus amigos vo te pagar se voc me soltar", disse ele. Halt o considerou, a cabea
inclinada para o lado de modo zombeteiro.

"No, eles no vo", ele respondeu com desprezo. "Eles vo fazer o seu melhor para me
matar. No seja to ridculo - e no pense que sou um tolo. Isso me irrita e voc no est
em posio de me irritar. Eu poderia mudar minha mente sobre meus planos para voc."

A boca de Colly estava mais seca do que nunca agora.

"Seus planos para mim?" disse ele. Houve uma ligeira coaxar em sua voz. "Quais so
eles?"

"Na parte da manh," Halt lhe disse: "Logo aps a primeira luz, eu irei libert-lo."

Seu tom era srio. No havia nenhum sinal de sarcasmo em suas palavras e Colly sentiu
uma onda de esperana.

"Voc vai me deixar ir?"
Halt franziu os lbios. "Sim. Mas h uma condio associada."

O aumento da esperana morreu to rapidamente como tinha chegado. Colly olhou para
o Arqueiro, desconfiado.

"Uma condio?" ele solicitou e Halt respondeu vivamente.

"Sim. Afinal, voc no pode esperar que eu apenas te dar a liberdade e dizer `sem
ressentimentos', pode? Voc teria me matado se tivesse surgido a oportunidade. Estou
disposto a lhe dar uma chance de escapar. Acima da montanha."

"Acima da montanha? No h nada acima da montanha", disse Colly, tentando
desesperadamente descobrir onde esta conversa estava indo.

"Por uma questo de fato existe. H uma ribanceira de cerca de doze metros de altura,
com um rio correndo por baixo. A gua  profunda, ento vai ser bastante segura para
que voc possa saltar. Em seu breve vislumbre do rio, Halt tinha notado que a corrende
rpida de gua cortava sob a ribanceira em uma curva acentuada. Isso deveria significar
que o fundo tinha sido areado ao longo dos anos. Um pensamento lhe ocorreu. "Voc
pode nadar, eu presumo?"

"Sim. Eu sei nadar", disse Colly. "Mas eu no vou saltar para um rio porque voc diz!"

"No, no. Claro que no. Isso seria pedir muito de voc. Voc vai saltar, porque se
voc no fizer isso, eu vou jogar voc. Ser o mesmo efeito, realmente. Se eu tiver que
jogar voc, voc vai cair. Mas eu pensei que eu ia lhe dar uma chance de sobreviver."
Halt uma pausa e acrescentou: "Ah, e se voc decidir correr ladeira abaixo, eu tambm
vou atirar em voc. Acima da montanha e saltar  realmente a sua nica chance de
sobrevivncia."

"Voc no pode estar falando srio!" Colly disse. "Voc realmente...?"

Mas ele no continuou. Halt se inclinou para frente, colocando a mo para parar a frase.
Seu rosto estava muito perto Colly, enquanto ele falava e sua voz era muito grave.

"Colly, d uma olhada, um bom tempo nos meus olhos e me diga se voc v nada,
absolutamente nada, que diz que eu no sou muito srio."

Seus olhos eram castanhos, quase pretos. Eram constante e inabalvel e no havia
nenhum sinal de qualquer coisa l, alm de determinao absoluta. Colly olhou para
eles e depois de alguns segundos, seus olhos se afastaram. Halt assentiu com a cabea
quando o olhar do outro homem deslizou longe dele.

"Good. Agora que estamos resolvidos, voc deve tentar dormir um pouco. Voc tem um
grande dia pela frente amanh."



Captulo 10
Quando eles chegaram no ltimo morro antes que o cho casse por terra a uma plancie,
Will facilitou Puxo para parar.

"Espere aqui, rapaz", disse ele suavemente. Ele sempre gostou deste momento, o
momento em que Redmont aparecia pela primeira vez em vista. A plancie abaixo
espalhada, cortada pelo rio Tarbus, com a vila de Redmont aninhada em suas margens.
Ento, na margem oposta, a terra subia novamente para criar a posio natural de
defesa, onde ficava Redmont - macio, slido e comeando a brilhar vermelho sob o sol
da tarde.

Ele lembrou-se de tempos anteriores que tinha parado aqui para tomar uma respirao:
quando ele tinha quase terminado a cavalgada selvagem para alertar o Baro e Sir
Rodney sobre o Kalkara. E, mais recentemente, em um momento feliz, quando ele tinha
recebido a carta de Alyss e montado durante a noite para v-la. Sua boca se movia em
um leve sorriso para esse pensamento. Ela estava l em algum lugar. Ele estreitou os
olhos, perscrutando a distncia para ver se, apenas, eventualmente, havia alguma vista
de sua forma, alta vestida de branco sobre as ameias ou na vila ou sobre a terra plana na
frente do castelo. No surpreendentemente, no havia nenhuma. Ele deu de ombros,
sorrindo para sua expectativa fantasiosa.

Longe de um lado, entre as rvores onde a floresta invadia o terreno limpo em redor do
castelo, ele teve um vislumbre da cabana onde ele tinha passado a sua aprendizagem
com Halt. O sorriso se alargou.

"Estamos em casa", disse ele a Puxo e o pequeno cavalo jogou a cabea com
impacincia.

No se ficarmos aqui s olhando, disse a ao.

E Will contraiu as rdeas de leve no pescoo do cavalo. "Tudo bem. Vamos descer l".

De repente, ambos foram apreendidos com o mesmo sentido de urgncia para estar em
casa e Puxo disparou longe de um incio de p a um galope, como s ele poderia. Os
Cavalos de Arqueiro eram famosos por sua acelerao incrvel, mas no havia um no
Corpo que pudesse se igualar a Puxo.

Ainda havia trabalhadores nos campos e eles olharam para cima de suas tarefas
corriqueiras de arar e por sementes ao som dos cascos batendo. Vrios deles acenaram,
reconhecendo a pequena pessoa sobre o pequeno cavalo encorpado que trovejava por
eles, agachado em frente ao longo do pescoo de Puxo, sua capa manchada balanando
por trs.

Por um breve momento, elas se perguntaram que notcia o veloz Arqueiro estava
trazendo. Ento, encolhendo os ombros, eles voltaram para seus trabalhos. Seja como
for, boa ou m, havia outras pessoas mais qualificadas do que eles para lidar com isso.
Nesse nterim, havia agricultura a ser feita.

Havia sempre a agricultura a feita.

Os cascos de Puxo bateram brevemente sobre a ponte removvel em toda a Tarbus,
ento eles comearam a subir at o Redmont em si. Os sentinelas no porto principal
haviam chegado  posio de pronto ao som, alertos para a abordagem do cavalo a
galope. Ento, reconhecendo um Arqueiro, eles relaxaram, diminuindo as suas armas -
embora continuassem a ver com interesse, conforme ele se aproximou.

Will diminuiu Puxo at um galope, depois um trote nos ltimos vinte metros. Ele
reconheceu a saudao dos sentinelas quando ele atravessou o fosso sob a ponte
levadia levantada. Um dos soldados, que haviam crescido no servio de Redmont,
chamou a saudao, em desafio da boa disciplina.

"Bem-vindo de volta, Arqueiro!"

Will sorriu e acenou. "Obrigado, Jonathon.  bom estar aqui."

Eles trotaram para o ptio, o som dos cascos de Puxo mudando mais uma vez, quando
iam da ponte levadia de madeira para a superfcie de paraleleppedos do ptio do
castelo. Havia mais pessoas circulando no ptio e eles o olharam com curiosidade,
querendo saber o que tinha trazido Will Treaty de volta a Redmont.

Mas Will no os notou, porque emergindo da parte inferior da porta da torre principal
estava uma moa alta e graciosa em um vestido branco elegante de Mensageira e ele
no conseguiu parar o sorriso ridculo de prazer que estourou em seu rosto.

Alyss.

Ele caiu no cho e, ela correu para ele, seu habitual ar de dignidade e reserva a
abandonando. Ela se atirou nos braos dele e eles ficaram abraados, cada um
apreciando a presena do outro. Os transeuntes pararam para olhar e sorriram para o
jovem casal, de forma inconsciente a todos ao seu redor.

"Voc est de volta", ela sussurrou, sua voz abafada pelo fato de que seu rosto estava
pressionado contra o material bruto de sua capa.

"Eu estou de volta", ele concordou, o leve aroma do perfume que ela usava sempre
enchendo suas narinas. Seus longos cabelos loiros estavam macios contra a sua
bochecha. Depois de vrios momentos de tempo, eles foram fustigados por um
empurro repentino e tiveram que quebrar o abrao para manter seu equilbrio. Puxo
estava sobre eles com um ligeiro embarao.

Cortem isso. H pessoas assistindo.

Ento, ele cutucou o ombro de Alyss, incitando-a a observ-lo e afagar o focinho macio.
Eu estou de volta tambm.

Ela riu enquanto ela o acariciava. "Ol Puxo. Eu estou contente em v-lo tambm."

Enquanto ela se preocupava com o cavalo, Will pegou sua mo livre e parou, s
olhando para ela, um enorme sorriso colado em seu rosto. Finalmente, eles se tornaram
conscientes da pequena multido que se reuniu para assisti-los. Will se virou e deu de
ombros, o rosto levemente avermelhado.

"Foi um longo tempo", disse ele. Um crculo de rostos sorridentes rodeava. Ningum
disse nada e ele indicou Alyss.

"Desde que vimos uns dos outros. Um longo tempo", ele elaborou. Vrias pessoas
assentiram com a cabea conscientemente. Um senhor de meia-idade, bateu o lado do
nariz com o gesto familiar. Finalmente, uma vez que os espectadores no mostraram
nenhum sinal de avanar, Will achou que era altura de acabar com esse quadro pouco.
Como a maioria dos Arqueiros, ele tinha uma averso a ser o centro das atenes. Ele
disse para Alyss, do lado de sua boca: "Vamos sair daqui."

O sorriso de Alyss aumentou um pouco. "Vamos l. Ns vamos colocar Puxo nos
estbulos. Ento  melhor voc relatar para o Baro."

Ele assentiu e virou-se, lado a lado ainda, para levar Puxo aos estbulos. Alyss sabia
que Will teria que ver o seu cavalo cuidado antes de qualquer coisa. Essa era a maneira
dos Arqueiros. Atrs deles, a pequena multido rompeu-se, se separando. Alguns deles
olharam ao jovem casal, em aprovao sorrindo. Alyss era uma figura popular no
Castelo Redmont e toda a populao tinha grande orgulho das realizaes de Will. Ele
era um local, depois de tudo. Eles aprovavam o carinho evidente entre eles.

"Qualquer sinal de Halt?" Will perguntou.

O sorriso de Alyss desvaneceu-se um pouco. "No. Acho que Lady Pauline est se
tornando um pouco preocupada. Ela tenta no mostrar isso, mas posso dizer que ela est
desconfortvel."

Will considerou isso. Tinha sido um longo tempo desde que Halt teve algum para se
preocupar com ele, ele pensou.

"Isso  natural, eu suponho," disse. "Mas Halt pode cuidar de si mesmo."

Halt era Halt, afinal de contas, e Will no poderia conceber qualquer pessoa ou situao
que ele no podia aguentar. Alyss assentiu. Ela estava preocupada porque Pauline, sua
mentor, estava preocupada. Mas Will sabia das capacidades Halt melhor do que
ningum e se ele no estava preocupado, ela sentiu que no havia necessidade de
ningum estar ansioso.

"Eu suponho que voc est certo", disse ela. Ento, mudando de assunto, ela disse:
"Ento, voc decidiu aderir a este grupo especial de Crowley?"
"Sim", respondeu ele. "Eu suponho que voc aprova?"

Ela olhou de soslaio para ele. "Deixe-me colocar desta forma. Se voc rejeitasse, eu
teria que ir atrs de voc e trazer voc de volta aqui arrastando os ps, at que voc
recobrasse seus sentidos."

"Isso poderia ter sido divertido", ele murmurou, e ela puxou seu brao com raiva
simulada. Ele notou que ela no soltou a mo, no entanto. Quando eles se aproximaram
do estbulo, um dos jovens cavalarios apressou ansiosamente para encontr-los.

"Boa tarde, Arqueiro", disse ele, e fez um gesto de boas-vindas com seus braos abertos,
como se convidando Will para inspecionar as condies no estbulo. "Posso cuidar do
famoso Puxo para voc?"

Will hesitou por um segundo. Ele tinha sido treinado para cuidar de Puxo ele mesmo e
no supor que algum faria isso para ele. Ele sentiu uma cutucada no ombro dele.
Puxo,  claro.

Ouviu isso? O famoso Puxo.

Ao mesmo tempo, Alyss apertou a mo dele. Ela podia ver que a mo estvel ficaria
muito desapontada se sua oferta fosse recusada. Para um jovem como ele, Will era uma
figura a ser admirada e olhada para cima. Ele era Will Treaty, com uma lista de
realizaes e obras famosas longas quanto seu brao. Seria um privilgio cuidar de seu
cavalo. E ela amava Will ainda mais porque ele no percebia o fato.

"Eu ficaria honrado, Arqueiro", acrescentou o cavalario.

"Deixe-o fazer isso", Alyss disse suavemente. Will deu de ombros e passou as rdeas
para ele.

"Muito bem," ele hesitou. Ele no sabia o nome do jovem.

" Ben, Arqueiro. Bem Dooley."

"Muito bem, Ben Dooley. Tenho certeza que voc vai cuidar bem do famoso Puxo. Ele
olhou significativamente ao cavalinho. "E voc se comporte."

Puxo chegou to perto quanto um cavalo pode de levantar uma sobrancelha. Ele olhou
para Will e Alyss, ainda de mos dadas.

Voc est falando?

Will percebeu, no pela primeira vez, que ele nunca iria conseguir a ltima palavra com
este cavalo. Ele balanou a cabea tristemente.

"Vamos ver o Baro", disse ele.

***
Tanta coisa era familiar. Tantos locais e sensaes e lembranas vieram aglomerando de
volta para ele conforme ele subiu os degraus para o escritrio do Baro Arald. Mais uma
vez, Will sentiu Alyss contrair seu brao.

"Lembre-se daquele dia?" disse ela. Ela no precisa dizer que dia. Ela significa o dia em
que ela e Will e Horace, juntamente com Jenny e George, tinham subido pelas escadas
para serem escolhido por seus eventuais mestres. Na verdade, isso foi apenas a uma
questo de anos, mas parecia que havia passado dcadas.

"Quem poderia esquecer isso?" ele perguntou. "O George est fazendo estes dias?"

"Ele se tornou um dos lderes dos advogados de defesa do feudo", disse ela. "Ele est
em grande demanda de questes jurdicas."

Will balanou a cabea. "Ele sempre tinha um crebro para isso, no tinha? E Jenny?
Ela ainda est trabalhando com o mestre Chubb?"

Ela sorriu. "No, muito a sua decepo. Ele a v como sua melhor criao, e ele
adoraria t-la com ele. Mas algum tempo atrs, ela disse-lhe: `Mestre Chubb, no h
espao na cozinha para dois artistas como ns. Eu preciso encontrar meu prprio
espao.'"

"E ela fez?"

"Ela realmente fez. Ela comprou uma parte da pousada da aldeia Redmont e executa
uma das melhores salas de jantar para milhas ao redor. Chubb  um cliente regular,
tambm."

"Realmente?"

"Realmente. Aparentemente, uma noite, ele fez uma sugesto, muito polidamente, devo
dizer, que talvez um prato pudesse se beneficiar de uma pitada a mais de tempero. Ela
lhe disse: "Menos  mais, Master Chubb. Menos  mais." E ento ela bateu na cabea
dele com sua concha.

Will estava incrdulo. Ele no podia imaginar algum com a coragem de bater Chubb
na cabea.

"Eu acho as panelas voaram depois disso?" ele disse, mas Alyss sacudiu a cabea.

"Pelo contrrio. Ele muito humildemente pediu desculpas. Secretamente, eu acho que
ele adorou. Ele est muito orgulhoso dela. Aqui estamos ns," ela adicionou quando
eles chegaram  ante-sala para o escritrio do Baro. Relutante, ela lanou mo. "Eu
vou deixar voc relatar l dentro. Venha me encontrar mais tarde."

Ela se inclinou para frente, beijou-o levemente nos lbios e partiu, acenando-lhe a mo
num gesto de despedida por trs dela. Ela saltou para baixo nas escadas. Foi um dia
excelente, ela pensou.
Will a observou ir. Ento ele se virou, reuniu seus pensamentos e bateu na porta da ante-
sala do Baro.



Captulo 11

A primeira sugesto do dia foi se mostrando ao longo do topo do penhasco.  direita e 
esquerda, j estava tocando a copa das rvores, onde a massa do morro no lanava uma
longa sombra. Isso se adequava ao objetivo de Halt idealmente. Quando o sol
finalmente quebrasse claramente no topo da ribanceira, ele estaria, aos olhos dos
homens, na parte inferior do morro, acrescentando  sua incerteza.

Colly estava cochilando incmodo quando Halt liberou o polegar e o dedo do p das
algemas, franzindo o nariz mais uma vez quando ele chegou perto aos ps do homem.
Depois, ele recuou e cutucou-o com a ponta da bota, a mo pronta no punho da sua faca
Saxnica.

Quando ele acordou, a realizao amanheceu nos olhos do criminoso que suas mos e
ps estavam livres. Ele tentou se levantar rapidamente, mas os msculos rgidos,
apertados em seus braos e pernas o derrotou. Ele gritou de dor e rolou para o lado,
fazendo movimentos um pouco desamparados.

"Vai demorar alguns minutos para que os msculos se soltarem," Halt o disse.
"Portanto, no tente nada de tolo. Entretanto, retire seu casaco."

Colly, deitado de lado, olhou para ele. "Meu casaco?" Halt levantou uma sobrancelha,
impaciente.

"Seus ouvidos no esto apertados", disse ele. "Tire o casaco."

Lentamente, Colly trabalhou-se em uma posio sentado e desabotoou o longo casaco
que ia at a coxa. Ele jogou-o para um lado, depois olhou uma pergunta a Halt. O
Arqueiro assentiu.

"At aqui tudo bem. Agora vista a capa ao seu lado."

Pela primeira vez, Colly percebeu que a capa de camuflagem de Halt estava deitada no
cho perto dele. Desajeitadamente, ele a atirou ao redor de seus ombros e a prendeu no
lugar. Obviamente ele tinha decidido que no havia futuro em fazer perguntas. E, alm
disso, ele estava comeando a entender o que Halt tinha em mente.

"Agora vamos levantar", disse Halt. Ele agarrou um dos antebraos de Colly e
transportou-o na posio vertical. Por um segundo ou dois, Colly estava imvel,
testando a sensao em seus braos e pernas. Ento, um pouco previsvel, ele - tentou
dar um soco em Halt. Halt desviou sob o golpe selvagem e, em seguida, entrando e
girando o corpo superior, ele bateu Colly com uma palma na mandbula, enviando-o
novamente pro cho.
"No tente de novo", disse ele. No havia raiva em sua voz. Apenas uma certeza calma
que ele poderia lidar com qualquer coisa que Colly tentasse. Enquanto o Renegado
levantou trmulo de novo, Halt deslizou sobre o casaco de l grossa que ele havia
descartado. Seu nariz se contraiu de novo no combinado cheiro de graxa, suor e sujeira.

"Isto  quase to ruim quanto suas meias", ele murmurou.

Ento, inclinando-se, ele pegou o estreito chapu de feltro de abas largas de Colly e o
colocou em sua prpria cabea.

"Mova um pouco", ele disse ao prisioneiro. "Balance seus braos e pernas fazer o
sangue fluir. Eu quero voc na sua melhor forma quando voc comear a subir a
colina."

A mandbula de Colly se definiu em uma linha teimosa quando ele tentou mais uma vez
para o desafio.

"Eu no vou subir essa montanha", disse ele.

Halt encolheu os ombros. "Ento morra aqui. Eles so as duas nicas opes que voc
tem."

Pela segunda vez, Colly olhou dentro daqueles olhos escuros e no viu qualquer sinal de
piedade ou de compromisso l. E pela segunda vez, seu olhar caiu do outro homem. Ele
comeou a agitar os braos e as pernas, fazendo caretas de dor enquanto o sangue corria
de volta para seus msculos. Enquanto ele assim o fez, Halt recuperou seu arco e aljava,
atirando o ltimo em torno de seus ombros com um movimento fcil.

Depois de alguns minutos, quando julgava que os movimentos do homem tinham-se
tornado mais fceis, Halt fez um sinal para ele parar. Ele chamou-o para o lado de cima
do afloramento da rocha que os abrigava de vista.

"Tudo bem, aqui est o que vai acontecer. Quando eu lhe der a palavra, voc vai
comear a correr morro acima." Ele viu um brilho momentneo da astcia nos olhos
Colly, que o criminoso tentou, sem sucesso, esconder.

`Se voc tentar alguma coisa, vou colocar uma flecha atravs da parte carnosa de sua
panturrilha. No  o suficiente para par-lo, mas o suficiente para causar uma enorme
quantidade de dor. Est claro?"

Colly assentiu com a cabea, o seu breve momento de rebeldia desaparecendo.

"Bom. Agora eu vou ficar aqui acenando e gritando. Quando voc me ouvir comear,
corra mais."

"Eles pensaro que eu sou voc", disse Colly, indicando a linha de rvores na parte
inferior do morro onde seus companheiros estavam em espera. Halt assentiu.
"E eles pensaro que eu sou voc. Essa  a idia geral. Ento, eles vo me perseguir at
o morro", disse Colly.

Desta vez, Halt sacudiu a cabea. "No se voc pular no rio. Eles vo para baixo e ao
redor da base do morro  margem do rio para ir atrs de voc. Que vai deixar o caminho
livre para mim."

"E se eu no pular?" Colly perguntou.

"Mas voc vai pular. Voc vai perceber que no h cobertura de valor no topo do
penhasco."

Colly olhou novamente. O Arqueiro estava certo. No havia rvores ou rochas no alto
do penhasco, grama apenas longa, mas no o suficiente para cobri-lo. Ele engoliu em
seco, nervoso.

"Se voc parar no topo do penhasco, eu vou colocar uma flecha dez centmetros acima
da sua cabea. S para mostrar que eu posso."

Colly franziu a testa, um pouco confuso. Ento Halt continuou.

"Ento, cinco segundos depois, eu vou colocar uma flecha vinte centmetros abaixo de
sua cabea. Pegou isso?"

Colly olhou para baixo, nervoso. Vinte centmetros abaixo da sua cabea iriam colocar a
flecha direto no meio do peito. Ele acenou com a compreenso.

"Peguei isso", disse ele. Sua garganta estava seca e as palavras saram como um
sussurro rouco. Ele viu quando Halt retirou uma flecha da aljava e, em um movimento,
a pressionou na corda do seu arco enorme.

"Ento, vamos ficar prontos. Eu disse uma manh agradvel  bom para a sade." Ele
fez uma pausa, depois acrescentou com uma borda dura, "E um mergulho agradvel 
ainda melhor."

Os olhos de Colly foram de Halt para o terreno acima deles, em seguida, para baixo da
linha das rvores, onde seus companheiros estavam ainda escondidos.

"Eu quis dizer o que eu disse," Halt disse a ele. "E apenas para voc saber que eu posso
atirar o que eu mirar, voc v aquele toco de rvore podre, a cerca de quarenta metros
acima do monte?"

Colly olhou na direo indicada por Halt e tinha um velho tronco de rvore enegrecido
com cerca de um metro de altura. Foi s o resto de p de uma rvore que tinha sido
atingido por um raio h alguns anos. O restante da rvore, aos poucos sendo devorado
pela podrido, estava inclinado para baixo do morro abaixo. Ele balanou a cabea.

"Eu v-lo. O que tem isso?"
"Quando voc chegar no mesmo nvel que ele, eu vou colocar uma flecha nele. Veja
onde h o incio de um ramo velho para a direita?

Novamente Colly assentiu. Os restos do ramo eram apenas visveis  distncia.

" a que a flecha que vai acertar. Se eu errar o alvo, voc pode pensar que voc tem a
chance de comear a correr de volta para baixo."

Colly abriu a boca para dizer alguma coisa quando Halt o preveniu.

"Mas eu no vou perder. E lembre-se, voc  muito maior do que o ramo".

Colly engoliu novamente. Sua garganta estava muito seca. "Posso ter um pouco de
gua?" ele perguntou. Qualquer coisa para adiar o momento em que ele comeasse a
subir. Ele sabia o que Halt tinha dito que ia fazer. Mas ele no podia deixar de perguntar
se o Arqueiro no iria simplesmente mat-lo quando ele chegasse ao topo do penhasco.
Afinal, isso faria seus companheiros virem correndo para cima atrs dele, deixando o
caminho livre para Halt fazer a sua fuga para baixo da montanha.

Halt lhe deu aquele sorriso pouco frio novamente. " claro", disse ele. "Tudo o que
voc quiser. Logo que voc chegar ao rio. Agora comece."

Colly ainda hesitou. Halt flexionou a corda experimentalmente. No havia nenhum
efeito prtico na circulao, alm de chamar a ateno Colly para a flecha de cabea
larga pressionada na corda. Halt franziu a testa quando o Renegado ainda hesitou. O sol
j havia levantado acima da borda do penhasco e agora estava em uma vista
deslumbrante para os homens abaixo.

"GOP," ele gritou de repente, fazendo um movimento de estocada ao mesmo tempo em
Colly.

O barulho e o movimento sbito de ameaa galvanizaram seu prisioneiro a ao. Colly
rompeu a cobertura e comeou a correr at o morro, as pernas bambeando, a capa de
camuflagem ondulando por trs dele. Halt o deixou ir vinte metros depois saiu ele
mesmo da cobertura, acenando e gritando para os homens invisveis que ele sabia que
estariam observando abaixo.

"Ele est fugindo!" ele gritou. "Ele est fugindo! Atrs dele!"

Ele ouviu gritos das rvores e os latidos repentinos surpreendido dos ces quando eles
foram desapertados por seus tratadores. Alguns homens surgiram das sombras das
rvores e incertos hesitaram, olhando o homem de capa do Arqueiro, enquanto ele
corria. Ento, mais observadores quebraram a cobertura.

"Ele est fugindo! Vo atrs dele!" Halt gritou. Ele se virou e olhou para cima. Colly
estava quase no coto de rvore. Halt voltou para trs de uma pedra para esconder suas
aes dos homens abaixo. Casualmente, ele trouxe o arco completamente pressionado e
lanou, em um movimento suave. A um alcance de quarenta metros, mesmo atirando
para cima, ele teve que permitir apenas um montante mnimo de fora. A flecha
assobiou longe do arco.

Quase no toco de rvore, Colly ouviu a flecha cortar o ar  sua esquerda, em seguida,
bater no ramo podre do coto, que se desintegrou em uma chuva de estilhaos, sob o
impacto. Mesmo que Halt houvesse avisado que iria acontecer, ele no podia acreditar
que algum poderia gerenciar o tiro que ele tinha acabado de ver. Ele recuou para o
lado, longe do tronco, em uma ao de reflexo - demasiado tarde,  claro, para fazer-lhe
qualquer bem - e redobrou seus esforos, dirigindo suas pernas to duro como pde.

Agora, os Renegados estavam se movendo para fora das rvores em maior nmero.
Alguns deles estavam comeando a ir at o morro ars de Colly. Mas no havia
nenhuma urgncia neles. Eles sabiam que no havia lugar para o homem para correr. Os
ces estavam latindo furiosamente rastreando, contido em suas coleiras compridas por
seus alimentadores. Halt contou cerca de uma dzia de homens. Pelo menos, ele pensou
com gratido, eles no tinham liberado outro dos ces de guerra.

Ele olhou para Colly, agora trabalhando na encosta ngreme dos ltimos metros do
morro. Ele sabia que o homem hesitaria na ribanceira. Era inconcebvel que ele no iria.
Ele tinha outra flecha na corda e seus olhos se estreitaram enquanto ele julgava a
velocidade e a distncia e tempo estimado de vo de flecha. Colly estava a poucos
passos da beira do penhasco quando Halt chamou a flecha para trs at que sentiu seu
dedo indicador tocar levemente contra o canto da boca, olhou e liberou.

A flecha acelerou para cima em um arco raso.

Colly estava cambaleando, sua respirao ofegante irregular, quando chegou a
ribanceira. Abaixo dele, ainda na sombra, a gua do rio era um lenol preto. No havia
nenhuma maneira de poder dizer se era profundo o suficiente para ele saltar e, como
tinha previsto Halt, ele hesitou, olhando para trs, descendo a colina para a figura nas
rochas.

Um segundo depois que ele parou, ele ouviu um silvo assobio e realmente sentiu o tiro
de Halt passar quando a flecha passou a poucos centmetros acima da cabea. Assim
como o Arqueiro tinha dito que faria.

Seus lados estavam doendo com o esforo da corrida louca para cima. O peito dele
estava ofegante e ele dobrou, tentando respirar. Ele viu o brao direito do Arqueiro
levantar enquanto ele retirava outra flecha da aljava sobre seu ombro. Muito
deliberadamente, o Arqueiro colocou a flecha na corda e levantou o arco de novo,
trazendo de volta para a presso total.

Colly podia sentir uma sensao de queimao no peito. O ponto onde Halt havia dito
que a prxima flecha iria. Ele lembrou-se do impacto esmagador da primeira flecha no
toco de rvore e a repentina guinada de terror quando a segunda flecha passou dentro de
um palmo de sua cabea. Tudo isso passou pela sua mente em um segundo, enquanto
ele observava a figura abaixo, e ele sabia que tinha apenas uma chance de sobreviver.
Ele pulou. Ele urrou com medo todo o caminho e, em seguida chocou-se contra a
superfcie do rio em uma exploso enorme de borrifo. Ele afundou-se profundamente
sob a superfcie, mas no havia nenhum sinal do fundo. Na verdade, o rio neste ponto
tinha, pelo menos, quinze metros de profundidade. Ento, com uma enorme sensao de
alvio que ele tinha sobrevivido  queda, ele comeou a agarrar seu caminho de volta.
Seu joelho esquerdo tinha sido torcido pelo impacto com a gua e uma dor de
perfurao por lana o atingiu quando como ele chutou para a superfcie. Ele gritou,
engoliu gua e lembrou-se tarde demais para manter sua boca fechada. Tossindo e
balbuciante, a cabea rompeu a superfcie e ele suspirou para o ar, nadando de lado para
aliviar a dor em seu joelho enquanto ele ia levemente para a margem.

Na encosta, os perseguidores tinham parado quando a figura mascarada se atirou pela
ribanceira. Eles estavam familiarizados com o territrio e sabia que o rio estava abaixo
dele. Agora eles pararam, mas uma voz de cima os direcionaram.

"Ele est no rio! O peguem na parte inferior do morro e o tirem de l!"

Vrios dos mais rpidos de raciocnio entre eles viram a figura gesticulando, que
deveria ser o perseguidor enviado durante a noite. Ele estava os acenando de volta e
para um lado e eles perceberam o sentido do que ele estava dizendo. No havia nenhum
ponto de continuar no topo, a menos que quisessem saltar aps a sua pedreira. Voltar
para baixo do morro e voltar para a margem do rio era a maneira mais rpida.

"Vamos!" gritou um adestrador de ces corpulento. "Vamos para a margem do rio!"

Ele gesticulou para os seus ces para levarem e ele correu os seguindo. Bastou um
homem para iniciar o movimento e os outros caram com ele. Halt assistiu com
satisfao sinistra enquanto a unio de homens voltou para baixo, dobrando para a
esquerda para alcanar a margem do rio abaixo da ribanceira.

Conforme o ltimo deles desapareceu de vista, ele bateu os dedos duas vezes. Abelard
pisou para fora das rochas onde eles haviam se protegido durante a noite. Halt virou-se
facilmente na parte traseira do cavalo. Abelard torceu a cabea para olhar
acusadoramente a seu mestre, tendo o casaco de l gorduroso que havia pertencido a
Colly.

"Eu sei," Halt disse resignado. "Mas as meias eram ainda piores."

Ele estabeleceu Abelard para um trote e eles avanaram rapidamente para baixo do
morro. Quando chegaram a cobertura das rvores, Halt fez uma coisa estranha. Em vez
de virar para leste, em direo Redmont, ele balanou a cabea de Abelard para norte-
oeste, de volta para a aldeia de pescadores. Novamente, Abelard virou a cabea para
olhar inquiridor a seu mestre. Halt afagou a crina peluda tranqilizando-o.

"Eu sei. Mas h algo que eu preciso para observar", ele disse e Abelard sacudiu a
cabea. Enquanto seu mestre soubesse o que estava fazendo, ele estava contente.
***

Farrell, lder do grupo dos Renegados, estava tendo um momento desconfortvel
tentando acalmar os moradores. Eles estavam abertamente suspeitos de que ele e seu
povo tinham tido uma mo no ataque malsucedido aos barcos. Enquanto Farrell tentou
tranqiliz-los que no sabia nada sobre os invasores, ele podia sentir a sua descrena
crescente.

Talvez fosse hora de seguir em frente, pensou ele. Ele podia dissipar as suspeitas de um
curto perodo de tempo, mas no longo prazo, seria mais seguro levar o que tinha
ganhado at agora e tentar a sorte em outro lugar.

"Wilfred", ele estava dizendo agora para o homem chefe da vila, "Garanto-vos que o
meu povo  inocente de qualquer delito. Voc nos conhece. Ns somos apenas gente
simples religiosa."

" engraado como todos estes problemas comearam desde que essa "gente simples
religiosa" apareceu, no ?" Wilfred disse acusadoramente.

Farrell estendeu as mos num gesto de inocncia. "Coincidncia, meu amigo. Meu povo
e eu rezaremos por voc e sua aldeia para ser protegido contra o infortnio maior. Eu
lhe garanto..."

Houve o som de uma briga fora da entrada da tenda que Farrell estava usando como
uma sede principal e centro de culto. Em seguida, uma estranho barbudo explodiu
atravs da entrada. Pelo menos, Farrell pensou que era um estranho. Ento ele percebeu
que havia algo familiar sobre ele.

O recm-chegado era menor que a estatura mdia, vestido de simples calas e botas
marrons e uma jaqueta verde maante. Um arco enorme estava em mo e uma aljava de
flechas estava a tiracolo. Ento algo na memria Farrell clicou.

"Voc!" ele disse em surpresa. "O que voc est fazendo aqui?"

Halt o ignorou. Ele se dirigiu a sua interveno para Wilfred.

"Voc foi roubado", disse ele brevemente. "Este homem e seu bando esto prestes a
correr de voc. E eles estaro levando o ouro e as jias que voc deu."

O olhar de Wilfred, que tinha virado para Halt em sua entrada repentina, agora voltou a
Farrell. Seus olhos eram estreitos com suspeita. Farrell forou um riso nervoso,
indicando o altar de ouro macio que dominava a extremidade da marquise.

"Eu te disse, ns usamos o ouro para construir o nosso altar - para que pudssemos rezar
para o seu povo! Voc acha que ns estaremos correndo para longe com isso?  ouro!
Deve pesar toneladas!"
"No  bem assim", disse Halt. Ele caminhou rapidamente em direo ao altar, os
moradores o seguiram incertos, Wilfred certificando-se que Farrell vinha junto com
eles.

Halt sacou a faca Saxnica com um silvo macio e cortou o seu fio brilhante no lado do
altar de ouro. A fina camada de folhas de ouro que tinha coberto isso descascou,
revelando a madeira lisa sob ele.

"No  to slida quanto parece", Halt disse e ele ouviu um grunhido irritado dos
moradores quando eles se moveram para cercar Farrell. Os olhos do Renegado foram de
Halt para o crculo de rostos hostis ao seu redor. Sua boca aberta enquanto ele
instintivamente tentava pensar em alguma explicao plausvel para o engano e, em
seguida fechou, ele percebeu que no havia nenhum.

"Eles usaram uma pequena quantidade de ouro para revestir o altar de madeira. O resto
est, provavelmente, em sacos embaixo disso, prontos para serem levados hoje  noite."

Wilfred fez um gesto e um dos homens mais jovens avanou, rasgando brutamente o
altar. Sob o altar estava um belo monte de sacos. O aldeo tocou um e ele emitiu um
jingle metlico. O homem chefe olhou para Farrell, que estava de face branca, com
medo. Ele tentou se mover para trs de Halt, como se esperando que o Arqueiro pudesse
proteg-lo.

"Voc  um homem morto, Farrell," Wilfred disse em uma voz calma sinistra.

Mas Halt sacudiu a cabea. "Voc tem o seu ouro de volta. Seja grato por isso. Mas
voc no ir lev-lo. Eu preciso dele para responder a algumas perguntas."

"E quem voc acha que , nos dizendo o que fazer?" disse o rapaz que tinha retirado o
pano de altar. Halt voltou a olhar firme sobre ele.

"Eu sou o homem que acabou de salvar-lhe uma fortuna", disse ele. "E na outra noite,
eu salvei os seus barcos de queimarem."

"Seja grato que voc ainda tem o seu dinheiro e seus meios de subsistncia. Voc pode
manter os outros. Faa o que quiser com eles. Mas eu estou levando este comigo."

O jovem comeou a responder, mas um gesto brusco de Wilfred o deteve. O homem
chefe avanou para enfrentar Halt.

"Eu suponho que voc tenha algum tipo de autoridade para fazer essas demandas", disse
ele.

Halt assentiu. "Eu sou um Arqueiro Araluan", respondeu ele.

Houve um murmrio de reconhecimento em todo o pavilho. Os moradores podiam no
fazer parte de qualquer feudo, mas eles conheciam a reputao do Corpo Arqueiro.
Aproveitando o momento dos moradores de incerteza, Halt prendeu Farrell pelo brao e
comeou a ir para a entrada da tenda. Aps um momento de hesitao, o grupo dividiu
para permitir eles atravessarem.

Como ele surgiu com seu prisioneiro a luz do sol quente da manh, passando a forma
inconsciente do guarda Renegado que tentou det-lo, Halt estava ligeiramente
carrancudo. Ele estava lembrando as palavras Farrell, quando ele tinha empurrado o seu
caminho para a marquise.

Voc? O que voc est fazendo aqui? As palavras, e a forma implcita de Farrell
implicavam que o padre Renegado tinha reconhecido Halt. E foi por isso que o Arqueiro
franziu a testa agora.

Porque ele sabia que eles nunca tinham se encontrado antes.



Captulo 12



A sala de jantar na pousada estava repleta de clientes, quase todas as mesas cheias de
barulho e pessoas da vila e do castelo. Will e Alyss sentaram-se  mesa de honra, bem
no meio da sala, debaixo de um lustre em forma de roda que continha duas dzias de
velas.


Will fez uma careta para a mesa quando foi mostrada a ele. Normalmente, ele teria
preferido estar escondido em um canto, longe da vista. Ele preferia ver e no ser visto.
Alyss sorriu para ele, percebendo o momento de hesitao.

"Acostume-se a isso", disse ela. "Voc  uma celebridade. Algumas pessoas gostam de
verdade disso, voc sabe."

Ele franziu a testa. "Como algum pode gostar de ter todos os olhos na sala com eles?"
ele perguntou. Ele ainda estava procurando ao redor por uma mesa em uma posio
menos proeminente.

"No entanto, as pessoas fazem. Estou surpresa que no h uma multido de artistas de
esboo fora da entrada esperando para tirar nossas fotos quando ns sairmos."

"Isso realmente acontece?" ele perguntou incrdulo. Alyss encolheu os ombros.

"Tanto quanto eu disse". Ela empurrou-o suavemente em direo  mesa. "Vamos,
Jenny vai ficar desapontada se ela no puder te mostrar."

E aqui estava Jenny, abrindo caminho atravs da sala lotada, com um sorriso satisfeito
iluminando seu rosto bonito. Uma panela grande, de madeira, smbolo de seu ofcio,
pendia livremente de sua mo direita.
"Will!" ela gritou. "Voc est aqui, finalmente! Bem-vindo  minha humilde sala de
jantar!"

Ela jogou os braos ao redor dele e ele abaixou-se instintivamente, esperando que a
concha na sua mo direita para girasse e batesse na parte de trs da sua cabea. Mas
Jenny tinha tudo sob controle. Ela riu para ele.

"Oh, vamos l! Eu no atinjo ningum desde o ano segundo! Pelo menos, no algum
que eu no queria bater. Sente-se! Sente-se!"

Will correu para segurar a cadeira de Alyss, enquanto Jenny observava aprovando. Ele
tinha sempre maneiras agradveis, ela pensou. Ento ele pegou sua prpria cadeira e
olhou ao redor da sala, apontando para a multido de clientes.

"No  to humilde. Deve haver cinqenta ou sessenta pessoas aqui dentro!"

Jenny avaliou o quarto com um olho praticado. "Eles no esto todos jantando,
entretanto. Alguns esto aqui apenas para uma bebida."

"O lugar normalmente est cheio", Alyss acrescentou. Mas Jenny balanou a cabea.

"H extras aqui esta noite. A palavra saiu que o famoso Will Treaty e sua linda
namorada iriam jantar aqui e as reservas s fluram para dentro."

Will corou um pouco, mas Alyss tomou o comentrio em seu passo. Ela e Jenny se
conheciam desde a infncia, apesar de tudo.

"Como  que essa palavra saiu, eu quero saber?" ela disse com uma sobrancelha
levantada. Jenny sorriu para ela e estendeu as mos inocentemente.

"Eu no tenho idia. Mas  timo para o negcio." Ela olhou para Will, seu sorriso cada
vez maior. " realmente maravilhoso ver voc de novo. Fazia muito tempo. E eu
acredito que voc v ficar conosco de agora em diante?"

Os olhos de Will se arregalaram de surpresa. "Como voc sabia isso? Ele assumiu que
os fatos sobre o Grupo de Trabalhos Especiais de Crowley eram secretos.

Jenny deu de ombros despreocupadamente. "Ah, eu ouvi sobre isso h algumas
semanas. Algum mencionou. No tenho certeza quem."

Will balanou a cabea. Ele s soube disso nos ltimos cinco dias. Ele nunca deixou de
se surpreender o quo rapidamente as pessoas descobriam os chamados segredos. Jenny
no notou sua reao.

"Haver apenas vocs dois?" perguntou ela.

Alyss sacudiu a cabea. "Lady Pauline se juntar a ns."

O sorriso de Jenny se alargou ainda mais longe. "Vocs esto fazendo de tudo para dar o
meu pequeno estabelecimento um bom nome, no ?" disse ela.
Alyss sacudiu a cabea. "Voc no precisa de ns para faz-lo." Jenny esfregou as mos
bruscamente. Era hora de comear a trabalhar.

"Agora, voc quer pedir? Ou devo fazer isso para voc?"

Will a sentiu com nsia de mostrar suas habilidades. Ele colocou as duas mos a palma
para baixo sobre a mesa, num gesto de prontido.

"Eu acho que seria louco de recusar a sua oferta", disse ele.

Jenny estalou os dedos a um menino que passava pela mesa. "Coloque outro lugar aqui,
Rafe ", disse ela. O menino, um jovem forte de cerca de dezesseis anos, parecia que ele
estaria mais em casa atrs de um arado ou fornalha de um ferreiro, mas ele balanou a
cabea avidamente.

"Sim, Senhora Jenny", disse ele. Desajeitadamente, ele comeou a colocar talheres e
outro prato no lugar que ela indicou. A ponta da lngua se projetava levemente no canto
da boca com o esforo de tentar lembrar onde tudo ficava.

"Eu tenho uma agradvel entrada," disse Jenny. "Eu tenho algumas codornas desossadas
e recheadas com uma mistura de uvas e mas, levemente picante, em seguida, elas
escalfadas em molho de vinho tinto.

Sem quebrar o seu fluxo, ou sequer olhar para a mesa servida ao lado, ela sacudiu o
punho, balanando a panela em um arco diagonal para que ele rachasse ruidosamente
sobre a cabea de Rafe.

Will estremeceu, mas ele teve de admirar a sua preciso e habilidade.

"Faca na direita, garfo na esquerda, certo? Eu lhe disse isso, Rafe."

Rafe olhou para a implementa agressora em alguma confuso. Seus lbios se moviam
enquanto ele repetiu o mantra, uma faca do lado direito, garfo na esquerda. Jenny
suspirou pacientemente.

"Mantenha a sua mo direita", disse ela. Rafe hesitou, os olhos fixos com cautela na
panela, balanando em um arco suave como uma serpente sobre a greve. "A mo que
voc escreve", ela solicitou.

"Eu no escrevo", disse ele em tom desanimado. Para seu crdito, Jenny estava um
pouco abalada, temendo que ela tivesse vergonha do garoto. Ela estava, afinal, apenas
tentando ensinar ele que ele pudesse ter uma carreira que no fosse plantar e arar com
cavalo.

"A mo que voc usa para lutar luta" Will acrescentou "a mo da espada."

O rosto de Rafe limpou e um sorriso largo espalhou atravs dele quando ele levantou o
brao direito musculoso. Jenny sorriu para Will.
"Obrigado, Will", disse ela. "Bem pensado. Tudo bem, Rafe, essa  a sua mo direita, a
sua mo da espada. E uma espada  como uma faca grande, realmente, de modo que  o
lado da faca. Tudo bem?"

"Est timo," Rafe respondeu feliz. "Por que voc no disse isso para mim assim
antes?"

Jenny suspirou. "Eu suponho que eu nunca pensei nisso, porque eu no sou um
Arqueiro famoso", disse ela. A ironia foi desperdiada em Rafe.

"No, senhora. Mas tu s uma boa cozinheira, eu vou dizer isso para ti."

Com confiana, ele trocou a faca e o garfo para seus devidos lugares. Ento, ele
verificou se ele estava certo, empunhando uma espada imaginria. Satisfeito, ele
balanou a cabea e virou para Jenny.

"Haver mais senhora?"

"No. Obrigado, Rafe. Isso vai ser tudo por agora."

Ele sorriu e curvou-se ligeiramente para ela e seus convidados, em seguida, andou
contente de volta para a cozinha.

"Ele  um bom garoto", disse ela. "Eu estou esperando que eu possa transform-lo em
um bom garom chefe um dia desses." Ela hesitou, depois alterou a declarao. "Um
destes anos."

Will olhou para ela avaliando-a. Ele havia notado que havia algo diferente quando ela
pela primeira vez se aproximou da mesa. Agora ele percebeu o que se tratava.

"Voc perdeu peso, Jen", disse ele. Ele no era o operador mais suave quando se tratava
de garotas, mas ele sabia que era algo que todas as meninas gostavam de ouvir. E no
caso de Jenny, isso era a verdade. Ela ainda tinha o que poderia ser descrito como uma
figura completa, mas ela tinha ficado bem mais fina. Jenny sorriu, e depois torceu para
olhar sobre seu ombro, tentando avaliar-se por trs.

"Voc pensa assim? Talvez um pouco.  engraado, quando voc comanda um
restaurante, voc no tem muito tempo para comer. Provar, sim. Comer? No."

"O que mais lhe convier", disse ele. Ele pensou que Gilan estaria interessado em ver
Jenny com essa aparncia. O alto Arqueiro tinha estado completamente tomado com ela
quando se conheceram no casamento de Halt e Pauline. Mais tarde, na viagem para
Arrida, ele perguntou Will sobre ela vrias vezes.

Ela sorriu para ele, ento, esfregou as mos rapidamente, voltando aos negcios.

"O prato principal  uma carne de cordeiro, temperada em leo e suco de limo e
alecrim. Eu vou estar fazendo isso com batatas novas, juntamente com o cordeiro
assado e verduras murchas. Ou eu tenho um belo doce que eu posso servir com gengibre
e um pouco de pimento. Qual voc prefere?"

Alyss e Will trocaram olhares. Ela sabia o que ele estava pensando e respondeu por ele.

"Teremos o cordeiro", disse ela.

Jenny assentiu com a cabea. "Boa escolha. E depois... Ol, aqui est Lady Pauline."

Ela percebeu um leve movimento na entrada e quando Alyss e Will viraram-se para
seguir o seu olhar, viram a alta figura de Lady Pauline entrar no restaurante. A poucos
passos atrs dela, e de alguma forma aparente desaparecendo no fundo, estava outra
figura - um encapuzado Arqueiro.

"Halt!" Will disse, levantando-se de seu assento, um largo sorriso de boas-vindas
comeando a se espalhar sobre suas caractersticas. Ento, o sorriso desvaneceu-se
quando o Arqueiro jogou para trs o seu capuz e Will viu o cabelo e a barba de areia.
"Crowley!" Ele disse em surpresa. "O que ele est fazendo aqui?"

Jenny franziu ligeiramente, tentando avaliar se o seu prato principal iria agentar outro
convidado. Ento, lembrando o apetite afiado que a maioria dos Arqueiros exibia, ela
decidiu que no iria.

"Diga-me mais tarde", disse ela, virando-se. " melhor eu por outra carne de cordeiro
no forno".

Conforme ela correu para a cozinha, ouvi chamar, "Rafe! Outro lugar para a mesa!"

Alyss tinha levantado tambm e estava acenando para sua mentora. Lady Pauline viu e
abriu caminho atravs da sala lotada para a mesa. Ela parecia deslizar, Will pensou. Ele
observou que toda a conversa tinha morrido na sala enquanto os outros ocupantes
olhavam esperanosos para os dois Arqueiros e suas companheiras Mensageiras. Essa
reunio, eles sentiram, era algo fora do comum.

Os dois recm-chegados se juntaram a Will e Alyss. Lady Pauline sorriu para o jovem
Arqueiro e inclinou-se para beijar-lhe levemente no rosto. Como Halt, ela tinha vindo a
olhar para Will como um filho.

"Como  lindo v-lo aqui, Will. Estou to feliz que voc decidiu voltar para casa."

Ele sabia que ela estava se referindo a sua deciso de aderir a Halt no Grupo de
Trabalho. Ele sorriu para ela.

"Algum tem de manter Halt fora de problema, minha senhora."

Ela assentiu com a cabea gravemente para ele. "Isso  exatamente o que eu tenho
pensado. Ele no est ficando mais jovem, afinal," ela respondeu. "E Will,  bastante de
`minha senhora' se voc se importa. Eu acho que `Pauline' vai fazer muito bem."
"Muito bem, Pauline." Ele tentou o nome e descobriu que ele gostava muito dele. Eles
sorriram um para o outro lado da mesa.

Crowley limpou a garganta ruidosamente. "Eu suponho que voc estava planejando
cumprimentar seu comandante do Corpo, no estava, Will? Eu sei que sou apenas mais
um velho de cabelos prateados como Halt mas voc poderia dizer ol, pelo menos.
Alyss, voc est muito bonita no momento," ele acrescentou ele antes que Will pudesse
responder.

"Voc  um bajulador eloquente, Crowley," respondeu Alyss facilmente. "Bem-vindo a
Redmont."

Will finalmente teve a oportunidade de falar. "Sim. Bem-vindo, Crowley. E diga-me, o
que traz voc aqui?"

Crowley estava prestes a responder quando Rafe apareceu ao lado dele, um conjunto de
facas, garfos e pratos em seus braos. Ele hesitou um instante, passou a carregar em seu
brao esquerdo e imitou um golpe de espada no ar. Crowley olhou por cima do ombro
para o rapaz servindo com alguma preocupao.

"Planejando me decapitar, est?" ele perguntou.

Rafe sorriu para ele. "No senhor, Arqueiro. S pegando o lado direito assim. Basta
deslocar-se mais quando eu colocar estes para baixo, antes que eu esquea de que lado 
isso agora."

Crowely olhou uma questo para Will. O Arqueiro mais jovem encolheu os ombros.

"Jenny o est treinando como um chefe dos garons", explicou ele. Crowley olhou de
soslaio para o servidor, cujos lbios estavam movendo, enquadrando as facas  direita,
garfo na esquerda, prato no meio.

"Ela tem um jeito de ir, ento", disse ele. Ento, quando Rafe terminou e se afastou, ele
respondeu  pergunta de Will.

"O que me traz aqui  Halt", disse ele. "Ele me mandou uma mensagem de pombo de
um de nossos postos da Costa Oeste h dois dias. Ele me pediu para encontr-lo aqui.
Pediu para Horace vir tambm - ele vai seguir em um ou dois dias. Teve algumas
extremidades frouxas para amarrar."

Sabendo o valor das comunicaes rpidas, Crowley teve recentemente criada uma rede
de estaes de mensagem em todo o Reino. Em cada uma, um gerente de estao
cuidava de um bando de pombos-correio, treinados para regressar  sede de Crowley no
Castelo Araluen.

 meno do nome de Halt, Will inclinou-se ansiosamente.

"Ele disse o que se tratava?" ele perguntou. Mas Crowley sacudiu a cabea.
"Disse que ele ia dizer-nos quando ele chegasse aqui. Eu realmente esperava que ele
pudesse chegar aqui antes de mim."

"Eu estava atrasado. Eu tinha um prisioneiro para arrastar", disse uma voz familiar atrs
dele.

"Pra!" Will ergueu-se em prazer. Nenhum deles notou a entrada do Arqueiro na sala,
nem sua abordagem silenciosa. Agora Will correu apressado ao redor da mesa, virando
a sua cadeira quando ele foi abraar o mestre.

"Sobre o que  isto tudo?" ele perguntou. Ento, antes que Halt pudesse responder, ele
continuou com uma enxurrada de dvidas. "Quem  o prisioneiro que voc mencionou?
Onde voc estava? Por que voc quer Horace vindo aqui tambm? Ns temos a nossa
primeira misso? Para onde estamos indo?"

Halt rompeu com seu abrao de urso e revirou os olhos para o cu.

"Perguntas, perguntas, perguntas!" disse ele. "Agora eu me lembro como voc era,
pergunto-me se eu no cometi um erro terrvel. Voc se importaria terrivelmente se eu
desse um Ol para a minha esposa antes de irmos mais longe?"

Mas quando ele virou-se para abraar Pauline, ele no poderia manter-se a pretenso de
que ele estava descontente. Um sorriso estava escondido no canto da boca, rompendo a
despeito de seus melhores esforos para det-lo.

Jenny, saindo da cozinha, viu a pessoa extra na mesa e girou sobre o calcanhar.

"Frances!" ela chamou. "Pegue outra carne de cordeiro da sala fria. E Rafe..."

"Eu sei, eu sei, senhora! Outra colocao de mesa!"



Captulo 13



A refeio estava excelente. Halt insistiu que eles deveriam desfrutar da comida sem
serem distrado por discutir negcios.

"Tempo suficiente para isso quando ns tivermos caf", disse ele com firmeza. Ele
conseguiu se esquivar do assunto do que ele estava fazendo, pedindo detalhes da
Reunio - a primeira que ele tinha faltado em muitos anos. Ele sorriu discretamente
quando Will descreveu o seu esforo com os trs aprendizes de primeiro ano, e acenou
com a cabea com satisfao quando soube da promoo de Gilan para o Feudo Whitby
 e o fato de que ele estaria disponvel para assumir Redmont se Halt e Will fossem
enviados em uma misso.

"Eu queria saber como voc pde gerenciar isso", ele disse a Crowley. "Bem pensado".
Crowley sorriu de uma maneira auto-satisfeito. "Como eu disse a Will, eu sou um gnio
quando se trata de uma organizao", disse ele. Halt levantou uma sobrancelha para
isso, mas no fez nenhum comentrio adicional.

Ento, a pergunta de Halt, Lady Pauline o atualizou sobre os acontecimentos no castelo
Redmont desde que ele tinha ido. Seus olhos se arregalaram quando ela relatou como
Sir Rodney, chefe da Battleschool, tinha recentemente mantido companhia com Lady
Margaret, uma viva bastante atraente.

"Rodney?" ele perguntou incrdulo. "Mas ele  um bacharel velho ranzinza!"

"Apenas o que eles costumavam dizer sobre voc", respondeu calmamente Pauline e ele
acenou com a cabea, reconhecendo o ponto.

"Assim, Rodney est pronto para sossegar, n? Quem teria pensado nisso? Eu suponho
que voc vai ser o prximo, Crowley?"

Crowley sacudiu a cabea. "Casado com o trabalho, Halt. E nunca encontrei a mulher
certa."

Na verdade, Crowley havia muito tempo nutrido uma admirao profunda por Lady
Pauline. Mas, sendo uma das poucas pessoas no Reino que sabia como as coisas
estavam entre ela e Halt, ele nunca tinha deixado o fato ser conhecido.

Eventualmente, a refeio estava terminada e Rafe colocou o bule de caf e copos na
mesa, felizmente sem ter de recorrer a qualquer espada fantasma.

Pauline olhava com um sorriso tolerante enquanto Halt tomou um longo gole de seu
caf, estalando os lbios em apreciao. Ento ele colocou o copo para baixo e se
inclinou para frente, os cotovelos sobre a mesa.

"Certo!" disse ele. "Vamos chegar a isso. Os Renegados esto de volta no negcio e eles
esto pensando em retornar a Araluen. To logo eles tiverem Hibernia em seus
polegares."

"Hibernia?" Lady Pauline disse em surpresa. "O que eles esto fazendo l?"

"Basicamente, tomando o controle do pas," Halt disse a ela. "Quando ns os
despejamos de Araluen, alguns deles foram para a Hibernia. Eles estavam esperando l,
ganhando fora e nmeros e, gradualmente, minando os seis reinos. Eles quase
concluram essa tarefa. Eles tm o controle de cinco reinos. Apenas Clonmel ainda est
livre e isso deve acabar em breve."

"Clonmel?" Crowley disse. " de onde voc veio, no , Halt?"

Will olhou para cima com interesse quando Halt assentiu. Ele sempre tinha uma vaga
idia de que Halt tinha originalmente vindo de Hibernia, mas esta foi a primeira vez que
ele tinha ouvido isso confirmado.
"Sim", disse ele. "O Rei Ferris de Clonmel  fraco. E como todos os reis Hibernian, ele
est to ocupado preocupando-se que um dos reis est prestes a tra-lo ou usurpar o
trono, ele perdeu a ameaa real."

"Estes Renegados esto ficando ambicioso, no esto?" Lady Pauline disse. "Eles
costumavam ser os ladres e criminosos, o que era ruim o bastante. Mas agora voc diz
que eles esto realmente tomando o poder em Hibernia?"

Halt assentiu. "Eles criam caos e medo por todo o campo. Quando o rei est muito
fraco, ou auto-centrado para proteger o seu povo, eles chegam e se oferecem para
resolver o problema."

"Fcil para eles fazer,  claro," Crowley acrescentou, "uma vez que eles so os
causadores disso."

"Isso est certo," Halt respondeu. "Em breve, eles sero vistos como as nicas pessoas
que podem manter a paz. Eles ganham poder e influncia. Convertem cada vez mais a
se juntarem a seu bando e de l  um pequeno passo para assumir o controle."

Will franziu a testa. "Mas porque  que os reis Hibernianos continuam com isso?
Certamente, eles podem ver que esto sendo prejudicados?

"O lder dos Renegados  um homem chamado Tennyson," Halt disse a ele. "E ele foi
inteligente o suficiente para no se opor a qualquer dos reis diretamente. Ele os deixa
permanecer no trono - mas ele toma o controle efetivo do reino. Ele assume todo o
poder real e influncia e dinheiro."

"Enquanto o rei mantm a aparncia de estar no comando?" Pauline perguntou.

"Isso  certo. E para a maioria deles at agora, isso  o suficiente."

"Eles no podem ter tanto uso como reis, ento," Will disse em averso.

Halt assentiu, um olhar de tristeza em seus olhos. "Eles no so. Eles so fracos e auto-
interessados. E isso criou uma oportunidade para um lder forte e carismtico como este
Tennyson intervir e assumir a liderana e um senso de estabilidade. Ele j conseguiu
faz-lo em cinco reinos. Agora parece que Clonmel ser o prximo."

"Halt." Crowley se inclinou para frente em sua volta agora, seus olhos procurando os de
seu velho amigo. "Tudo isso  trgico para Hibernia,  claro. Mas como isso tem relao
com Araluen? Me desculpe se eu soar um pouco sangue frio, mas eu tenho certeza que
voc entende o meu pensamento."

Will olhou rapidamente entre os dois Arqueiros seniors. Ele podia ver o que Crowley
queria dizer. Halt estava afetado por isso porque ele era um Hibernian por nascimento.
Mas o que isso tem a ver com a sua ptria adotada?
"Eu realmente entendo, Crowley," Halt estava dizendo. "No precisa se desculpar. Nos
afeta porque uma vez que Tennyson tomar o controle em Clonmel, o ltimo dos seis
reinos Hibernian, ele est planejando us-lo como base para voltar  Araluen."

"Voc sabe que isso  um fato?" Crowley perguntou.

Halt assentiu. "Eu tenho um prisioneiro que vai jurar isso", disse ele. "O nome dele 
Farrell e ele foi enviado para preparar uma posio em Araluen - no porto de Selsey. 
onde eu estive", ele acrescentou. " um porto seguro e est fora do caminho. Apenas o
local que Tennyson iria optar por trazer de volta o seu culto maldito para c.

"E voc est sugerindo que devemos parar antes que ele faa isso" Lady Pauline disse.
Halt olhou para ela.

"Voc no espera uma serpente morder-lhe antes de mat-la", ele disse a ela. "Eu prefiro
parar eles agora antes que eles se renem mais ainda."

"Voc acha que voc est  altura da tarefa? S voc e Will?" Crowley perguntou.

"E Horace" Halt acrescentou.

O comandante acenou com a cabea, reconhecendo o ponto.

"E Horace. Voc no acha que precisa de uma fora maior?"

"Dificilmente poderemos invadir a Hibernia. O Rei Ferris no pediu nossa ajuda.
Tampouco  provvel que ele far. Eu acho que estaremos mais adequados combatendo
truques e superstio com mais astcia e superstio. H uma antiga lenda sobre um
mestre espadachim do leste de Hibernian que eu pensei que eu poderia fazer uso."

"Horace, naturalmente," Will acrescentou e seu antigo professor sorriu para ele.

"Exatamente. Sinto que podemos nos aproximar do Rei Ferris de Clonmel e convenc-
lo a resistir aos Renegados. Se conseguirmos quebrar o seu poder em Clonmel, podemos
estend-los para trs com os outros reinos."

"E mant-los fora de Araluen" Alyss disse.

" uma questo de momento. Se conseguirmos parar deles, as pessoas tero tempo para
ver que eles esto sendo enganados."

"Um movimento como este ou mantm circulante ou colapsa. Ele no pode ficar
parado".

"O que faz voc pensar que voc pode fazer este Rei Ferris ouvir voc? Ele conhece
voc?" Crowley perguntou.

"Sim, ele me conhece bem," Halt disse. "Ele  meu irmo."
Captulo 14



"Eu no consigo superar o fato de que o Rei Ferris  o seu irmo", disse Horace.

No era a primeira vez que ele tinha dito isso. Desde que ele e os dois Arqueiros
deixaram Redmont rumo a costa, ele voltava sempre para o fato, cada vez com um
aceno de cabea se perguntando. Normalmente, isso acontecia quando houve uma pausa
na conversa, Will observou.

"Assim, voc continua dizendo," Halt disse. Havia um tom de advertncia em sua voz
que Will reconhecia. Horace, no entanto, parecia alheio a isso.

"Bem,  um bocado de uma surpresa, Halt. Eu nunca teria pensado em voc como...
assim, sendo a realeza, eu suponho."

O olhar sinistro de Halt voltou para focar no jovem cavaleiro alto cavalgando ao lado
dele.

"Oh, realmente?" disse ele. "Suponho que sou to no-real nas minhas maneiras,  isso?
Demasiado grosseiro e completamente comum?"

Will virou-se para esconder um sorriso. Horace parecia ter um talento nato para ficar
sob a pele Halt com sua atitude de inocncia.

"No, no, no a tudo", disse Horace, percebendo que ele tinha irritado o Arqueiro, mas
no certo de como isso aconteceu. " s que voc no tem o. . . Ele hesitou, no
completamente certo o que fosse que Halt no tinham.

"O corte de cabelo," Will acrescentou.

O olhar de Halt balanou em sua direo. "O corte de cabelo." No foi uma pergunta.
Foi uma declarao.

Will assentiu com a cabea facilmente. "Isso  certo. Realeza tem certo senso de moda
para ela. Tem a ver com rolamento e comportamento e... cortes de cabelo."

"Voc no gosta do meu corte de cabelo?" Halt disse. Will estendeu as mos
inocentemente.

"Halt, Eu amo isso!  s que  um pouco rude para o irmo de um rei. No  o que eu
chamaria...

Ele fez uma pausa, inclinando-se todo na sela para estudar cabelo pimenta e sal de Halt
mais de perto, ignorando as sobrancelhas bem desenhadas, e o olhar nos olhos perigosos
de Halt. Ento ele encontrou a palavra que ele estava procurando.

". . . elegante."
Horace estava assistindo essa troca com interesse, grato pelo mau humor Halt ter sido
canalizado para longe dele por enquanto. Agora, porm, no podia deixar de comprar de
trazer de volta.

"Elegante! Essa  a palavra.  isso a. Seu corte de cabelo no  liso o suficiente.
Realeza  elegante, acima de todas as outras coisas."

"Voc acha o Rei Duncan ... elegante?" Halt perguntou.

Horace concordou enfaticamente. "Quando ele deseja ser. Em ocasies de Estado. H
uma polidez definitiva para o homem. Voc no concorda Will?"

"Absolutamente", disse o Arqueiro jovem.

O olhar de Halt rodou para trs entre os dois. Ele teve uma sbita impresso de si
mesmo como um touro entre os dois ces, que corriam em lados alternados em seus
calcanhares. Ele decidiu que era hora de mudar o ponto de seu ataque.

"Horace, se lembra quando estvamos em Glica, quando desafiou Deparnieux?"

Horace assentiu. Uma sombra cruzou o rosto por um momento a memria do guerreiro
mau.

"Lembro-me."

"Bem, eu disse ento que estava relacionado com a linha real de Hibernia. Lembra-te?"

"Sim. Se bem me lembro de palavras para esse efeito", disse Horace. Agora era a vez de
Halt estender as mos num gesto de perplexidade.

"Pois bem, voc achou que eu estava mentindo?"

Horace abriu a boca para responder, em seguida, a fechou. Houve uma pausa longa e
desconfortvel enquanto os trs cavalos trotaram, o nico som sendo a batida irregular
dos cascos na estrada.

"Ser que  um falco vermelho?" Will disse, apontando para o cu na tentativa de
mudar de assunto.

"No, no ," Halt disse, sem se preocupar em olhar na direo que Will estava
apontando. "E para o inferno com ele se for. Bem?" ele disse a Horace. "Voc no me
respondeu. Voc acha que eu estava mentindo?"

Horace pigarreou nervosamente. Ento, em uma pequena voz disse:

"Por uma questo de fato, sim."

Halt chamou a rdea de Abelard e o pequeno cavalo parou. Will e Horace tiveram que
obedecer  sua ao, girando seus cavalos para que os trs enfrentassem entre si em um
crculo spero no centro da estrada. Halt considerava Horace com uma expresso de
mgoa no rosto.

"Voc acha que eu estava mentindo? Voc desafia minha honestidade bsica? Sinto-me
profundamente, profundamente magoado! Diga-me, Horace, quando eu menti?"

Will franziu a testa. Halt estava colocando isso um pouco grosso, pensou ele. A
indignao, a expresso de dor, s no soava verdadeiro de alguma forma. Ele sentiu
que seu mentor estava tentando tirar o melhor de Horace neste intercmbio, trabalhando
sobre a boa natureza bsica de Horace de faz-lo se sentir culpado.

"Bem...", Disse Horace incerto, e Will pensou que ele viu uma pequena mudana de
auto-satisfao aos ombros Halt. Em seguida, o cavaleiro continuou. "Lembra daquelas
meninas?"

"Meninas? Que meninas?" Halt perguntou.

"Quando desembarcamos pela primeira vez em Glica. Havia algumas meninas em
frente ao porto, em vestidos curtos.

"Oh, aquelas ... Sim. Eu acho que as lembro", disse Halt. Havia uma desconfiana  sua
maneira agora.

"Que as meninas eram esses?" Will perguntou.

"Nada demais," Halt bateu com o canto da boca.

"Bem, voc disse que eram mensageiras. Que elas tinham vestidos curtos, porque elas
poderiam ter que correr com mensagens urgentes."

Will deixou escapar um grunhido de riso. "Voc disse o qu?" ele disse para Halt. Halt
o ignorou.

"Eu poderia ter dito algo ao longo daquelas linhas. Foi a bastante tempo."

"Voc disse exatamente isso", disse Horace lhe acusando. "E eu acreditei em voc."

"Voc no!" Will disse incrdulo. Ele sentia-se como um espectador em um jogo de
boxe. Horace assentiu solenemente com ele.

"Eu acreditei. Porque Halt me disse e Halt  um Arqueiro. E Arqueiros so homens
honrados. Arqueiros nunca mentem."

Will virou-se para isso. Agora Horace estava colocando um pouco grosso, pensou ele.
Horace virou com olhares acusadores para Halt.

"Mas voc mentiu, no  Halt no ? Foi uma mentira, no foi?" Halt hesitou. Ento,
bruscamente, ele respondeu: "Foi para o seu prprio bem."
De repente, ele tocou os calcanhares para Abelard e pequeno cavalo trotou, deixando
Will e Horace de frente para o outro no meio da estrada. To logo ele sentiu que Halt
estava fora do alcance da voz, Horace permitiu um largo sorriso se espalhar sobre o
rosto.

"Eu esperei anos para tir-lo de volta por isso!"

Ele deu um leve toque em Kicker e saiu em um trote rpido atrs de Halt. Will
permaneceu onde estava por alguns instantes, pensando. Horace sempre foi to sincero,
to direto e sincero, que ele tinha sido um alvo fcil para brincadeiras. Ora, ao que
parecia, ele desenvolveu um trao de sua prpria astcia.

"Provavelmente, ficou perto de ns por muito tempo", disse ele, e virou Puxo atrs dos
outros dois.

***

Mais tarde naquela noite, envolto calorosamente em seus cobertores, com a cabea no
travesseiro sela, Will olhou para as estrelas, claras e brilhantes no cu noturno, e sorriu
calmamente para si mesmo. Ele podia sentir o frio do ar da noite em seu rosto, mas isso
s servia para fazer o resto do seu corpo, sob os cobertores, sentir-se confortvel e
acolhedor.

Era bom estar de volta na estrada, indo para outra aventura. Era ainda melhor faz-la na
companhia de seus dois amigos mais prximos.

Durante uma hora ou mais aps o confronto na estrada, Halt tinha tentado manter uma
pretenso arrogante de orgulho ferido. Mas eventualmente, ele no poderia mant-lo por
mais tempo e, com um espetculo de grande dignidade, ele anunciou que perdoaria
Horace por sua transgresso. Horace, por sua vez, afetou a ser grato o Arqueiro
barbudo. Mas ele estragou o efeito um pouco por uma piscadela secreta para Will. Mais
uma vez, Will percebeu que Horace estes dias no era inocente. Ele merecia ser visto,
Will pensou. Havia uma longa histria de brincadeiras entre eles que Horace poderia
estar procurando reparar.

Enquanto as estrelas giravam no cu noturno, ele descobriu que no conseguia dormir e
os seus pensamentos se voltaram para a manh quando eles haviam deixado Redmont.
Crowley, Sir Rodney, Baro Arald e todos os seus amigos estavam l para v-los irem,
 claro. Mas a memria de Will concentrou-se principalmente em dois deles: Lady
Pauline e Alyss.

Alyss havia o beijado em adeus e, em seguida, sussurrado algumas palavras privadas em
seu ouvido. Ele sorriu agora na memria delas.

Ento Alyss moveu-se para despedir-se de Horace, que havia chegado para se juntar a
eles na noite anterior, e Will viu-se diante de Lady Pauline. Ela beijou seu rosto
suavemente, em seguida, inclinou-se para abra-lo. Quando ela fez, ela disse baixinho:
"Olha por ele para mim, Will. Ele no  to jovem quanto ele pensa que ."

Com um leve choque, ele percebeu que ela queria dizer Halt. Will poderia pensar em
ningum que precisava cuidar menos do que Halt, mas ele balanou a cabea, apesar de
tudo.

"Voc sabe que eu vou, Pauline", disse ele e olhou profundamente em seus olhos por
alguns segundos.

"Sim. Eu sei," ela disse e, em seguida, moveu-se para abraar seu marido e re-amarrar o
fecho do seu manto, batendo-o no lugar onde esposas fazem o caminho para os maridos.

Foi estranho, Will pensou agora. Ele tinha estado desesperadamente culpado por deixar
Alyss e seus outros amigos em Redmont e o momento da partida trouxe um pedao
desconfortvel em sua garganta. No entanto, agora que eles estavam na estrada
novamente, acampados sob as estrelas, curtindo o vnculo unido da verdadeira amizade
que existia entre os trs, ele se sentiu extremamente feliz. A vida era boa, ele pensou.
Na verdade, a vida era quase perfeita. E ele adormeceu com esse pensamento.

Duas horas depois, Horace o sacudiu acordando para assumir a viglia e ele rolou fora
de seus cobertores quentes na noite fria.

Talvez, ele refletiu a vida no estava to prxima da perfeio naquele momento.



Captulo 15



Levou cinco dias para os viajantes alcanarem o Reino de Clonmel.

Eles viajaram para a primeira vila costeira de Selsey, onde Halt prevaleceu sobre o
homem chefe para fornecer um barco para lev-los e os seus cavalos atravs da estreita
faixa de mar de Hibernia.

No comeo Wilfred estava menos do que encantado com a idia. A vila e seu povo tinha
se acostumado a ser independente, ao longo dos anos, e eles tinham pouco interesse nas
aes do mundo exterior. Eles viram o pedido Halt como uma violao da sua
independncia e uma perturbao indesejvel em sua rotina normal. Halt teve de
lembrar-lhe que, embora Selsey no fazia parte de um feudo, ele ainda fazia parte de
Araluen e era sujeito  autoridade do rei Duncan, que ele, como um Arqueiro,
representava.

Ele salientou ainda que ele havia salvado parte de sua frota de pesca da destruio, em
seguida, impedido a fuga dos Renegados com uma quantidade considervel de outro,
prata e jias pertencentes aos moradores. Em cima disso, Halt tinha arranjado um grupo
armado de Redmont para caar e prender os bandidos que estavam trabalhando com
Farrell e o seu grupo, garantindo a segurana permanente da vila.

Wilfred finalmente, embora ainda a contragosto, cedeu o ponto e providenciou um
barco e uma tripulao para lev-los a Hibernia.

Eles desembarcaram em um trecho deserto da praia no canto do sudeste de Clonmel,
pouco antes da primeira luz do dia. Os trs companheiros rapidamente montaram em
seus cavalos e cavalgaram para dentro da floresta na orla da praia, fora da vista de
qualquer possvel erguer de olhos. Will olhou para trs quando as rvores pairavam
sobre eles, disfarando-os em sombras. O barco j estava longe no mar, a vela no mais
que uma mancha clara entre as ondas escuras enquanto seu capito voltava para o mar,
no perdendo tempo voltando para os pesqueiros.

Halt viu a direo do seu olhar.

"Pescadores", disse ele. "Tudo o que sempre pensam  a captura seguinte."

"Eles foram muito amigveis", disse Horace. Na verdade, os marinheiros mal dirigiram
uma palavra desnecessria aos seus passageiros. "Eu no estou arrependido de estar fora
dessa banheira."

Halt concordou com o pensamento, embora no inteiramente, pelo mesmo motivo.
Como sempre, seu estmago havia o trado uma vez que o barco tinha deixado as guas
calmas do porto e comeado a mergulhar e rolar em mar aberto. O cheiro onipresente de
tripas de peixe velhas no ajudou em nada. Ele passou a maior parte da viagem de p na
proa do barco, seu rosto plido, os ns dos dedos brancos, onde ele agarrava o corrimo.
Seus dois jovens companheiros, familiarizados com o problema, decidiram que o
melhor caminho era ignor-lo e deixar Halt  sua prpria sorte. A experincia do
passado, eles sabiam que qualquer manifestao de simpatia levaria a um emaranhado
de demisso. E qualquer sinal de diverses levaria a algo muito pior.

Eles cavalgaram na floresta, em uma breve passagem por um caminho. Era uma estreita,
sinuosa pista e no havia maneira de andar lado a lado. Eles cavalgaram em fila nica,
seguindo a liderana de Halt enquanto ele se dirigia ao noroeste.

"E agora, Halt?" Will perguntou. Ele estava cavalgando em segundo na linha atrs de
seu professor. O Arqueiro de barba grisalha girou na sela para responder.

"Ns vamos na direo do Castelo de Ferris, Dun Kilty. Est talvez a uma semana de
viagem a partir daqui. Isso vai nos dar uma chance para ver como as coisas esto em
Clonmel."

Logo se tornou evidente que as coisas em Clonmel estavam longe de estar bem. A trilha
se jogou ao acaso e, eventualmente, levou a uma maior, a estrada mais alta permanente.
 medida que eles a seguiram, eles comearam a ver terrenos agrcolas intercalados
com as florestas. Mas os campos estavam descuidados e cobertos de ervas daninhas, e
as fazendas que eles viram estavam fechadas e em silncio, com as entradas barricadas
por vages e fardos de feno, para que eles pareciam campos improvisados armados.


"Parece que eles esto esperando problema," Will disse quando eles passaram por uma
coleo de tais edifcios agrcolas.

"Parece que eles j tiveram isso," Halt respondeu, apontando para os restos enegrecidos
de uma das alas, onde um monte de cinzas e madeira desabada ainda ardia. Eles tambm
poderiam ver as formas de vrios animais mortos nos campos. Urubus estavam sobre os
cadveres inchados, arrancando pedaos de carne com seus bicos afiados.

"Voc acha que eles deveriam ter enterrado ou queimado os cadveres", disse Horace.
Ele franziu o nariz quando a brisa trouxe o cheiro desagradvel doce de carne podre
para eles.

"Se eles esto com medo de sair para arar e plantar, eles dificilmente vo se expor a
enterrar alguns carneiros mortos," Halt disse a ele.

"Suponho que no. Mas de que eles esto com medo?"

Halt facilitou sua parte traseira da sela, ficando de p por alguns segundos nos estribos
antes de retomar seu lugar.

"Em um palpite, eu diria que eles esto escondendo desse personagem Tennyson - ou
pelo menos, dos bandidos que trabalham com ele. O lugar todo parece um pas sob
cerco."

Todas as fazendas e povoados menores que eles passaram exibiram as mesmas provas
de medo e suspeita. Sempre que possvel os trs Araluans as ignoravam, permanecendo
invisveis.

"Nenhum ponto de revelar a nossa presena", disse Halt. Mas no meio da manh do
segundo dia, a sua curiosidade comeou a resmungar com ele e, quando avistaram um
pequeno povoado de cinco casas em runas agrupadas, ele apontou um dedo para isso.

"Vamos perguntar o preo dos ovos", disse ele. Horace franziu a testa com as palavras
enquanto Halt liderou o caminho das rvores e ao longo da estrada que levava  aldeia.

"Precisamos de ovos?" Ele perguntou a Will.

Will sorriu para ele. "Figura de linguagem, Horace." Horace assentiu com a cabea,
assumindo uma expresso de conhecer um pouco tarde demais. "Oh... Sim. Eu meio que
sabia disso. Mais ou menos."

Eles pediram que seus cavalos fossem atrs de Abelard, alcanando-o quando estavam a
cinqenta metros aqum da aldeia. Este foi o mais prximo que eles tinham ido em um
desses grupos de edifcios silenciosos e quando eles cresceram mais perto eles podiam
ver a paliada bruta que tinha sido atirada ao seu redor com mais detalhes. Carroas e
arados da Fazenda foram formados em um crculo ao redor da aldeia. As disparidades
entre eles estavam empilhados com mobilirio antigo, bancos e mesas - e as lacunas
foram preenchidas com terraplenagem apressadamente construda de madeira e
reposio. Halt ergueu as sobrancelhas a vista de uma mesa, uma herana de famlia que
tinha sido cuidadosamente polida e encerada ao longo dos anos, agora empurrada
grosseiramente para o lado em uma lacuna na defesa.

"Devem ter refeies ao ar livre nos dias de hoje", disse ele suavemente.

Visto mais prximo, eles tambm perceberam que o povoado estava longe de ser
deserto. Eles poderiam ver agora movimentao por detrs da barricada. Vrias figuras
estavam movendo-se para agrupar no ponto em que eles estavam indo. Pelo menos um
deles parecia estar usando um capacete. O sol brilhava devidamente fora dele. Enquanto
observava, o homem subiu at em um vago que, obviamente, serviu como uma porta
atravs da barricada. Ele estava vestindo um casaco de couro cravejado de metal. Era
uma forma barata e primitiva de armadura. Em sua mo direita, ele brandia uma lana
pesada. No havia nada barato ou primitivo sobre o assunto. Como o capacete, ele
refletia os raios do sol.

"Algum esteve afiando sua lana," Horace observou para seus amigos. Antes que eles
pudessem responder, o lanceiro gritou para eles.

"Em seu caminho!" ele gritou asperamente. "Vocs no so bem-vindos aqui!"

Para reforar a afirmao, ele brandiu a lana. Vrios dos outros ocupantes rosnaram em
acordo e os trs viajantes viram outras armas agitando acima da barricada. Vrias
espadas, um machado e uma seleo de implementos agrcolas, como foices e gadanhas.

"No queremos lhe trazer nenhum dano, amigo," Halt respondeu. Ele apoiou os
cotovelos sobre a sela, e sorriu de forma encorajadora para o homem. Eles estavam
longe demais para o agricultor ver a expresso, mas ele sabia que a linguagem corporal
no era ameaadora e que esperava que o sorriso abrandasse o tom de voz.

"Bem, ns vamos lhe causar dano se voc vir mais!"

Enquanto Halt negociava, Will estava estudando atentamente a barricada,
particularmente as armas que apareceram esporadicamente sendo acenadas
ameaadoramente acima do topo. Depois de poucos segundos, ele viu uma pequena
figura passar por uma fenda atrs de uma das defesas, seguido por outra, em direo 
extremidade esquerda. Poucos segundos depois, as armas estavam sendo brandidas
nessa posio. Ele observou que elas tambm no estavam agora visveis na
extremidade direita, onde h poucos minutos tinham estado agitando energicamente.

"Halt", disse ele com o canto da boca, "no h muitos deles como eles gostariam que
pensssemos. E alguns deles so mulheres ou crianas."
"Eu imaginei isso," o Arqueiro respondeu. " por isso que eles no nos querem mais
perto, claro." Ele falou novamente para o homem da lana. "Ns somos viajantes
simples, amigo. Ns vamos pagar bem para uma refeio quente e uma caneca de
cerveja."

"Ns no queremos seu dinheiro e voc no estar recebendo os alimentos. Agora,
esteja no seu caminho!"

Havia uma nota de desespero na sua voz, Halt pensou, como se a qualquer momento o
homem esperava os trs cavaleiros armados chamar seu blefe. Halt sabia que Will
estava certo e a maioria dos "defensores" por trs da barricada eram mulheres e
crianas. No havia nenhuma razo, o Arqueiro concluiu, de causar-lhes qualquer outra
preocupao. As coisas pareciam bastante ruins nesta parte do pas de qualquer maneira.

"Muito bem. Se voc disser que sim. Mas voc pode nos dizer se h uma pousada em
qualquer lugar por perto? Ns estivemos na estrada por algum tempo."

Houve uma ligeira pausa, em seguida, o homem respondeu.

"H a Harper Verde, em Craikennis.  a oeste daqui, a menos de uma lgua. Talvez
voc vai encontrar um lugar l. Siga o caminho que voc segue para a encruzilhada e
voc ver um sinal."

O agricultor estava obviamente feliz por ser capaz de direcion-los para outro lugar, e
uma pousada que tendia a denotar um estabelecimento maior - uma vila ou at mesmo
uma pequena cidade. Esse local poderia ser menos provvel para rejeitar estranhos. Halt
acenou em despedida.

"Obrigado pelo conselho, amigo. No iremos incomod-lo mais."

No houve resposta. O homem ficou de p sobre o carro, sua lana na mo, quando eles
viraram seus cavalos e comearam a trotar para longe. Depois de uma centena de metros
mais ou menos, Will girou na sela.

"Ainda nos observando", disse ele.

Halt resmungou. "Eu tenho certeza que ele vai continuar fazendo isso at que
estivermos fora de vista. E ento, se preocupar a metade da noite para que possamos
voltar depois de escurecer e tentar surpreend-lo." Ele balanou a cabea tristemente.
Horace notou a ao.

"Eu amarrei o homem", disse ele.

"Ele est assustado", Will olhou para ele. "Muito assustado. E o medo  um aliado mais
potente dos Renegados. Acho que estamos comeando a ter uma idia do que estamos
enfrentando."

Eles cavalgaram e viram para o sinal de estrada direcionando-os para Craikennis. O fato
de que havia um sinal de estrada, e que o local realmente tinha um nome, tudo apontava
para a possibilidade de que ela foi um grande estabelecimento. Ainda assim, Halt queria
evitar o tipo de no-acolhimento que acabara de receber.

"Acho que poderamos nos dividir", disse ele. "A viso de trs homens armados poderia
ser um pouco assustadora para as pessoas nesta rea, e eu no quero ser jogado fora sem
nenhuma cerimnia antes de entrarmos. Will, voc tem o seu alade com voc, no
tem?"


Will tinha h muito tempo desistido de tentar falar para Halt que o seu instrumento era
uma mandola. E em qualquer caso, a questo Halt foi uma retrica. Will sempre
carregava o instrumento com ele e ele tocou em torno de sua fogueira de acampamento
na noite anterior.

"Sim. Voc quer que eu me torne um menestrel viajante?" Ele havia previsto onde o
pensamento de Halt estava indo. No havia nada de ameaador sobre um msico
ambulante.

Halt assentiu. "Sim. Por alguma razo, as pessoas tendem a confiar em um menestrel."

"E,  claro, este tem um rosto to confivel", Horace acrescentou com um sorriso. Halt
olhou por alguns segundos em silncio.

"Certamente," disse ele durante um tempo. "Ns vamos encontrar um lugar para
acampar, ento voc vai na frente de ns e comece a cantar algumas. Horace e eu vamos
escorregar em quando todos tiverem te observando. Reserve um quarto na pousada. Isso
 o que voc costuma fazer, no ?"

Will assentiu com a cabea. " a nica coisa normal para um artista pedir um quarto -
ou uma cama no celeiro a pousada estiver lotada."

"Voc faz isso, ento. Ns vamos ter uma refeio e ouvir ao redor para ver o que
podemos descobrir. Ento vamos voltar para o acampamento. Veja se voc pode obter
todas as informaes do taberneiro, mas no parea muito intrometido. Vamos
comparar as notas amanh de manh."

Will assentiu com a cabea. "Parece bastante simples." Um sorriso roubou em seu rosto.
Ele sabia que tinha Halt uma total falta de interesse por msica. "Algum pedido hoje?"

Seu velho professor olhou para ele por um longo momento. "Qualquer coisa, menos
Halt Barba-Grisalha", disse ele.

Horace estalou a lngua em desapontamento. "Esse  um dos meus favoritos."

Halt considerou os dois sorridentes rostos jovens.

"Porque  que tenho a sensao de que estou indo para lamentar ter concordado com
este Grupo de Trabalho?" disse ele.
Captulo 16



Halt e Horace guiaram rumo  periferia de Craikennis. Havia uma paliada improvisada
aqui tambm, obviamente, uma construo recente. Fora da barreira, em frente 
entrada, um abrigo de lona estava criado na beira da estrada, com trs homens armados
no interior, se protegendo do frio da noite. Havia um grande tringulo de ferro
pendurado em um poste, com um martelo pendurado ao lado dele. No caso de um
ataque, um dos homens soaria o alarme, ressoado pelo tringulo com o martelo, Horace
pensou.

Um dos sentinelas emergiu do abrigo, tirando uma tocha acesa de um suporte e avanou
para eles, segurando a luz alta para ver seus rostos. Halt gentilmente jogou para trs o
capuz de sua cabea fazendo com que a luz pudesse bater em seu rosto.

"Quem  voc e o que voc quer?" o homem perguntou grosseiramente. Horace fez uma
careta. Clonmel no era o pas mais amigvel que ele j tinha sido, pensou ele. Ento,
novamente havia aquela pequena maravilha,  luz daquilo que eles tinham visto
enquanto viajavam pelo interior.

"Ns somos viajantes," Halt disse a ele. "No caminho para Dun Kilty para comprar
ovelhas no mercado de l."

"Pastores geralmente andam armados?" perguntou o homem, vendo o arco de Halt e a
espada pendurada na cintura de Horace. Halt deu-lhe um sorriso fino.

"Eles andam se eles planejam chegar a sua casa com um pedao de ovelha", disse ele.
"Ou voc no est ciente de como as coisas esto hoje em dia?"

O homem balanou a cabea melancolicamente. "Eu estou," ele respondeu. O
desconhecido estava certo. Havia pouco de lei e ordem em Clonmel nas ltimas
semanas. O menor homem pode muito bem ser um pastor, ele pensou. Ele era um
carter indefinido. O mais alto dos dois dava uma sensao diferente para ele. Ele era
sem dvida um guarda armado, contratado pelo pastor para ajudar a proteger o seu
rebanho na viagem de regresso.

"Estamos  procura de uma refeio e um fogo para nos aquecer e depois estaremos em
nosso caminho. Ns ficamos sabendo que h uma pousada aqui em Craikennis?"

O guarda acenou com a cabea, convencido de que os dois homens no ofereciam
nenhuma ameaa real  segurana da vila. Ele olhou para a escurido, certificando-se
que no tinham companheiros  espreita nas sombras. Mas no havia nenhum sinal de
movimento na estrada. Ele deu um passo para trs.
"Muito bem. Mas no causem nenhum problema. Voc vai ter ns e uma outra dzia
para tomarem conta de vocs."

"Voc no ver nenhum problema de ns, amigo," Halt disse a ele. "Onde encontramos
esta pousada de vocs?"

O sentinela apontou para a nica rua principal da vila.

"A Harper Verde,  como  chamada. Apenas cinquenta metros daquele caminho."

Ele saiu da estrada para deix-los passar e eles cavalgaram dentro da aldeia Craikenns.

A Harper Verde estava no meio da rua principal. A aldeia em si era um estabelecimento
importante, com cinquenta ou sessenta casas agrupadas em torno da rua central e uma
rede de vielas e ruas menores que fugiam dela. Elas eram todas de um nico andar, de
tijolos de barro e telhado de palha. Elas pareciam menores do que as casas de Halt e
Horace estavam acostumados - mais baixa. Horace adivinhou que, se fosse para entrar
em um, ele teria de se inclinar para evitar bater na porta. A pousada era o maior edifcio
da cidade, como seria de esperar. Era tambm o nico edifcio de dois andares, com
janelas estreitas no andar superior, sugerindo que poderia haver trs ou quatro quartos
previstos para os hspedes.

O sinal de identificao da Harper Verde balanava, rangendo ruidosamente ao vento
que soprava na rua principal da vila. Era uma placa mostrando os restos desbotados de
uma figura an toda vestida de verde, arrancando as cordas de uma harpa pequena.
Quando Horace estudou o sinal, ele notou que o rosto estava torcido num olhar vesgo
bastante desagradvel.

"No  um tipo simptico, ?" disse ele.

Halt olhou para o sinal. "Ele  um laechonnachie", respondeu ele e, sentindo o olhar
indagador Horace, ele acrescentou, "uma pequena pessoa."

"Eu posso ver isso," Horace disse, mas Halt balanou a cabea.

"As Pessoas Pequenas so objetos de uma grande dose de superstio nesse pas. Eles
so figuras encantadas, pessoas mgicas, se voc quiser. Boa gente a evitar. Eles tm
um senso de humor desagradvel e tendem a ser rancorosos.

Houve uma exploso de rudo da pousada quando uma grande quantidade de vozes
levantou-se em msica, juntando-se ao coro para um dos nmeros de Will. Ele tinha
chegado  Craikennis uma hora antes de Horace e Halt. Aparentemente, a partir do
rudo e da exploso de aplausos que eles agora ouviam, ele tinha sido redondamente
bem acolhido pela populao local.

"Soa como se ele est derrubando a casa", observou Horace.
Halt olhou para o prdio, observando o modo que nenhuma das paredes eram
verdadeiras e os andares superiores pareciam tender e balanar sobre a estreita rua
principal da vila.

"Isso no precisaria de muito para derrubar", ele murmurou. "Vamos l. Vamos entrar
enquanto ele ainda est de p."

Ele abriu o caminho para o trilho de amarrar fora da pousada. Havia outro animal
amarrado l, um pnei desinteressado aproveitado para um carrinho pequeno. Alm do
cavaleiro, havia lugares para dois passageiros, em ambos os lados do carrinho e voltado
para fora.

"Pitoresco", disse Horace, enquanto amarrava Kicker  grade. Halt, naturalmente,
apenas jogou a rdea de Abelard sobre o trilho. No havia necessidade de amarrar um
cavalo Arqueiro.

Horace olhou ao redor. "Onde est Puxo, o que voc acha?"

Halt apontou um polegar em um beco que conduzia  parte traseira da pousada. "Eu
imagino, ele vai estar agradvel e quente em uma barraca nos estbulos", disse ele. "Se
Will pegou um quarto, ele no deixaria Puxo na rua."

" verdade", disse Horace. "Vamos atrs dele ele, Halt, estou faminto."

"Alguma vez voc no est faminto?" Halt perguntou, mas Horace j estava indo para a
pousada. Ele abriu o caminho para a porta, mas antes que ele pudesse empurr-la
abrindo, Halt o parou com uma mo em seu brao. Horace olhou para ele com
curiosidade e o Arqueiro explicou.

"Espere at que Will comece de novo e ns vamos passar quando a ateno de todos
estiver sobre ele. Lembre-se, mantenha seus ouvidos abertos e boca fechada. Eu vou
fazer a conversao."

Horace assentiu em acordo. Ele observou que durante o dia o sotaque de Halt, que
geralmente s mostrava o menor vestgio de sotaque Hiberniano, foi engrossando e
ampliando sempre que ele falava. Halt estava, obviamente, trabalhando para recuperar o
sotaque de sua juventude.

"No  preciso que todos saibam que somos estrangeiros", ele disse quando Horace
tinha comentado sobre o fato.

Eles fizeram uma pausa agora, ouvindo a voz de Will levantar em um canto, e o
acompanhamento agitado de sua mandola. Em seguida, o barulho redobrou quando a
sala inteira uniu-se ao coro. Halt acenou para Horace.

"Vamos", disse ele.

Eles entraram no quarto, hesitando brevemente quando a onda de calor da lareira e de
trinta ou quarenta corpos os bateu. Will estava em um espao bem iluminado pela
lareira, liderando a companhia da musica - no que eles precisassem de muito incentivo,
Halt pensou ironicamente. Hibernians adoravam msica e canto e Will tinha um bom
repertrio de peas e bobinas. Quando os dois Araluans pausaram na porta, dois dos
espectadores em frente de Will, um homem e uma mulher, levantaram e comearam a
danar e saltar no ritmo da musica. O resto da sala incentivou rugindo, batendo palmas
na hora de exortar os danarinos. Halt e Horace trocaram um olhar, ento Halt acenou
com a cabea no sentido de uma mesa no fundo da sala. Eles se moveram para l. Will,
 claro, ignorou a sua entrada. Apenas uma ou duas pessoas na sala pareciam observ-
los. O resto estava totalmente absorto na msica e na dana.

Mas o estalajadeiro notou os dois recm-chegados - era sua funo perceber essas coisas
afinal. Antes de muito tempo, uma menina fez seu caminho para servir os clientes
atravs de sua mesa. Halt pediu caf, e ensopado de borrego para ambos, e ela balanou
a cabea, deslizando para fora com a habilidade de uma longa prtica com os clientes
acumulada.

Will bateu o acorde final da cano, e os dois danarinos cairam, exaustos, em seus
bancos. Por sugesto de Halt, ele havia descartado a distintiva capa manchada dos
Arqueiros quando ele deixou o seu acampamento, vestindo um longo casaco de l
grosso em vez dela. Da mesma forma, ele havia deixado seu arco e aljava para trs, e
tirou a bainha da faca de arremesso e sua faca dupla da sua cintura, deixando a faca
maior Saxnica em uma nica bainha. A faca de arremesso tinha ficado jogada em uma
bainha costurada dentro de sua jaqueta, debaixo do brao esquerdo. Alguns anos antes,
Will tinha experimentado com uma bainha costurada na parte traseira na gola da tnica,
quase tendo resultados desastrosos.

Halt,  claro, usava seu traje Arqueiro normal e levava o seu arco. No havia nada de
significativo sobre isso em um campo onde todos pareciam preparados para problemas.
O aspecto manchado do manto podia ser um pouco incomum, mas, mesmo assim, ele
tinha a aparncia de um lenhador ou agricultor. Horace usava uma jaqueta de couro lisa
sobre calas e botas, com sua espada e punhal em uma cinta na cintura. Ele usava uma
capa,  claro, para manter o frio cortante do vento. Mas, ao contrrio do Halt, ele no
tinha capuz. Em vez disso, ele usava um gorro de l de ajuste, puxado para baixo sobre
seus ouvidos. Ele no usava nenhum tipo de armadura ou insgnias. Para aparncias, ele
era um homem simples com armas.

Como resultado dessas fantasias variadas, no havia nada para conectar os dois recm-
chegados ao menestrel estrangeiro que havia chegado no incio da noite. E com o
sotaque Hiberiano cuidadosamente renovado de Halt, eles nem sequer pareciam ser
estrangeiros.

Sua comida chegou, e o caf, e eles caram para comer com vontade. Horace estava
especialmente disposto, mas, ao longo dos anos que ele tinha conhecido o jovem
guerreiro, Halt tornara-se mais ou menos acostumado com o apetite prodigioso do
jovem. Horace avanou no cordeiro ensopado de batata e levou a sua boca, usando a
grossa fatia de po que veio com ele para limpar o suco. Finalizando o seu prprio po,
Horace observou a meia fatia restante na frente de Halt e estendeu a mo para ela.

"Voc vai comer isso?"

"Sim. Tire as mos."

Horace estava prestes a protestar, mas um aviso de agitao de cabea de Halt o deteve.
Ele percebeu que Halt, mantendo a aparncia de comer a sua refeio, estava escutando
sobre as outras conversas. Com a msica parada temporariamente enquanto Will fazia
uma pausa, um murmrio de conversa havia irrompido pela sala.

Havia trs homens sentados na mesa ao lado. Aldees, pelo olhar deles. Provavelmente,
comerciantes, Horace pensou. Ele podia v-los enquanto Halt, de costas para eles,
estava muito mais perto e em melhor posio para ouvir o que eles estavam dizendo.
No que fosse muito difcil fazer isso. Com o nvel de rudo de fundo na sala quente e
com fumaa, eles tiveram que erguer a voz para serem ouvidos.

"Um mau negcio  que eu ouvi dizer," um homem careca estava dizendo. A partir da
farinha que cobria o peito da camisa, Horace adivinhou que era o responsvel pelo
moinho ou o padeiro. Ele pegou outro aviso de cabea balanando de Halt e percebeu
que ele estava olhando para a mesa ao lado. Rapidamente, ele olhou para seu prato,
assim que Halt deslizou a crosta de po na mesa para ele. Sorrindo, ele pegou e
comeou a fazer um show de limpar os restos de sua refeio do prato com o po.

"Quatro mortos, o que eu ouvi. Uma coisa terrvel. O irmo da minha esposa esteve l
apenas trs dias atrs. Acontece que se ele estivesse l ontem, ele poderia estar entre os
mortos."

Halt fingiu tomar um gole de seu caf. Ele estava tentado a virar e perguntar a
populao local para obter mais informaes. Mas, at agora, ele e Horace tinham
estado praticamente despercebidos na sala. Os locais podiam estar dispostos a discutir
isso livremente entre seus companheiros. Com estranhos podia ser um assunto
completamente diferente.

"O que voc pensa sobre essas pessoas religiosas em Mountshannon?" perguntou outro
dos homens. Horace deu um rpido olhar para ele. Ele era alguns anos mais jovem que o
moleiro/padeiro careca. Possivelmente, um comerciante de algum tipo. No era um
guerreiro, Horace pensou.

O homem bufou ridiculamente aos dois companheiros.

"Religiosos charlates  o que eles so!" disse o terceiro, aquele que no tinha falado at
agora. O careca foi rapidamente concordando.

"Sim! Afirmando serem capazes de manter Mountshannon segura. Engraado como as
pessoas religiosas como eles dizem que seu Deus ir proteg-los - at que algum os
atinja com uma clava."
"Ainda assim," disse o comerciante, parecendo convencido por seu desprezo "a verdade
 que Mountshannon tem se mantido sem ser invadida at agora. Enquanto em Ford
Duffy h quatro mortos e os restantes espalhados sabem-se Deus onde com medo."

"H mais de uma centena de pessoas em Mountshannon", o careca explicou a ele.
"Duffy's Ford no tem mais do que trs ou quatro casas. Quase uma dzia de gente,
para comear. So as maiores aldeias que tm menos a temer. Como Mountshannon."

"E Craikennis," acrescentou quem tinha concordado com ele sobre os charlates
religiosos.

"Sim" disse o careca, "eu garanto que estamos seguros o suficiente aqui. Dennis e seus
vigias fazem um bom trabalho mantendo um olho nos estranhos na aldeia."

Conforme ele disse as palavras, ele olhou para cima e tomou conhecimento pela
primeira vez de Halt e Horace na mesa ao lado. Ele murmurou um aviso reservado a
seus companheiros e os dois se viraram para olhar para os desconhecidos por trs deles.
Ento eles se inclinaram sobre a sua prpria mesa e continuaram a conversa em tons
baixos, inaudveis contra o zumbido de uma dzia de outras conversas na sala. Halt
ergueu as sobrancelhas para Horace, que ensaiou um ligeiro encolher de ombros. Ele
no tinha dvida de que eles no ouviriam nada mais a partir de agora.

Poucos minutos depois, houve um abalo de interesse na sala enquanto Will tocava os
primeiros acordes de uma cano nova. As pessoas acabaram com as conversas e se
acomodaram em seus lugares para ouvir. Quando a menina veio servir para recolher os
seus pratos e ver se eles precisavam de uma recarga em seu caf, Halt sacudiu a cabea
e deixou cair um punhado de moedas sobre a mesa para pagar a sua refeio. Ele
sacudiu a cabea para Horace.

"Hora de ir", disse ele.

Eles levantaram-se e se jogaram no caminho at a porta. O careca levantou os olhos
para eles brevemente. Em seguida, decidindo que no havia nada ameaador sobre os
dois estranhos, ele voltou sua ateno para a msica.

L fora, o vento frio os cortava novamente quando eles recuperaram e montaram em
seus cavalos.

Horace estremeceu brevemente, encolhendo-se para baixo do calor de seu manto.

"Devamos termos pego um quarto para ns mesmos", disse ele. "T um frio danado
aqui."

Halt sacudiu a cabea. "Dessa forma, ns vamos ser esquecidos dentro de meia hora. Se
tivssemos ficado, mais pessoas teriam nos notado. Mais pessoas estariam fazendo
perguntas sobre ns. Voc logo vai esquentar de novo em nossa fogueira."

Horace sorriu para seu srio companheiro.
" uma coisa to ruim ser notado, Halt?"

O Arqueiro concordou enfaticamente. " para mim."

Eles cavalgaram passando a estao de sentinela, acenando para os homens que estavam
de planto. Desta vez, nenhum deles sentiu a necessidade de sair para o vento, longe do
fogo queimando em que eles tinham em uma grelha de ao no interior do abrigo. Como
Halt havia previsto, dentro de uma hora, a sua presena em Craikennis tinha sido
esquecida.



Captulo 17



Na manh seguinte, Halt e Horace estavam sentados em torno de sua fogueira quando
Abelard deu um ronco de boas-vindas. Alguns segundos mais tarde, Will e Puxo
entraram na clareira onde eles tinham feito seu acampamento. Ele olhou para as duas
tendas pequenas, quase um metro de altura e dois metros de comprimento. Tinha
chovido durante a noite e as laterais de lona estavam frisadas com a umidade.

"Dormimos agradveis e quentes, no dormimos?" ele sorriu.

Halt grunhiu para ele. "Pelo menos no fomos comidos at a morte por percevejos."

O sorriso de Will desvaneceu-se um pouco.

"Sim, eu tenho que admitir que a Harper Green poderia fazer com uma faxina completa.
Eu parecem ter tido um ou dois pequenos visitantes. Ele coou preguiosamente em um
ponto de coceira do lado dele quando ele disse as palavras. Halt olhou para o fogo,
escondendo um sorriso satisfeito.

Will desmontou, tirando a sela de Puxo e o deixou solto para pastar. Ele se juntou aos
outros no pequeno fogo, onde uma cafeteira estava no lado de carves.

"Ainda assim," ele continuou, "eles fazem um bom caf da manh em Harper. Bacon,
salsichas, cogumelos e po fresco. Apenas a coisa certa para te levantar em uma manh
fria."

Houve um gemido baixo do ponto onde Horace estava sentado, cutucando
preguiosamente a brasa com um pedao morto. Will no estava inteiramente certo se o
gemido vinha de Horace ou de seu estmago. O Caf da manh no acampamento tinha
sido uma questo simples de po, um pouco velho, torrado no fogo e comido com uma
rao de carne seca.

"Raes duras constroem o carter," Halt disse filosoficamente. Horace olhou
tristemente para ele. A grande ajuda do ensopado de borrego que tinha comido na noite
anterior no passava de uma lembrana distante.
"Eles tambm constroem fome", disse ele. Will esperou mais alguns segundos, em
seguida, cedeu e jogou um pacote substancial envolto em um guardanapo ao lado de
Horace.

"Felizmente, a menina da cozinha pensou em dar-me alguma comida para a minha
viagem", disse ele. "Parece que ela  uma amante da msica."

Horace ansiosamente desembrulhou o pacote, para revelar um monte de comida ainda
quente no interior.

Ele transferiu grande parte para seu prato, que estava em p junto  lareira, e pegou o
garfo. Ele parou quando viu Halt movendo-se para se juntar a ele e tomar sua prpria
quota de bacon e lingia, arrancando um pedao de po fresco, macio para ir com ele.

"Eu pensei que voc disse raes duras constroem o carter?" Will disse, conseguindo
permanecer com o rosto srio. Halt olhou para ele com alguma dignidade.

"Eu tenho carter", disse ele. "Eu tenho carter de sobra. So jovens como vocs que
precisam construir seu carter."

"Eu vou construir meu amanh", disse Horace com a boca cheia de comida. "Isso 
excelente, Will! Quando eu tiver netos, vou nome-los todos atrs de voc!"

Will sorriu para o seu amigo e sentou-se perto da lareira, servindo-se de uma xcara de
caf. Ele acrescentou mel e bebeu apreciando.

"Aaah!" disse ele. "Eles podem saber como fazer bacon e salsicha naquela pousada.
Mas o caf no segura uma vela para o seu, Halt."

Halt grunhiu, com a boca cheia demais para responder. Ele acabou com o prato de
comida que ele tinha pegado e sentou-se para trs, batendo no estmago. Ento ele no
poderia resistir inclinado para frente e pegando mais um pedao de bacon frito.

"Ento, voc ouviu alguma coisa na estalagem?" Ele perguntou quando ele acabou com
a guloseima.

Will assentiu com a cabea. "A principal conversa era um ataque a um lugar chamado
Ford Duffy - um pequeno povoado perto de um rio a cerca de dez quilmetros daqui."

"Sim. Ns ouvimos sobre isso tambm", disse Halt. "Voc ouviu qualquer meno a
uma aldeia chamada Mountshannon?"

Will bebeu seu copo e lanou os resduos para o fogo antes de responder.

"Sim. Muito poucas pessoas estavam falando sobre isso. Soa como se os nossos amigos
criaram sede l.

"Ouvimos que eles estavam dizendo serem capazes de proteger Mountshannon do tipo
de coisa que aconteceu em Ford," Horace acrescentou. Embora ele no tivesse ouvido
muito bem na noite anterior, ele e Halt haviam discutido o assunto quando eles
chegaram ao acampamento.

"Eu ouvi a mesma coisa. A opinio parecia dividida quanto  existncia de qualquer
valor para o crdito", disse Will. Halt olhou para ele astutamente.

"O que a maioria das pessoas acha? Voc tem alguma idia?

Will deu de ombros. "Eu diria que estava 2-1 contra. A maioria das pessoas com quem
falei, ou ouvi discutir o assunto, parecia pensar que Mountshannon poderia cuidar de si
mesma.  uma grande aldeia, aparentemente. Eles falaram sobre isso bastante depois
que eu tinha acabado de cantar."

Halt brevemente riu. "Essa  a coisa til sobre o seu poder para posar como um
menestrel", disse ele. "As pessoas parecem pensar que voc  um deles. Eles vo falar
mais abertamente sobre o assunto na frente de voc. Mais alguma coisa?"

Will considerou. Ele no tinha certeza de como Halt reagiria a prxima parte da
inteligncia que ele tinha aprendido. Ento ele decidiu que no havia maneira de
embelezar a mensagem.

"A opinio geral  que o Rei Ferris  um canio quebrado. H muito pouco respeito por
ele. Ningum parecia pensar que ele seria capaz de jogar para fora a baguna que est
dentro de Clonmel. Os que pensam que os Renegados podem ter a resposta esto
particularmente estridentes sobre isso. E se alguma coisa estava indo influenciar os
outros a seu ponto e vista, era o fato de que Ferris  fraco e ineficaz. Todos
concordaram com isso." Ele fez uma pausa, depois acrescentou: "Desculpe, Halt. Mas
essa  a maneira como as pessoas vem."

Halt encolheu os ombros. "Eu no posso dizer que estou surpreso. Durante anos, Ferris
tem cuidado muito sobre apenas ser o Rei que ele deixou de agir como um. Ele era
assim desde o comeo." Havia uma nota de amargura na sua voz e ele lamentou ter que
passar as informaes negativas sobre seu irmo.

Horace verificou o guardanapo para se certificar de que no havia sobras restantes.
Depois ele passou para uma posio mais confortvel.

"Halt", disse ele agora, com uma voz grave, "eu acho que pode ser o tempo que voc
nos conte mais sobre voc e seu irmo."

No foi encontrado qualquer vestgio da sua antiga tom despreocupado quando ele
resmungava sobre o caf da manh. Este era um assunto srio. Mas tambm havia
nenhum vestgio de desculpas em suas palavras. Ele estava erguendo o passado de Halt,
ele sabia, mas estava na hora dele e Will aprenderem todos os fatos sobre o Rei Ferris, e
seu relacionamento com seu irmo. Will e Horace estavam em uma situao
potencialmente perigosa em Clonmel e Horace tinha aprendido que era importante
compreender tanto quanto possvel sobre uma situao como esta.
Refletindo sobre isso, ele percebeu que era a sua longa associao com os dois
Arqueiros que lhe haviam ensinado essa lio. Ele viu que o Halt estava o observando
agora, com os calmos e srios olhos dele. E ele viu que Halt concordou com ele.

"Sim. Voc est certo", disse o Arqueiro. "Voc deve saber todos os fatos por trs da
situao atual. Para comear, h um fato pertinente que voc deve estar ciente. Ferris e
eu no somos apenas irmos. Somos gmeos.  por isso que o lder dos Renegados em
Selsey pensou que eu lhe parecia familiar. Ele passou algum tempo em Clonmel e ele j
tinha visto Ferris vrias vezes.

"Gmeos?" Will sentou-se naquela notcia. Em todos os anos que ele passou com o
Halt, que ele nunca tinha a menor idia de que o seu mentor tinha quaisquer irmos, e
muito menos um irmo gmeo.

"Gmeos idnticos", disse Halt. "Ns nascemos com sete minutos de intervalo."

"E voc era o mais jovem?" Horace disse. Ele balanou a cabea. " engraado, no ?
Mas por esses sete minutos, voc seria o Rei de Clonmel agora e Ferris seria..."

Ele fez uma pausa, no certo de como continuar. Ele tinha estado para dizer, `Ferris
seria um Arqueiro', mas depois ele percebeu, que desde que eles tinham ouvido falar
sobre o vacilante e ineficaz Rei, ele nunca teria se tornado um Arqueiro. Halt o
considerou, vendo a questo sbita na mente do guerreiro jovem.

"Exatamente," ele disse calmamente. "O que Ferris se tornou? Mas voc no est
exatamente certo, Horace. Eu atualmente era quem nasceu primeiro. Ferris  o meu
irmo mais novo."

Horace franziu a testa quando as implicaes do que Halt tinha dito o estocaram. Mas
foi Will que fez a pergunta bvia.

"Ento o que aconteceu? Certamente, como o irmo mais velho, voc deveria ter se
tornado rei? Ou no  essa a maneira que funciona aqui em Hibernia?"

"Sim. Essa  a maneira como isso funciona aqui, como em qualquer outro lugar. Mas eu
tinha um problema. Meu irmo se ressentia amargamente dos sete minutos. Ele sentiu
que havia sido defraudado do seu direito de primogenitura. Enganado por mim", ele
acrescentou.

Horace balanou a cabea em descrena. "Isso  loucura. No era sua culpa que voc
nasceu primeiro."

Halt sorriu tristemente para Horace. To honesto. To simples e direto. Ento, livre do
engano e da inveja. Se houvesse mais homens como Horace, e menos como o meu
irmo, o mundo seria um lugar melhor, pensou ele.  triste, mas ele reconheceu o fato
de que isso era preciso.
"Ele fez de si mesmo me culpar", disse a eles. "Dessa forma, era mais fcil para ele
quando ele tentou me matar."

"Ele tentou mat-lo?" A voz de Will cresceu em descrena. "Seu prprio irmo? Seu
irmo gmeo?"

"Seu irmo mais velho," Halt acrescentou. Ele olhou profundamente as brasas
fumegantes do fogo enquanto lembrava os longos anos atrs. "Voc sabe, eu realmente
no gosto de falar sobre isso", ele comeou e ambos Will e Horace reagiram
imediatamente. "Ento no fale!" Will disse.

"No  nosso assunto de qualquer maneira", Horace concordou. "Deixe isso, Halt."

Mas Halt olhava para os dois agora, deixando o seu olhar passar de um para o outro.
Ambos estes dois eu confiaria a minha vida, ele pensou. Mas o meu prprio irmo? Ele
soltou uma risada curta e amarga com a idia, ento continuou.

"No. Acho que vocs precisam saber disso. E eu certamente necessito encarar isso. Eu
estive correndo longe disso por muito tempo." Ele viu a relutncia deles em ouvir mais
e os tranquilizou.

"Vocs precisam saber isso, realmente. Pode ser importante para vocs. Ento deixe-me
tir-lo da maneira mais rpida e indolor possvel. Ferris acredita que o trono era
justamente dele. Por que ele acreditava isso eu no tenho idia. Mas ele fez. Talvez
fosse porque ele era o mais popular com os nossos pais. E isso pode ter sido porque ele
sentiu que precisava de sua ateno mais do que eu. Afinal, eu ia ser rei e eles
eventualmente sentiram que precisavam de algo para compensar ele desse fato. Alm
disso, ele era aberto e simptico e alegre e eu era ... bem, eu era eu, eu suponho.

"Quando estvamos com dezesseis anos, ele tentou me envenenar. Mas, felizmente, ele
fez as quantidades erradas e s conseguiu fazer-me violentamente doente". Ele sorriu
ironicamente. "Eu ainda no consigo encarar a viso de um prato de camaro."

"Mas no os seus pais... fizeram alguma coisa?" Will protestou.

Halt sacudiu a cabea. "Eles no sabiam. Eu no sabia. Eu s descobri mais tarde. Eu
apenas pensei que a comida tinha estado estragada e eu tive a sorte de sobreviver.

"A prxima vez foi seis meses depois. Eu estava andando no ptio do castelo, quando
uma pilha de telhas bateu no cho meio metro atrs de mim. Elas quebraram e cortaram
as minhas pernas muito mal. Mas elas no caram em cima de mim, que era a inteno.
Eu vi Ferris nas ameias acima de mim. Ele abaixou-se para trs para fora do caminho,
mas no to rpido o suficiente.

"O pior de tudo, eu vi a expresso em seu rosto. Voc esperaria de algum que acabara
de testemunhar a seu irmo escapar da morte por alguns centmetros poder parecer
aflito. Ferris olhava furioso.
"Tenha em mente, eu no tive nenhuma prova concreta de que ele estava tentando me
matar. E naquele momento, minha me e meu pai estavam discutindo sem parar - eles
nunca foram o que se pode chamar um casal feliz. A nica coisa brilhante na sua vida
era o feliz jovem Ferris. De alguma forma eu no poderia trazer-me a estragar isso para
eles, acusando-o. A nica que acreditou em mim foi a minha irm mais nova. Ela podia
ver o que estava acontecendo."

Horace e Will trocaram olhares surpresos. Eles estavam aprendendo mais sobre Halt
nestes poucos minutos que aprenderam nos ltimos cinco ou seis anos.

"Voc tem uma irm?" Will disse. Mas Halt sacudiu a cabea tristemente.

"Eu tinha uma irm. Ela morreu alguns anos atrs. Acredito que ela teve um filho." Ele
fez uma pausa por alguns segundos, pensando sobre ela, ento ele sacudiu-se e
continuou com sua histria.

"A ultima tentativa foi um ano depois do incidente do telhado, quando meu pai estava
perto da morte. Ferris sabia que tinha que agir rapidamente. Estvamos pescando
salmo e inclinei-me ao lado de nosso barco para desembaraar a minha linha. A
prxima coisa que eu senti um empurro nas costas e eu estava na gua. Quando tirei a
cabea da gua, Ferris estava tentando atingir-me com um remo. No incio, pensei que
ele estava tentando ajudar. Ento, quando o remo bateu em mim, eu soube o que ele
estava fazendo."

Inconscientemente, ele esfregou o ombro direito, como se ele ainda pudesse sentir a dor
do golpe, todos estes anos mais tarde. Will e Horace estavam horrorizados. Mas no
disseram nada. Ambos perceberam, de algum modo, que Halt tinha que terminar esta
histria, para limpar sua alma da escurido que ele havia escondido de todos estes anos.

"Ele tentou novamente, mas para mim eu esquivei para baixo d'gua e nadei para a
margem. Quase no consegui fazer isso, mas eu consegui me arrastar para terra. Ferris
me seguiu no barco, insistindo que tinha sido um acidente, perguntando se eu estava
bem, tentando fingir que no tinha acabado de tentar me matar."

Ele bufou de desgosto na memria. "Eu sabia que ele nunca desistiria. Se fosse para eu
ficar seguro, eu teria que fazer uma de duas coisas. O matar ou deixar o pas. Mesmo se
eu fosse simplesmente ficar de lado, abdicar, eu sabia que ele nunca poderia confiar em
mim. Ele esperaria q eu tentasse tomar o trono dele em algum momento no futuro. Eu
acho que isso s valia mais para ele do que valia para mim. Valia a pena a vida de seu
irmo.

"Isso  o que eu disse a ele. Ento eu sa." Ele sorriu para os dois rostos jovens
concentrados opostas a ele agora, e acrescentou: "E o jeito que as coisas acabaram,
estou bastante feliz do que eu fiz."

Os dois jovens balanaram suas cabeas. No havia palavras que pudessem expressar a
sua solidariedade para com o Arqueiro serssimo que significava muito para os dois.
Ento eles perceberam que Halt no precisava de palavras deles. Ele sabia o quanto eles
se preocupavam com ele.

"Vocs podem ter notado," ele disse, tentando aliviar o clima em torno da fogueira de
acampamento, "Eu fui deixado com uma averso distinta para a realeza e autoridade
herdada. O fato de que o pai de uma pessoa  um Rei, no significa necessariamente que
ele ser um bom Rei. Com demasiada frequncia, ele no . Eu prefiro o mtodo
Escandinavo, onde algum como Erak pode ser eleito."

"Mas Duncan  um bom rei", Horace respondeu calmamente.

Halt olhou para ele e balanou a cabea. "Sim. H sempre excees. Duncan  um rei
muito bim. E sua filha vai ser uma excelente rainha.  por isso que todos os servem.
Quanto  Ferris, confesso que no ficaria arrasado se esse personagem Tennyson o
arrastasse a gritos para fora do trono de Clonmel. Mas ento Araluen estaria em perigo,
por isso precisamos sustentar-lo."

"To ruim quanto isso possa ser," Will disse.

"s vezes agimos para o bem maior", disse Halt. Ento ele se levantou, espanando-se
fora, como se para dispersar a nuvem de melancolia que tinha se estabelecido sobre eles
enquanto ele falava. Ele continuou em um tom vigoroso.

"Falando nisso,  hora de nos movermos. Will, eu quero que voc v para a Ford Duffy
e pegue a trilha desses bandidos. Os monitore em seu acampamento e veja o que voc
pode descobrir mais sobre eles: os nmeros, armas, esse tipo de coisa. Se voc puder
obter qualquer noo dos seus planos, isso seria bom. Mas tenha cuidado. Ns no
queremos ter que vir e salvar voc. No subestime essas pessoas. Eles podem olhar
como uns canalhas sem formao, mas eles tm feito isso h alguns anos e eles sabem o
que fazem."

Will acenou com a compreenso. Ele comeou a reunir seu equipamento e assobiou
para Puxo, que andou para frente a ser re-selado.

"Vou encontr-lo de volta aqui?" ele perguntou.

Halt sacudiu a cabea. "Ns nos encontraremos em Mountshannon. Horace e eu vamos
dar uma olhada nesse personagem Tennyson."



Captulo 18



Ford Duffy atravessava uma curva, longa e lenta no rio.

Durante centenas de anos, a ao da gua que atravessava a curva tinha cortado a
margem, destruindo assim fazendo o rio tornar-se gradualmente mais largo. Conforme




isso aconteceu, o movimento da gua se espalhou por uma rea maior, e sua velocidade
e profundidade foram reduzidas tanto em conformidade, fornecendo um ponto de
passagem para os viajantes. No havia nenhuma razo lgica para que as pessoas na rua
no devessem interromper sua viagem em qualquer ponto ao longo do caminho, mas os
viajantes tendiam a olhar para marcos ou recursos significativos para sentar, relaxar e
desfrutar de uma refeio. Ford Duffy, com seus amplos e planos bancos de grama,
abrigados por salgueiros, providenciava uma localizao ideal.

Como era frequentemente o caso, o fato de que os viajantes eram atrados para um local
resultou no crescimento de um pequeno povoado concebido para servir as suas
necessidades. As rvores haviam sido apuradas e havia um pequeno amontoado de
prdios ao lado do riacho.

Ou no havia. Will desmontou e caminhou para frente para olhar ao redor. Ele estudou
os restos enegrecidos do que tinha sido um grupo de edifcios, onde nuvens de fumaa
ainda aumentavam em alguns lugares. O maior, que fornecia alimentos e bebidas aos
transeuntes, tinha sido armazm de um nico andar, gradualmente acrescentado ao
longo dos anos. Will adivinhou, corretamente, que ele tinha fornecido alojamento
durante a noite para quem quisesse. Agora, menos de metade do edifcio permanecia. O
resto era um amontoado de cinzas negras. O telhado tinha ido embora, evidentemente,
sendo feito de palha. E a lama e paredes de taipa tinham rachado no calor do fogo que
tomou conta do prdio e entraram em colapso. Mas alguns do quadro de madeira
permaneceram no local - a estrutura do esqueleto de vigas e pilares enegrecidos que
cambaleavam precariamente sobre os restos carbonizados de camas, mesas, cadeiras e
outros mveis. Havia vrios tonis meio queimados em um quarto. Will adivinhou que
l deveria ter sido o quarto de bebida, onde os viajantes sedentos poderiam relaxar com
um copo de cerveja. Notavelmente, demonstrando a natureza caprichosa de um incndio
como este, um canto se manteve relativamente intocado e havia vrias garrafas escuras
ainda de p em uma prateleira atrs do banco em colapso carbonizado que tinha sido o
bar. Cautelosamente, Will pegou o seu caminho atravs das cinzas e escombros e pegou
uma garrafa. Ele tirou a tampa dela e cheirou a rolha, franzindo o nariz em desagrado
com o cheiro forte de aguardente barata. Ele re-colocou a rolha e foi para coloc-la de
volta, mas ento um pensamento lhe ocorreu. Poderia vir a calhar numa data posterior.
Ento ele colocou a garrafa em um bolso interior.

Ele fez o caminho de volta para terra clara e caminhou em torno do permetro do
edifcio em runas central, voltando sua ateno para as outras trs estruturas destrudas.
Uma tinha sido os estbulos, colocados atrs da construo principal. No havia nada l.
Ele queimou ferozmente, as chamas ainda no extintas por uma chuva pesada que tinha
guardado algo do edifcio principal.

"Provavelmente, cheio de palha", disse ele para si mesmo. O feno seco teria sido um
perfeito combustvel, desafiando os esforos da chuva para sufocar as chamas.

Alm do arruinado estbulo havia outros dois edifcios menores. Em frente de uma casa
estava uma lareira de pedra, onde uma variedade de ferramentas de ferreiro - martelos,
alicates e furadores - estavam dispersos. Fazia sentido, ele percebeu, para uma oficina
estabelecer loja aqui. Havia uma abundncia das trocas comerciais decorrentes da
passagem de viajantes que necessitavam reparar vages, ferraduras dos cavalos ou
tachas remendadas. O outro edifcio tinha sido provavelmente uma residncia - talvez
para a oficina e sua famlia. Havia pouco dele agora. O pequeno povoado havia um
sentimento desesperado para isso - deserto e sem vida.

Quando a ltima palavra veio a sua mente, ele se tornou consciente de algo mais  o
agora familiar cheiro doce nauseante dos corpos em decomposio. Enquanto ele
caminhava mais para o fundo da oficina, ele via vrias formas de carcaas no campo
pequeno atrs dele. Ovinos, a maioria deles. Mas havia tambm um corpo encolhido
peludo que tinha sido o co que os guardava.

Os sobreviventes do ataque devem estar enterrados ou levando os corpos das quatro
vtimas humanas. Mas eles no tinham tempo ou inclinao para eliminar os restos dos
animais.

"No posso dizer que os responsabilizo", disse ele, e voltou para o prdio principal,
onde o forte cheiro de madeira queimada e cinzas mascaravam o cheiro desagradvel de
decomposio. Ele comeou a lanar em torno do local por trilhas, parando quase que
imediatamente a viso de uma grande mancha marrom-avermelhada na grama na
encosta que conduz  rasa do rio. Sangue.

Havia mais sinais nesse ponto. Pegadas fracas, agora, depois de alguns dias se
passarem, e as marcas de vrios cavalos que tinham montado a partir do rio. As pegadas
eram profundas e facilmente visveis na terra amolecida - muito mais profunda do que
um animal teria sado a p. Estes cavalos tinham estado galopando. E um deles teve um
galope justamente no local onde a grande mancha de sangue ainda marcava o grama.

Ele olhou ao redor, desde o rio at o prdio principal, retratando o que tinha acontecido.

Os invasores tinham atravessado o rio, ento, liderados por vrios homens montados,
tinham chegado acima da inclinao rasa, atravs da campina aberta gramada. Um dos
homens de Ford Duffy tinha corrido para frente para det-los - ou talvez atras-los
enquanto os outros tentavam escapar. E ele tinha sido cortado aqui.

Will procurou ao redor da rea imediata e logo encontrou uma foice, a poucos metros de
distncia, quase escondida pela grama alta. Ele virou-a com a ponta da bota. Agora, as
pequenas manchas de ferrugem estavam mostrando a lmina curvada. Ele balanou a
cabea. A arma improvisada teria dado a seu proprietrio pouca chance contra os
invasores determinados. Ele havia sido cortado sem um segundo pensamento.
Provavelmente, uma espada ou um golpe de lana, Will pensou, uma arma que teria
dado a seu proprietrio um alcance mais longo do que a foice de cabo curto. O defensor
desesperado e corajoso nunca tinha realmente esperana de se defender.

Ele seguiu as pegadas de volta at a inclinao de alguns metros. Um cavalo tinha
desviado para a direita e ele seguiu para outro sangue manchado marrom secando. Ele
deixou cair a um joelho para estudar o terreno mais de perto e fez o leve rastro de
pegadas na grama e lama. Pequenas pegadas, ele viu. Uma criana.

Ele fechou os olhos por alguns instantes. Ele podia ver a cena em sua mente. Um
menino ou menina, espantada com o galope, gritando os homens, tentou correr para o
abrigo das rvores. Um dos invasores tinha balanado para fora da linha para perseguir
a pequena figura correndo. Ento ele cortou sua vtima pelas costas. Sem piedade. Sem
misericrdia. Ele poderia ter deixado a criana escapar. Que mal poderia ter feito um
filho deles? Mas ele no tinha deixado. Os lbios de Will se juntaram em uma linha
dura quando ele percebeu que esta atrocidade fora cometida, pelo menos aparentemente,
em nome da religio.

" melhor voc rezar para que seu deus o proteja", disse ele calmamente. Depois ele
levantou-se da posio agachada que ele assumiu para ver as trilhas. No havia nenhum
ponto de estudar mais sobre os eventos que tiveram lugar aqui. Ele conhecia o esquema
geral, e ele podia imaginar alguns dos detalhes tambm.

Agora era hora de seguir estes assassinos de volta para seu covil, onde quer que fosse.

Ele remontou em Puxo e levou o pequeno cavalo para dentro do rio. Os invasores
tinham vindo do outro lado. Presumivelmente, eles voltaram para l tambm. A gua
entrou no superior a barriga de Puxo e havia pouca corrente para enfrentar. O
pequeno cavalo nadou facilmente atravs do fundo de areia at  outra margem.
Inclinando-se para fora da sela, Will procurou por trilhas do partido retornando.

No demorou muito para ele encontr-las. Tinha sido um grande grupo, talvez vinte ou
trinta homens, ele estimou. Era certamente o maior grupo a ter cruzado Ford nos poucos
dias que antecederam, por isso as trilhas estavam fceis de seguir. Adicionado a isso,
eles no fizeram nenhuma tentativa para cobrir o sinal de sua passagem, embora talvez
uma pessoa sem a habilidade dos Arqueiros no monitoramento no fosse capaz de
segui-los.

Ou, talvez, os atacantes simplesmente no esperavam que ningum ousasse fazer a
tentativa.

Que era mais o caso mais provvel, Will pensou. Eles estavam saqueando e matando e
queimando toda Hibernia, praticamente sem oposio, durante meses agora. Era lgico
que eles teriam comeado a acreditar que no havia ningum que pudesse ser uma
ameaa para eles. Will sorriu melancolicamente para si mesmo enquanto seguia o rastro
de pegadas de ps e cascos para o sudoeste.

"Apenas continuem acreditando nisso," ele disse. Puxo balanou a cabea
curiosamente ao som inesperado de voz do seu mestre. Will deu um tapinha no pescoo
grosso tranquilizador.

"Nada", disse ele. "Apenas me ignore."
Puxo sacudiu a cabea por alguns instantes. timo. Deixe-me saber se voc quiser
conversar.

O grupo de ataque tinha se movido para uma trilha estreita e agora havia uma menor
necessidade de pesquisa para cada impresso de calcanhar, cada reentrncia no cho
mido. Tempo suficiente para que quando ele chegasse a uma bifurcao na pista. No
momento, Will poderia simplesmente seguir a pista, observando os sinais ocasionais de
um grupo de pessoas que passaram pelo local - galhos quebrados, fios de pano
capturado em galhos e em um ponto, um monte de excrementos secos de cavalo. Este
tipo de monitoramento ele poderia fazer em seu sono, ele pensou.

Eventualmente, a trilha bifurcou e ele viu que o grupo havia divergido para a esquerda,
levando a menor das duas trilhas. O cho comeou a aumentar gradualmente a cobertura
de rvores e, embora ainda substancial, foi diminuindo enquanto eles subiam mais alto.
Em meio a distncia, Will poderia ver os penhascos ngremes de um talude. Ele tinha a
sensao de que eles estavam chegando ao fim de sua busca. Ele duvidava que os
saqueadores tivessem subido o talude. A desconsiderao deles para a possibilidade de
que podiam estar sendo seguidos ditava contra eles. Se eles no tivessem tomado
medidas para cobrir seus rastros, ele duvidou que eles iriam se preocupar com a
dificuldade de subir a linha proibida de penhascos de granito preto, apesar de faz-lo
teria dado um santurio quase inexpugnvel.

Ele freou Puxo, farejando o ar experimentalmente. Havia um trao de algo sobre a
brisa leve - algo que era apenas um pouco inesperado, um pouco fora do lugar. Ele virou
a cabea de um lado para o outro, ainda cheirando, tentando determinar o que era. Ento
ele pegou.

Fumaa. Ou melhor, cinzas. Cinzas molhadas de uma fogueira morta.

Eles se moveram, o cheiro se tornando mais forte e mais pungente. Cem metros mais 
frente no caminho, ele encontrou a sua fonte, em um ponto onde a trilha se alargava
para formar uma clareira substancial. Havia indcios de que os atacantes tinham
acampado aqui durante a noite. Havia crculos escurecidos de quatro fogueiras, e
achatados espaos na grama, onde os homens tinham rolado em seus cobertores e
dormido. Mais esterco mostrava onde meia dzia dos cavalos do grupo tinha ficado.

Will sentou-se num toco de rvore e considerou a cena, Puxo o observava com os
olhos inteligentes.

"Eles acamparam aqui, ento no podemos estar muito perto de seu destino final", disse
ele. Isso fazia sentido quando ele pensava sobre o talude que ele tinha visto
anteriormente. Devia estar ainda uma boa montada de meio dia de distncia de sua
posio atual. Se a escurido estivesse se fechando, quando eles chegaram a este ponto,
teria sido um lugar ideal para eles acamparem.

"Pelo menos sabemos que estamos no caminho certo", disse Puxo e o pequeno cavalo
inclinou a cabea para um lado.
Eu nunca duvidei disso.

Will sorriu para ele. s vezes, ele questionava como suas interpretaes das mensagens
ditas por Puxo eram. E ele perguntou se outros Arqueiros conversavam com seus
cavalos a maneira que eles faziam quando estavam sozinhas. Ele tinha uma suspeita de
que o Halt tinha, mas ele nunca havia visto a prova do fato.

Ele se levantou, olhando para o cu. Havia ainda trs ou quatro horas de luz. Se a trilha
permanecesse to fcil de seguir como tinha sido at agora, no havia nenhuma razo
para que ele no atingisse o acampamento dos invasores naquela noite.

Ele voltou a cavalgar. O caminho aumentou um pouco e apesar de ainda estar
gradualmente subindo uma encosta, tendendo ao vento e uma toro inferior ao que
tinha anteriormente. No havia necessidade de se proceder lentamente. Ele podia ver
onde a trilha levava e no havia nenhuma chance na prxima hora ou duas de chegar
prximo dos invasores. Eles estavam, pelo menos, dois dias depois dele. Ento ele
deixou Puxo cair em um galope fcil, comendo os quilmetros abaixo deles.

 medida que o dia avanava, as falsias pretas se aproximaram. Logo aps o meio da
tarde, o sol caiu para trs, jogando a zona rural circundante em sombra. Quando ele
estimou que o talude estivesse  uma hora de distncia, Will diminuiu Puxo a uma
parada. Ele desmontou do cavalo e descansaram pouco por dez minutos, alguns
respingos de gua de seu cantil em um balde de couro pequeno dobrado de modo que o
cavalo podia beber. Ele tomou um gole, e mastigou-se em um pedao de carne seca
fumado. Ele sorriu discretamente quando ele pensava em Horace resmungando sobre
tais raes. Will gostava bastante do sabor da carne fumada. A mastigao,
naturalmente, era outra questo. Ele poderia gostar do sabor, mas a consistncia era
semelhante a uma bota velha.

Ele remontou e colocou Puxo para frente. De agora em diante, ele pagaria para avanar
com cautela. Com base nas provas at agora, era pouco provvel que os atacantes teriam
uma tela externa de sentinelas em torno de sua sede, mas nunca feria ter cuidado. Ele
cutucou Puxo em um sinal e o cavalo andou levemente, escolhendo o seu caminho
cuidadosamente como tinha sido treinado para fazer, seus cascos fazendo soar muito
pouco sobre a terra mida da pista.

Mais uma vez, foi o seu nariz, que lhe deu aviso. O cheiro inconfundvel da penetrao
de lenha fresca soprando atravs das rvores para ele. Eles estavam andando ao longo
da crista de um barranco e os rochedos negros foram em frente, parecendo perto o
suficiente para tocar. Elas estavam apenas uma ou duas centenas de metros de altura,
que ele viu. No era a maior falsia que ele tinha visto. Mas suas faces eram pura,
brilhante pedra negra. Eles seriam intransponveis se no houvesse alguma liquidao
tnue na faixa que conduzia ao topo. O cheiro de fumaa estava mais forte agora, e ele
pensou que ele pegou o som fraco de vozes. Ele trouxe a Puxo a uma parada e
escorregou da sela.
"Fique aqui", disse ele e moveu-se silenciosamente at a prxima curva da trilha. Ele
tinha retomado o seu manto de Arqueiro, quando ele deixou o acampamento naquela
manh. Agora ele passava como fantasma entre as rvores, aproveitando a luz da tarde
incerta que o tornava quase impossvel discernir.

Na curva, ele ficou na sombra das rvores e encontrou-se procurando em toda a gama de
rego para um espao aberto no sop das falsias. Tendas estavam postas nas irregulares,
linhas e fogueiras brilhavam entre eles. Ele podia ver os homens se deslocando entre as
tendas, ou sentados em volta do fogo. Ele estimou que devia haver pelo menos cento e
cinqenta homens acampados abaixo dele. Homens armados, ele viu. Ele pensou sobre
a forma como o povo de Craikennis indeferira a ameaa de uma invaso, e sua
confiana nos seus prprios nmeros. Se um grupo desse porte atacasse uma cidade
como Craikennis, os defensores teriam pouca chance de resistir.

Ele escorregou para o cho, de costas contra uma rvore, e estudou o acampamento pela
prxima hora, at que a noite caiu. Ele gradualmente identificou a maior, a tenda central
do acampamento. A julgar pelo nmero de homens indo e vindo de l, ela deveria ser a
sede do lder. Igualmente importante, como a noite caa, ele observava a defesa sendo
definida - um semicrculo de sentinelas que assumiram as suas posies quando o
terreno cedia  linha de arvores novamente. At este grupo, confiante como eles eram,
no acampava a noite sem alguma forma de proteo.

Ele observou que um homem havia se movido um pouco mais nas rvores de seus
vizinhos. De sua posio elevada, Will podia v-lo facilmente. E ele podia ver que o
homem no seria visvel para seus colegas sentinelas. Talvez ele tivesse encontrado um
local mais confortvel para passar horas em seu relgio. Ou talvez ele preferisse no
estar constantemente sob o olhar do comandante da guarda.

De qualquer maneira, foi um erro - e um que Will planejava tirar vantagem.



Captulo 19



Depois de Will tinha sado rumo a Ford Duffy, Halt e Horace levantaram acampamento
e pegaram a estrada que rumava para o noroeste para Mountshannon. Eles viaram
apenas uns poucos outros viajantes ao longo do caminho: um nico cavaleiro em um
cavalo cansado e idoso e um pequeno grupo de comerciantes andando ao lado de uma
carroa puxada por uma mula.

Halt cumprimentou os comerciantes educadamente enquanto eles passaram cavalgando.
No houve resposta. Quatro pares de olhos seguiram os dois cavaleiros, desconfiados. O
arco de Halt e o fato de que Horace usava uma espada e montava um cavalo de batalha
eram motivos suficientes para a sua desconfiana.
O Arqueiro de barba grisalha suspirou e Horace olhou para ele, uma pergunta nos olhos.
Isso era diferente de Halt, pensou ele, mostrar a emoo to facilmente.

"O que se passa?" ele perguntou.

"Ah, eu estava pensando", disse Halt. "Isso costumava ser um lugar amigvel. As
pessoas paravam para conversar na estrada, se eles se encontrassem. E uma estrada
como esta estaria coberta de viajantes, todos em seu caminho para algum lugar ou outro,
todos com coisas importantes para serem feitas. Agora olhe para isso."

Ele indicou a longa estrada vazia. Ela corria em linha reta nesse ponto e Horace podia
ver talvez um quilmetro nos dois sentidos.  frente deles, a estrada estava deserta.
Atrs, s havia a carroa pesada e seus quatro acompanhantes, tornando-se cada vez
menores a cada minuto que passava.

Se eles esperavam que o trfego na estrada aumentasse  medida que se aproximavam
de Mountshannon, eles ficaram desapontados. A largura de estrada empoeirada
continuou a esticar vazia  sua frente.

Gradualmente, a floresta dos dois lados da estrada cedeu terras para abrir. Aqui, os
campos estavam em forma ligeiramente melhor do que aqueles que eles tinham passado
quando chegaram pela primeira vez em Clonmel. E as fazendas no estavam desertas.
Eles podiam ver figuras ocasionais avanando nos campos, embora os prprios
estaleiros estivessem com barricadas na forma familiar e agora era raro ver algum que
se deslocava muito longe dos edifcios agrcolas.

"As coisas no parecem to ruins aqui", Horace arriscou.

"No houve qualquer incurses nesta rea at agora," Halt lembrou. "As pessoas esto
um pouco mais confiantes estando perto de uma aldeia grande como Mountshannon. E
as fazendas em si no so to isoladas."

Havia uma mensagem de alerta de uma fazenda que eles estavam passando e eles
olharam para ela toda, a tempo de ver dois homens correndo em um campo de onde eles
tinham empilhado feno para se abrigar atrs da parede da barricada. Eles ainda
carregavam seus tridentes, Halt notou.

"Um pouco mais confiantes", repetiu ele. "No muito."

Mountshannon era semelhante a Craikennis, embora consideravelmente maior. Uma rua
principal continha os principais prdios da cidade - uma estalagem, e os edifcios dos
diferentes operadores que poderiam ser encontrados em qualquer centro importante:
ferreiro, carpinteiro de rodas, ferrador, fabricante de ferramentas, mquina de arreios e
armazm geral, onde as senhoras da cidade poderiam comprar tecidos e fios secos e
alimentos enquanto seus maridos poderiam comprar sementes, ferramentas, leo e os
cento e um itens que eram sempre necessrios em uma fazenda.
A loja era apenas uma medida paliativa, obviamente, a principal negociao teria lugar
em um mercado semanal.

Pequenas pistas fugiam da rua principal, ligando a uma rede de ruas secundrias que
corriam mais ou menos paralelas  estrada. Estes eram cercadas por casas, onde a
populao da cidade vivia. Como em Craikennis, a maioria das casas era de um nico
andar, coberta com palha e construdas com barro em conjunto sobre quadros de
madeira. A pousada era de dois andares, assim como era a construo do ferreiro. Havia
um celeiro de feno l, com uma torre projeta sobre a rua para levantar e abaixar os
pesados fardos de feno armazenados dentro.

Mais uma vez, os dois cavaleiros tiveram que se submeter a um exame quando eles se
aproximaram da cidade. No havia barricada aqui, mas um pequeno riacho correndo
passando na aldeia, perpendicularmente  estrada, e um posto de guarda havia sido
estabelecido na ponte que o atravessava. Como em Craikennis, era um pavilho de lona
simples com um par de cadeiras e camas e dentro de um braseiro de carvo de queima
para se aquecerem durante a noite. Era tripulado por dois membros da viglia da cidade,
ambos armados com clavas pesadas e com longos punhais em seus cintos. Eles saram
para a estrada agora, olhando para os recm-chegados, desconfiados. Como antes, Halt
havia jogado o capuz para trs de seu rosto.

"Qual  o seu negcio em Mountshannon?" o mais alto dos dois homens perguntou.
Horace os encarou criticamente. Ambos eram grandes homens, provavelmente lutadores
razoavelmente competentes, pensou ele. Mas, da maneira autoconsciente que eles
lidavam com suas armas, era bvio para ele que a luta no era o seu negcio principal.
Eles no eram guerreiros.

"Eu estou querendo comprar ovelhas", disse Halt. "Um carneiro e um par de ovelhas.
Preciso substituir o meu estoque de reproduo. Voc teria um mercado aqui, sem
dvida?"

O homem acenou com a cabea. "Sbado", disse ele. "Voc est um dia adiantado."

Halt encolheu os ombros. "Ns viemos de Ballygannon", disse ele, nomeando uma rea
que era bem no sul, onde os invasores tiveram um papel ativo durante algum tempo.
"Melhor um dia mais cedo que um dia de atraso."

O vigia franziu a testa pensativamente para o nome. Ele tinha ouvido rumores de que
estava acontecendo no sul. Todo mundo tinha. Mas Halt era a primeira pessoa que ele
havia visto em algumas semanas que tinha estado efetivamente na rea problemtica.

"Como esto as coisas em Ballygannon?" ele perguntou.

Halt olhou para ele friamente. "Como eu disse, eu preciso reabastecer meu estoque de
reproduo. Eles no caram mortos de velhice em um mesmo momento."
O guarda acenou em compreenso. "Sim, ns ouvimos contos escuros de aes no sul."
Ele olhou agora para Horace. Como o homem em Craikennis, ele poderia que ver o
homem de ombros largos jovens no tinha o olhar de um fazendeiro ou um lenhador.
Alm disso, havia uma longa espada em seu quadril e um escudo redondo preso na parte
de trs da sela. "E quem  este?" ele perguntou.

"Meu sobrinho Michael. Ele  um bom menino," Halt disse a ele. O outro homem falou
agora pela primeira vez. "E voc seria um fazendeiro tambm, Michael?" ele perguntou.

Horace deu-lhe um olhar frio. "Um soldado", disse ele brevemente. "E o que  que um
soldado vai fazer no mercado?" o segundo homem perguntou.

Halt se apressou em responder. O sotaque de Horace era estrangeiro e ele no queria o
jovem dizendo mais do que uma palavra estranha.

"Estou aqui para me certificar de pegue ovelhas para casa" disse ele. "Michael est aqui
para se certificar que eu chegue em casa."

O guarda os considerou por alguns momentos. Fazia sentido, ele pensou. "E ele parece
com o que o menino poderia faz-lo", disse ele, um leve sorriso descongelamento seus
traos um pouco.

Horace no disse nada. Ele simplesmente encontrou o olhar do homem e balanou a
cabea uma vez. Forte e silencioso, ele pensou.

Os dois vigias pareciam satisfeitos. Ambos recuaram para o lado da rua, acenando para
Halt e Horace entrarem na cidade.

"Entrem", disse o que tinha falado primeiro. "H uma pousada na rua principal, ou, se
voc tem uma mente poupar alguns tostes, voc pode acampar no terreno do mercado
no extremo da aldeia. Permaneam longe de problemas, enquanto vocs estiverem
aqui." Ele acrescentou a ltima declarao quase como uma lavagem. Era algo que
todos os vigias sentiam a necessidade de dizer, Horace percebeu. Ele provavelmente
teria dito isso se fossem duas senhoras de oitenta anos de idade, mancando com
bengalas.

Halt tocou um dedo  testa de uma saudao informal e fez Abelard avanar. Ento ele
parou, como se o pensamento tivesse acabado de lhe ocorrer, chamando os dois homens
que se dirigiram de volta ao seu pavilho.

"Uma coisa", disse ele e virou-se para encar-lo. "Eu ouvi falar ao longo da estrada de
um homem chamado Tennyson, algum tipo de sacerdote?"

Os guardas trocaram olhares cticos. "Sim", disse o lder, "ele  uma espcie de padre,
tudo bem." Havia uma pitada de sarcasmo em seu tom.

"Ser que ele...?" Halt comeou, mas o segundo homem respondeu  pergunta antes que
ele pudesse perguntar.
"Ele est aqui. Ele e seus seguidores esto no terreno no mercado tambm.
Provavelmente, voc vai ouvi-lo pregar esta tarde, se voc tem uma mente."

"As possibilidades so," acrescentou seu companheiro com sarcasmo agora
desmascarado "voc vai ouvi-lo pregar todas as tardes."

Halt manteve uma expresso neutra, parecendo refletir sobre suas palavras. "Talvez ns
vamos ouvir isso" Ele olhou para Horace. "Isso vai quebrar a monotonia, Michael."

"Mais para quebrar seus tmpanos", disse o segundo vigia. "Voc faria melhor gastando
seu tempo na pousada, se voc me perguntar."

"Talvez," Halt concordou. "Mas ns vamos dar ao homem uma audincia a qualquer
preo."

Ele acenou para eles de novo e avano com Abelard. Horace, que estava esperando a
poucos metros abaixo da pista, foi ao lado dele.



Captulo 20



Enquanto ainda havia alguma luz, Will voltou a Puxo e re-fez seus passos na trilha,
procurando um lugar para criar seu prprio acampamento. Duas centenas de metros para
trs do ponto onde eles tinham parado, ele avistou uma pequena clareira a uma curta
distncia a partir do lado do caminho. Uma grande rvore caiu aqui, h alguns anos, a
julgar pelo musgo que cobria o seu tronco. Conforme ele caiu, ela tinha levado vrios de
seus vizinhos menores, com isso, abrindo um espao aberto. Era um local ideal. No
muito longe do caminho e quase imperceptvel. Se Will no tivesse estado realmente
procurando um local de acampamento, ele teria passado reto montando. A maioria dos
viajantes casuais faria o mesmo, ele argumentou.

Ele levou Puxo atravs das rvores e arbustos na altura da cintura que marcavam a
borda da pista e olhou em volta, avaliando o local. A trilha era quase invisvel a partir
daqui, o que significa que a clareira seria o mesmo para algum sobre a pista. Havia um
espao aberto h cerca de cinco metros por quatro - mais do que suficiente para seu
acampamento.

No que isso seria muito um acampamento, ele pensou. No haveria nenhuma barraca e
fogo. Mas havia grama grossa para Puxo pastar e o propsito real era encontrar um
local onde Puxo estaria fora de vista.

Ele deu de beber ao cavalo novamente e fez o "sinal da mo livre", que dizia que Puxo
podia pastar se quisesse. O pequeno cavalo moveu em torno da compensao, o nariz
para o cho, avaliando a qualidade das forragens locais. Aparentemente, encontrando-o
ao seu gosto, ele comeou a rasgar cachos da grama verde grossa do cho, mastigando
com o barulho incomodativo que os cavalos fazem.

"Desculpe, no posso tirar a sela de voc", disse Will. "Ns podemos ter que sair com
pressa."

Puxo olhou para ele, orelhas em p, olhos acesos com inteligncia.

No importa.

O cavalo conhecia de longa experincia que Will nunca iria negligenciar o seu conforto,
a menos que houvesse uma boa razo para faz-lo. Will sentou-se, as costas contra o
tronco de rvore cado e os joelhos para cima. Ele precisa voltar ao seu ponto de vista
em breve, ele pensou. Ele queria ver quando os guardas seriam alterados. Ele esperava
que aquele homem que ele tinha escolhido ficava no mesmo local. No havia nenhuma
razo para que ele no devesse ficar, ele pensou, mas voc nunca sabe.

Quando a ltima luz estava desaparecendo, Will se levantou. Puxo levantou a cabea
imediatamente, orelhas em p, pronto para avanar para Will montar ele. Mas Will
balanou a cabea.

"Fique aqui", disse ele. Em seguida, acrescentou o comando de uma s palavra:
"Silncio."

Puxo entendeu o comando, esse era um dos muitos que o pequeno cavalo tinha
aprendido quando ele tinha sido treinado pelo Velho Bob, treinador de cavalos do
Corpo de Arqueiros. "Silencio" significava que se Puxo ouvisse qualquer movimento
ao seu redor - que neste caso significava ao longo do caminho - ele congelaria no lugar
e no faria nenhum som. Isso, juntamente com a penumbra, iria garantir que nenhum
transeunte tivesse a menor idia de que o pequeno cavalo estava a poucos metros da
trilha.

Recolhido em seu manto ao redor dele, Will voltou para o caminho. Ele parou quando
chegou  beira das rvores, ouvindo os dois lados para o som de algum se
aproximando. Ento ele rapidamente cruzou o caminho e caiu nas rvores do lado
oposto, deslocando-se paralelamente  trilha e alguns metros dentro da cobertura
arbrea.

Um observador, se tivesse havido um, poderia ter pensado que ele tinha visto uma
sombra cinza brevemente em todo o terreno aberto e, em seguida, desaparecendo nas
rvores. Uma vez que ele tivesse visto isso, ele no teria visto outro trao do movimento
silencioso do Arqueiro.

Will recuperou o seu ponto de vista anterior e estabeleceu-se prestar ateno. Tinha sido
apenas trs horas desde que ele tinha visto os guardas tomarem suas posies e ele
notou que os homens originais ainda estavam em seus postos. As pessoas eram criaturas
de hbito, ele sabia, e o perodo mais comum para um sentinela era de quatro horas. Por
que era isso ele no tinha idia. A sua maneira de pensar, de trs horas seria um perodo
melhor. Ao final de quatro horas passadas olhando para a escurido, a maioria dos
sentinelas teria se afundado na letargia. Naturalmente, um perodo de trs horas
significava que mais sentinelas seriam necessrios no decorrer da noite e, como Will
percebeu, o destacamento de guardas aqui era muito mais um gesto que qualquer outra
coisa. Esses invasores no esperavam ser atacados ou infiltrados.

Razo pela qual ele havia trazido a meia garrafa de aguardente de Ford Duffy. Ele tocou
seu bolso interior agora para garantir que o frasco ainda estava l. Se ele fosse fazer o
seu caminho no campo inimigo, ele teria de remover um dos guardas - provavelmente o
que ele havia observado anteriormente.  claro que, se necessrio, ele poderia fazer o
seu caminho atravs da linha de sentinela sem ser detectado, sem recorrer  violncia.
Mas iria levar muito mais tempo. Movimento sem ser visto atravs de um espao aberto
como o que ele encarava seria um processo lento e demorado. E ele estaria silhueta pelo
brilho dos fogos do acampamento por trs dele.

Assim, a maneira mais rpida e segura era remover um dos sentinelas, deixando uma
lacuna na barreira que ele pudesse passar. Mas isso levantava outro problema. Ele no
queria que o inimigo soubesse que ele esteve aqui e um sentinela inconsciente era um
sinal certo de que algum havia se infiltrado no acampamento.

A menos que ele estivesse bbado. Se um sentinela fosse encontrado cheirando a
aguardente e dormindo tranquilamente debaixo de uma rvore, nenhuma quantidade de
protesto de sua parte iria convencer seus superiores que ele tinha sido atacado.

Will olhava para as sombras escuras abaixo dele agora. Anteriormente, ele havia notado
poucos pontos de referncia para gui-lo at o ponto onde o sentinela estava baseado.
Agora, ele via um ligeiro movimento perto desse ponto. Ele comeou a se mover para
baixo se inclinando em relao ao nvel do solo, movendo-se furtivamente totalmente
inclinado para traz-lo para fora em um nvel de ponto com o sentinela.

Havia um murmrio constante de conversa no acampamento. Ocasionalmente, uma
gargalhada ou o som irado de vozes levantadas em um argumento que pontuava o som.
Essa era outra razo por que Will no quis demorar muito ficando dentro da linha de
sentinela. Ele queria ir ao redor do acampamento enquanto os homens ainda estavam
acordados e conversando. Se ele pudesse espionar suas conversas, ele poderia pegar
alguma idia sobre o que eles estavam planejando. Uma vez dentro do acampamento,
ele estava confiante que poderia se mover livremente sobre ele. Paradoxalmente, uma
vez que ele estava l dentro, quanto menos ele tentasse esconder-se menos provvel que
ele seria parado e interrogado. Mas tinha a primeira centena de metros de espao livre
entre a linha de sentinela ao acampamento que era o perigo principal. No havia
nenhuma razo para que algum estivesse se movendo em direo ao campo daquela
direo. Aqueles que estivessem dentro das linhas de tenda, os olhos ofuscados pelos
incndios, dificilmente o viriam. O sentinela, de p, no escuro e olhando para trs para a
luz, poderia facilmente ver sua silhueta.
Ele sentiu a terra subindo com ele agora e ele sabia que ele deveria estar prximo a
posio de sentinela. Ele escorregou por entre as rvores como uma sombra, fazendo
mais alguns metros. Em seguida, ele ouviu o som de um homem limpando a garganta e
arrastando os ps. Ele no poderia estar a mais de dez metros de distncia. Perto o
suficiente, Will pensou. Ele deslizou por trs do tronco de uma rvore, mantendo a sua
massa entre ele e os sentinelas, envolveu-se em seu manto e estabeleceu-se a esperar.

Ele esteve l por uma boa parte de uma hora. Imvel. Silencioso. Invisvel. De vez em
quando ele ouvia a sentinela se locomover, ou tossir. Uma ou duas vezes, o homem
bocejou, o som claramente audvel no silncio das rvores. Os murmrios das vozes do
campo formavam um fundo constante e Will era grato por isso. Quando chegasse a
hora, iria ajudar a esconder qualquer pequeno rudo que ele pudesse fazer.

Enquanto ele estava sentado ali no escuro, ele refletiu que essa tinha sido a parte mais
difcil da sua formao: aprender a permanecer imvel, resistir  vontade sbita de
riscar um comicho ou para mudar sua posio para aliviar um msculo apertado. Foi
por isso que era to importante assumir uma posio confortvel em primeiro lugar e
deixar o corpo relaxar completamente. No entanto, no havia tal coisa como uma
posio completamente confortvel - no depois de ter estado nela sem se mover por
mais de trinta minutos.

O cho que ele parecia macio e resistente, quando ele sentou-se. Ele sups que era
formado por uma esteira grossa de folhas cadas. No entanto, agora ele estava
consciente de um galho ou uma escavao da rocha incmoda nas costas. Ele desejava
que se inclinasse para um lado, chegando a sua parte traseira e removendo-o, mas ele
resistiu  vontade. As chances eram de que ele poderia faz-lo sem fazer barulho. Mas,
faz-lo iria dar confiana a ele Ento, da prxima vez que ele se sentisse  vontade para
mudar sua posio, seria muito mais fcil se convencer de que era seguro faz-lo. E o
tempo depois disso, ainda mais fcil. O resultado seria que ele estaria movendo
constantemente e, no importa quo silenciosamente ele conseguisse, se mover era o
caminho certo para ser descoberto. Ento, ele sentou-se sem se mover. Ele cerrou o
punho e concentrou-se na presso sobre os dedos e os msculos de seu antebrao para
tomar sua mente fora do desconforto em suas costas. O truque funcionou, pelo menos
por enquanto. Quando o galho fez sentir a sua presena mais uma vez, ele mordeu
levemente o lbio inferior para desvi-lo.

"A est voc! Queria saber onde voc tinha ido!"

Por um breve momento, ele pensou que as palavras, faladas perto dele, foram realmente
dirigidas a ele. Ento ele percebeu que era o alvio do sentinela, falando com o homem
que tinha estado em servio ao longo das ltimos quatro horas.

Naturalmente, o sentinela original tinha tomado um local debaixo das rvores, onde
estava escondido a partir do resto da linha. O alvio deve ter tido dificuldade em
localiz-lo.
"Voc apareceu justo no tempo certo", disse o sentinela original. Ele parecia um pouco
prejudicado. Sentinelas costumavam ficar. Todos eles assumiam de que seu alvio
estava atrasado. Will poderia ouvir pequenos sons do homem recolhendo suas coisas, se
preparando para voltar para o acampamento.

O novo homem ignorou a reclamao. "No  um canto ruim esse que voc chegou
aqui", disse ele.

"Bem,  fora da vista de Tully, que  a melhor coisa. E se acontecer de chover, voc
estar protegido pelas rvores aqui."

Tully, Will assumiu, era o sargento da guarda.

"Eu estarei fora ento. Qual  a larva desta noite?" disse o primeiro sentinela.

"No  muito ruim. Os caadores trouxeram alguns cervos e alguns gansos. Pela
primeira vez os cozinheiros no os arruinaram completamente."

O sentinela que partia grunhiu em apreo. "Bem,  melhor eu chegar l ento. Eu estou
faminto. Divirta-se", ele acrescentou sarcasticamente.

"Obrigado por seus pensamentos", disse seu substituto, combinando o tom. Os homens
podiam ser companheiros de armas, Will pensou, mas a julgar pelos seus respectivos
modos, eles no eram amigos.

Enquanto eles estavam falando, ele havia tomado partido do barulho que eles faziam
para subir e escorregar mais perto deles. Ele no estava preocupado que ele fosse ser
visto por qualquer homem - a sua capa e as trevas cercando fariam com que ele no
fosse. Agora, ele estava apenas a trs metros do novo sentinela, com o rosto sombreado
pelo capuz de sua capa e um striker agarrado em sua mo direita. Ao mover para perto,
ele tinha ido em um arco, de modo que ele estava por trs do sentinela. Ele esperou,
achatado contra uma rvore, at que os passos do guarda partindo tinham desaparecido.
Enquanto ele esperava, o novo sentinela comeou a tornar-se confortvel, estabelecendo
seu equipamento e verificando a sua vista.

O tempo era agora, Will pensou, antes que ele tivesse uma chance para se estabelecer,
enquanto sua mente ainda estava distrada com a conversa recente. Ele arriscou um
olhar ao redor da rvore. O homem estava de costas para Will. Ele estava armado com
uma lana e uma maa espetada pendurada em seu cinto. Sua capa estava empacotada
no cho ao lado dele - provavelmente ele usaria quando a noite esfriasse - e uma caneca
e um cantil estavam colocados no cho, na base de uma rocha plana, que ficava cerca de
um metro de altura. Quando Will deslizou para frente, o homem se inclinou para trs,
repousando sobre a rocha plana, a sua lana na mo direita. Ele suspirou baixinho - o
som de um homem resignado a quatro horas de tdio e leve desconforto.

Will o bateu pesadamente atrs da orelha com o striker. O suspiro, mal acabado, virou-
se para um grunhido estrangulado e o homem ruiu lateralmente fora da pedra,
inconsciente. Sua compreenso sobre a lana estava relaxada e ela caiu na direo
oposta, fazendo quase nenhum barulho no cho da floresta.

Will estava deitado sobre a forma por alguns segundos, o striker equilibrado, pronto
para mais um golpe, se necessrio.

Mas o homem estava bem e verdadeiramente fora. Seus braos e pernas estavam em
ngulos estranhos, indicando uma total falta de tenso nos seus msculos. Ele deveria
permanecer assim por pelo menos uma hora, Will pensou. Isso deveria ser tempo
suficiente para ele observar ao redor do acampamento. Ele rolou o homem de costas e,
agarrando-o pelos ombros de seu casaco, arrastou o corpo sem vida at uma rvore.
Como sempre, ele ficou maravilhado com o quo pesado um corpo humano pode
tornar-se quando ele estava completamente mole como este. Ele apoiou o homem em
uma posio semi-reclinada contra a rvore, dispostos braos e pernas para parecer
como se estivesse dormindo, em seguida, derramou a aguardente ao longo da frente de
sua tnica. Para a boa medida, ele vasculhou os lbios do homem distante e jogou um
pouco do liquido dentro de sua boca.

Ele deu um passo para trs, olhando para sua obra. Agora, mesmo se o homem
recobrasse a conscincia e levantasse o alarme, o licor derramado contaria sua prpria
histria para seus superiores. Jogando o cantil ao lado da forma reclinada, Will recolheu
seu manto sobre ele e deslizou para fora das rvores para o espao aberto que levava ao
local do acampamento.

Ele caiu no cho e se moveu para um rastreamento rpido, arrastando-se com os
cotovelos, dirigindo-se para frente com os joelhos. Depois que ele chegou  linha de
tendas, ele continuou a rastejar at que ele havia passado as primeiras filas. Em seguida,
na rea sombreada entre duas tendas, ele levantou-se com cuidado para seus ps e
esperou por alguns segundos.

No havia nenhuma indicao de que algum tinha reparado nele. Ele escorregou para
trs o capuz de seu rosto, saiu das sombras e caminhou casualmente atravs do campo
para a grande tenda central. Percebendo um balde cheio de gua em uma barraca fora,
ele olhou ao redor para ver se algum estava observando-o. Ciente de que no tinha
despertado a ateno, ele rapidamente agarrou o balde e continuou seu caminho.

A poucos metros, ele passou por trs homens. Vendo o balde, eles pensavam que ele
tinha ido buscar gua. Sempre parea ter um propsito, Halt lhe tinha ensinado anos
atrs. Se as pessoas pensam que h uma razo de voc estar em um lugar, as chances
so que eles no iro incomodar a desafi-lo.

"Certo novamente, Halt", ele murmurou para si mesmo, e continuou a fazer o seu
caminho mais para dentro do acampamento.



Captulo 21
De seu ponto de vista sobre o acampamento, Will tinha tomado nota de algumas das
suas principais caractersticas. A rea da cozinha estava no centro do aglomerado
desordenado de tendas. Isso era de se esperar. Se a cozinha fosse colocada de lado em
um campo grande como esse, alguns dos homens teriam que atravessar toda a rea para
conseguir seu alimento. Esta era a posio mais conveniente para todos. Os sortudos,
naturalmente, seriam os mais prximos dos cozinheiros. Estando a poucos minutos da
cozinha, eles desfrutariam as refeies quentes. Assim, os membros mais antigos do
grupo colocavam suas tendas para o meio. As pessoas  margem do campo
encontrariam suas refeies mornas no momento em que as levasse de volta para suas
tendas. Quanto menor fosse sua classe, mais longe do cozinheiro voc ficaria.

Isso tambm ditava a posio da tenda do comandante. Ele estaria perto o suficiente do
cozimento para que o alimento do lder fosse quente e doce, mas suficientemente longe
de ter que agentar o rudo e a fumaa.

Will caminhava agora para a cozinha. No foi difcil conseguir uma relao com eles.
As lenhas para prever as necessidades de mais de uma centena de homens precisariam
ser grandes e numerosas. As fascas saltando giravam para o cu acima deles e o brilho
das chamas era visvel de qualquer lugar do campo.

Ele entrou no espao livre  sua volta. Os homens estavam se movimentado ao redor,
preparando a refeio. Conforme o sentinela tinha afirmado, havia vrias carcaas de
veado transformado em espetos. Outro fogo menor tinha um par de gansos girando
lentamente, pingando gordura, com cada revoluo para que as chamas saltassem e
balbuciassem. Alm disso, havia largas panelas de barro ao longo de vrias pequenas
fogueiras. Enquanto ele observava, um assistente suando, seu rosto plido  luz do fogo,
despejava um balde cheio de batatas descascadas em uma, pulando para trs s pressas
para evitar o respingo de gua fervente.

Will sabia que era importante que ele se mantivesse em movimento. Se ele ficasse em
torno escancarado, mais cedo ou mais tarde algum iria contestar a sua presena e iria
querer saber quem ele era. Ele tinha o capuz sobre a sua capa para trs,  claro, e  luz
do fogo incerteza o padro da capa de camuflagem no era realmente notvel. Ele havia
deixado o seu arco e aljava com Puxo e estava armado apenas com suas duas facas.
Para todos os efeitos, ele se parecia com todos no acampamento. Exceto que nenhum
deles ainda estava de p, olhando para o que estava acontecendo ao seu redor. Ele
avanou em direo ao homem que acabara de jogar as batatas em gua fervente. O
cozinheiro olhou para ele, uma carranca no rosto.

"Ns vamos dizer-lhe quando o alimento estiver pronto", disse ele desagradavelmente.
Cozinheiros estavam acostumados a ser perseguidos pelos homens. Ou a comida no
estava pronta na hora ou, se estivesse, estaria muito fria. Ou cozida demais. Ou mal
cozida. Ou simplesmente no era boa o suficiente.
Will fez um gesto negativo com a mo livre, indicando que ele no estava tentando
saltar da fila. Ele ergueu o balde de gua.

"John disse para lhe trazer esta gua", disse ele.

Duas coisas que ele estava certo. Em um acampamento desse tamanho, haveria meia
dzia de pessoas, chamado John. E os cozinheiros estavam sempre na necessidade de
gua. O cozinheiro franziu a testa agora.

"No lembro que tenha lhe pedido", disse ele. Will deu de ombros e virou-se, ainda com
o balde na mo.

"Sirva voc mesmo", disse ele. Mas o cozinheiro o parou rapidamente. Ele no poderia
ter pedido a gua, mas ele precisaria mais cedo ou mais tarde e isso poderia poupar-lhe
o trabalho de busc-la.

"Ponha ela por aqui. Posso muito bem us-la se voc trouxe."

"Certo". Will colocou o balde no cho. O cozinheiro acenou um reconhecimento
relutante.

"Diga obrigado ao John", ele disse e Will rosnou.

"No foi John quem teve de arrast-lo at aqui por todo o acampamento, foi?" disse ele
maliciosamente.

"Suficientemente verdadeiro." O cozinheiro entendeu a mensagem implcita. "Veja-me
quando estivermos servindo. Haver algum extra para o seu prato."

Will tocou a testa. "Grato a voc", disse ele, e se afastou. Ele olhou para trs aps
alguns passos, mas o cozinheiro j tinha perdido o interesse nele. Will se afastou, seu
ritmo acelerado, caminhando para o pavilho de comando central. Estava a menos de
trinta metros de distncia e ele podia v-lo claramente. Ficava um pouco distante de
seus vizinhos, no topo de uma ligeira inclinao, com uma grande lareira na frente dele.
Havia dois sentinelas colocados de cada lado da entrada e, enquanto ele observava, trs
homens se aproximaram, esperaram serem reconhecidos, e se dirigiram para dentro.
Pouco depois, um funcionrio apareceu com uma bandeja com canecas grossas de vidro
e um garrafo de vinho. Ele entrou e reapareceu um minuto ou mais tarde.

Will passou pela grande tenda, ficando bem longe dela, no lado mais distante da rea
desmatada. Fora do lado dos olhos, ele considerava a posio. Sentinelas na frente, 
claro. Mas ele estava disposto a apostar que a parte de trs da tenda era subterrnea.
Afinal, ele percebeu, os dois sentinelas eram mais um sinal de autoridade do que uma
medida de segurana. Havia pouca chance de algum atacando a tenda de comando
nesse campo. Ele continuou. O espao aberto acabava agora e as linhas irregulares de
barracas de retornaram, as tendas individuais colocadas a poucos metros de distncia
umas das outras. Ele passou por vrias tendas onde os retalhos foram abertos e os
homens estavam dentro ou deitado no cho l fora, conversando entre si. Ele resmungou
uma saudao a um grupo que olhou para ele com curiosidade leve. Ele esperou at que
ele tinha passado vrias barracas desocupadas e apagadas. Ento, olhando rapidamente
ao redor para ver que ningum estava vendo, ele mergulhou no espao sombreado entre
duas delas. Agachado, ele se moveu para a retaguarda e, assim, a avenida ao lado das
barracas. Agora, ele caiu de corpo inteiro, puxando o capuz de seu casaco sobre a
cabea mais uma vez, e deitou como uma sombra, observando a pista ao lado que tinha
a cruz. Havia pouca atividade aqui. Ele esperou alguns minutos para certificar-se, em
seguida, levantou-se suavemente e moveu toda a linha no espao entre duas tendas no
lado oposto. Uma delas estava ocupada e iluminada por dentro e ele podia ver uma
sombra sobre a tela enquanto o ocupante se movimentava.

Mais uma vez, ele moveu-se para trs das barracas. Ele estimava agora que ele estaria
por trs do pavilho de comando se estivesse para trs ao longo da pista ao lado.
Verificando como antes se o caminho estava livre, ele se levantou e caminhou
despreocupadamente para trs do caminho que ele tinha chegado.

Ele podia ver a tenda de comando novamente. Era muito maior do que as outras e ficava
em seu prprio pedao de terra vazia. Ele estava certo. Seu movimento de volta atravs
das linhas de tenda tinha o levado ao mesmo nvel da parte traseira da barraca grande.
Sua premissa original tambm provou estar correta. No havia nenhum guarda na
retaguarda. Ainda assim, ele mal podia esperar para sair das linhas de barraca e voltar
por trs do pavilho para escutar algum sem not-lo, por isso ele deixou de cortar entre
duas tendas e se moveu para a pista seguinte.

Ele fez um balano da situao. Havia homens na frente de algumas das tendas na linha
seguinte. Mas os dois mais prximos ao espao aberto, onde estava lanado o pavilho
estava escuro e vazio. Will olhou em volta rapidamente. A tenda  sua esquerda estava
ocupada, mas as abas estavam fechadas. Havia um feixe de lenha na lareira pequena na
frente dela. Rapidamente ele se moveu para ela, inclinou-se e virou o feixe por cima do
ombro. Ele se arrastou ao longo da linha tenda agora, carregando sua lenha, passando os
homens que estavam sentados conversando. Eles apenas deram-lhe um olhar. Quando
ele chegou  final da barraca, ele jogou a pilha de galhos para baixo e colocou ao lado
do fogo, ento, em um movimento rpido, ele deslizou para fora das linhas de tenda
para a rea escura ao lado deles e foi rapidamente ao cho, seu manto envolto em torno
dele, com o rosto escondido, uma vez mais sob o capuz.

Ele rastejou como uma cobra alguns metros no espao aberto mas apagado, dirigindo-se
para a frente com os cotovelos e joelhos. Aps alguns instantes ele parou para ver se
tinha havido qualquer reao  sua aproximao. Nada. Ele olhou para cima para
conseguir seus rolamentos e deslizou para a parte traseira do pavilho, deslizando
atravs da grama como uma serpente, o padro manchado em sua capa quebrando o
contorno do seu corpo e o deixando fundir-se nas sombras e reentrncias desiguais do
terreno em torno dele.

Ele se moveu com cuidado agora e demorou dez minutos para ele cobrir os trinta metros
para trs do pavilho. Em um palco, um grupo de homens saiu das linhas de tenda e
seguiu em direo a tenda maior. Havia quatro deles e eles chegaram perigosamente
perto do local onde ele estava, no ousando mover um msculo. Ele sentiu o corao
martelar na costela, tinha certeza de que eles deviam ser capazes de ouvir o som
tambm. No importava quantas vezes ele tinha feito isso, havia sempre o receio de que
este tempo eles deviam ver a forma inclinada deitada imvel a poucos metros de
distncia. Os homens estavam bbados e falando alto, cambaleando ligeiramente no
terreno irregular. Um dos sentinelas deu um passo  frente, segurando a mo para det-
los. Will estava deitado, com a cabea para o lado para que ele pudesse ver o que estava
acontecendo.

"Isso  o suficiente, vocs homens," o sentinela falou. Um homem sensato teria
percebido que o tom no tolerava qualquer argumento. Mas estes no eram homens
sensatos. Eles estavam bbados.

Eles pararam. Will poderia ver que eles estavam balanando ligeiramente.

"Quero falar com Padraig," um dos homens disse, pronunciando as palavras bem mal.

A sentinela sacudiu a cabea. " capito Padraig para voc, Murphy. E voc pode
acreditar que ele no quer falar com voc."

"Ns temos uma queixa legtima para fazer," o homem chamado Murphy continuou.
"Qualquer homem pode fazer sua questo  Padraig. Ns somos irmos neste grupo.
Ns somos todos iguais uns dos outros."

Seus companheiros falaram em acordo. Todos eles deram um passo para frente e o
sentinela baixou sua lana. Eles pararam de novo. A voz de dentro do pavilho chamou
a ateno de todos eles.

"Podemos ser iguais neste grupo, mas eu sou mais igual do que ningum, e vale a pena
lembrar. Quinn!"

A sentinela endireitou, voltando-se para olhar para trs do pavilho. A voz obviamente
pertencia a Padraig, o lder do bando de assassinos, Will pensou. Era uma voz spera e
inflexvel - a voz de um homem acostumado  obedincia imediata.

"Sim, capito!" O sentinela respondeu.

"Diga aos tolos bbados que se continuarem a me incomodar, eu vou comear a tirar as
suas orelhas com uma faca."

"Sim, capito!" Quinn disse. Ento, em um tom abaixado, ele disse com urgncia para
os quatro bbados, "Voc ouviu, Murphy! E voc sabe que o capito no  um homem a
atravessar. Agora v-se embora daqui!"

Murphy balanou agressivamente, indisposto a voltar para baixo na frente de seus
amigos. No entanto, Will poderia dizer de sua linguagem corporal que ele era covarde, e
depois de um show de desafio, ele desistiria.
"Pois bem," ele disse, "ns no queremos perturbar o descanso do grande capito, no
?"

Com uma reverncia exagerada, ele virou-se com seus companheiros e cambaleou para
trs para baixo no desnvel do terreno para as linhas de tenda.

Percebendo que os olhos das sentinelas estavam nos bbados, Will deslizou para frente
rapidamente, deslizando para a sombra escura na parte de trs do pavilho. Ele seguiu
em frente, jogando o capuz para trs, longe de sua orelha para ouvir o que estava sendo
dito.

... assim  primeira luz, Driscoll, voc vai ter trinta homens e ir para Mountshannon.
Pegue a estrada do vale.  a mais direta. Era Padraig falando, o homem que ameaou
separar os bbados de suas orelhas.

"Trinta homens so suficientes?" uma segunda voz perguntou.

Outro homem respondeu com impacincia. "Vinte seria suficiente para o que temos em
mente. Mas, com trinta eu posso fazer um show melhor disso."

Obviamente, era o chamado Driscoll, Will pensou. Ento Padraig retomou a falar.

"Isso  certo. Agora, voc os outros, quero o resto do grupo pronto para sair ao meio-
dia. Ns vamos seguir o caminho do cume e ir para Craikennis. Driscoll pode encontrar
conosco na interseco com a estrada Mountshannon na manh depois de amanh.
Ento vamos por outro show para Craikennis.

O chamado Driscoll riu. "Mais que um show, eu acho. No haver homem santo para
nos parar."

Houve uma onda de riso dos outros. Will franziu a testa. Ele tinha a sensao
desconfortvel que tinha acabado de perder algo importante. Ele foi um pouco mais
perto da parede da lona. Ele ouviu o barulho de vidros a partir do interior e do som do
vazamento. Os homens estavam recarregando suas bebidas.

Havia um ou dois suspiros apreciativos - o som que um homem faz quando ele toma um
profundo gole de vinho.

"Voc mantm uma boa adega, Padraig, e sem dvida a isso", disse uma voz que ele
no tinha ouvido at agora.

"Haver mais de onde veio em poucos dias", disse Padraig. "Agora, uma vez que ns
nos encontrarmos com Driscoll,  aqui que vamos. . ."

O que eles iam fazer, Will nunca aprenderia. Naquele momento, houve um grito de
alarme de fora do acampamento. Ento uma voz se levantou com raiva e os homens
comearam a gritar e correr para o espao aberto que levava para a floresta.
Will sabia o que tinha acontecido. O sentinela foi encontrado inconsciente e o alarme
tinha sido levantado. Ele no ouviria mais nada esta noite, ele percebeu. Ele contorceu
de volta a poucos metros da tenda, ento, sabendo que toda a ateno estaria voltada
para o ponto em que a gritaria estava acontecendo, ele se agachou e dissipou de volta as
linhas de tenda novamente.

Ele comeou a correr para a linha de sentinela, na sequncia de grupos dispersos de
homens. Quando ele passava uma tenda, via vrias lanas empilhadas juntas fora dela.
Ele pegou uma, enviando as outras barulhentas no cho como varas gigantes, e correu
para a rea aberta gramada que separava o acampamento da floresta. Ele passou por
vrios outros homens quando ele o fez. Ele podia ouvir os sargentos berrando ordens,
tentando trazer algum sentido para o caos do campo perturbado. Mas, por agora, essa
confuso era exatamente o que precisava.

"Por esse lado!" gritou ele, para ningum em particular, e apontou em direo a um
ponto em que as rvores que ele sabia ser cerca de cinquenta metros de onde ele tinha
derrubado o sentinela. Quanto mais barulho ele fizesse, mais notvel ele pareceria, e
ningum tomaria o menor aviso dele. Se algum realmente seguisse para a floresta, ele
estava confiante que poderia perd-los dentro de alguns minutos.

Ele olhou por cima do ombro, mas ningum tinha seguido o seu exemplo. Agora j
tinha a palavra filtrada para trs de que no era nada alm de um sentinela encontrado
dormindo na viglia, os homens estavam comeando a desacelerar e parar. Alguns
tinham at voltado para o acampamento.

Nenhum deles percebeu quando Will caiu na floresta. Em poucos segundos a escurido
sob as rvores parecia ter engolido ele. Tudo o que restava era a lana, encontrando-se
metade escondida na grama alta, onde, sem mais utilidade para ele, ele jogou-a para um
lado.

Ele sorriu para si mesmo enquanto corria silenciosamente por entre as rvores. Haveria
vrios homens infelizes no acampamento naquela noite. O proprietrio da lana se
perguntando o que tinha acontecido com sua arma - uma boa lana era cara. E o homem
que tinha recolhido o mao de gravetos ficaria furioso ao descobrir que um de seus
camaradas tinha roubado ele.

Quanto ao sentinela inconsciente, Will no teria inveja dele tendo que convencer seus
superiores que ele tinha sido atacado. Especialmente porque ele estaria cheirando a
aguardente. As chances eram que ele seria punido - e severamente. Em um grupo como
este, dormindo na viglia atrairia uma punio selvagem.

Assim, a noite seria arruinada para pelo menos, trs dos bandidos, Will pensou.

"Em suma, um bom trabalho de uma noite", disse ele para si mesmo.
Captulo 22



O cho do mercado era um grande pasto, no extremo leste da aldeia. Para o norte e o sul
eram terras abertas - campos arados e campos com culturas. Vrias fazendas pequenas
eram visveis de perto. No lado leste do pasto havia uma faixa espessa de rvores, onde
a floresta comeava novamente.

"Olha quem est aqui" Halt disse calmamente. Horace seguiu seu olhar. No canto
sudoeste do pasto estava um grande pavilho branco. Vrias figuras de vestes brancas
estavam se movendo ao redor do pavilho, tendendo o fogo e preparando a comida.

"Isso so eles?" Horace perguntou e Halt acenou com a cabea uma vez. "Isso so eles."

Eles armaram suas duas pequenas tendas em um anel enegrecido de pedras de fogo a
alguma distncia do pavilho.

"E agora?" Horace perguntou.

Halt olhou para o sol. Ele estimou que j havia passado do meio-dia.

"Vamos ter uma mordida para comer", disse ele. "Ento, mais tarde, vamos ouvir o que
Tennyson tem a dizer."

O rosto de Horace se iluminou com a meno de comida. "Soa como um plano para
mim."

***

No final da tarde, as pessoas comeavam a fazer o seu caminho para o acampamento
dos Renegados. Halt e Horace se juntaram  multido que crescia rapidamente. Halt
levantou uma sobrancelha quando viu que os seguidores de Tennyson tinham colocado
vrios barris de cerveja e vinho sob uma marquise grande de lados abertos e estavam
servindo generosas canecas de ambos para todos os cantos.

"Essa  uma maneira de obter uma congregao junta", ele murmurou para Horace. Eles
se moveram atravs da multido que se empurrava para a posio nas mesas de
refeies. "Tente olhar desconfiado", ele acrescentou a Horace.

O guerreiro alto franziu a testa. "Como fao isso?"

"Olhe como se voc no estivesse certo voc deve estar aqui", disse Halt. "Como se
voc estivesse incerto de si mesmo."

"Bem, eu no estou certo que eu deveria estar aqui", disse Horace.

Halt suspirou. "Ento pare caminhar com tanta confiana. Olhe como se voc achasse
que eu vou bater-lhe sobre a cabea a qualquer momento. Isso vai fazer o truque."
"Voc ir?" Horace perguntou, sorrindo para si mesmo. "Voc vai me bater na cabea?

Halt lanou um olhar sinistro sobre o jovem. Mas antes que ele pudesse falar, outra voz
os interrompeu.

"Saudaes, amigos! Saudaes!" A voz era profunda e ressonante, a voz poderosa e
bem modulada de um orador treinado. Halt e Horace se viraram para ver o orador, que
estava andando na direo deles. Ele era um homem alto, forte e em uma longa tnica
branca. Em sua mo direita, ele segurava um basto.

Ao seu lado, mas alguns passos atrs dele, estavam duas figuras surpreendentemente
idntica. Eles eram fortes, com bem mais de dois metros de altura. Alto como o lder
podia ser, ele era diminudo por estes dois homens. Ambos eram totalmente carecas.
Horace os estudou por alguns segundos, depois voltou sua ateno para o orador.

Seu rosto era largo, com traos fortes e um nariz proeminente. Os olhos eram de um
azul surpreendente. Eles davam a impresso de que seu proprietrio estava longe e
vendo coisas que pessoas normais no podiam ver. Horace estava disposto a apostar que
este era um olhar que o homem havia cultivado cuidadosamente. Em uma inspeo mais
prxima Horace percebeu que o homem era forte, mas um pouco acima do peso.
Obviamente, ele no era um guerreiro. Ele estava com a cabea descoberta e seu cabelo
estava na altura dos ombros, penteados para trs da testa e cinza por toda parte. No era
o cinza pimenta e sal como Halt, mas um tom de cinza uniforme branco por toda parte.
O homem avaliou Halt e Horace rapidamente, em seguida, dirigiu-se a HAlt como o
lder bvio.

"Voc  novo para a cidade." Seu tom era amigvel, e ele sorriu em saudao. "Eu vi
voc chegar mais cedo hoje.

Halt assentiu. Ele no fez nenhuma tentativa para retornar o sorriso do outro homem. "E
voc est tomando um censo,  voc?"

Horace permaneceu em silncio, contente em deixar Halt assumir a liderana. Ele
percebeu que o Arqueiro estava desempenhando o papel de uma pessoa tpica do pas -
protegido e desconfiado de estranhos. Sua maneira no parecia incomodar o recm-
chegado, no entanto. Ele parecia genuinamente divertido pela trplica curta de Halt.

"Nem um pouco. Estou sempre feliz para cumprimentar um amigo." "Eu no sabia que
ramos amigos", disse Halt.

O sorriso do homem corpulento se arregalou. "Eu sou um servo do Deus Dourado
Alseiass. E ele diz que todos os homens so meus amigos - e eu devo ser um amigo para
todos os homens."

Halt encolheu os ombros, ainda no se impressionando. "No posso dizer que ouvi falar
de Alseiass tampouco," ele disse. "Ele  novo, no ? Recm chegado de outra parte do
cu, talvez?"
O homem riu. Era um som rico e profundo. Horace encontrou-se pensando que, se ele
no soubesse quem era esse homem, ele iria ach-lo fcil de gostar.

"Eu admito que Alseiass no  bem conhecido nesta parte do pas", disse o homem.
"Mas isso vai mudar. Meu nome  Tennyson, a propsito. Eu sou o ministro do Deus de
Ouro e estes so os meus assistentes Gerard e Killeen, que tambm so discpulos de
Alseiass. Ele indicou os dois gigantes silenciosos por trs dele. "Ns oferecemos uma
recepo calorosa ao nosso acampamento."

Nem Gerard nem Killeen pareciam particularmente quentes ou acolhedores, Halt
pensou. Ele podia ler a mensagem subjacente nas palavras de Tennyson: Bem vindo ao
meu acampamento e aqui esto meus dois lutadores inofensivos no caso de voc sair da
mo."

"Por favor, desfrute da nossa hospitalidade", Tennyson prosseguiu sem problemas.
"Alseiass nos diz que todos ns devemos partilhar a nossa generosidade com os nossos
amigos." Ele sorriu novamente. "Particularmente novos amigos."

Desta vez, seu sorriso caloroso abraou tanto Halt e Horace. Ento ele se virou para
olhar para a multido reunida em torno de um palanque na extremidade da marquise.

"As pessoas esto esperando", disse ele. "Eu devo ir."

Ele levantou a mo, descrevendo uma curva no ar que era obviamente uma forma de
bno. Ento ele se virou e caminhou para longe. Ladeado pelos seus dois discpulos,
ele fez o seu caminho atravs da multido, parando aqui e ali por uma palavra ou um
sorriso rpido, ou entregando uma bno.

"Ento esse  Tennyson," Halt disse suavemente. "O que voc achou dele?"

Horace hesitou, ento, um pouco relutante, ele respondeu: "Na verdade, eu o achei
bastante impressionante."

Halt assentiu. "Assim como Eu."

Houve um zumbido de interesse a partir da multido quando Tennyson subiu no palco,
sorrindo para aqueles ao redor dele e levantando as mos pedindo silncio. Um silncio
expectante caiu e ele comeou a falar, sua voz profunda e ressonante transportando
facilmente a todos os cantos da marquise para que ningum tivesse que se inclinar para
frente para ouvir suas palavras.

Ele era um apresentador polido, no havia nenhuma dvida sobre isso. Ele comeou
com uma brincadeira prpria - uma histria sobre uma tentativa desastrosa de ordenhar
uma vaca. Essa tarefa era a segunda natureza para um pblico rural como este e os risos
incharam quando ele descreveu sua inpcia completa. Ento ele seguiu ordenadamente
para o fato de que todas as pessoas tinham habilidades diferentes, o segredo da vida era
encontrar maneiras para que as pessoas trabalhassem em conjunto e fizessem uso mais
eficaz de suas habilidades. A partir da era um pequeno passo para a necessidade de as
pessoas se juntarem em tempos conturbados como os que estavam passando.

"Eles so maus, homens sem lei estrangeiros no mundo. Eles so os servos do esprito
negro Balsennis. Eu vejo a mo dele onde quer que eu v, trazendo tristeza e desespero
e morte ao povo deste pas maravilhoso", disse ele. "Onde vamos encontrar a ajuda que
precisamos para derrot-los, expuls-los? Para colocar este pas de volta ao que era
antes? Quem vai nos ajudar a fazer isso?"

"O Rei?" disse uma voz hesitante do lado da multido. Halt estava disposto a apostar
que era um dos prprios seguidores de Tennyson que tinha dito isso.

O orador corpulento se permitiu um sorriso pequeno e triste. "O rei, voc diz? Bem, eu
concordo com voc que ele deve ser o nico a levar o seu prprio pas direito. Mas voc
pode v-lo fazendo isso?"

Um resmungando irritado varreu a multido. Tennyson tinha atingido um ponto dorido
com a presso. Mas o descontentamento do povo no era forte o suficiente para eles
sassem no Berto e concordassem com ele. Particularmente, e uns aos outros, eles
concordaram. Publicamente, eles no estavam dispostos a comprometer-se. Criticar
abertamente um rei era um caminho perigoso para trilhar.

Tennyson deixar crescer a insatisfao alguns segundos, ele recomeou. "Eu no posso
v-lo fazendo qualquer coisa. Eu no posso ver as suas tropas a caminho para expulsar
esses bandidos e ladres que esto destruindo o pas. Afinal, ele  o homem com o
poder, no ? Ele permite outra pessoa manter um corpo de soldados treinados para
proteo?"

A palavra "No!" tocou para fora de diversos pontos no meio da multido. Pessoal de
Tennyson novamente, Halt pensou. Ento o choro ganhou fora e dinmica como mais e
mais pessoas comeavam a gritar isso. A poucos os punhos levantaram e agitaram no ar.
Tennyson levantou as mos para o silncio e os gritos gradualmente morreram.

"Agora, um rei, um rei, merece a lealdade dos seus assuntos. Ns todos sabemos isso. . .
ele comeou. Um irritado sub-atual de resmungo atravessou a multido novamente
enquanto eles discordavam dele, pensando que ele estava prestes a fazer desculpas para
o Rei Ferris. Novamente, Tennyson ergueu as mos para o silncio e, relutantemente,
desta vez, a multido estava tranquila. "Mas. . ." disse ele, em seguida, repetindo com
maior nfase, "Mas! Essa lealdade deve passar nos dois sentidos. Se os indivduos
devem ser leais ao seu rei, ento os reis devem aplicar a mesma lealdade a seus sditos.
Em contrrio. . ." Ele fez uma pausa e a multido parecia se inclinar para a frente, vendo
onde estava indo antes que ele realmente passasse por l. "O rei abandona qualquer
pretenso de lealdade do seu povo."

Houve um rugido de um acordo dos aldees. Halt inclinou-se para Horace e disse em
seu ouvido, "material perigoso. Esta  a sedio. Ele deve estar muito seguro de si."
Horace assentiu e virou a sua cabea para responder no mesmo tom suave. "Pelo que
voc nos contou, ele tinha muita prtica."

Enquanto a multido se estabeleceu uma vez mais, Tennyson continuou. "Rei Ferris tem
feito nada para salvar o povo de Clonmel das depredaes dos bandidos e ladres e
assassinos que vagam a terra, fazendo o trabalho mau de Balsennis. O que ele fez para o
povo de Ford Duffy?" Ele fez uma pausa e olhou com expectativa para os rostos diante
dele.

Um coro irregular passou de uma dzia de gargantas. "Nada".

Tennyson fez uma mo em concha atrs de uma orelha e virou a cabea um pouco, um
olhar confuso em sua cara.

"O que foi isso?" ele perguntou, e desta vez a resposta foi um grito a plenos pulmes de
toda a assemblia. "NADA!"

"Ser que ele ajudou essa menina inocente de doze anos que foi assassinada em Ford? O
que ele fez para ela?"

Outra vez: "NADA!"

"No  que Ferris no pode ajudar. O fato  que ele se recusa a faz-lo!" Tennyson
trovejou. "Ele tem o poder, se ele optaria por utiliz-lo em seu nome. Mas ele est
contente em esconder-se atrs das paredes de seu castelo em Dun Kilty, em almofadas
macias, com muita comida e bebida, e no fazer nada. Ele no vai levantar um dedo
para ajudar o seu povo. Ele no tem lealdade!"

Sua voz levantou-se a uma crescente sobre as ltimas palavras. Ele fez uma pausa,
olhando para a multido. Em dois e trs, eles chamaram em acordo. Hesitante no incio,
depois com crescente convico. Tennyson disse nada. E desta vez, ele no fez nenhum
sinal de silncio. Ele deixou o ressentimento ferver, deixou as pessoas construrem um
campo de raiva. Ento, quando eles perceberam que ele estava esperando que eles se
calassem, eles o fizeram. Desta vez, quando ele falou, ele deixou o trovo dramtico e
disse com uma voz tranquila e direta:

"E se ele no mostra lealdade a voc, ento voc deve lhe nada."

Novamente, a voz da multido levantou-se e, desta vez, Tennyson subiu acima deles.

"Ferris no far nada para ajud-los. Vocs devem olhar para quem ir proteg-los!"

Agora, as pessoas comearam a chamar o mesmo fundamento em diferentes pontos em
torno da multido. Engraado, Halt pensou, como todos eles utilizavam as mesmas
palavras e frases.

"Tennyson!" gritaram, e o grito se espalhou para todas as partes da multido.
"Tennyson! Proteja-nos!"
Mas agora Tennyson estava segurando as mos para acalm-los e balanando a cabea
em seus gritos. Quando eles se calaram, ele falou-lhes de novo, naquela voz clara e de
toque.

"No! No! No! Acreditem, eu no sou esse, meus amigos. Eu no posso te proteger.
Sua segurana encontra-se com o poder de Alseiass."

Houve um gemido de decepo do lado esquerdo da multido.

Ento uma voz chamou: "Ns no precisamos de contos de fadas e superstio! Eles
no vo parar os bandidos!"

Outras vozes se levantaram em acordo. Mas Halt notou que eles no pareciam ser a
maioria. A maior parte da multido estava incerta, olhando em volta de cada interjeio,
estudando os oradores e avaliando o valor daquilo que eles diziam. Eles no estavam
dispostos a comentar uma ou outra forma, ele viu.

"Ns queremos espadas e soldados! No torta no cu Tennyson,!"

"Voc nos lidere!" uma terceira voz falou. "Voc lidera e ns vamos seguir! Ns vamos
ensinar a esses bandidos uma lio sem ajuda de algum deus estranho."

Isso, Horace e Halt viram, era uma posio popular. A maioria da multido, incerta de
que caminho ir atrs, seguiu este exemplo ansiosamente. Eles comearam a gritar para
Tennyson liderar o caminho. Para lev-los contra os bandidos que estavam atacando o
interior. Eles sentiram a fora do homem e a autoridade. O canto cresceu, tornando-se
mais forte e mais insistente quanto mais pessoas se juntaram.

"Nenhum deus! Nenhum rei! Tennyson! Nenhum deus! Nenhum rei! Tennyson!"

Tennyson sorriu ao redor da massa de rostos, muitos deles agora vermelhos da
excitao e da paixo do momento.

"Pessoas, vocs me honram. Mas eu vos digo, eu no sou ele!"

"Sim, voc !" gritou uma voz solitria e vrios outros levantaram um coro irregular de
acordo. Mas a maioria sentou-se, quieta agora, olhando para ele.

"No. Por favor, acreditem em mim. Eu no sou lder de guerra. Qualquer fora em
mim vem de Alseiass, o Deus de Ouro. Aquele que todo v. Acreditem em mim."

Halt inclinou-se para Horace novamente e sussurrou: "Meu Deus, mas ele  bom. Ele
poderia ter tomado as rdeas e se oferecido para lev-los."

"Ento por que ele no fez?" Horace perguntou.

Halt mordeu o lbio, pensativo. "Ele precisa de um maior prestgio do que ele vai ter de
algumas centenas de aldees excitantes. Ele est assumindo um rei. Ele precisa de algo
grande, algo sobrenatural. Ele precisa deles para acreditar nesse seu Deus."
Mas agora Tennyson tinha descido do palanque que ele estava falando e se aproximado
da primeira fila da multido. Ele falou-lhes com cordialidade e simpatia conforme ele
andou entre eles.

"Eu prometi-lhe quando eu cheguei aqui que eu no iria tentar forar meu Deus sobre
vs", disse ele em um tom razovel. "J tentei fazer isso?"

Ele estendeu as mos em questo e olhou para os lados. Halt e Horace podiam ver
cabeas balanando as pessoas concordando com ele.

"No. Eu no fiz. Porque isso no  maneira de Alseiass. Ele no se importa se forar
em cima de voc. Se voc tiver outros deuses que voc prefere, Deus ou no em todos,
ele no te condena. Ele respeita o direito de decidir, sem ser perseguido ou intimidado
ou gritado."

"Mtodo interessante," Halt disse suavemente. "A maioria dos evangelistas ameaam a
fogo e enxofre se voc no aceitar os seus ensinamentos."

"Mas eu conheo o poder de Alseiass" Tennyson continuou. "E eu lhe digo isto: se voc
 ou no seu seguidor, ele pode proteg-lo. E ele ir proteg-lo. Eu sou simplesmente o
canal para ele. Lembre-se, Alseiass ama. E porque ele faz, ele respeita o seu direito de
discordar de mim. Mas se voc precisa dele e eu convid-lo, ele chegar com o poder,
como voc nunca viu."

O campo ficou em silncio agora, enquanto ele caminhava entre a multido. Aqueles na
frente se viraram para observ-lo enquanto ele passava ao lado deles.

"E ento, se voc v o seu poder e compaixo, e deseja voltar para ele e se juntar 
nosso grupo, ento Alseiass o far duplamente bem-vindo."

"Bem dito, Tennyson!" uma mulher gritou e ele sorriu para ela.

"Mas vamos esperar que ele no venha para isso", disse. "Vamos todos esperar que esta
bonita vila de vocs continue a ser um refgio de paz e Alseiass no precise ser
chamado para proteg-lo."

Houve um murmrio na multido. Horace sentiu uma sensao de contentamento
naqueles ao seu redor. Era uma proposta interessante que Tennyson tinha colocado:
Voc no tem que acreditar em meu deus. Mas se o perigo chegar, ele vai proteg-lo
apesar de tudo. Foi o que ele tinha ouvido descrito como uma situao de total vitria.
Aos poucos, a multido comeou a se romper, quando Tennyson, mais uma vez parou
para conversar com indivduos e pequenos grupos.

Horace chamou a ateno de Halt. "Voc acha que Alseiass ser chamado para manter a
paz desta bonita aldeia?"

Halt deixou um canto da boca se transformar em um sorriso cnico.

"Eu apostaria minha vida nisso."
Captulo 23



Puxo deu boas vindas ao retorno de Will para a pequena clareira com um lance de
cabea breve. Will moveu-se para o cavalo e afagou o nariz macio.

"Bom rapaz", disse ele calmamente. Puxo bufou baixinho em resposta, ciente de que se
Will estava falando, no havia necessidade de ele manter seu prprio silncio. Will
considerou a sua situao por um momento, ento, decidiu que havia tempo para
descansar algumas horas. O homem chamado Driscoll estaria liderando seu grupo de
invaso na madrugada. Mas eles estavam indo pelo caminho da plancie de
Mountshannon, atravessando o rio que passava correndo no campo e na sequncia de
uma fuga que conduzia atravs da plancie abaixo das colinas. Ele no seria incomodado
por eles.

O segundo grupo, como Padraig tinha ordenado, estaria se movendo para fora em torno
do meio-dia, e seguindo a trilha do cume que Will estava. Mas ele deveria estar em seu
caminho antes da primeira luz, ento no havia nenhuma chance de que eles o
alcanassem. Isso decidido, ele se preparava para descansar algumas horas. Ele esteve
em movimento durante todo o dia e at tarde da noite, depois de tudo.

Ele tirou a sela de Puxo. No havia nenhuma necessidade para o cavalo pequeno
suportar o desconforto da sela agora. Puxo sacudiu em gratido e afastou-se para cortar
a grama. Will olhou atravs da rvore de copa para o cu. Ele podia ver as estrelas
muito claramente. Ocasionalmente, um fiapo de nuvem que deslizava pelo cu,
apagando-as. Mas ele poderia dizer que havia pouca chance de chuva ento ele no se
preocupou em criar a pequena tenda de um homem que estava enrolada por trs da sela.
Ele ia dormir na noite aberta, pensou ele.

Ele comeu uma refeio fria. Ele no queria deixar nenhum vestgio de sua presena
aqui ento ele no poderia acender uma fogueira. Ele refletiu, enquanto ele mastigava
obstinadamente a carne dura seca, que ele ficaria feliz quando isso tivesse acabado e
que ele poderia encontrar uma boa refeio quente.

Batatas seria bom, pensou ele. Cozidas em seus casacos, talvez, e ento mergulhadas na
manteiga, sal e pimenta. Seu estmago roncou no pensamento e ele olhou com desfavor
a carne-seca torcida e dura na mo. No comeo do dia, ele tinha refletido que ele
gostava muito do sabor. Nas horas que se seguiram, ela parecia ter perdido algum do
seu apelo.

Havia algo ainda cutucando a parte traseira de sua mente sobre a conversa que ele ouviu
na tenda de Padraig. Algo que era ilgico, mas ele no podia colocar seu dedo sobre
isso. Em seguida, ele caiu no lugar.
De tudo o que ouvira, Mountshannon era consideravelmente maior do que Craikennis.
No entanto, Driscoll estava atacando a aldeia com mais de trinta homens. Ento ele iria
se juntar com outra fora de cinqenta homens, liderados por Padraig, para atacar
Craikennis. No fazia qualquer sentido. Certamente, a fora maior seria necessria para
Mountshannon?

Talvez ele tivesse ouvido errado?

Ele tomou um gole de gua fria na sua cantina, lamentando a falta de uma boa xcara de
caf quente e doce.

No. Ele tinha certeza que ele tinha ouvido corretamente. Trinta homens para
Mountshannon. A fora combinada de oitenta para Craikennis.

A menos que eles no estivessem realmente atacando Mountshannon, pensou ele.
Talvez Driscoll estivesse liderando uma misso de reconhecimento em vigor? Mas ele
sacudiu a cabea com esse pensou. Se ele quisesse reconhecer, meia dzia de homens
seria suficiente. Menos ainda.

Ele re-colocou a tampa da garrafa de gua e a deixou no lado, bocejando enormemente.
Agora que ele decidiu que iria descansar um pouco, os esforos do dia, e a tenso que
ele tinha estado fizeram ele sentir que no podia esperar para dormir. Levando seus
cobertores, ele atravessou a clareira e rapidamente tornou-se uma cama no interior das
rvores, onde um arbusto dava um grande abrigo para ele de olhos hostis.

Sua mente girava sobre o problema que estava incomodando ele. Eventualmente, ele
deu de ombros afastando-o e adormeceu em poucos minutos.




Captulo 24



O dia do Mercado em Mountshannon estava no bom caminho. Havia uns aguaceiros de
chuva logo aps o amanhecer, quando a maioria dos titulares das barracas chegou para
abrir seus abrigos e expor seus produtos para mostrar. Mas  medida que a manh
avanava, o sol saiu e definiu o solo umedecido com vapor.

Horace e Halt tinham visto os preparativos de seu acampamento enquanto eles tomavam
o caf da manh. Os moradores sabiam que no dia de mercado era o caso dos primeiros
receberem os melhores produtos, ento eles tinham se aglomerado no mercado,
enquanto a chuva ainda estava caindo. Agora, o grande pasto, antigamente deserto com
nada alem das duas pequenas tendas e do pavilho dos Renegados, era uma multido
massiva de tendas, pessoas, artistas, animais, carroas e vendedores de alimentos.
Tennyson e o seu povo estavam aproveitando a multido para promover a sua
mensagem. Um pequeno grupo deles, todos com as vestes habituais brancas, cantavam
canes folclricas do pas, com ocasionais hinos de louvor a Alseiass.

O canto era bom e eles estavam administrando uma harmonia de trs partes, de acordo
com Horace. Ele comentou sobre o fato com Halt.

O Arqueiro encolheu os ombros. "Trs burros cantando  o mesmo que um", disse ele,
"a ressalva  que fica mais alto." Halt no era um estudante de msica. Horace sorriu
para ele.

"No entanto, eles so bons. Eu iria ouvi-los se eu estivesse apenas de passagem," ele
admitiu.

Halt olhos dele. "Voc iria?"

Horace concordou enfaticamente. "Definitivamente. Eles so bons anfitries, Halt."

Halt assentiu, pensativo. "Traioeiros poderia ser um termo melhor," disse. "Mas esta 
a maneira deles de trabalhar. Eles percorrem o caminho de afeto das pessoas.  tudo
muito descontrado e no de confronto. Ento eles pulam sua armadilha."

"Bem, eles so bons caadores. E a sua isca  muito eficaz", disse Horace a ele.
Novamente, Halt assentiu.

"Eu sei. Isso  o que os torna to perigosos." Ele levantou-se, espanando fora o selim de
suas calas. Eles tinham espalhado um quadrado de lona sobre o cho molhado fora de
suas tendas, mas seu traseiro ainda se sentia um pouco mido. "Venha,  melhor olhar
para o gado. Apesar de agradecer a Deus eu vi poucos bons animais chegarem. Caso
contrrio eu teria que comprar alguns."

"Podemos sempre comer eles", "Horace sugeriu alegremente. Halt lanou um olhar
sinistro sobre ele.

"Isso sempre volta para comer com voc, no ?", Perguntou ele.

"Eu sou um menino em crescimento, Halt", disse o jovem guerreiro. Halt bufou e abriu
o caminho para o mercado.

Eles passearam entre as barracas e os currais.

Havia uma abundncia de galinhas e patos e gansos para a venda. E completamente uma
boa seleo de sunos. No havia gado e s poucos raquticos ovinos mal
condicionados. Horace comentou sobre o fato.

"Os animais  venda aqui so os que as pessoas cuidam de perto da fazenda", explicou
Halt. "Frangos, patos e porcos ficam por perto, assim o agricultor no tem que ir para os
campos para cuidar deles."
"E, claro," respondeu Horace compreendendo, "as pessoas esto ficando muito perto de
suas casas nesses dias."

"Precisamente. Halt parou em um pequeno curral que mantinha trs ovelhas. Sua l
estava revestida e emaranhada com lama. Ele acenou com a cabea para o proprietrio e
entrou no curral. Ele pegou a mais prxima, segurou-a entre os joelhos e ergueu suas
mandbulas, espiando os seus dentes. A ovelha se esforou em protesto contra o
tratamento e, eventualmente, ele libertou, espanou as mos e olhou para o dono de novo,
dando uma pequena agitao de sua cabea. Ele saiu do curral e seguiu em frente.

"Ento, o que havia de errado com elas?" Horace perguntou depois de alguns instantes.

Halt virou um olhar curioso sobre ele. De errado com o qu?"

Horace apontou com o polegar em direo ao curral pequeno. "Os dentes da ovelha.
Qual era o problema?"

Halt fez uma pequena careta de compreenso, ento encolheu os ombros. "No tenho a
menor idia. O que eu sei sobre ovelhas?"

"Mas voc. . ."

"Olhei para os dentes. Isso  o que as pessoas parecem que fazem quando eles olham
para os animais. Eles olham os dentes. Ento, eles geralmente balanam a cabea e
andam para fora. Ento  isso que eu fiz." Ele fez uma pausa, depois continuou. "Voc
quer que eu a compre?"

Horace levantou as duas mos em um gesto defensivo. "Nem um pouco. Eu s queria
saber."

"Bom". Halt sorriu ironicamente. "Por um momento eu achei que voc poderia estar se
sentindo com fome."

Eles pararam em uma barraca de frutas e compraram vrias mas. Elas estavam boas.
Com cores vivas e suculentas, com apenas um toque de sabor azedo escondido por trs
de sua doura. Os dois se agacharam enquanto eles inspecionavam uma barraca de
camping cheia de artes e utenslios de cozinha.

"Boa filetagem," Halt disse. Ele perguntou o preo ao proprietrio da tenda, discutiram
durante alguns minutos, andaram de lado em desgosto simulado, ento estabeleceram
um preo e ele comprou a faca de lmina fina. Quando saram da tenda, ele disse a
Horace, "Devemos pescar algumas trutas nos riachos por aqui. Fazer uma boa mudana
para o menu." Ele fez uma pausa e olhou ao redor das barracas nas proximidades.
"Poderamos muito bem olhar por algumas amndoas, se ns estamos indo capturar a
truta."

"Pesca e captura so dois assuntos diferentes", Horace disse e Halt olhou-o de soslaio.

"Voc est lanando calnias sobre a minha capacidade de pesca?"
Horace encontrou seu olhar. "Voc no me parece o tipo pescador.  uma espcie de
esporte fino e eu no consigo te ver sentado tranquilamente com uma vara de pescar em
suas mos. "

"Por que usar uma vara quando voc pode usar um arco?" Halt respondeu e Horace
franziu o cenho para ele.

"Voc atira no peixe?" disse ele. E quando Halt balanou a cabea, ele continuou, "Isso
no  muito esportivo, ?"

Era um bom negcio de caa e pesca feito em torno do Castelo Araluen, geralmente
envolvendo a famlia real.

Era tudo feito de acordo com regras estritas e convenes. Um cavalheiro, Horace tinha
sido ensinado, s pescaria trutas com uma vara e uma isca artificial - nunca isca viva.
Ele certamente no as espetaria com uma flecha. Pelo menos, pensou ele, pesaroso: Halt
no usar isca viva.

"Eu nunca disse que estaria praticando esporte", disse Halt. "Eu disse pescar. Duvido
que eles se importam se eles sero mortos por um gancho ou uma flecha. E o gosto  o
mesmo."

Horace estava prestes a responder quando ouviram um grito de alarme. Ambos pararam.
A mo de Halt instintivamente foi  faca Saxnica em seu cinto. A mo esquerda de
Horace estava fechada por cima da sua espada, pronto para firm-la, se ele precisasse
tirar a espada com rapidez.

Houve um murmrio de medo das pessoas ao seu redor. A mensagem foi repetida e,
desta vez eles poderiam ver de onde veio - a linha de rvores que marcava o lado
oriental da terra do mercado. Sem necessidade de conferir, eles comearam a ir nessa
direo. J algumas famlias corriam na direo oposta, de volta para o abrigo da
cidade.

"Parece que `isso' comeou", disse Halt. "No importa o que `isso' venha a ser".

Eles fizeram seu caminho atravs das barracas para as rvores. Por um momento, Halt
considerou retornar ao seu acampamento para buscar seu arco. Ele no tinha o trazido
pelo arco no estar totalmente de acordo com a imagem de um pastor  procura de
novos estoques no mercado. Ento ele decidiu contra isso. Ele tinha um sentimento
instintivo que ele no precisaria do arco. Ele no sabia por que ele teve essa sensao.
Ele somente teve.

Eles surgiram a partir do aglomerado de barracas de mercado no campo aberto.

"L", disse Horace, apontou.

Um homem armado estava a poucos metros perto das rvores. Atrs dele, meio
escondido pelas sombras incertas entre as rvores, mais homens armados eram visveis.
De guarda entre a posio de Halt e Horace na borda da terra de mercado estavam trs
guardas do vilarejo. Eles tambm estavam armados, mas suas armas - clavas, uma
lmina de foice montada sobre uma lana e uma espada ligeiramente enferrujada
pareciam inadequadas quando vistas contra a cota de malha, espadas, escudos e maas
exercidas pelos recm-chegados.

Enquanto os dois Araluans assistiam, um dos guardas de aldeia chamou um desafio para
o homem de p nas rvores.

"Isso  o bastante! Voc no tem negcios aqui. Vire-se e esteja no seu caminho!"

O estranho riu. Era um som spero e totalmente desprovido de humor.

"No me diga onde est o meu negcio, agricultor! Eu vou ir e vir como eu quero. Os
meus homens e eu servimos a Balsennis, o poderoso deus da destruio e caos. E ele
decidiu que  hora de sua aldeia lhe pagar tributo."

Um zumbido de reconhecimento deu a volta ao mercado quando ele falou o nome de
Balsennis. Eles tinham ouvido Tennyson avisar desse esprito sombrio e mau, o ouvido
culpar esse Deus pelo reino da anarquia e do terror que estava arrebatando Clonmel.

Mais vrios vigilantes da cidade tiveram o seu caminho atravs da multido. Eles
tinham, obviamente, se armado com pressa e muitos deles carregavam armas
improvisadas. Eles formaram-se em uma linha irregular para trs dos dois primeiros.
Havia dez deles. Se sua inteno era evitar os estranhos com nmeros, eles estavam
condenados ao fracasso. Ele riu novamente.

"Isso  o que voc tem para se opor a mim? Uma dzia de vocs, armados com paus e
foices afiadas? Saia do meu caminho, agricultor! Eu tenho oitenta homens armados
lutando nas rvores aqui. Se voc optar por resistir, vamos matar cada homem, mulher e
criana na aldeia, e depois pegar o que ns queremos. Largue suas armas e podemos
poupar alguns de vocs! Vou te dar dez segundos para pensar sobre isso."

Halt inclinou-se para Horace e disse em voz baixa: "Se voc queria assustar as pessoas
com seus nmeros esmagadores, voc os manteria escondidos na floresta?"

Horace franziu a testa. Ele estava pensando a mesma coisa. "Se eu tivesse oitenta
homens, eu acho que eu mostraria a eles. Uma demonstrao de fora como essa seria
mais assustadora do que simplesmente falar sobre eles."

"Portanto, as chances so," Halt disse, "que ele est blefando sobre ter oitenta homens."

"Provavelmente. Mas ele ainda tem vantagem dos vigilantes da cidade. Eu posso contar
pelo menos vinte homens nas rvores.  claro", ele acrescentou, "a vila pode
provavelmente reunir mais homens em um tempo determinado. Aquela dzia l fora so
apenas os de planto no momento."
"Exatamente. Ento, por que dar-lhes tempo, como ele est fazendo agora?" "O tempo
est acabando, agricultor! Faa a sua mente. Fique de lado ou morra!"

Houve um alvoroo de circulao na multido e Halt olhou na direo que estava vindo.
Ele balanou a cabea lentamente.

"Ah. Eu pensei que algo assim poderia acontecer."

Horace seguiu seu olhar e viu a figura vestida de branco corpulenta de Tennyson
acotovelar  frente da multido. Ele era seguido por meia dzia de seus aclitos trs. Ao
mesmo tempo, os bandidos comearam a avanar. Tennyson manteve-se firme. Ele
virou e disse uma palavra quieta da lngua. Tennyson levantou seu basto longo e
apontou-o para a linha de bandidos avanando. Os invasores continuaram a avanar. Em
seguida, a cano comeou de novo, parecia pulsar e latejar assustadoramente.
Tennyson ergueu as mos livres, como se para afastar um golpe fsico ele pediu a
suspenso e seu coro calou-se.

Horace reconheceu-os como o grupo que tinha visto cantando no comeo do dia, duas
mulheres e quatro homens. Mais deles emergiram das rvores, estranhamente, para uma
situao ameaadora, no havia sinal dos usuais guarda-costas gigantes de Tennyson.

O sacerdote de vestes brancas caminhava para fora propositalmente para suportar seus
seis seguidores. Imediatamente, eles caram de joelhos entre os guardas e o chefe
bandido. Ele levou um semicrculo ao redor dele, enfrentando os bandidos, e comeou
levantou seu basto, com o emblema incomum de dois crculos de canto. As palavras da
cano eram estrangeiras dos Renegados na sua cabea. Sua voz profunda e sonora,
realizava claramente a todos no cho do mercado.

"Esteja avisado, estranho! Esta vila est sob a proteo de Alseiass, o Deus de Ouro da
amizade." Uma harmonia estranha e dissonante - um som estridente. O bandido riu mais
uma vez. Mas desta vez havia algo no ar, as implicaes a criao de uma harmnica
diverso genuna em sua voz. O que temos aqui? Um homem gordo com outro pau?
Agora ele levantou seu basto no ar e seus cantores cantaram Me perdoe, enquanto eu
temo em um volume mais alto.

Enquanto ele falava, alguns dos seus homens surgiram das rvores, o efeito foi
instantneo. O bandido lder moveu-se para a fila atrs dele. Ele estava l e cambaleou
para trs, como se algo tivesse atingido os quinze ao todo. Eles juntaram-se em seu riso
uma fora chamada. Seus homens tambm pareceram perder a utilizao dos seus
insultos e xingamentos no Tennyson. O padre corpulento ficou inflexvel, seus ombros
largos abertos. Quando ele falou novamente, a voz deles e as vaias com insultos
abafaram. Eles gritaram de dor e medo. "Vou lhes dar um aviso. Voc e seu falso deus
no podem," o coral fez uma pausa para respirar, em seguida, cantou o mesmo acorde,
"ficar contra o poder do Alseiass! Burro! Saia agora ou sofra mais uma vez," eles
cantaram ainda mais alto desta vez, enquanto Tennyson fazia gestos para as
consequncias! "Apelarei a Alseiass e voc vai conhecer a dor para levantarem a seus
ps. Com a barreira invisvel como voc nunca sentiu." O sacerdote deu o acorde
anterior, e eles comearam a avanar.

"Bem, padre, se eu tirar a minha espada para esconder sua gordura, voc eu esconder, o
escalonamento, os bandidos desorganizado. sabe alguma dor a si mesmo!" foi demais.
Os intrusos, o seu esprito quebrado, O bandido sacou a espada. Seus seguidores
fizeram o mesmo, e fugiram em terror e confuso, escalonamento e a grosa de ao soar
em todo o campo. A dzia em um outro enquanto eles corriam de volta para as rvores.
Guardas, que estavam um pouco atrs Tennyson, comearam o ltimo deles
desapareceu nas sombras, avanar, mas o sacerdote assinalou que eles sta

0

r, uma fll

hl

ele

membros, cambaleando e desajeitado no meio selvagem. Alguns

Agora, o sacerdote voltou-se para o povo de Mountshannon, que tinha visto com a boca
aberta de espanto quando ele dirigia os intrusos para fora. Ele sorriu para eles,
segurando seus dois braos como se fosse abra-las.

"Pessoas de Mountshannon, louvem o Alseiass Deus que nos salvou o dia de hoje! ele
explodiu.

E o feitio foi quebrado quando os aldees transmitido para a frente a cerc-lo,
chamando seu nome e o nome do seu deus. Ele estava entre eles, sorrindo e
abenoando-os como eles se juntaram ao redor dele, buscando a ajoelhar-se diante dele,
toc-lo, a gritar o nome dele e agradecer-lhe.

Halt e Horace ficaram para trs e trocaram um olhar. Horace coou o queixo, pensativo.

"Engraado", disse ele, "os bandidos foram completamente desativados. Que acorde
estranho lhes batendo como uma tonelada de tijolos, no ?"

" certamente parecia" Halt concordou.

"Mas eu no pude deixar de notar..." Horace continuou. "Eles foram incrveis, com
sofrimento e medo e completamente desorientados pela coisa toda. Mas nenhum deles
deixou cair a espada".



Captulo 25
Will manteve Puxo se movendo em um trote constante ao longo do dia. No era o
ritmo de marcha forada dos Arqueiros, mas comeu a distncia na estrada para
Mountshannon e ele sabia que Puxo iria manter o ritmo enquanto fosse necessrio.

Ele tambm sabia que ele provavelmente chegaria  aldeia, depois que Driscoll tivesse
colocado o que ele tinha designado como o seu "show". Mesmo que ele estivesse
montando, o caminho do cume era longo e tortuoso e o grupo de invaso de trinta
homens tinha muito menos distncia a percorrer pelo menor caminho que eles estavam
seguindo.

Ele foi se convencendo de que no haveria nenhum ataque. Os bandidos estavam
planejando um golpe em Mountshannon, mas para qu ele ainda no estava certo.
Driscoll se referia a um "homem santo" e Will assumiu que era Tennyson. Ele no tinha
certeza de onde o pregador estava encaixado no plano global, nem o papel que ele iria
jogar. Mas foi ficando cada vez mais bvio que o ataque real seria em Craikennis no dia
seguinte.

Ele chegou em Mountshannon no meio da tarde. Enquanto ele passava o posto de
guarda da ponte, Will ergueu as sobrancelhas quando viu que o posto estava deserto.
Assim estavam as ruas de Mountshannon. Por um momento, ele temeu o pior. Mas
enquanto ele continuava avanando, ele ouviu uma boa dose de barulho vindo do outro
lado da aldeia. Cantando, gritando, rindo.

"Algum est tendo um bom tempo", disse ele a Puxo. "Pergunto-me se  Halt?"

Halt no  cantor, respondeu o cavalo.

Ele seguiu o som at o fim da aldeia. Parecia que toda a populao estava reunida em
um grande palanque fora da barreira de proteo, onde um mercado tinha sido criado.
Mas as barracas e currais estavam desertos e agora, uma multido considervel se reunia
na frente de um grande pavilho branco fixado no canto sudoeste do palanque.

Ele freou Puxo, permanecendo na sombra de uma casa enquanto ele examinava a cena
a frente dele. No canto adjacente, ele viu as duas tendas baixas que Horace e Halt
tinham levantado. Mas ele no podia ver nenhum sinal de seus amigos l.

Ele voltou sua ateno para o grande pavilho. Ele estava cercado por uma massa
ruidosa de celebrao dos moradores. A comida estava assando em vrias lareiras e um
tonel de cerveja estava empoleirado em uma mesa e abordado. Pela aparncia das
coisas, a maioria dos moradores tinha tomado sua parte.

No centro da multido, ele podia ver um pequeno grupo de figuras de vestes brancas. O
homem grande, forte com ombros largos e com cabelos grisalhos deveria ser Tennyson,
pensou ele. Ele era o centro das atenes, com um fluxo constante de aldees que
vinham at ele, tocando seu brao, bater nas costas e lhe oferecer a escolha de cortes da
carne assada.
"Alguma coisa aconteceu," Will disse para si mesmo. Ento ele viu Halt e Horace em p
na parte de trs da multido. Quando ele os viu, o Arqueiro barbudo olhou em volta e
fez contato com os olhos. Will o viu dando uma cotovelada em Horace, em seguida,
apontar discretamente para as duas pequenas tendas a cerca de cinquenta metros de
distncia. Will assentiu com a cabea e fez Puxo ir em frente a uma caminhada. Ele
dirigiu em torno do outro lado das barracas do mercado para diminuir a probabilidade
de que ele fosse notado. Mas ele percebeu que ningum estava olhando seu caminho,
em qualquer caso. Tennyson e o seu povo eram o foco de toda a ateno.

Ele chegou ao acampamento, tirou a sela de Puxo e o esfregou completamente. O
pequeno cavalo tinha tido um dia difcil e ele merecia alguma ateno. Ento ele
procurou em sua mochila e encontrou uma ma. Puxo a mordeu alegremente, com os
olhos fechados, concentrando-se no sabor e no suco jorrando da ma. Will deu um
tapinha no pescoo carinhosamente. Puxo estava cheirando ao redor dos bolsos, em
busca de uma segunda ma, quando Halt e Horace fizeram o seu caminho de volta para
o acampamento. Em resposta  busca persistente do nariz brusco do cavalo pequeno,
Will abriu sua mochila e encontrou uma ma para ele.

"Voc estragou esse cavalo", disse Halt.

Will olhou em volta dele. "Voc estragou o seu."

Halt considerou o pensamento, em seguida, assentiu. " verdade", ele admitiu.

"Bem-vindo de volta", disse Horace, decidindo no participar da discusso de como um
cavalo deve ser tratado. Ele sabia que quando os Arqueiros comeam a falar sobre os
seus cavalos, poderia demorar muito para cal-los.

Will estendeu-se, imaginando que ele poderia ouvir os tendes rachando e gemendo em
seus braos e pernas duras. Tinha sido uma longa viagem e ele estava com sede. Ele
grunhiu de satisfao quando ele relaxou os msculos e olhou significativamente ao
pote de caf, de cabea para baixo ao lado do fogo.

"Eu vou fazer isso", disse Horace. Ele encheu o pote de um cantil pendurado em uma
rvore prxima, em seguida, soprou as brasas da fogueira para obter as chamas
novamente. Ele adicionou um punhado de gravetos at que o fogo estava queimando
brilhantemente, em seguida, empurrou o pote na brasa, ao lado das chamas.

Will sentou-se no cho macio perto da lareira. Houve um tronco conveniente para ele
descansar as costas e ele suspirou de contentamento. Ele balanou a cabea em direo
ao barulho da reunio a cerca de cem metros de distncia.

"Creio que  o nosso amigo Tennyson?"

Halt assentiu. "Ele  basicamente um heri local."

Will levantou uma sobrancelha. "Um heri, voc diz?" Ele percebeu a ironia no tom
Halt.
Horace, preparando um punhado de p de caf a partir de um saco de roupa pequeno,
olhou para cima de seu trabalho. "Salvou a aldeia de Mountshannon de um terrvel
destino, Tennyson," ele acrescentou.

Will olhou para Horace de Halt, uma pergunta nos olhos.

"Bandidos tentaram atacar a aldeia h poucas horas", explicou o Arqueiro. "Uma fora
de homens armados saiu de l dos bosques, ameaando todo o tipo de consequncias se
os aldees colocassem qualquer resistncia. E nosso amigo Tennyson apenas passeou
calmamente e disse-lhes para eles irem embora. E l se foram eles.

"No antes de seus seguidores cantassem para eles", lembrou Horace.

Halt assentiu. "Isso  verdade. Um par de versos e os bandidos estavam cambaleando,
com as mos sobre suas orelhas."

"O canto era to ruim assim?" Will perguntou, srio. Ele tinha uma boa idia o que
tinha acontecido no incio do dia. Agora o comentrio enigmtico Driscoll sobre um
homem santo comeava a fazer sentido.

"O canto foi muito bom, como Horace me disse. Mas a fora da personalidade de
Tennyson, e o poder do seu Deus Alseiass foi o suficiente para dispersar uma fora de
fora oitenta homens."

"Trinta", disse Will e seus amigos olharam para ele curiosamente. "Havia apenas trinta
anos. Eles eram liderados por um homem chamado Driscoll."

"Bem, ns s vimos cerca de trinta", disse Horace. "Mas ele alegou ter outros cinqenta
homens escondidos na mata. Afinal, por que voc ataca uma aldeia de grande porte
como esta, com apenas trinta homens?"

"Ele nunca estaria indo para atacar", disse Will. Halt inclinou-se com curiosidade.

"Voc sabe isso?" disse ele. "Ou voc est assumindo isso?"

"Eu sei. Eu estive escutando fora da tenda do lder na noite passada. O plano no era
atacar Mountshannon. Eles se referiam a "colocar em um show" aqui. Mas, em seguida,
um deles disse que ia fazer mais do que isso em Craikennis, porque "no haveria
homem santo para enviar-lhes a embalagem".

"Tal qual Tennyson fez aqui", disse Halt, vendo a conexo.

"Exatamente. Mas amanh em Craikennis, haver oitenta deles. Eles esto juntando-se
com cinquenta novos homens e desta vez eles no estaro fingindo. Eles vo rasgar o
lugar distante."

Sua expresso escureceu, sua mente voltou para a cena em Ford Duffy. Ele sabia quo
impiedosos esses invasores poderiam ser.
Halt coou a barba, pensativo. "Assim, o ataque falso aqui foi simplesmente uma
oportunidade para Tennyson demonstrar seu poder."

"E a sua capacidade de proteger a vila," Horace acrescentou "Lembre-se o que ele
estava dizendo ontem? `Quem pode proteg-los?' Isso estava, obviamente, destinado a
fazer o seu ponto  apenas Alseiass, por fora de Tennyson."

"Exatamente," Halt disse, estreitando os olhos dele. "Craikennis ir demonstrar o que
acontece se Tennyson no estiver ao redor. Bandidos atacam Mountshannon e
Tennyson os persegue. Um dia depois, bandidos atacam Craikennis e no h nenhum
sinal de Tennyson.  bvio que resultado ser".

"Os moradores sero massacrados", disse Will baixinho. "Craikennis ser Ford Duffy
mais uma vez, mas dez vezes pior."

"Essa  a maneira que eu leio isso", disse Halt. "Vai ser uma lio para o povo de
Clonmel. Com Tennyson ao seu lado, voc est seguro. Sem ele, voc est morto." Ele
virou-se para Horace. " o grande evento que eu disse que ele precisava."

Horace estudou os rostos desagradveis de seus amigos.

"Ns vamos ter que fazer alguma coisa", disse ele. Ele sentiu sua raiva crescente no
pensamento dos habitantes indefesos da aldeia atacados por bandidos cruis. Quando ele
tinha sido condecorado, Horace tinham feito um juramento para proteger os fracos e os
indefesos.

Halt assentiu em acordo. "Prepare-se. Vamos deixar as barracas aqui, ento vai parecer
como se estivssemos voltando. No quero Tennyson se perguntando por que ns, de
repente samos. Temos que chegar a noite em Craikennis e avis-los. Dessa forma, eles
podem organizar as suas defesas."

"E quanto a ns?" Will perguntou. "Vamos ter uma mo nisto?"

Halt olhou para seus dois amigos jovens. O rosto de Will estava negro e determinado.
Horace estava vermelho de raiva e indignao. O Arqueiro de barba grisalha assentiu.

"Sim", disse ele. "Prefiro pensar que vamos."



Captulo 26



Eles tomaram um caminho tortuoso de Mountshannon. Halt no tinha certeza se
Tennyson estava observando seus movimentos, mas se estivesse, o Renegado teria visto
eles partirem para o sudoeste. Depois de estar longe da aldeia, porm, eles seguiram
uma srie de estradas vicinais e trilhas menores que os levou em um crculo gigante, at
que se dirigiam para leste, para Craikennis.
"Qual era o nome do companheiro que liderou o ataque falso?" Halt perguntou a Will
em um estgio.

"Driscoll," Will disse.

"Bem, ns precisamos ter certeza de que no corremos para dentro dele e de seu grupo
desalinhado. Mantenha seus olhos no cho a qualquer sinal de trilhas."

Will assentiu com a cabea. Eles estavam todos conscientes de que Driscoll e seus trinta
homens estavam indo na mesma direo que eles estavam, em encontro com Padraig e o
principal grupo a poucos quilmetros de Craikennis. Mas  medida que o dia avanava
no fim da tarde, eles no viram nenhum sinal deles. Halt assumiu que eles tinham
tomado um caminho diferente.

Havia uma lua cedo e eles continuaram cavalgando depois de escurecer. Para
compensar o tempo que eles tinham perdido, tendo a sua rota inicial para o sudoeste,
Halt os levou para fora da estrada e eles cortaram atravs do pas indo diretamente para
Craikennis. Cerca de nove da noite, eles viram as luzes da pequena cidade atravs dos
campos. Os trs viajantes aliviaram seus cavalos para parar e fizeram um balano da
situao. Eles estavam em uma posio ligeiramente elevada e podiam ver a estrada
principal que conduzia para fora de Craikennis - a estrada que Padraig e seus homens
deviam vir no dia seguinte. No havia trfego na estrada agora, nenhum sinal do grupo
fora da lei. Halt grunhiu de satisfao.

"Parece bastante tranquilo", disse ele. "Mas mantenha seus olhos e ouvidos abertos."
Ele tocou Abelard com o calcanhar e o pequeno cavalo trotou para frente.

Eles atravessaram mais dois campos, em seguida, cavalgaram para fora na estrada.
Como em sua visita anterior, o posto de guarda estava tripulado por dois vigias. Halt
esperava que eles encontrassem os guardas da sua visita anterior. Iria economizar tempo
identificando-se. Mas, infelizmente, estes dois eram homens novos. Eles saram para a
rua, um deles segurando a mo dele no alto de um sinal para os trs cavaleiros para
parar.

"Idiotas" Halt murmurou para seus companheiros. "Se estamos aqui para causar
problemas, ns poderamos simplesmente cavalgar para cima deles."

O sentinela que tinha sinalizado para que eles parassem deu um passo  frente e olhou
desconfiado para eles. Estes viajantes no eram viajantes de celeiros, pensou ele. Dois
deles usavam capas manchadas com capuz, montavam pequenos cavalos peludos e
levavam enormes arcos longos. O outro cavaleiro era mais alto, e cavalgava um cavalo
de batalha corpulento. Uma longa espada pendurada ao seu lado e havia um escudo
redondo preso aos laos da garupa.

Estes homens eram guerreiros e o sentinela estava subitamente consciente do fato de
que ele estava em desvantagem.
"O que voc quer?" ele chamou. Sua incerteza o fez abrupto e mais estridente do que ele
esperava.

O lder dos trs cavaleiros, o barbudo, inclinou-se e cruzou os braos sobre o seu pomo
de sela. "No nos queremos te fazer nenhum dano", disse ele. A voz era calma e
tranquilizadora. Mas isso no era garantia de que as palavras eram verdade.

"No se aproxime!" o sentinela gritou. Ele desejava que ele tivesse trazido a sua lana
para fora do abrigo de proteo. Seu companheiro tinha uma lana, mas ele estava
armado apenas com uma clava pesado longa.

"No vamos" Halt disse-lhe, num tom razovel. "Estamos satisfeito em permanecer
aqui. Mas precisamos falar com seu comandante."

"O nosso ... o qu?" o sentinela perguntou.

Ele no era um militar, Horace pensou.

Halt revisou o seu pedido. "O chefe de sua aldeia. Ou o membro snior da guarda.
Precisamos falar com algum em posio de autoridade."

O sentinela olhou-o desconfiado. Se ele mandasse Finneas, o outro guarda, buscar o
chefe, ele estaria deixado aqui enfrentando estes trs sozinho. Ele no gostava dessa
idia. Mas pelo menos se chamava o homem chefe ele poderia entregar o problema para
outra pessoa, ele pensou. Ele hesitou, depois decidiu.

"O homem chefe est dormindo", disse ele, eventualmente, no sabendo se estava ou
no. "Volte amanh."

"Desmontem meninos", Halt disse e os trs oscilaram para baixo da sela, apesar das
ordens do guarda estridente.

"No! Voc fica como voc est! Vire-se e v embora, voc me ouviu?"

A voz do sentinela sumiu quando ele percebeu que os trs estrangeiros no estavam
ligando para ele. Seu lder falou novamente.

"Ns estamos colocando nossas armas para baixo." Ele liderou o caminho, se
deslocando para o lado da estrada, retirando seu arco e colocando-o  beira da grama. O
jovem arqueiro seguiu o exemplo. O rapaz alto soltou a bainha de seu cinto e a espada
de cavalaria longa se juntou aos dois arcos longos na grama. Isto feito, os trs estranhos
voltaram para a estrada, longe de suas armas.

"Pronto", disse Halt. "Agora, busque seu homem chefe ou o comandante da guarda."
Ele fez uma pausa de alguns segundos e acrescentou enfaticamente, "Por favor".

Os dois guardas trocaram um olhar. Finneas levantou um ombro em um encolher de
ombros. O desconhecido parecia confivel, ele pensou. Ele sentiu o que estava
incomodando o seu amigo.
"Voc pega Conal. Vou ficar de olho neles."

O homem mais velho soltou um suspiro de alvio involuntrio. Qualquer coisa para ter
esse problema fora de suas mos. Ele chegou a uma deciso. Ento ele pensou que seria
melhor faz-lo parecer como se esta fosse sua idia e ele estava dando as ordens.

"Tudo bem. Voc os mantm aqui. Vou pegar Conal."

Finneas olhou para ele e levantou uma sobrancelha. Ele no foi enganado pela forma de
deciso fingida de seu companheiro.

"Sim, ns podemos faz-lo dessa maneira ao invs disso," ele disse sarcasticamente.

"Podemos faz-lo algum tempo antes do amanhecer?" Halt perguntou em um tom
exasperado. O guarda deu um passo em direo a ele, sua mo sobre a ala de sua maa.

"Eu vou quando estiver bem e pronto!" ele rosnou.

"Que  agora, certo?" Finneas atravessou ele.

O guarda snior empertigou-se, tentando resgatar sua dignidade. "Err ... Sim. Que 
agora." Ele virou-se e correu em direo  vila. Ele olhou para trs vrias vezes, mas os
trs estrangeiros no tinham movido, e Finneas ficou  vontade, encarando-os,
apoiando-se casualmente em sua lana. Ele virou-se e aumentou o seu ritmo um pouco,
at que ele estava meio correndo.

***

Quinze minutos depois, ele retornou com Conal. Halt estava discretamente satisfeito por
ver que Conal, que acabava por ser o guarda-cabea, era o mesmo homem que ele e
Horace tinham falado vrias noites antes. O homem tinha lhe parecido sensato e
razovel. Ele seria, sem dvida mais fcil de lidar do que o guarda em pnico que tinha
ido busc-lo.

Isso no dizia que Conal no via os trs viajantes com suspeita. Halt notou que ele tinha
tomado a precauo de se armar. Ele usava uma espada e um punhal longo de seu cinto.
Quando ele se aproximou, o guarda snior disparou nervoso para o abrigo para buscar
sua lana.

Conal olhou para Finneas, em seguida, as trs figuras em p por seus cavalos na estrada.

"Bem, Finneas, o que temos aqui?" ele perguntou. Finneas estava em p diante deles, a
sua lana  terra, ao lado de seus ps. Ele tocou a cabea da lana levemente a testa na
saudao.

"Trs viajantes, a sua honra", disse ele, sorrindo. "Eles no me deram nenhum
problema."
Conal olhou mais de perto para Halt e Horace. "Eu conheo vocs dois", disse ele e Halt
assentiu. Em seguida, o comandante deslocou seu olhar para Will, franzindo a testa
dele. "E tu? Voc no estava aqui na outra noite tambm?" O jovem parecia familiar,
pensou ele, mas ele no conseguia lembrar dele.

"Ele  o cantor, Conal," Finneas acrescentou e Conal acenou com a cabea lentamente
quando o reconhecimento ocorreu.

" claro", disse ele lentamente. "Mas voc no estava usando aquela capa. Ou
carregando aquele arco. O que voc est fazendo?"

A pergunta foi feita para todos os trs quando o olhar dele passou de um para o outro.
Havia algo suspeito aqui e nestes tempos, as suspeitas no eram para ser
desconsideradas. Sua mo caiu no punho da sua espada. Ento ele percebeu que as
armas do trio estavam colocadas ao lado da estrada e ele relaxou um pouco. S um
pouco. Ele olhou para Halt.

"Acho que voc no  um pastor procurando por novos reprodutores?" ele perguntou. O
homem de barba assentiu e disse. "No. Voc est certo sobre isso."

"Ento voc mentiu para mim naquela noite. Por qu?" O desafio era rude e
intransigente. Halt parecia no ter tomado nenhuma ofensa ao ser chamado de
mentiroso. Ele respondeu em tom calmo e razovel.

"No tnhamos certeza do que estvamos entrando", disse ele. "Estes so tempos
difceis, como voc bem pode saber."

"Sim, e eles no so ajudados por pessoas escondidas por a dizendo ser o que no so",
Conal respondeu com um pouco de calor. Ele podia ouvir um farfalhar de movimento
por trs dele. Ele olhou rapidamente por cima do ombro e descontraiu um pouco quando
outra dzia de membros da guarda vinha correndo no meio da rua elevada. Quando ele
foi alertado para a presena de trs estranhos no posto de guarda, Conal enviou seu filho
para despertar um peloto da guarda da cidade, dizendo-lhes para se armarem e se
juntarem a ele. Agora eles haviam chegado e ele sentiu um pouco mais no controle da
situao. Os nmeros estavam confortavelmente ao seu lado.

Horace suspirou para si mesmo. Ele era uma espcie direta de pessoa e esta conversa
vaga estava comeando a irrit-lo. Ele e seus amigos estavam aqui para ajudar o povo
de Craikennis, no para ficar com palavras tortas na rua no meio da noite. Conal ouviu a
exclamao leve e se virou para ele.

"Alguma coisa para dizer, rapaz?" ele exigiu.

A sobrancelha de Halt subiu. "Eu no seria to fcil e gratuito com a palavra `menino'
se eu fosse voc", disse ele em advertncia. Mas Conal ignorou-o e Horace j estava
respondendo.
"Sim. Eu tenho algo a dizer. Meus amigos e eu estamos aqui para ajud-lo. Se voc vai
nos manter aqui de p por muito mais tempo, enquanto voc joga acusaes e insultos,
vamos montar e deixar-lhe aos bandidos."

Ele era extremamente auto-confiante para algum to jovem, Conal pensou, sua testa
franzindo a ltima palavra.

"Bandidos? Que bandidos seriam esses?"

"H oitenta deles vindo por esse caminho. Eles esto planejando atac-lo amanh e
limpar sua aldeia. Ns viemos para avis-lo e lhe oferecer a nossa ajuda. Mas se voc
preferir, voc pode voltar para a cama e vamos apenas continuar cavalgando. Realmente
no  a nossa pele ou nosso nariz."

Halt olhou de soslaio para Horace. O rosto do rapaz estava corado com aborrecimento.

"Eu acho que  `fora de nosso nariz'" ele apontou. Horace olhou rapidamente para ele.
"Tanto faz. Ele pegou o meu significado."

E Conal pegou. At agora, Craikennis tinha permanecido inalterada. Mas no havia
bandidos e ladres furiosos andando no sul de Clonmel, e os problemas estavam
gradualmente se espalhando para o norte, como uma mancha escura de tinta derramada
avanando sobre um mapa.

"Como eu sei que vocs no esto com eles?" ele perguntou e imediatamente lamentou
a questo. Se fossem, eles nunca iriam admitir isso e perguntar s tinha mostrado a sua
indeciso. "Quem s tu afinal?" ele acrescentou com raiva, tentando cobrir o erro.

"Ns somos Arqueiros do Rei de Araluen" Halt disse ele, indicando ele e Will. "E este
alto, e bastante agravado rapaz ao meu lado  um cavaleiro da corte de Araluen."

Conal franziu a testa. Ele no tinha idia do que Arqueiros poderiam ser. Ele sups que
deviam ser mateiros ou batedores. Mas ele sabia o que era um cavaleiro e o alto
estranho, apesar da sua juventude, tinha o aspecto de um guerreiro com ele.

"O rei Araluan no tem autoridade aqui. Rei Ferris governa - em uma maneira de falar",
disse Conal a eles.

Interessante, Will pensou. Havia uma pitada de desgosto na voz de Conal quando ele
falava do rei. Ele olhou para Halt para ver se seu mentor tinha notado isso. Mas a face
de Halt era uma mscara em branco.

"No entanto, somos todos lutadores treinados e isso pode ser til", disse Halt.

Conal coou a orelha, inspecionou as unhas e depois respondeu. "Exatamente. E eu
estou pensando que se h um ataque vindo, talvez no seja o mais sbio mover-se para
deixar trs homens armados entrarem na aldeia."
"Ento no deixe", disse Halt imediatamente. "Ns vamos acampar nas rvores ali. Se
no houver nenhum ataque amanh, vamos continuar o nosso caminho. Se existir, voc
pode ser feliz com um pouco de apoio."

"E quanto uso trs homens vo ser contra oitenta?" Conal perguntou. Ele fez isso para
ganhar mais tempo do que qualquer outra coisa. Ele podia ver nenhum perigo real, se
estes trs estavam contentes em esperar l fora das barricadas construdas s pressas da
aldeia defensiva.

"Isso depende dos trs", disse o terceiro membro do grupo, o que se passou como um
menestrel algumas noites atrs.

O barbudo virou-se para sorrir para ele. "Bem dito, Will," ele disse calmamente. Ento,
a Conal: "Por mais ajuda ns podemos fornecer, vai ser mais do que nada. Meu objetivo
principal  ter certeza de voc tenha suas defesas prontas, os seus homens armados e
advertidos. Os bandidos vo tentar surpreend-lo. Se os encontrarem pronto e
esperando, eles podem perder um pouco da iniciativa."

Conal considerou o ponto e balanou a cabea lentamente. "Sim, isso faz sentido", disse
ele. "Vou ter os homens guardando na madrugada. Fazemos isso todos os dias."

Halt sorriu sombriamente. "Ento, faa isso amanh. Mas as chances so, eles no vo
atacar em seguida. Ele sorriu. "O inimigo espera que voc esteja pronto na madrugada.
A maioria dos lugares `agentam para ao amanhecer', como voc colocou. Meu palpite
 que eles vo esperar voc baixar a guarda, quando no acontecer nada. Se eu fosse
eles, eu os bateria ao meio-dia, quando as pessoas esto relaxando, cansadas do trabalho
da manh e procurando a sua refeio do meio-dia.

Conal considerou o homem barbudo. Ele era pequeno para um guerreiro, pensou o
Hiberniano. Mas ele carregava um ar de confiana e autoridade. De repente, ele pensou
que se houvesse uma briga, ele preferia lutar com este homem que contra ele.

"Bom conselho", disse ele. "Eu vou ter certeza que todos ficam prontos. Onde voc
estar?"

Halt apontou para a floresta ao norte de Craikennis. "Ns vamos dormir l dentro das
rvores. Ento vamos tomar uma posio sobre essa colina fora da linha das rvores".

Conal se adiantou e ofereceu sua mo para Halt. Ele estava um pouco embaraado,
sabendo que este homem tinha vindo avisar a aldeia e, at agora, tinha sido tratado com
suspeita e desconfiana.

"Devo-lhe um obrigado", disse ele.

Halt pegou sua mo. "Agradea a mim amanh, se todos ns estivermos ainda aqui",
disse ele. Ento, ele e seus dois companheiros recuperaram as suas armas a partir da orla
gramnea, montaram em seus cavalos e se afastaram nos campos para o norte.
Eles passaram de uma centena de metros, ou algo assim, quando Horace levou Kicker
ao lado de Abelard.

"Halt?" ele disse e o Arqueiro olhou para ele. "Alguma coisa te incomoda?"

"Sim. Acabei de perceber, deixamos todo nosso equipamento de campismo em
Mountshannon", disse Horace.

Halt soltou um suspiro profundo. "Sim. Lembrei-me disso tambm, s depois que eu
disse a ele que iramos acampar nas rvores."

Horace olhou para o cu acima deles. Havia nuvens escuras correndo atravs dele,
apagando as estrelas que passavam.

"Voc acha que vai chover hoje?" disse ele. "Provavelmente," Halt respondeu
melancolicamente.



Captulo 27



Choveu durante a noite, uma leve chuva que caiu por apenas cerca de quinze minutos
depois da meia noite. Mas o acampamento no era to desconfortvel quanto Halt e
Horace tinham previsto. Eles tinham esquecido o fato de que Will ainda tinha a sua
barraca e os equipamentos de acampar com ele.

Mesmo as tendas sendo projetadas para um homem, era possvel apertar duas pessoas
numa s. E, claro, a qualquer momento, um do grupo estava de vigia.

Will tinha o turno final e, quando o amanhecer foi se espalhando lentamente sobre a
paisagem e os pssaros foram acordando nas rvores e arbustos, ele viu Halt rastejando
para fora da baixa tenda.

O Arqueiro mais velho olhou com aborrecimento as manchas de umidade sobre os
joelhos. Era impossvel sair de uma barraca baixa como essa com o piso molhado sem
ficar molhado as calas, ele refletiu. Ele levantou e caminhou at onde Will estava
observando a estrada, envolto na sua capa.

"Qualquer sinal deles?" ele perguntou.

Will balanou a cabea. "Nada ainda", disse ele. Ento virou a cabea, "Eu pensei que
voc disse que um ataque de madrugada seria bvio demais e eles provavelmente no
iriam atacar at ao meio-dia"

Halt pegou a cantina de Will e tomou um gole de gua fria, enxaguando-a em volta de
sua boca, em seguida, a cuspindo.

"Eu falei. Mas ento eles poderiam decidir fazer o bvio, afinal," ele disse.
"Ah,  um caso de eles acham que eu vou pensar que vou fazer um A, assim que vou
fazer B porque eu no acho que eles pensam disso, mas ento porque eu poderia pensar
que eu sei que eles esto pensando que vou fazer um depois de tudo porque eu no acho
que eles pensam dessa forma", disse Will.

Halt olhou para ele por um longo momento de silncio. "Voc sabe, eu estou quase
tentado a pedir-lhe para repetir isso." Will sorriu pesarosamente. "Eu no tenho certeza
de que eu poderia."

Halt se moveu para remexer na mochila de Will por um pote de caf.

"Poderia tambm acender uma pequena fogueira", disse ele. "Eles no vo v-la entre as
rvores e se sentirem o cheiro da fumaa eles pensaro que  de Craikennis."

Will se animou com as palavras. Ele assumiu que teria um acampamento frio. A idia
do caf quente foi uma agradvel surpresa. Poucos minutos depois, Horace rastejou para
fora da tenda. Ele fez com que ele sasse com as mos e os ps, no deixando os joelhos
tocarem o cho molhado. Halt fez uma carranca para ele quando ele o viu se levantar e
se esticar atleticamente.

"Eu odeio os jovens", disse ele para si mesmo.

Horace vagueou e pegou uma xcara de caf para Will, ento voltou para pegar uma
para ele mesmo. Os trs pararam, sorvendo a quente, bebida restauradora, aliviando as
clicas de uma noite passada no duro e mido solo de seus msculos. Demorou um
pouco mais para Halt melhorar isso.

Ele murmurou sombriamente sobre os jovens novamente. Horace e Will, sabiamente,
escolheram ignor-lo.

Depois de alguns minutos, Horace perguntou: "Ento, qual  o nosso exerccio para
hoje, Halt?"

Halt apontou para um pequeno monte de terra a poucos metros da linha das rvores.

"Essa  a nossa posio l. Will e eu vamos ver se no podemos diminuir os nmeros de
Padraig um pouco." Ele olhou para o ex-aluno. "No tome nenhuma chance, mas
sempre que puder, atire para ferir ou desarmar." Ele viu a pergunta silenciosa nos olhos
de Will, e continuou: "Eu sei, estes homens so assassinos e matadores e no tenho
pudores em atirar para matar. Mas um homem ferido tira outro homem fora da batalha -
ele tem que cuidar dele."

Horace sorriu. "Eu pensei que voc estivesse ficando sentimental em sua velhice, Halt."

O Arqueiro no disse nada. Ele olhou para Horace por um longo momento e o grande
guerreiro desejava que ele pudesse retirar a expresso "velhice". Durante as ltimas
semanas, ele percebeu que Halt estava um pouco espinhoso sobre o fato de que ele no
estava ficando mais jovem.
"Desculpe," ele murmurou finalmente. Halt no disse nada. Ele bufou irritado e Horace
de repente achou necessrio ter um grande interesse em ajustar a fivela at que estivesse
perfeita. Halt o deixou sofrer por alguns instantes, em seguida, chamou-o para seguir.

"Eu quero voc montado e pronto, Horace. Mas fique para trs fora da vista at eu
chamar para voc. E eu quero que voc ponha isto sobre seu escudo."

Ele procurou em seus alforjes e trouxe um pedao dobrado de roupas pesadas,
entregando-o ao homem mais jovem.

Horace o estendeu e viu que era uma pea circular, um pouco maior do que o seu
escudo, com um cordo em torno da borda. Isso iria deslizar sobre o escudo e o cordo
puxaria forte para mant-lo na posio. s vezes, ele sabia, cavaleiros usavam essas
capas brancas em torneios, quando queriam cobrir as suas insgnias e lutarem
incgnitos.

Mas esse no estava em branco. Ela tinha um estranho e bastante marcante design no
centro. Era um crculo laranja-avermelhado, com o fundo cortado por uma linha reta
preta, que projetava a poucos centmetros de cada lado. Ele lembrava Horace de algo,
mas ele no conseguia encaixar isso.

" a insgnia do Guerreiro do Nascer do Sol", Halt disse a ele. Horace inclinou a cabea
para um lado interrogativamente e o Arqueiro continuou. "Ele  uma figura do mito
Hiberniano. A histria diz que quando os reinos esto em perigo, o Guerreiro Nascer do
Sol vai subir a partir do leste e restaurar a ordem no reino."

"E voc quer que eu seja ele?" Horace. Agora que o Halt tinha mencionado a palavra
'Nascer do Sol', ele percebeu que era isso o que o design tinha lhe lembrado.

Halt assentiu. "Sua lenda comea hoje, quando voc salvar a aldeia de Craikennis de
duzentos homens."

"Oitenta", disse Will. Ele se virou para ver quando Horace prendia a capa sobre seu
escudo. Para esta viagem, a insgnia de Folha de Carvalho verde normal de Horace tinha
sido pintada e seu escudo estava branco.

Halt olhou para a interjeio.

"Haver duzentos quando eu terminar de contar isso," ele disse a Will. "Podemos at
chegar a compor uma balada de louvor ao Guerreiro do Nascer do Sol."

Horace sorriu. "Eu acho que eu gostaria disso," ele disse. Will deu-lhe um olhar triste,
mas ele fingiu no perceber isso e continuou, "Mas, realmente, Halt, o que  que toda
essa lenda e mito tem a ver com alguma coisa?"

"Ns vamos combater fogo com fogo. Tennyson est reivindicando o apoio de Alseiass,
o Todo Poderoso Deus de Ouro. Ele diz que Alseiass  a nica esperana para o Reino,
a nica esperana de proteo contra esses bandidos. E as pessoas esto comprando a
sua mensagem. Ento, vamos recorrer ao Guerreiro do Nascer do Sol e oferec-lo como
uma alternativa. Cedo ou tarde, Tennyson ter de nos desafiar. Quando ele fizer, ns
vamos acabar com isso."

"No poderamos simplesmente captur-lo e livrar-se dele sem todas essas baboseiras?"
Will perguntou.

"Podamos. Mas temos que quebrar o seu poder, seu domnio sobre o povo. Temos de
destruir o mito dos Renegados. E ns temos que ser vistos fazendo isso. Caso contrrio,
ele vai ser visto como um mrtir e um dos seus seguidores simplesmente se levantar e
continuar com este maldito negcio.

"Todo o plano dos Renegados funcionava porque h um vcuo de poder. O Rei  to
fraco e incapaz que Tennyson pode entrar no fosso para fornecer uma liderana forte e
um smbolo para reagrupar tudo. Temos que desacreditar tanto Tennyson e Alseiass, e
fornecer uma alternativa vivel, visvel - e esse  o Guerreiro do Nascer do Sol.

"Quer dizer que eu vou ter meu prprio culto?" Horace perguntou e Halt assentiu com
relutncia.

"De certa maneira. Sim".

Horace sorriu. "Ento talvez vocs possam comear a mostrar um pouco mais de
respeito."

"Isso  improvvel," Will disse.

Mas Horace o ignorou como antes, at mesmo mais radiante agora. "Eu prefiro a idia
de ter vocs dois como meus aclitos", disse ele.

Will e Halt trocaram um olhar.

"No mete essa", ambos disseram ao mesmo tempo.

***

A manh passava. Depois que o sol secou a sua tenda, Will a embalou e guardou,
juntamente com a maioria de seus equipamentos de acampar. Ele deixou fora apenas as
suas necessidades bsicas para cozinhar e, claro, o sempre presente pote de caf.

Enquanto seu amigo atendia a esses detalhes, Horace limpou e afiou suas armas,
correndo uma pedra para baixo das bordas j ntidas de sua espada com um som
agradvel de zzzz. Ele exps sua camisa e capacete, pronto para coloc-los em um curto
prazo, e selou Kicker. Ele checou cada centmetro de seu aperto, mas deixou o
permetro de tiras solto para o momento. No havia nenhum ponto em submeter o seu
cavalo para o desconforto de uma sela bem apertada enquanto eles esperavam.

Durante as prximas horas, eles estavam conscientes do movimento considervel no
interior da aldeia vizinha. O posto de sentinela fora da barricada foi deixado sem
tripulao, mas eles podiam ver homens caminhando por trs da barricada em si, em
maior nmero do que tinham visto em anteriores ocasies, e o zumbido baixo de vozes
atravessava o campo para eles. De vez em quando, o sol da manh brilhante refletia as
lminas de uma arma ou o capacete ocasional enquanto os defensores moviam de um
lugar para outro.

"Parece que Conal est levando a srio o aviso," Will disse.

Halt, que passou a manh prestando ateno na estrada, se precaveu com as costas
contra uma rvore, olhou para a aldeia e balanou a cabea.

"Ele me pareceu um homem razovel", disse ele. "Espero que ele no vire a mo to
cedo. Seria melhor se Padraig no estivesse ciente de que a guarnio inteira est
esperando por ele."

"Isso pode ser demais para esperar", disse Will. " mais provvel que Conal estar
esperando que uma demonstrao de fora ir evitar uma luta."

"No ir," Halt disse sombriamente.

"Voc sabe e eu sei disso", disse Will. "Mas Conal sabe?"

Mas, apesar de seu cinismo, parecia que Conal fazia compreender o valor da surpresa, e
a inevitabilidade de um ataque. Quando o sol nasceu mais perto da posio de meio-dia,
eles viram uma diminuio distinta na quantidade de atividade visvel na barricada. Os
homens de planto j no apareciam por cima do muro improvisado para ver se o
inimigo estava prximo. E o murmrio de vozes se extinguiu. A aldeia parecia
sonolenta e pacfica. No havia nenhum sinal de defensores, nenhuma indicao de que
Craikennis estava esperando um ataque. Um observador poderia pensar que os
moradores estavam relaxando durante a refeio do meio-dia, talvez com um pouco de
sono a seguir depois. O sol estava quente e os insetos zumbiam sonolentos. Havia at
um ligeiro brilho de neblina ao longo da estrada. Era um pacfico, dia tranquilo normal
no pas - at o ponto onde Halt falou.

"Aqui vm eles", disse ele.



Captulo 28



Will e Horace tinham estado cochilando perto da rvore onde Halt estava encostado.
Eles eram militantes experientes e sabiam que no havia nada a ganhar mantendo-se
tensos,  espera da ao comear. Muito melhor, eles sabiam, conservar energia e
descansar enquanto pudessem. Quando Halt falou, ambos acordaram, com as mos
instintivamente para alcanar suas armas.

"Relaxem," Halt disse a eles. "So apenas batedores."
Ele indicou um ponto a vrias centenas de metros de distncia, onde a estrada passava
por um cume. Trs homens armados de repente apareceram, movendo-se furtivamente,
como se pudesse evitar ser visto apenas se curvando. Eles pararam, olhando a vila que
parecia pacfica. Um deles fez sombra nos olhos com as mos. Nada se mexia em
Craikennis e o lder dos trs batedores, aparentemente decidindo que a aldeia no tinha
conhecimento da sua abordagem, voltou para a estrada e acenou para seus
companheiros invisveis para ir em frente.

Gradualmente, os invasores entraram na vista sobre o cume.

Eles moveram-se em duas fileiras, uma de cada lado da estrada. Os observadores da
linha de rvores podiam ouvir o barulho fraco de armas e equipamentos enquanto eles
se moviam. A maioria deles estava a p, embora Padraig e quatro de seus comandantes
estavam a cavalo. Eram animais de pequeno porte, no entanto, no foram criados para
lutar como o enorme cavalo de batalha de Horace.

Horace moveu rapidamente de volta para as rvores e apertou as cintas na cintura de
Kicker. O grande cavalo, sentindo o combate iminente, deslocava em expectativa de um
p para o outro, sacudindo a cabea e cheirando suavemente enquanto Horace lhe
acalmava e lhe afagava, mantendo um aperto firme em seu freio. Kicker foi criado e
treinado para a batalha, como foi seu mestre. Horace sentiu um aperto no estmago
familiar agora. No era medo. Mais confiana e energia nervosa quando a adrenalina
inundava seu sistema. Ele sabia que, uma vez que ele montasse Kicker e investisse no
inimigo, ele relaxaria. Foi a espera que o deixou tenso. Ele se questionou se Will e Halt
sentiam a mesma maneira enquanto o Arqueiro mais velho levava seu aprendiz para o
seu ponto de vantagem sobre o monte. Horace sorriu para si mesmo. Mesmo que Will
fosse um Arqueiro pleno em seu prprio direito, Horace sempre pensava nele como o
aprendiz de Halt. Will pensava da mesma maneira, ele sabia.

"Ns vamos ficar abaixo da crista da colina," Halt estava dizendo. "Com apenas nossas
cabeas e ombros visveis,  provvel que eles nunca vo ver de onde estamos a atirar,
ou quo muitos de ns existem."

"Ou quo poucos", Will sugeriu e Halt considerou por alguns segundos antes de
concordar.

"Ou quo poucos", disse ele. Ele olhou para Horace, calmamente ao lado Kicker,
falando em voz baixa e suave para o cavalo. "Horace parece bastante calmo", disse ele.

Will olhou para o amigo. "Ele sempre faz. Eu no sei como ele consegue isso. Este  o
momento em que eu tenho borboletas no estmago do tamanho de morcegos." Ele no
tinha pudores em admitir seu prprio nervosismo. Halt havia lhe ensinado h muito
tempo que um homem que no se sente nervoso antes de uma batalha no era bravo, ele
era estpido ou excesso de confiana - e uma ou outra circunstncia podia revelar-se
fatal.
"Ele  um homem bom a ter em suas costas," Halt concordou. Ento, ele acenou com a
cabea em direo ao inimigo. "Al. Eles esto se preparando."

Os bandidos tinham parado seu avano a cinqenta metros da aldeia. As duas fileiras
agora comearam a espalhar-se em duas linhas estendidas. Padraig e seus companheiros
ficaram para trs da formao. A partir da aldeia, um grito de alarme foi ouvido, em
seguida, algum comeou a tocar um sino. Um homem apareceu na barricada. Mesmo a
esta distncia, Will e Halt poderiam reconhec-lo como Conal.

"Pare a!" ele gritou. "No avance mais!"

Agora houve um crescimento de sons de pnico e de alarme dentro da aldeia. O sino
continuou a bater e os homens estavam tomando posies sobre a barricada. Mas eram
poucos e penosamente aparecendo alarmados e surpresos. Padraig, obviamente,
conhecia seus negcios e ele compreendeu que nada poderia ser adquirido por
negociaes. Isso s daria aos moradores mais tempo para organizar suas defesas. Ele
puxou da espada e segurou-a acima de sua cabea.

"Avante!" ele gritou, sua voz soando claramente em todo o campo. Seus homens
reagiram, avanando com uma constante caminhada. No havia nenhum ponto em
correr neste momento. Eles s chegariam sem flego e exaustos na barricada dessa
maneira.

De sua posio, Halt e Will tinham uma viso lateral-frontal da linha de batalha quando
os bandidos avanaram. Era uma posio perfeita para atirar. As duas fileiras
comearam a aumentar seu ritmo, movimentando-se agora quando eles se aproximavam
da barricada.

"Trs flechas," Halt disse rapidamente. "Atire no centro da primeira fila."

De sua posio por trs deles, Horace observava com algum espanto enquanto os dois
Arqueiros lanaram seis flechas em uma rpida sucesso. Todas as seis estavam no ar,
no espao de poucos segundos. E em poucos segundos, seis homens no centro da linha
de avano caram. Dois deles no fizeram nenhum som. Os outros gritaram de dor,
soltando suas armas. Um tropeou nos homens em torno dele enquanto ele cambaleou
em um crculo, tentando puxar a flecha do seu ombro. Ento ele caiu de joelhos,
gemendo em agonia.

Aqueles ao lado e atrs dos homens atingidos pararam na confuso. A linha de avano
quebrou-se quando o centro parou e as duas alas continuaram em frente, sem saber o
que tinha acontecido.

"Flanco esquerdo", disse Halt e os dois arcos longos cantaram sua cano terrvel mais
uma vez. Outros cinco homens caram. Will franziu a testa com raiva. Seu segundo tiro
havia sido ineficaz. Seu alvo, vendo um homem prximo afundar no cho, tinha jogado
involuntariamente seu escudo para cima e a flecha de Will tinha batido nele. Irritado,
Will soltou outro tiro e o homem caiu, a flecha para baixo em um arco acima da borda
do escudo.

Mas, apesar do erro inicial de Will, o efeito global da segunda rajada foi bem sucedido.
A extremidade esquerda da linha parou e os homens olharam para fora, tentando ver de
onde esta nova ameaa tinha vindo. Isto significava que a direita estava avanando
sozinha, e que abrangia os ltimos metros para a barricada em uma corrida, deixando
escapar um rugido quando eles foram.

S para serem respondidas por um rugido de raiva e de correspondente desafio quando
uma massa inesperadamente grande de defensores apareceu acima da barricada,
empurrando para baixo os atacantes que tentavam escalar a barreira improvisada de
carroas, bas, mesas, fardos de feno e itens mpares de mveis e madeira.

Algumas das armas dos defensores eram improvisadas tambm, foices e ps montadas
em eixos longos estavam espalhadas entre as lanas e espadas que estavam sendo
empunhadas pelos defensores. Will viu vrias forquilhas serem utilizadas tambm. Mas,
improvisados ou no, elas foram eficazes contra os atacantes, que estavam em
desvantagem, quando tentavam escalar a barricada.

A ala direita, isolada do resto da fora de ataque, foi barbaramente atacada enquanto
tentava romper as defesas. Eles recuaram, deixando um nmero de seus companheiros
sem vida deitado no cho e sobre a prpria barricada. Ao invs de ser parte de um
ataque coordenado ao longo de toda a linha, eles tinham pagado a pena por agredir uma
posio bem defendida por conta prpria.

Padraig enfureceu-se com seus homens, incitando o cavalo para a frente e gritando com
o resto da linha para cima e fechando a lacuna. Ele percebeu que as flechas estavam
vindo de sua esquerda, mas no pde ver nenhum sinal de arqueiros l fora. A partir do
nmero de seus homens que tinham cado antes da saraivada de flechas, ele estimou que
devia haver pelo menos meia dzia de arqueiros disparando do abrigo das rvores.
Atravs dos olhos apertados, ele viu um lampejo vago de movimento de um pequeno
monte. Dez segundos depois, mais trs homens no centro da linha foram atingidos por
flechas.

Ele gritou com um esquadro de uma dzia de homens na retaguarda. Eles estavam
todos armados com espadas ou maas, e a maioria deles tinha escudos. O comandante
do peloto olhou para ele, uma pergunta sobre o seu rosto, e Padraig apontou com sua
espada para o monte.

"Arqueiros. Por trs desse monte! Limpe ele!"

Arqueiros sempre estavam levemente armados, ele sabia. E eles eram covardes que
tinham se afastado no primeiro sinal de uma ameaa real. Eles nunca ficaro contra um
ataque por uma fora de homens armados, protegidos por escudos. A dzia de homens
caiu fora da linha atrs de seu lder de esquadro. Ele acenou para a frente e comearam
a avanar para o monte com um grito de fria.
Halt viu Padraig parar e olhar. O viu enviar o esquadro para a sua posio. No havia
necessidade de pnico, no entanto, ele pensou.

"O grupo de comando", ele disse a Will. "Derrube-os."

E enquanto o Arqueiro jovem enviava uma rajada rpida subida em Padraig e seus
subordinados, Halt aproveitou o tempo para afinar a dzia de homens correndo em
direo a eles. Um escudo, s poderiam abranger um pouco do corpo de um homem e
os bandidos no tinham idia da preciso que seus adversrios poderiam alcanar. Uma
flecha atravs da panturrilha, coxa ou ombros de um homem correndo iria impedi-lo to
eficaz quanto um tiro para matar, Halt sabia. Um aps outro, os homens correndo
comearam a cair ou vacilar.


A primeira flecha era destinada a Padraig. Mas a sorte de Will estava fora naquele dia.
Conforme ele lanou, um dos tenentes de bandido incitou seu cavalo para a frente para
falar com o seu lder e a flecha o derrubou da sela. Will jurou que ele percebeu que
Padraig estava inclume. Ele j havia enviado mais trs tiros, tendo em vista os homens
em torno dele.

No espao de alguns segundos, Padraig encontrou-se sozinho, cercado por cavalos sem
cavaleiro, enquanto seus comandantes estavam deitados se contorcendo na grama.
Avaliando a situao, ele escorregou da sela, colocando seu cavalo entre ele e o monte.

Will estava entalhando outra flecha, mas Halt deteve. "Salve-a", disse ele. Ele tinha uma
idia melhor de como Padraig deveria ser tratado. Alm disso, eles tinham um problema
mais imediato. Os sete bandidos restantes estavam se aproximando e agora ele se virou
e acenou para Horace, apontando para os homens correndo.

"Horace! Eles so seus!" Ento,  Will, ele disse, "Cubra Horace se ele precisar."

Horace no precisava de convite. Ele bateu os calcanhares contra os lados de Kicker e o
cavalo poderoso avanou pesadamente, ganhando velocidade como um rolo compressor
trovejando. Ele explodiu de uma das linhas das rvores e os bandidos se aproximando o
viram pela primeira vez. Eles pararam em pnico, olhos fixos nos dentes arreganhados
do cavalo e na longa e brilhante espada na mo de seu cavaleiro.

Eles comearam a recuar, mas eles estavam muito atrasados. Kicker bateu em dois
deles, arremessando um para o lado e atropelando o outro. Horace derrubou um homem
 sua direita, ento, sentindo o perigo do seu lado desengatado, ele pressionou o joelho
direito nos nervos de Kicker.

Kicker respondeu de imediato, girando em um semicrculo. Seus ombros se chocaram
com um bandido que estava prestes atacar Horace. O impacto arremessou o homem a
vrios metros de distncia.
Quando o cavalo voltou para os outros quatro, outro bandido j estava avanando, uma
maa longa em ambas as mos, recuada por um golpe mortal. Mas as reaes de Horace
eram um relmpago rpido e sua espada investindo pegou o homem no ombro, fora do
seu colete de sua armadura. O bandido cambaleou para trs, deixando cair a maa
quando ele tentava conter o jorro de sangue da ferida.

Horace rodou Kicker novamente para limpar as costas, os cascos prontos para decapitar
qualquer invasor em potencial. Mas no havia necessidade. Um sexto criminoso j
estava caindo de joelhos, olhando com descrena a flecha preta enterrada no peito. Sua
cabea pendia sobre o peito. O nico sobrevivente olhou para seus companheiros,
quebrados e dispersos, alguns deles ainda deitados, outros tentando desesperadamente
rastejar para longe dos terrveis cavalo e cavaleiro. Ento ele se virou e correu, jogando
fora sua espada quando ele foi.

Horace virou o cavalo de novo, no certo do que fazer a seguir. Ele olhou para o monte
e viu Halt apontando para Padraig, ainda desmontado e abrigado atrs de seu cavalo.

"Pegue o lder!" Halt gritou. Ele olhou rapidamente para a aldeia. Os bandidos tinham
se recuperado aps a ruptura inicial de seu ataque. Custou-lhes um monte de vidas, mas
agora eles estavam pressionando duramente os defensores. A chave para a situao era
Padraig, Halt percebeu. Se os bandidos o vissem derrotado, eles se encontrariam sem
lder e desistiriam.

Horace acenou com a espada em reconhecimento e girou Kicker novamente. Ele podia
ver o lder foragido do abrigando as flechas atrs de seu cavalo. lbios Horace enrolado
em desprezo que ele percebeu que tambm estava hospedado Padraig bem para trs da
batalha na barricada. Bateu Kicker com os calcanhares e comeou a galope para o
bandido.

Padraig ouviu o rufar de se aproximar dos cascos. Tinha visto com temor quando
Horace dispersou sete de seus homens com absoluta facilidade. Agora, o guerreiro com
a insgnia do nascer do sol vinha atrs dele. Ele decidiu que ia arriscar as flechas e subiu
na sela, girando seu cavalo e o definindo a um galope em direo ao sul.

Mas Kicker, apesar de sua lenta acelerao inicial, era mais rpido do que o cavalo do
bandido, e ele comeou gradualmente a tomar a distncia entre eles. Padraig ouviu o
casco batendo mais perto. Ele olhou para trs com medo, e viu que o jovem guerreiro
estava quase em cima dele. Ele percebeu, com um choque de surpresa, que seu
perseguidor era apenas um jovem. O rosto era jovem e sem barba. Talvez tivesse sido
um acaso que ele dispersou os sete homens, Padraig pensou. Afinal, seu grupo eram
assassinos e bandidos, no homens lutadores treinados, enquanto Padraig tinha sido
treinado como um soldado. Ele virou o cavalo para enfrentar seu perseguidor, tirando
sua prpria espada e colocando seu escudo no brao esquerdo.
Horace parou Kicker a poucos metros de sua pequena vtima. Ele viu o dio brilhando
nos olhos do homem, pegando no escudo e espada. Padraig sabia o que estava fazendo,
Horace pensou.

"Jogue a espada para baixo e se renda. Eu vou dizer isso uma nica vez", ele disse ao
lder dos bandidos. Em resposta, Padraig rosnou e levou o seu cavalo para a frente,
balanando um corte em cima de Horace. Kicker danou facilmente para o lado e
Horace desviou a espada com seu escudo. Seu golpe respondeu batendo no escudo
Padraig e jogou o outro homem com fora por trs, quase derrubando ele. Mas Padraig
recuperou-se, virou o cavalo e montou desajeitadamente para outro ataque. Ele atacou
cegamente Horace e o jovem guerreiro pegou os golpes facilmente em seu escudo e
espada, contente em Padraig cansar-se.

Finalmente, Padraig recuou, o peito arfante com o esforo, o suor escorrendo pelo rosto.
Ele olhava em descrena para seu adversrio. Horace estava respirando facilmente,
sentado relaxado na sela.

"No temos de fazer isso", disse Horace calmamente. "Deixe cair a espada".

Era a calma atitude sem afobao que causou alguma coisa bater dentro de Padraig. Ele
lanou-se novamente para a frente, balanando a espada para baixo em um arco vicioso.
Desta vez, quando Horace desviava com a prpria lmina, ele lembrou as palavras de
Sir Rodney, seu prprio mentor no Castelo Redmont anos atrs.

D qualquer adversrio a chance de se render, mas no se arrisque com ele. Alguma
coisa sempre pode dar errado em um duelo. A cintura agarrar, cortar uma rdea, um
golpe de sorte que fica atravs do seu protetor. No se arrisque.

Ele suspirou. Ele tinha dado duas oportunidades a Padraig. Rodney estava certo. Dar
mais seria insensato. Quando ele desviou a espada do Hiberniano, ele rapidamente
trouxe sua prpria lmina e martelou quatro cortes rpidos no homem. Sua espada bateu
vrias vezes no escudo do renegado, amassando e dobrando fora de forma quando
Padraig o segurou alto, encolhido sob ele. Ento, quando o som do quarto curso ainda
estava tocando em todo o campo, Horace girou um rpido retrocesso para a esquerda,
utilizando a dinmica do giro para trazer a longa lmina em um corte antecipado nas
costelas expostas de Padraig.

A sensao molhada esmagadora quando o ataque bateu em seu corpo disse a ele que
foi um golpe fatal. Padraig permaneceu na posio vertical por alguns segundos, com
uma expresso perplexa no rosto. Ento, toda a expresso o deixou e ele caiu de lado da
sela.

 medida que a batalha ainda enfurecia-se com as barricadas, vrias dessas nas fileiras
traseiras dos atacantes se viraram para assistir o encontro. Agora, eles viram seu lder
cair ao solo, quando o guerreiro montado lhe dava um golpe final esmagador. Eles
olharam para seus tenentes por ordens. Mas eles foram mortos ou feridos pelas rajadas
de flechas de Will.
Aos poucos, alguns desses na traseira comearam a desistir, correndo para o sul. Dentro
de alguns minutos, o pingo tornou-se uma inundao e os renegados dispararam, sem
lderes ou direo, para longe das barricadas, deixando metade do seu nmero morto ou
ferido no campo, ou drapejado sobre a barricada.

A batalha por Craikennis estava acabada.



Captulo 29



O rescaldo de uma batalha era sempre uma viso sbria, Horace pensou. Os mortos
estavam desajeitados, em poses antinaturais, envoltos na barricada ou esparramados no
cho antes dela, olhando como se tivessem sido negligentemente espalhados por alguma
mo gigante. Os feridos choravam ou gritavam lamentavelmente ajuda ou socorro.
Alguns tentavam, sem sucesso, mancar ou rastejar longe, temendo represlias das
pessoas que tiveram atacando to recentemente.

O povo de Craikennis se movia entre os homens derrotados, cercando aqueles com
leses menos graves e os mantendo sob o olhar hostil de um peloto de guardas da
aldeia. As mulheres atendiam os mais gravemente feridos, com bandagem e limpeza de
feridas, trazendo gua para aqueles que gritaram por ela. Engraado como uma batalha
deixava sua boca e garganta seca, o jovem guerreiro pensou.

Will supervisionava um grupo de moradores enquanto eles recolhiam armas e
armaduras dos bandidos. Uma das aldes lhe perguntou se ele queria recuperar suas
flechas, mas Halt e ele sacudiram a cabea rapidamente. Metade delas estaria quebrada
e mesmo assim a idia de limpar e reaproveitar uma flecha manchada de sangue era
desagradvel ao extremo. Alm disso, eles tinham abundncia de peas de reposio nas
caixas de flecha que ambos mantinham amarradas atrs das selas. Ele viu quando uma
das mulheres da vila virou a cabea de um bandido ferido e o deixou tomar pequenos
goles de gua de um copo que ela segurava nos lbios. O homem gemeu
lastimosamente, a mo fraca procura a dela para tentar manter o copo  boca. Mas o
esforo foi alm de suas foras e sua mo caiu inerte de volta para seu lado.

Estranho, pensava Will, como o pior bandido assassino poderia ser reduzido a um
pequeno menino chorando por suas feridas.

Halt estava conversando com Conal e o homem chefe da aldeia, Terrence.

"Devemos-lhe o nosso agradecimento, Arqueiro", disse o comandante da guarda. Halt
deu de ombros e fez um gesto para Horace. O jovem guerreiro, como Halt lhe tinha dito
para fazer, estava sentado montado em Kicker, sobre o monte levantado, onde Will e
Halt e basearam-se. O sol brilhava incio da tarde no escudo branco, acentuando o
emblema do sol nascente.
"Seu agradecimentos devem ir para o Guerreiro do Nascer do Sol", disse ele e viu a
tremulao instantnea de reconhecimento nos olhos de Terrence. Ele sups
corretamente que o homem chefe estaria familiarizado com os antigos mitos e lendas de
Hibernia.

"Este  o...?" Ele parou, no muito ousado para pronunciar o nome de fbula.

"Quem mais seria?" Halt perguntou a ele. "Voc v o emblema do sol em seu escudo. E
voc o viu derrubar nove dos inimigos para alcanar seu lder - que agora est morto l
fora." Havia sete homens no grupo que Horace tinha atacado, mas Halt sabia que nunca
era demasiado cedo para comear a exagerar nos nmeros.


Terrence fez sombra para os olhos com a mo e olhou para a figura alta no cavalo de
batalha. Ele certamente parecia imponente, ele pensou.

Horace, por sua vez, estava perplexo. Ele esteve disposto a participar na limpeza aps a
batalha. Mas Halt lhe tinha dito para montar em Kicker, cavalgar para a colina e sentar
l.

"Parea enigmtico," ele tinha instrudo.

Horace tinha assentido, ento franzido o cenho.

"Como fao isso?" ele perguntou. A sobrancelha de Halt subiu e Horace
apressadamente acrescentou, "Bem, se eu olhar errado, voc vai ficar bravo comigo.
Ento  melhor eu perguntar."

"Tudo bem. Olhe como se voc tem muito a dizer, mas voc no vai dizer," Halt
explicou a ele. Ele viu a dvida nos olhos de Horace e rapidamente alterou as suas
instrues. "Esquea isso. Olhe como se algum tivesse enfiado um peixe velho debaixo
do seu nariz."

"Eu posso fazer isso", disse Horace e trotou para longe. Ele praticou curvar seu lbio em
desgosto enquanto ia.

Agora, enquanto ele estava sentado l, ele viu Halt fazer o gesto para ele e viu o incio
inconfundvel de interesse do homem mais velho, Terrence. Ele queria saber
resumidamente o que a conversa era sobre ele e ento suspirou. Halt era um personagem
desonesto quando ele escolhia ser, pensou ele. Ele estava confiante que seria algo que
ele, Horace, provavelmente desaprovaria. Ele tambm estava confiante de que, seja o
que Halt estaria dizendo, tinha pouco a ver com a verdade.

Na barricada, Halt continuou a elaborar sobre o tema da identidade de Horace.

"Voc conhece a velha lenda", ele disse a Terrence. Ele tinha certeza de que o homem
sabia, mas ele pensou em falar dela de qualquer maneira. "O Guerreiro Nascer do Sol
vir do oriente, quando os seis reinos estiverem em grande perigo."
Terrence assentiu com a cabea enquanto ele falava. Halt olhou rapidamente para Conal
e viu o cinismo nos olhos do jovem. Ele deu de ombros mentalmente. No importa. Ele
no esperava que um homem prtico como Conal subscrevesse velhos mitos e lendas.
Mas pelo menos Conal tinha visto a inquestionvel habilidade de armas de Horace. Ele
ficou impressionado com aquilo, tudo bem.

"Ento, que agradecimento o seu ... Guerreiro do Nascer do Sol quer?" Conal disse
agora. "Existe alguma recompensa tangvel de que ele est procurando?" A pequena
pausa antes que ele falou que o ttulo foi clara evidncia de que ele estabelecia nenhuma
reserva pela lenda. Ele obviamente esperava que Halt estivesse  procura de algum tipo
de tributo em dinheiro em nome do guerreiro.

Halt o encarou, seu olhar no nvel e sem pestanejar.

"Nenhuma graa  necessria. Basta espalhar a palavra que o Guerreiro do Nascer do
Sol voltou a pr ordem Clonmel," Halt disse a ele.

Ele viu a testa um pouco confusa franzir de Conal e sorriu baixinho para si mesmo,
embora seu rosto mostrasse nenhum trao disso. No importa que Conal no acredite.
Halt havia notado que vrios dos moradores que trabalham nas proximidades tinham
ouvido as suas palavras e estavam  procura com alto interesse pelo guerreiro montado
em seu cavalo de batalha. Ele ouviu a frase `Guerreiro do Nascer do Sol' repetidas
vezes em tons reduzidos. Fofocas e boatos espalhariam a palavra do aparecimento do
Guerreiro aqui dentro de poucos dias. Halt sempre se perguntou como essas coisas
poderiam se espalhar rapidamente atravs de um feudo ou condado. Mas ele sabia que
elas podiam e era isso o que ele precisava. Ele tambm sabia que quanto mais a palavra
espalhasse, mais exagerado os fatos se tornariam. At o final da semana, ele estava
disposto a apostar, a histria seria a de que o Guerreiro Nascer do Sol enfrentou todo o
grupo de Padraig sozinho, em um campo aberto, e cortou todos eles com trs investidas
de uma poderosa espada flamejante.

"Ns vamos fazer isso", disse Terrence fervorosamente.

Conal estudou o rosto de Halt. Instintivamente, ele havia confiado neste estranho de
barba grisalha, quando eles se encontraram na noite anterior, e sua confiana foi
confirmada. Agora, ele percebeu que Halt queria que este boato se espalhasse e Conal
no via mal nisso. Ele no era bobo e ele ouvira rumores sobre uma banda religiosa que
estava se movendo atravs de Clonmel, com um profeta alegando oferecer segurana e
proteo sob as asas do seu Deus. Ele suspeitava que Halt estava trabalhando para minar
a este grupo. Por que, ele no sabia. Mas ele confiava e gostava no homem baixo com
capa manchada. E se Conal tinha pouco tempo para o mito ou lenda, ele tinha ainda
menos para histricos cultos religiosos.

"Sim, ns vamos", ele concordou. Seus olhos se encontraram nos de Halt e uma
mensagem de compreenso passou entre eles. O Arqueiro acenou com gratido e Conal
continuou. "Voc vai ficar a noite? Voc ser bem-vindo dentro da barreira neste
momento", ele acrescentou, com um sorriso.

Halt sacudiu a cabea. "Eu agradeo a oferta. Mas temos de negcios em
Mountshannon."

Naturalmente, nenhuma palavra havia atingido Craikennis dos eventos na aldeia
vizinha. Mas agora que o grupo bandido foi quebrado e disperso, seria apenas poucos
dias antes que o trfego nas estradas estivesse mais ou menos de volta ao normal. Halt
estava curioso para saber o que Tennyson tinha feito no momento em que eles tinham
ido - e se a palavra chegasse a ele sobre os acontecimentos de hoje.

Ele apertou as mos com os dois homens e virou-se para onde Abelard e Puxo estavam
calmamente pastando lado a lado. Will estava a poucos metros e ele chamou a ateno
de Halt. O Arqueiro mais velho deu um aceno imperceptvel e Will correu para se juntar
a ele. Eles subiram juntos e montaram para o monte onde Horace estava sentado
esperando por eles.

"O que Horace olha to enigmtico assim?" Will perguntou. Um leve trao de um
sorriso tocou os lbios de Halt.

"Algum lhe deu um peixe velho", disse ele e foi gratificado pela reao perplexa de
Will. s vezes, ele pensou, voc tinha que manter esses jovens adivinhando.

***

Mountshannon estava deserta. No mais do que meia dzia de velhos moradores
permaneceram na aldeia - pessoas muito velhas ou doentes para viajar - e eles pareciam
ansiosos para ficar fora da vista. Os trs Araluans andavam pela rua silenciosa alta da
vila, onde portas e janelas fechadas e bloqueadas os saudavam em ambos os lados.
Ocasionalmente, um vislumbre de um rosto na janela, apressadamente retirado de seu
dono dando um passo para trs para evitar ser visto. Mas essas aparies eram poucas e
distantes entre si. Era fim de tarde e as sombras longas lanados pelo sol baixando
pareciam acentuar o ar de abandono que pairava sobre a aldeia. Halt cutucou Abelard
em um trote e os outros combinaram com seu ritmo. Eles fizeram o seu caminho at o
cho do mercado, apenas para encontr-lo vazio.

As barracas do mercado se foram. O grande pavilho branco que Tennyson tinha usado
como um quartel-general tinha ido tambm. O nico sinal de habitao recente eram as
duas pequenas tendas verdes que eles se acamparam no canto mais distante do grande
campo vazio. Havia uma mancha enorme carbonizada no centro do campo, evidncia de
uma fogueira enorme. A grama ao redor era achatada, espezinhada dessa maneira por
vrias centenas de metros.

"O que voc acha que aconteceu aqui?" Will perguntou, indicando o crculo escurecido.
Halt considerou isso por alguns segundos.
"Eu diria que os aldees estavam dando graas a Alseiass por salv-los."

"Quer dizer que eu poderia ter tido uma fogueira e uma festa em Craikennis se eu
quisesse?" Horace perguntou e os dois olharam para ele. Ele encolheu os ombros se
desculpando. "Bem, voc disse que voc lhes disse que eu tinha salvado sua aldeia."

"Sim", respondeu Halt. "E?"

"E... voc sabe, eu poderia ter feito com um pouco de adulao para o meu problema.
Talvez uma fogueira, uma festa, talvez. Eu gostaria de ter a certeza que uma parte
razovel iria para os meus servos fiis, ele terminou, indicando os dois com uma
varredura senhorial da mo. Ento, ele estragou o efeito, permitindo que um sorriso se
quebrasse.

Halt murmurou algo inaudvel e urgiu Abelard a um galope, em direo  tenda.

"Eu estava apenas sendo enigmtico!" Horace gritou atrs dele.

Naquela noite, eles empacotaram seus acampamentos e voltaram para a aldeia, onde
eles bateram na porta da pousada escurecida. No houve resposta s suas repetidas
tentativas para levantar algum de dentro. Horace voltou para a rua e gritou no topo de
sua voz.

"Ol pousada! Tem algum a? Ol!" Tanto Will e Halt estremeceram ao barulho
repentino.

"Nos avise se voc estiver indo fazer isso, voc vai?" Will disse azedo.

Horace deu-lhe um olhar ferido. "Eu s estava tentando ajudar."

Mas no houve resposta da pousada. Enquanto eles estavam incertos, contemplando em
onde eles pudessem passar a noite no conforto, eles ouviram passos arrastando atrs
deles. Uma velha, envolta num xale, curvada com a idade, surgiu a partir da casa de
campo ao lado da pousada, imaginando o que poderia estar causando a perturbao. Ela
olhou para eles agora atravs dos olhos aquosos e desvanecidos, sentindo
instintivamente que esses trs estranhos no ofereciam perigo para ela.

"Eles foram. Todos se foram", ela disse-lhes.

"Foram onde?" Halt perguntou a ela. Ela fez um gesto vago para o norte.

"Longe para seguir o profeta at Dun Kilty, assim eles diziam."

"Dun Kilty?" Halt perguntou. "Esse  o castelo do Rei Ferris?" A velha olhou-o com os
cansados e conhecidos olhos e balanou a cabea.

" esse mesmo. O profeta-"

"Quer dizer Tennyson?" Will interrompeu.
Ela franziu o cenho para ele, no apreciando a interrupo. "Sim. O profeta Tennyson.
Ele diz que este  o lugar onde o Deus na sua vontade levar a paz ao Reino mais uma
vez. Ele chamou o povo de Mountshannon a segui-lo e trazer a paz e todos eles foram,
to simplrios como eles so."

"Mas voc no foi", disse Halt.

Houve um longo silncio enquanto ela os considerava.

'No', ela disse finalmente. "Alguns de ns aqui cultuamos os deuses antigos. Ns
sabemos que os deuses nos enviam bons e maus momentos para nos tentar. Eu no
confio em um deus que s promete bons momentos."

"Por que no?" Horace lhe perguntou gentilmente, quando ela parecia disposta a dizer
mais. Agora, quando ela olhou para ele, havia um olhar definitivo de conhecimento em
seus olhos.

"Um deus que traz boas e ms em quantidades iguais no pede muito", disse ela.
"Talvez uma orao ou duas. Talvez o sacrifcio de um estranho animal. Mas um deus
que s promete bons momentos?" Ela balanou a cabea e fez o sinal de defender contra
o mal. "Um deus, como esse sempre quer algo de voc."

Halt sorriu, acenando com a cabea ao reconhecimento da sabedoria que vinha com os
anos, e o cinismo que vinha com sabedoria.

"Receio que voc est certa, Me," ele disse a ela.

Ela encolheu os ombros. Ela tinha pouca utilidade para as suas palavras de louvor.

"Eu sei que estou certa", disse ela. Depois acrescentou: "H uma pequena porta ao lado
que nunca est bloqueada. Voc pode chegar l. Isso pode parar vocs de bater e gritar
para ressuscitar os mortos." Ela apontou o beco estreito ao lado da pousada. Ento ela
virou-se lentamente e mancou de volta  sua casa de campo e o calor de sua lareira. O ar
no final da tarde no trazia conforto para seus ossos antigos. Neste momento da vida,
ela refletiu, uma pessoa precisava ficar perto do fogo.

Eles encontraram a porta e entraram na pousada. Enquanto Halt acendia uma fogueira e
algumas velas, Horace procurou a despensa por comida e Will cuidava de colocar seus
cavalos no estbulo por detrs do edifcio principal.

Pouco tempo depois, os trs sentaram confortavelmente ao redor da fogueira, comendo
po de queijo um pouco velho, com algumas tiras de um presunto bom do pas e tortas
de mas locais, regadas com o caf inevitvel. Halt olhou ao redor da sala deserta.
Normalmente, ele sabia, estaria repleta de clientes.

"Ento isso comeou", disse ele. Quando os seus dois companheiros jovens olharam
interrogativamente para ele, ele elaborou. " a fase final do plano de Tennyson - o
padro clssico dos Renegados. Ele tem um slido grupo de convertidos agora, prontos
para atestar a sua capacidade de fazer cair e fugir os bandidos com medo. Ele
provavelmente est arranjando para alguns de seus aclitos trazerem outros grupos de
aldeias que j foram salvas no sul. Eles vo passar de aldeia em aldeia e seu grupo vai
crescer a cada dia que passa. A histeria vai crescer  medida que mais pessoas se
juntarem a ele."

"E, eventualmente," Will disse, "eles vo chegar a Dun Kilty e desafiar o poder do rei."

Halt assentiu. "No diretamente,  claro. Eles so muito espertos para isso. Tennyson
vai fingir ser o primeira a trabalhar em nome do rei. Mas, aos poucos, as pessoas
passaro a depender mais dele, o Rei vai se tornar cada vez mais irrelevante e Tennyson
ir assumir o poder."

"A julgar pela forma como as pessoas falam sobre o Rei, isso no deve demorar muito",
disse Horace. "Parece que ele est bem no caminho de ser irrelevante." Ele hesitou,
percebendo que ele estava falando sobre o irmo de Halt, e acrescentou
desajeitadamente, "Desculpe, Halt. Eu no quis dizer. . ."

Sua voz sumiu, mas Halt fez um pequeno gesto que negou provimento a necessidade de
pedido de desculpas.

"Est tudo bem, Horace. Eu no tenho muito respeito pelo meu irmo. E  bvio que
seus sditos compartilham meus sentimentos."

Will olhou pensativo para o fogo, pensando sobre o que Halt havia descrito.

"O fato de que repelirmos o ataque em Craikennis no ir det-lo?" ele perguntou.

Halt sacudiu a cabea. "Vai ser um retrocesso. Mas, por si s, no  suficiente para lhe
causar problemas graves.  apenas um exemplo de uma cadeia de ataques e massacres.
Ele ainda pode usar a histeria e adulao dos moradores de Mountshannon.  claro que
teria sido melhor para ele se Craikennis tivesse sido superado, mas no  um obstculo
intransponvel."

"A no ser que ns os tornemos um" Horace disse pensativo. Halt sorriu para ele. O
jovem guerreiro tinha um jeito de ver atravs do ncleo de uma situao, ele pensou.

"Exatamente. As chances so de que ele no sabe mesmo o que aconteceu em
Craikennis. Se eu fosse um dos homens que fugiu quando Horace acabou com Padraig,
eu no estaria com pressa de sair dizendo. Pessoas como Tennyson tm um hbito
desagradvel de punir aqueles que lhes trazem ms notcias. Ento, enquanto ele se
move, reunindo mais adeptos, ele vai estar esperando rumores de um massacre a segui-
lo. Se no, ele no estar muito preocupado. Mas, se espalhar a notcia sobre a vitria do
Guerreiro do Nascer do Sol, isso vai ser um caso diferente. Se chegarmos a Dun Kilty
com a histria de como o Guerreiro do Nascer do Sol derrotou duzentos bandidos
sanguinrios, sozinho, ele vai ter que ver isso como um desafio  sua posio. Ele no
ser capaz de nos ignorar."
"E isso  uma coisa boa?" Will disse, carrancudo. Halt olhou para ele por alguns
instantes em silncio.

" uma coisa muito boa", disse ele. "Estou bastante ansioso para um confronto com
Tennyson."

Ele se recostou na cadeira e esticou. Tinha sido um dia longo, pensou ele. E haveria
mais dias longos para vir.

"Vamos dormir um pouco", disse ele. "Will, amanh eu quero que voc v atrs de
Tennyson e mantenha um olho nele. Ele me viu e Horace, mas ele no te conhece. Voc
pode fazer seu ato de menestrel novamente."

Will assentiu de acordo. Seria relativamente simples participar de um grande grupo
desorganizado como o que estaria seguindo Tennyson. Como um menestrel, ele seria
capaz de se mover facilmente entre eles.

"Se ele seguir o padro usual Renegado, ele vai ter um tempo longe atrs da recolha de
seguidores do campo e chegar  Dun Kilty em uma semana ou assim. Mas uma vez
que voc tiver uma idia do que ele est fazendo, venha e nos diga."

"Onde eu irei te encontrar?" Will perguntou, mas ele sentiu que ele j sabia a resposta.
A resposta de Halt confirmou suas suspeitas.

"Ns vamos estar em Dun Kilty.  hora de eu ter uma reunio de famlia com meu
irmo."



Captulo 30



Dun Kilty era um imponente castelo, Horace pensou. Construdo dentro de uma cidade
murada, e fixado em um afloramento rochoso que lhe deu o nome, ele surgia alto sobre
os edifcios da cidade menores que o cercava, as paredes cinzas e macias de dez metros
em alguns lugares.

"Isto no foi jogado com pressa", disse ele a Halt enquanto eles fizeram seu caminho at
uma rua movimentada com comerciantes, barracas de comida, artesos de trabalho e
pessoas empurrando carrinhos cheios de tudo, desde materiais de construo at
vegetais, de carne a pilhas de estrume fresco. Horace observou com algumas dvidas
que os dois ltimos tendiam a se misturar, deixando alguns dos dejetos manchados
sobre as carcaas. Ele decidiu que ele teria peixe para o jantar naquela noite.

" uma antiga fortaleza," Halt disse a ele. " vrias centenas de anos mais velha do que
o Castelo Araluen. E estava aqui muito antes de a cidade crescer em torno dela."
Horace franziu os lbios, devidamente impressionado. Ento Halt arruinou o efeito,
acrescentando, "Correntes de ar como o inferno no inverno, tambm."

Eles se separaram de Will dois dias antes, intencionando montar diretamente para Dun
Kilty. Como Halt havia previsto, os rumores vagos do resultado da batalha em
Craikennis j tinham ido  frente deles. Mais uma vez, ele ficou maravilhado com a
forma como isso aconteceu, sem qualquer aparente agenciamento humano.

Os boatos foram tambm se espalhando da maneira que Tennyson tinha repelido o
ataque de Mountshannon e Halt sentia um ar de incerteza entre as pessoas que eles
falavam. As pessoas no tinham certeza de que bandeira deviam reunir-se. Os rumores
sobre os Renegados, e sua capacidade de proteger cidades e povoaes da ilegalidade
em que predominavam em todo o pas, tm circulado h algum tempo. A palavra at
tinha vindo de outros reinos. O Guerreiro do Nascer do Sol era um fenmeno novo. Mas
a lenda era bem conhecida e as pessoas no tinham certeza de qual caminho tomar.
Havia um sentimento de "vamos esperar para ver", que era exatamente o resultado que
Halt esperava.

Na noite anterior, acampados  beira da estrada, ele tinha estado ocupado. Horace
observou-o desembrulhar suas canetas, tintas, pergaminhos e comprimidos lacres e
suspirou. Halt estava prestes a entrar no que ele chamava de "documentao criativa".
Horace chamava isso de falsificao. Ele lembrou-se de um momento em que
habilidade Halt como um falsificador dava horror a sua alma honesta e simples. Eu sou
mais desonesto agora, pensou. Isso no me incomoda tanto. No pela primeira vez, ele
decidiu que o seu declnio dos padres morais era resultado de sua gastar muito tempo
na companhia de Arqueiros.

Halt olhou para cima, vendo a expresso no rosto do jovem e adivinhando a razo para
isso.

" apenas um salvo-conduto de Duncan. Um pedido que voc ser permitido a entrar na
sala do trono real," ele disse. "Ele vai nos dar acesso a Ferris."

"Voc no pode apenas dizer a Ferris que voc est de volta?" Horace disse.
"Certamente, ele concordaria em ver voc?"

Halt prendeu o lbio inferior para fora quando ele considerou a declarao. "Talvez",
disse ele. "Ou talvez ele achasse mais simples me matar. Isso  melhor. Alm disso, eu
quero escolher o momento certo para que ele saiba que estou de volta."

"Eu suponho que sim", Horace concordou. Ele ainda no estava completamente feliz
com a idia de levar credenciais falsificadas. Ele viu como Halt aplicava uma cpia
perfeita do selo real Araluan para uma mancha de cera mole na base do documento.

Halt olhou para cima. "Duncan teria nos dado um ele mesmo se tivssemos tido o tempo
para perguntar. Eu no sei porque voc est to preocupado", disse ele.
Horace apontou para o selo enquanto Halt retornava ele para o pequeno saco de couro
onde ele o guardava.

"Talvez. Mas ele sabe que voc tem isso?"

Halt no respondeu imediatamente. "No realmente," ele disse, "mas o que ele no sabe
que no vai machuc-lo. Ou eu, o mais importante."

Era um crime capital no Araluen at mesmo possuir uma rplica do selo do rei, e muito
menos us-la. Duncan,  claro, estava muito consciente de que Halt havia forjado sua
assinatura e selo em vrias ocasies. Ele achou melhor fingir que no sabia de nada
sobre isso.

Halt balanou a folha de papel para secar a tinta e permitir que a cera endurecesse.
Ento, ele o abaixou cuidadosamente.

"Agora para o seu escudo", disse ele.

A cobertura do escudo tinha sido rasgada durante o encontro de Horace com Padraig.
Ele precisava de algo mais permanente. Durante a tarde, eles passaram uma aldeia e
Halt havia conseguido vrias tintas e pincis. Agora, ele ocupou-se de pintar a insgnia
do nascer do sol no escudo de Horace. Horace observou que a ponta da lngua de Halt
tendia a se projetar quando ele se concentrou. Isso fazia o Arqueiro grisalho parecer
surpreendentemente jovem.

"A!" disse ele, quando ele concluiu de desenhar a linha horizontal preta na parte
inferior do crculo representando trs quartos do sol. "No est completamente ruim."

Ele segurou o escudo acima para o comentrio de Horace e o guerreiro acenou com a
cabea.

"Bom trabalho", disse ele. "Um pouco mais elegante do que a velho folha de carvalho
que voc pintou no meu escudo na Glica."

Halt sorriu. "Sim. Aquele foi um trabalho corrido. Pouco acidentado, no foi? Isto 
muito melhor. Tenha em mente, crculos e linhas retas so um pouco mais fceis do que
pintar uma folha de carvalho."

Ele inclinou o escudo contra um tronco de rvore para secar. Pela manh, a pintura tinha
endurecido e eles cavalgaram, Horace mais uma vez com a insgnia do Guerreiro do
Nascer do Sol.

Ocasionalmente, uma vez que eles atravessavam Dun Kilty, houve murmrios e dedos
apontados para a insgnia. Os comentrios foram feitos por trs das mos. As pessoas
tinham notado, ele pensou. E eles reconheceram o design.

Alguma coisa tinha estado preocupando Horace e ele decidiu que era hora de levantar.

"Halt", ele disse, "Eu estive pensando. ."
Instantaneamente, ele lamentou que essa maneira quando Halt comeou a assumir o
sofredor olhar sempre adotado quando um dos seus companheiros jovens lhe dava uma
oportunidade. Em vez de esperar Halt por uma resposta, ele continuou.

"Voc no est preocupado que as pessoas podem ... reconhec-lo no castelo?

"Reconhecer-me?" Halt disse. "Ningum l me viu desde que eu era um menino."

"Bem, talvez voc no. Mas voc e. . ." Ele hesitou, depois decidiu que no poderia ser
sbio mencionar relao de Halt e Ferris na rua. . . . "Voc sabe quem ... so gmeos,
n? Ento, provavelmente vocs so parecidos. Voc no est preocupado que as
pessoas possam falar, "Olhe, l vai ... voc sabe quem ... em um manto cinza".

"Aaah, eu vejo o que voc quer dizer. Duvido que isso v acontecer. Afinal, o capuz da
minha capa esconde boa parte do meu rosto. E as pessoas vo estar olhando para voc,
no eu."

"Eu suponho que sim", admitiu Horace. Ele no havia pensado nisso.

Halt continuou. "Em qualquer caso, existem diferenas substanciais nestes dias entre
voc sabe quem e eu. Eu tenho uma barba, enquanto ele corta a sua como um
cavanhaque, um topete ridculo no queixo. E o bigode dele  menor." Ele viu a questo
aos olhos de Horace e explicou, "Eu estive voltando aqui ocasionalmente. Apenas nunca
deixei ningum saber."

Horace assentiu, compreendendo.

"Alm disso," Halt continuou, "ele usa o cabelo atrado de volta de seu rosto enquanto o
meu  mais ou menos. . ." Ele hesitou, procurando a palavra certa.

"Cabeludo e despenteado?" Horace deteve-se tarde demais. O corte de cabelo Halt era
um ponto sensvel. As pessoas estavam sempre a critic-lo. Os olhos do Arqueiro
ficaram severos.

"Obrigado por isso", disse ele. Houve uma pausa e ele concluiu com firmeza: "Eu no
acho que isso ser um problema."

"Ningum esperaria que um rei fosse `cabeludo e despenteado', como voc to
gentilmente colocou."

Horace considerou responder, mas decidiu que seria mais prudente no fazer. Eles
cavalgaram at um ngreme, sinuoso caminho que levou s portas do castelo. Eles
cavalgaram lentamente, passando o trfego que viaja em p. Eles eram os nicos
homens montados a abordarem o castelo e eles chamavam olhares interessados dos
locais.

"Olhar orgulhoso", disse Halt com o lado de fora da boca. "Voc est em misso oficial
para o Rei de Araluen."
"Eu estou em uma misso falsificada, como uma questo de fato," Horace respondeu no
mesmo tom abaixado. "Isso no  algo para olhar orgulhosamente sobre."

"Eles nunca sabero. Eu sou um perito falsificador. Ele parecia satisfeito com o fato e
Horace olhou-o."

"Isso no  realmente algo para se orgulhar, voc sabe", disse ele.

Halt sorriu alegremente para ele. "Aaah, eu gosto de estar perto de voc, Horace," disse.
"Voc me faz lembrar de quo decadente eu me tornei. Agora, olhe orgulhoso."

"Eu prefiro olhar enigmtico. Eu acho que eu tenho que estabelecido esse muito bem at
agora", disse Horace ele. Halt olhou para cima em uma leve surpresa. Horace estava
crescendo e ganhando confiana, ele percebeu. No era to fcil confundi-lo nestes dias,
como costumava ser. s vezes, Halt ainda tinha a suspeita de que Horace estava se
entregando ao tipo de puxada de perna que Halt costumava fazer com ele. Ele no
conseguia pensar em uma resposta adequada ento ele simplesmente grunhiu.

As portas do castelo estavam abertas. Havia, afinal, nenhuma ameaa imediata para a
cidade e havia um fluxo constante de trfego entrando e saindo do ptio do castelo.

Vages, carroas, pessoas a p carregando fardos em suas costas, todos fluindo para
frente e para trs. Um castelo real, claro, tinha uma necessidade constante de alimentos
e outros confortos, como vinho e cerveja. E, em um antigo castelo como este, sempre
havia trabalho de reparo a ser feito. Provedores misturados com operrios e
comerciantes em uma massa de humanidade fervilhando. Horace estava lembrando de
um formigueiro perturbado quando ele olhou em volta.

No entanto, embora as portas fossem abertas, ainda havia guardas de cada lado da
entrada. Vendo os dois estranhos montados, eles se adiantaram, segurando suas lanas
cruzadas para embarreirar o acesso, at que eles fossem identificados. Os poucos
pedestres na frente de Halt e Horace empurraram e se esgueiraram passando pelos eixos
das lanas atravessadas, ansiosos para entrar e continuar com seu trabalho.

"E quem voc pode ser voc quando voc est em casa?" o mais alto dos dois guardas
perguntou.

Horace escondeu um sorriso. As coisas tinham certa informalidade libertina aqui em
Clonmel. No castelo Araluen, um guarda teria pronunciado a demanda formulada: Pare
e seja reconhecido.

"Sir Horace, cavaleiro do Reino de Araluen, o Guerreiro do Nascer do Sol do leste, com
mensagens de Grande Rei Duncan para o Rei Ferris," Halt respondeu. Horace olhava
para a frente, seu rosto uma mscara. Ento, o rei Duncan era grande rei Duncan
enquanto Ferris era apenas o Rei Ferris. Halt parecia estar entregando-se a um pequeno
desafio verbal, ele pensou.
Horace manteve o rosto impassvel, mas seus olhos estavam alerta, lanando ao redor da
multido, e viu algumas pessoas parar e tomar nota quando Halt disse as palavras
Guerreiro do Nascer do Sol.

O guarda, entretanto, no pareceu estar impressionado com o ttulo. Guardas eram
raramente impressionados com qualquer coisa, Horace pensou. O guarda estendeu a
mo para Halt.

"Documentos agora? Voc estaria tendo algum deles dizendo que voc  quem voc diz
ser?"

Hibernianos tinham uma maneira de falar cadenciada, Horace pensou. Mas ele chegou a
sua luva e produziu o salvo-conduto que Halt tinha preparado na noite anterior. Ele
passou a Halt, que passou para o sentinela. Horace olhou para longe e bocejou. Ele
pensou que era um toque agradvel - o tipo de coisa que ele poderia fazer se fosse
altivo. Ou enigmtico.

O sentinela examinou o passe. Claro, ele no poderia l-lo, mas o escudo real e o selo de
Araluen parecia oficial e impressivo. Ele olhou para seu companheiro.

"Eles esto certo", disse ele. Ele entregou o documento de volta a Halt, que passou para
Horace. Em seguida, os sentinelas descruzaram suas lanas e ficaram para trs,
permitindo Halt e Horace passarem para o ptio do castelo.

Elas cavalgaram para a torre central, onde a seo de administrao do castelo estaria
situada. Eles passaram a ladainha de ter seus documentos analisados, mais uma vez,
desta vez por um sargento da guarda. Horace refletiu que Halt tinha razo. Pouca gente
olhava para o Arqueiro. Em vez disso, eles tendiam a concentrar sua ateno em
Horace, que, com sua armadura e montando um enorme cavalo de batalha parecia ser o
mais impressionante dos dois visitantes. Se algum dos guardas fosse solicitado
posteriormente para descrever Halt, ele duvidava que eles fossem capazes de fazer.

Eles deixaram seus cavalos fora da torre e foram dirigidos para dentro por outro guarda,
para o terceiro andar, onde a sala de audincia de Ferris estava situada. Aqui eles foram
interrompidos novamente - desta vez por seu mordomo, um homem jovem, de rosto
agradvel. Horace estudou-o profundamente. O mordomo tinha a aparncia de um
guerreiro como ele. Ele usava uma espada longa e olhava como se ele soubesse como
us-la. Ele era quase to alto quanto Horace, embora no to grande nos ombros. Os
cabelos escuros e encaracolados emolduravam um rosto fino, inteligente e tinha um
pronto, se um pouco cansado, sorriso para eles.

"Voc  bem vindo aqui", disse ele. "Estamos sempre felizes em ver nossos primos
Araluans. Meu nome  Sean Carrick."

Das sombras de seu capuz, Halt olhava para o homem jovem com interesse. Carrick era
o nome da famlia real. Este jovem era algum parente de Ferris. Isso fazia sentido,
pensou ele. Reis frequentemente designavam os membros da sua famlia para cargos de
confiana. Tambm significava que ele era parente de Halt.

Horace estendeu a mo. "Horace," disse. "O cavaleiro da corte de Araluen. comandante
da Companhia da Guarda Real, campeo da Princesa Real Cassandra."

Sean Carrick olhou para o documento que Halt tinha apresentado mais uma vez, um
pequeno sorriso em seus lbios. "Ento, eu notei", disse ele. Em seguida, ele
acrescentou, a sua cabea inclinada para o lado, "Mas eu ouvi rumores a respeito de
algum chamado Guerreiro do Nascer do Sol? Ele deixou cair a questo entre eles,
olhando incisivamente a insgnia na tnica de Horace. Alm da arte no escudo, Halt
tinha providenciado a Horace uma tnica de linho nova que ostentava o braso de
amanhecer.

"Tenho sido chamado disso," Horace disse a ele, no confirmando nem negando a
identidade. Sean assentiu, satisfeito com a resposta. Ele olhou para o lenhador de p
ligeiramente atrs do guerreiro alto de frente para ele. Ele franziu a testa. Havia algo
vagamente familiar sobre o homem? Ele tinha a sensao de que ele tinha visto ele em
algum lugar antes.

Antes que pudesse formular a pergunta bvia, Horace disse casualmente: "Este  o meu
homem. Michael." Ele lembrou que ele tinha sido Michael no incio da semana. Era um
nome que tinha pegado, ele pensou, sorrindo para si mesmo.

Sean Carrick concordou, imediatamente afastando Halt de sua mente. "Claro." Ele
olhou para um par de portas macias atrs de sua mesa. "O rei no tem visitantes com
ele no momento. Deixe-me ver se ele est preparado para receb-lo."

Ele sorriu, desculpando-se, em seguida escorregou pela porta, fechando-as atrs de si.
Ele esteve fora por vrios minutos. Em seguida, ele retornou, chamando-os para a
frente.

"King Ferris ir receb-lo agora", disse ele. "Vou pedir-lhe para deixar suas armas
aqui."

O pedido fazia sentido. Horace e Halt deixaram suas vrias armas em sua mesa macia.
Horace observou, com ligeira desconfiana, que, apesar da bainha da faca de arremesso
Halt estava vazia, a arma estava longe de ser vista sobre a mesa. Ele empurrou o
momento de dvida de lado. Halt sabia o que estava fazendo, ele pensou, enquanto eles
se moviam para as grandes portas duplas.

Carrick conduziu-os para a sala do trono. Era pequena como as salas de trono eram,
Horace pensou, embora ele realmente s tinha experincia de sala do trono de Duncan.
Aquela era um caso alongado com tetos altos. Essa era em um formato quadrado, com
os lados do quadrado no superior a dez metros de comprimento. Na extremidade, sobre
um estrado e sentado em um trono de madeira lisa, sentava-se Rei Ferris.
Sean Carrick apresentou-os e depois recuou. Ferris olhou para eles, curiosamente, se
perguntando por que aqui havia uma delegao da Araluen e por que ele no tinha
ouvido falar disso mais cedo. Ele chamou-os para ele. Horace liderou o caminho, Halt
na sombra dele a alguns passos para trs.

 medida que ele se aproximava, Horace estudou o Rei de Clonmel. A conexo com
Halt era simples, pensou ele. Mas havia diferenas. O cara era mais completo e com
carne extra significando que suas feies no estavam to bem definidas. Ferris era
obviamente um homem que gostava do conforto de sua mesa. E seu corpo apresentava
sinais disso tambm. Considerando que Halt era magro e duro como cordel de chicote,
seu irmo gmeo estava um pouco acima do peso e parecia macio.

Ento havia as diferenas de estilo. Como Halt tinha dito, Ferris usava barba num
cavanhaque e o bigode aparado acima dele era nitidamente. Seus cabelos estavam
puxados para trs bem da testa e mantidos no lugar por um cinto de couro trabalhado
que percorria as tmporas. E os cabelos de Ferris eram pretos, fazendo-o olhar pelo
menos dez anos mais novo que seu irmo gmeo, grisalho de barba grisalha. Horace
olhou mais de perto. A cor do cabelo era artificial, ele decidiu. Era muito brilhante e
muito mesmo. Ele chegou  concluso de que Ferris tingia o cabelo.

Os olhos eram diferentes tambm. Onde os de Halt eram firmes e inabalveis, Ferris
parecia ter dificuldade para manter contato com os olhos por um longo perodo. Seus
olhos deslizaram longe daqueles que o enfrentava, buscando o fundo da sala, como se
sempre com medo de problemas.

Eles ouviram a porta suavemente clicar fechando atrs deles quando Carrick saiu da
sala. Eles estavam sozinhos com o Rei Ferris, embora Horace estivesse disposto a
apostar que havia uma dzia de homens a uma curta distncia da sala do trono, todos os
espiando atravs buracos de espionagem para se certificar de nenhuma ameaa fosse
oferecida ao rei.

Ferris falou agora, indicando a figura, ao lado de Horace encapuzada com capa.

"Sir Horace," ele disse. Horace comeou ligeiramente. A voz era quase idntica a de
Halt. Ele duvidou que ele fosse capaz de dizer a diferena entre os dois se seus olhos
estivessem fechados. Embora o sotaque Hiberniano de Ferris fosse mais acentuado, ele
percebeu. "Ser que o seu homem no tem maneiras? No  justo que ele mantm a
cabea coberta diante do rei."

Horace olhou incerto para Halt. Mas o Arqueiro j estava chegando at a empurrar o
capuz para trs de seu rosto. Quando ele fez isso, Horace olhou para o rei mais uma vez.
Ele estava carrancudo. Alguma coisa era familiar sobre a figura rudemente vestida
diante dele, mas ele no podia nem de perto...

"Ol, irmo," Halt disse calmamente.
Captulo 31

Tennyson, profeta do Deus Dourado Alseiass, lder dos Renegados, estava em uma fria
negra. Ele olhava para o homem que rastejava diante dele, a cabea baixa, indisposto a
encontrar o olhar do lder.

"O que voc quer dizer, eles foram derrotados?" Ele cuspiu fora a ltima palavra como
se fosse veneno.

A figura encolhida diante dele agachou ainda mais, desejando que ele no tivesse
obedecido ao instinto de relatar a derrota em Craikennis. Ele tinha sido um dos homens
de Padraig e ele tinha uma vaga idia de que Tennyson poderia recompens-lo para a
informao. Agora ele percebeu, tarde demais, que portadores de boas notcias eram
recompensados. Portadores de ms notcias eram injuriados.

"Vossa Excelncia", disse ele, a voz trmula, "eles estavam esperando por ns. Eles
sabiam que estvamos chegando."

"Como?" exigiu Tennyson. Ele andava para frente e para trs atravs da sala no interior
do pavilho branco, sitio do altar de Alseiass. Um banquinho baixo estava em seu
caminho, e ele chutou em fria, enviando-o girando no na direo do mensageiro
agachado. "Como eles poderiam saber? Quem poderia ter lhes dito? Quem me traiu?"

Sua voz se levantou em fria e ele analisou a questo a si mesmo. Padraig no tinha
sido o mais inteligente dos homens. Mas ele sabia de seu negcio e ele sabia melhor do
que permitir aviso prvio de um ataque para atingir seus inimigos. E, de fato, houve
poucas oportunidades para ele fazer isso. Mas de alguma forma, a palavra tinha sado e
j estava sem o apoio dos oitenta homens que tinha cometido ao ataque. Aqueles que
no tivessem morrido diante das barricadas ou foram capturados estavam agora
irremediavelmente espalhados.

No que isso fosse um problema insupervel. Ele tinha bastante nmero agora, e os
bandidos tinham servido a sua finalidade, criando medo e incerteza e dando-lhe a
oportunidade de se levantar como o salvador incontestvel do Reino. Mas o massacre
planejado em Craikennis tinha sido uma parte importante de seu jogo final. Que agora
tinha sido tirado. O homem infeliz diante dele olhou para cima, viu o rosto de seu lder
torcido com fria.

"Vossa Excelncia", disse ele, "talvez fosse o Guerreiro Do Nascer do Sol quem disse"

Ele no continuou. Tennyson estava sobre ele. Seu rosto estava escuro e liberado agora,
quando ele ouviu essa frase ridcula. O mensageiro tinha mencionado isso antes. Agora
Tennyson deixou sua raiva soltar quando ele bateu na frente e para trs o pobre homem
com os punhos fechados. O sangue escorria do nariz do homem agachado e ele
encolheu mais, tentando proteger-se dos punhos selvagens.
"No h Guerreiro Do Nascer do Sol! Digo-lhe que ele no existe! Se voc usar esse
nome antes de mim novamente eu vou. . ." Ele parou de repente, a raiva cega foi quase
to logo quando tinha formado. Esta superstio estpida Hiberniana poderia ser um
problema, ele pensou. Se as pessoas comeassem a acreditar no Guerreiro Do Nascer do
Sol, isso prejudicaria a sua posio. Sua mente estava funcionando rapidamente. Tanto
quanto ele sabia, ele era o nico que estava ciente de que no houve massacre em
Craikennis. Pelo menos, pensou ele amargamente, no massacre de aldees. Se ele se
movesse rapidamente, ele poderia espalhar o boato de que a aldeia tinha sido arrasada,
todos os seus habitantes mortos. At o momento a verdade fosse conhecida, ele estaria
em uma posio inatacvel. Ele tinha quatrocentos seguidores com ele agora, todos
dispostos a jurar que ele tinha o poder de derrotar os bandidos que estavam saqueando o
Reino.

Ento, raciocinou ele, qualquer meno a este guerreiro Do Nascer do Sol deveria ser
anulada.

Ele se tornou ciente de que o homem estava a observ-lo com medo. O sangue ainda
estava saindo de seu nariz e um olho fechado estava inchando onde os punhos Tennyson
o ferira. Ele sorriu e agora deu um passo  frente, oferecendo sua mo. Sua voz era
baixa e conciliadora.

"Meu amigo, me desculpe. Perdoe-me, por favor.  justo que eu me torne furioso
quando o desejo de Alseiass  negado. Eu nunca deveria ter lhe golpeado. Diga que
voc me perdoa? Por favor?"

Ele apertou ambas as mos do homem em suas prprias e olhou profundamente em seus
olhos. Cautelosamente, o ex-bandido comeou a relaxar um pouco. Havia ainda uma
sombra de medo por trs de seus olhos, mas foi se afastando. Tennyson largou as mos
e virou-se para o altar, onde uma pequena pilha de oferendas para Alseiass estava
montada. Ele escolheu um lado, uma corrente de pesados discos de ouro ligados. Ele
pegou a luz e brilhava enquanto ela torcia na sua mo.

"Aqui, tome isso como um sinal do meu arrependimento. E como agradecimento por me
trazer esta notcia. Eu sei que deve ter sido uma escolha difcil para voc."

Os olhos do homem estavam trancados na corrente agora. Os discos ligados viravam
lentamente, ricos e reluzentes e pesados. Era uma fortuna para um homem como ele. Ele
poderia viver confortavelmente por anos se ele estivesse vendendo esta corrente. Ele
agarrou-a, maravilhado com o peso dela quando Tennyson liberou para ele. O que
foram alguns arranhes e uma hemorragia nasal em relao a isso, pensou ele.

"Obrigado, sua honra. Achei que devia. ."

"Voc fez o seu dever, amigo. Seu dever para mim e para Alseiass. Agora me diga.
Qual  seu nome?"

" Kelly, sua honra. Kelly o Vesgo, eles me chamam."                          
Tennyson olhou para ele, cuidando de manter a averso que sentia de seu rosto. Ele
podia ver por que o homem tinha merecido tal nome. Seus olhos vagavam em diferentes
direes.

"Bem, Kelly, eu vou mudar o nome para Amigo de Alseiass. Aposto que voc no teve
muito o que comer em seu caminho at aqui?" "No, sua honra. Eu no tive."

Tennyson acenou, sorrindo beneficente para o homem. "Ento Kelly, Amigo de
Alseiass, v at a minha barraca e diga a meu homem l para servir-lhe comida e vinho.
O melhor que eu tenho."

"Por que agradecer a voc, a sua honra. Devo dizer, Eu. ."

Tennyson levantou a mo para silenci-lo. " o mnimo que posso fazer. E lhes diga que
eu disse que eles estaro cuidando de seus machucados tambm." Tennyson tomou um
pano de seda de sua camisa e esfregou suavemente no sangue no rosto de Kelly,
completando quando ele fez isso, o quadro muito preocupante. Ciente de que tinha
limpado a maior parte disso, ele recuou e sorriu tranquilizador para o homem. "Agora
saia."

Ele acenou com a mo para abenoar e dispensar e Kelly o Amigo Vesgo de Alseiass se
apressou do pavilho. Quando ele se foi, Tennyson comeou a andar novamente. Depois
de alguns minutos, ele gritou para um dos seus enormes guarda-costas, do lado de fora
da cortina que separava o interior da barraca da parte principal do pavilho.

"Gerard!"

As cortinas se abriram e a enorme criatura entrou. Ele e seu irmo gmeo eram das ilhas
ocidentais. Enormes e brutos, eles eram. E assassinos.

"Senhor?" disse ele.

"Encontre-me o lder dos homens novos. Traga-o aqui."

Gerard franziu a testa, intrigado. "Homens novos, meu senhor?"

Tennyson reprimiou o instinto de xingar o gigante de estpido. Ele ficou paciente, a sua
voz de seda.

"Os trs homens novos que se juntaram a ns h dois dias. Os Genovesans."

O rosto de Gerard clareou com a compreenso. Ele bateu na testa em saudao e se
apressou para fora da barraca para procurar o lder dos trs Genovesans que Tennyson
tinha contratado. Oriundos de uma terra distante para o leste, na costa norte do Mar
Constant, o Genovesans podiam agora ser encontrados em todos os grandes reinos do
continente principal. Eles eram uma raa de mercenrios, cada homem armado com uma
balestra e uma seleo de punhais. Eles tambm eram muito eficientes assassinos, com
um conhecimento abrangente de venenos, e Tennyson tinha decidido que poderia ser
til ter pessoas com essas habilidades trabalhando para ele. Eles no so baratos, mas as
chances eram que haveria mais de uma ocasio nos prximos dias, quando ele precisa se
livrar de um crtico incmodo. Ou simplesmente algum que sabia demais - por
exemplo, algum que conhecia a derrota em Craikennis. Naturalmente, os enormes
gmeos poderiam lidar com esse tipo de coisa com facilidade, mas ele sentia que havia
ocasies como esta, quando mais sutileza e discrio eram necessrias. E elas no eram
qualidades que os ilhus desmedidos possuam em qualquer quantidade.

Tennyson esperou fora do pavilho por Gerard voltar com o Genovesan. Ele assistiu a
um pequeno grupo de seguidores recentemente se juntar para ouvir as msicas de um
jovem menestrel. Ele franziu a testa. O cantor era um novo acrscimo, ele pensou. Ele
no tinha visto antes ao redor e ele merecia ser observado. Tennyson no tinha certeza
de que ele queria algum comandando um pblico entre os seus seguidores, no importa
quo pequeno pblico que poderia ser. Ele decidiu que iria emitir um edital de Alseiass
na manh seguinte, proibindo qualquer msica que no fosse um hino de louvor ao
Deus de Ouro.

Sua ateno foi distrada pela chegada de Gerard com o Genovesan.

"Obrigado, Gerard. Voc pode ir", disse ele. O gigante hesitou. Normalmente, ele e seu
irmo seguiam os passos do lder, a sua presena aumentando a sua aura de autoridade.
Mas agora, enquanto ele hesitava, a testa Tennyson escurecia com raiva.

"V", ele repetiu, um pouco mais de fora. O enorme homem tocou a testa na
obedincia e entrou no pavilho, deixando Tennyson com o recm-chegado.

Ele era magro e moreno, vestindo um chapu de abas largas, com uma longa pena nele.
Era o chapu nacional dos Genovesan, Tennyson sabia. O homem estava vestido
completamente de couro apertado, e ele tinha um sorriso superior em seu rosto.
Tennyson tinha certeza de que ele usava perfume.

"Senhor?" perguntou o Genovesan agora.

Tennyson sorriu e moveu-se para ele, colocando um brao em volta de seu ombro. O
lder dos Renegados atribua grande importncia ao tocar e impor as mos sobre seus
seguidores.

"Luciano, esse  o seu nome, no ?"

"Si. Isso  o que as pessoas chamam-me, senhor. Luciano."

"Vamos andar um pouco ento, Luciano." Ele manteve o brao no ombro do menor
homem e levou-o longe da barraca. Atrs dele, ele estava ciente do menestrel
terminando uma msica e do estouro entusiasta de aplausos da platia. Ele fez uma
carranca momentaneamente. Ele iria definir essa questo hoje do edital de oraes.
Ento, ele trouxe a sua mente de volta ao assunto em questo e assumiu o sorriso
novamente.
"Bem, agora, meu amigo, h algo que voc pode fazer por mim." Ele fez uma pausa,
mas o outro homem no disse nada, ele continuou. "H um homem chamado Kelly na
minha barraca agora. Uma pessoa feia com um estrbico terrvel. Meus funcionrios
esto alimentando-o e cuidando dele. Ele est um pouco machucado em torno do rosto,
pobre homem".

"Sim senhor?" Luciano era um mercenrio experiente e assassino. Ele podia ver atravs
da falsa preocupao na voz de Tennyson. Havia geralmente uma nica razo para um
empregador para apontar um terceiro a um Genovesan, ele sabia.

"Quando ele sair da minha tenda, o siga e espere por um momento, quando no houver
ningum por perto."

"E ento o que devo fazer senhor,?" Mas Luciano j sabia o que Tennyson queria e um
sorriso de lobo estava vincando seu rosto na expectativa.

"Ento voc deve mat-lo, Luciano. Ento voc deve mat-lo."

O sorriso de Luciano ampliou, acompanhado por um sorriso de resposta no rosto de
Tennyson. Os dois homens olharam nos olhos uns dos outros e se entendiam
perfeitamente.

"Ah, outra coisa, Luciano," Tennyson adicionou como uma reflexo tardia. O
Genovesan disse nada, mas ergueu uma sobrancelha interrogativamente.

"Voc vai encontrar uma corrente de ouro em sua pessoa. Ele roubou de mim. Traga de
volta para mim quando o trabalho for feito."

"Ser como voc diz, senhor", disse Luciano. E Tennyson, ainda sorrindo, acenou com
a cabea em satisfao.

"Eu sei", respondeu ele.



Captulo 32



Ferris ficou branco. Horace viu a cor literalmente escorrer de seu rosto e sua mo foi at
seu rosto, em um gesto involuntrio de choque. Depois de inicialmente recuar, o rei
assumiu o controle de si mesmo e se adiantou um passo, olhando para o rosto do
homem, de barba grisalha desagradvel que estava diante dele.

"Irmo?" disse ele. "Mas voc no pode. . ." Ele parou, em seguida, tentou tomar posse
de si mesmo mais uma vez, tentou assumir um ar de mistificao digna. "Meu irmo
est morto. Ele morreu h muitos anos", disse ele, a convico em sua voz crescendo
enquanto ele falava. Ele fez um pequeno sinal com a mo direita e Horace ouviu a porta
abrir atrs de si, ouviu vrios conjuntos de passos apressados no piso de pedra e sabia
que Sean Carrick e um pequeno grupo de homens em armas tinham entrado na sala do
trono.

Ele estava certo sobre os observadores invisveis, ele pensou sombriamente.

"Sua Majestade, est tudo bem?" Sean Carrick perguntou.

Halt olhou por cima do ombro para o grupo de homens armados. Ele deu um passo um
pouco mais perto de Ferris. Instintivamente, o Rei comeou a recuar a um ritmo
correspondente. Ento ele pareceu perceber que, ao faz-lo, ele estava dando Halt a mo
superior. Ele parou, olhando Halt cautelosamente. Halt falou baixinho para que apenas
seu irmo e Horace pudessem ouvir suas palavras.

"Se voc est assustado, irmo, ento vamos deixar Sean ficar. Ele tem o direito de me
ouvir. Mas se voc quer que seus homens ouam o que estamos prestes a discutir - e eu
no acho que voc gostaria, os envie para fora novamente, onde se pode ver, mas no
escutar."

Ferris olhou para ele, ento com os homens armados que estavam prontos na porta. Halt
e Horace estavam ambos desarmados, ele percebeu, enquanto ele estava usando sua
espada. Sean Carrick tambm estava armado e Ferris sabia que seu mordomo era o mais
capaz espadachim. Essa foi uma das razes que Sean ocupava a posio que ele fazia.
Anos de culpa e medo, muito reprimido, agora nadavam at a superfcie de sua mente.
Ele percebeu instintivamente que ele no queria que seus soldados ouvissem tudo o que
Halt tinha planejado dizer. Ele sabia que no ia mostrar-se em qualquer luz favorvel.
De repente, ele decidiu.

"Sean!" ele chamou. "Dispense os homens aos seus postos e fique perto de mim".

Carrick hesitou e Ferris se virou para olhar diretamente para ele.

"Faa isso", ele ordenou.

Carrick ainda hesitou um segundo ou dois, em seguida, acenou para os homens.
Enquanto eles se viravam e marchavam para fora do quarto, Sean esperou at as portas
se fecharem atrs deles, depois caminhou para a frente para ficar ao lado do rei.

"Tio", disse ele, confirmando a suspeita anterior de Halt, "qual  o problema? Quem 
este homem?"

Ele estava olhando para Halt, franzindo a testa. Desde as posies relativas dos trs
homens, Halt e Ferris de frente para o outro, Horace de p um ou dois passos para trs,
era bvio agora que o cavaleiro Araluan no era o lder aqui, mas o seguidor. E agora,
Sean tinha o mesmo sentimento que ele sentia antes, que havia algo muito familiar
sobre o menor homem.

Halt virou-se para enfrent-lo.

"Tio?" disse ele. "Voc seria filho de Caitlyn ento?
Sean assentiu. "O que voc sabe da minha me?" ele perguntou, seu tom defensivo e um
pouco beligerante. Ferris soltou um suspiro profundo de angstia e afastou-se,
movendo-se para se sentar num banco baixo ao lado do trono, com a cabea nas mos.

"Ela era minha irm," Halt disse a ele. "Eu sou seu tio tambm. Meu nome  Halt."

"Sean rejeitou veementemente a declarao." Meu tio Halt est morto. Ele morreu h
vinte anos atrs!" Ele olhou para o rei por uma confirmao. Mas o rosto de Ferris
permaneceu em suas mos e ele se recusava a olhar para cima e encontrar o olhar de
Sean. Ele balanou a cabea vrias vezes de lado a lado, como se tentando negar a cena
diante dele. convico Sean comeou a vacilar e ele olharam mais de perto o homem
pequeno, um pouco atarracado na capa manchada.

A barba era cheia e cobria o rosto. E o bigode era pesado tambm. Mas se esse
espanador de cabelo desgrenhado fosse atrado de volta como o de Ferris era ...

Sean sacudiu a cabea agora. As caractersticas eram as mesmas. Elas estavam mais
definidas no rosto do desconhecido. Em Ferris, elas foram um pouco embaadas pela
carne extra que ele carregava.

As caractersticas de uma pessoa so alteradas por suas aes durante sua vida, ele
sabia. O rosto  uma tela, onde o ano pinta suas marcas. Mas voc se pudesse descascar
o efeito dos anos destes dois rostos, remover os excessos, as alegrias, as dores, as
vitrias e as decepes de vinte anos ou mais, ento ele percebeu que eles seriam
idnticos.

E se voc olhar para alm dos rostos para os olhos. . .

Os olhos! Eles eram os mesmos. No entanto, de uma maneira importante, eles eram
diferentes. Ferris, ele sabia, nunca poderia satisfazer o seu olhar por mais de alguns
segundos de cada vez. Seus olhos se deslizavam afastando de sua incerteza. Era por isso
que Ferris atribua grande importncia pelo fato de que as pessoas no deviam olhar
diretamente na cara de um rei. Mas os olhos deste homem eram firmes e inabalveis. E
quando Sean Carrick olhava para eles agora, ele viu outra coisa, um leve toque de
humor sarcstico profundo por trs deles.

"Terminou de olhar?" Halt o perguntou.

Sean deu um passo atrs. Ele no estava totalmente convencido, mas sua mente no
podia ignorar a evidncia de que seus olhos estavam vendo. Ele virou-se para Ferris.

"Sua Majestade? disse ele. "Diga-me."

Mas a nica resposta de Ferris foi um som gemido profundo, e uma onda ineficaz da
mo. E nesse momento, Sean Carrick sabia. Um segundo depois, Ferris confirmou-o
com uma palavra.
"Halt. . ." ele comeou incerto, erguendo os olhos ao passado para olhar o seu irmo.
"Eu nunca quis lhe causar qualquer dano. Voc tem que acreditar nisso."

"Ferris, voc est deitado num saco de esterco. Voc significou-me um grande dano.
Voc queria me matar."

"No! Quando voc saiu eu mandei os homens atrs de voc para encontr-lo!" Ferris
protestou. Halt riu, um som curto, latindo que no tinha humor.

"Eu aposto que voc fez! Com ordens para terminar o que tinha comeado!"

Isso era demais para Sean. Nunca ningum tinha tomado tal tom com o Rei e o hbito
de anos o fez intervir. Ele deu um passo em frente, interpondo-se entre Ferris e Halt, os
olhos fechados em Halt, cada um deles dispostos a largar o seu olhar.

"Voc no pode falar assim ao Rei," Sean disse, com alguma fora. Halt sustentou o
olhar por alguns segundos antes de ele responder calmamente.

"Eu no estou falando com o Rei." Ele apontou um dedo de desprezo para o irmo. "Ele
".

O pensou era to escandaloso, to diretamente oposto a tudo o que Sean tinha vivido
por toda a vida adulta, que o bateu o como um golpe fsico. No entanto, ele percebeu
que era verdade. Se esse fosse Halt, ento ele era o rei legtimo de Clonmel, e Ferris era
um usurpador. Nenhuma cerimnia de coroao e consagrao poderia mudar esse fato
bsico. E quando ele olhou nos olhos Halt novamente, em seguida, tentou olhar para
Ferris, s para ter o chamado Rei evitando seu olhar, a ltima dvida desapareceu do
esprito de Sean. Este era Halt. Este era o legtimo Rei de Clonmel.

"Sua Majestade. . .", Disse ele e comeou a afundar-se de joelhos diante de Halt. O
Arqueiro o parou rapidamente, entrando mais para aproveitar o seu antebrao e traz-lo
de volta a seus ps. Ferris fez um som de engasgo na garganta. Significativamente, Sean
pensou, ele no fez nenhum protesto sobre a demonstrao de fidelidade de Sean a Halt.

" muita gentileza sua", disse Halt "mas no temos tempo para esse absurdo. Eu
realmente no estou interessado em ser Rei. Eu prefiro trabalhar para viver. Agora,
Ferris, ns precisamos conversar."

Ferris olhava freneticamente pela sala, como se procurasse alguma forma de escape. Ele
sabia que estava prestes a enfrentar represlias por seus crimes. Assim, ele estava
bastante assustado quando Halt continuou, num tom mal-humorado.

"Oh, pelo amor de Deus, homem! Eu no estou aqui para roubar seu trono! Estou aqui
para ajud-lo a mant-lo!"

"Mant-lo?" Ferris, disse, perplexo. Os eventos foram se movendo muito rpido para
ele. "Mant-lo de quem?"
"Vamos sentar, vamos?" Halt viu vrios bancos baixos para o lado e pegou um deles e
trouxe-o perto do trono, gesticulando para Horace e Sean a fazer o mesmo. Ferris ficou
a observ-los, sem saber o que fazer em seguida, arrancando nervosamente a bainha da
manga de cetim.

"Voc salte em seu trono," Halt disse a ele. "Eu tenho certeza que voc vai gostar
disso." Ele olhou para Sean. "Eu no suponho que h alguma chance de ns
conseguirmos um pouco de caf enviado, no ?" ele perguntou.

Sean olhou duvidoso. "Ns no bebemos caf aqui. O Rei -" ele se corrigiu "- Tio Ferris
no gosta."

"Poderia ter sabido," Halt disse, carrancudo. Ele olhou para Horace e enrolou os lbios
em desgosto. Horace no pde deixar de sorrir. Halt parecia mais antagonizado pelo
fato de que seu irmo no gosta de caf do que pelo fato de que ele havia roubado o
trono dele. Tpico, o jovem guerreiro pensou.

"Bem, no importa," Halt continuou. "Ns vamos acabar com isso o mais rapidamente
possvel. Agora, Ferris, voc j ouviu falar de um grupo chamado Os Renegados, eu
estou certo?"

"Sim. . ." Ferris foi surpreendido. Ele no esperava esta reviravolta na conversa. "Eles
so uma espcie de religio. Inofensiva, eu teria dito."

"Meu olho Inofensivo. Eles so um culto, no uma religio. E voc vai ter que tomar
uma posio contra eles. Eles esto a caminho e aqui eles planejam tomar o poder em
Clonmel."

"Tomar o poder? Isso  ridculo! O que te faz dizer isso?" Ferris era abertamente ctico
da idia. Halt olhou fixamente para ele. Sean notou que o Rei desviou os olhos depois
de alguns segundos, como sempre.

"Eu j ouvi falar de seu lder. E ouvi-lo at chicoteando as pessoas - incitando-os 
rebelio."

"Absurdo!" Ferris parecia seguro de si, agora, volta ao cho seguro. "Tennyson  um
pregador simples, isso  tudo. Ele no quer me machucar."

"Tennyson?" Halt disse, aproveitando o nome e a familiaridade na voz de Ferris,
quando ele mencionou. "Voc o conhece?" A luz do entendimento amanheceu em seus
olhos. "Voc j esteve em contato com ele, no ?"

Ferris estava prestes a responder, depois hesitou. Halt o pressionou ainda mais.

"J no ?"

"Ns nos ... comunicamos. Ele enviou um representante para ver-me, para me
tranquilizar."
"Quando?" A pergunta explodiu dos lbios de Sean antes que ele pudesse det-lo.
Como mordomo do Rei, ele estava ciente de qualquer e todas as delegaes que vieram
para ver o Ferris. Esta era a primeira vez que ele tinha ouvido falar de qualquer
abordagem deste Tennyson. Ferris olhou para ele, tentando manter sua dignidade e
autoridade.

"Isso no diz respeito a voc, Sean. Foi uma visita de carter confidencial." Ele
percebeu quo frgil a desculpa soou enquanto ela pairava no ar da sala do trono. Um
longo e feio silncio esticou.

"Voc chegado a um acordo com ele?" Halt perguntou. Mas Ferris no respondeu
diretamente  questo.

"Halt, o homem tem feito maravilhas. Houve bandidos e criminosos aterrorizando a
zona rural e eu tenho sido impotente para det-los."

"Voc tende a ser impotente quando voc se recusa a fazer qualquer coisa", disse Halt
desdenhosamente. "A verdade  que voc estava aqui sentado e girando os polegares
enquanto bandidos estavam matando e roubando o seu povo, no ?" Ele no esperou
por uma resposta, mas voltou rapidamente para Sean. "Ele fez alguma coisa? Enviou
tropas para fora para caar esses bandidos? Guarneceu qualquer uma das grandes
cidades e aldeias? Ele mesmo fez uma declarao prometendo agir e denunciar as aes
dos bandidos?"

Sean olhou para o rei, em seguida, de volta a Halt.

"No", disse ele. "Ofereci-me para pegar uma patrulha e sair. . ." Ele parou, se sentindo
estranho. De alguma forma, parecia desleal dizer que ele queria fazer algo, mas o rei
recusou seu pedido. Mas a verdade era que o rei no tinha feito nada, tentado nada.
Lentamente, Sean sacudiu a cabea. Halt suspirou e seus ombros caram. Ele olhou com
desprezo para Ferris. O rei tentou se explicar.

"Voc no v?  por isso que concordei em ver o mensageiro de Tennyson. Ele pode
parar os bandidos. Ele pode pr fim  anarquia!"

"Porque ele os controla!" Halt levantou to violentamente que o banco que ele estava
sentado atrs caiu sobre ele. "Certamente voc pode entender isso, seu onipotente
idiota?"

"Ele. ... os controla?" O rosto de Ferris vincou em uma carranca intrigada.

"Claro que sim! Eles fazem o seu lance. Ento ele finge persegui-los e afirma ser a
nica pessoa no pas com o poder de faz-lo. Eu ouvi-lo pregar sedio contra voc,
Ferris! `Pode o Rei proteg-lo?' pergunta ele. E a resposta  um sonoro `No!' daqueles
que ele fala. `Algum pode proteg-lo?' pergunta ele, e caem sobre si para lhe dizer que
ele  sua nica esperana. No  voc. No  o Estado de Direito neste pas. Ele! Ferris,
ele est planejando tomar o poder em Clonmel. Assim como fez nos outros cinco
reinos."

"No! Ele disse que eu estaria seguro. Eu permaneceria como rei! Ele disse. . ." Ferris
parou, percebendo que tinha falado demais. Ele estava olhando para o desprezo nos
olhos de Halt. Agora ele viu nos olhos dos dois homens mais jovens tambm.

"Voc permanecer como o Rei", disse Horace. "Voc seria seu fantoche no trono. E
durante todo o tempo, ele sangrar seu povo at ficar seco."

"Eles no so o seu povo," Halt o corrigiu. "Ele no os merece. E eles certamente no
merecem ele. Levante-se, Ferris. Levante-se e me enfrentre."

Relutantemente, o rei levantou ento ele estava enfrentando o seu irmo.

"H uma maneira de parar de Tennyson e pr fim ao seu culto depravado. A figura de
autoridade tem que se levantar contra ele e denunci-lo. Ele  bem sucedido porque
ningum est disposto a agir ou falar contra ele. Ou se o fizeram, eles so rapidamente
removidos e assassinados. Mas ele no podia fazer isso com voc."

"Eu?" Ferris ficou horrorizado com o conceito. "O que vocs esperam que eu faa?"

"Fale para fora! Assuma o controle de seu reino e oferea  populao uma alternativa a
este charlato! Quebre este culto dele. Role isso de volta e destrua seu poder! Ele 
construdo sobre uma iluso de qualquer maneira. Oferecer-lhes uma outra iluso."

"Qual?" Ferris perguntou. "Qual iluso que eu tenho?"

"A iluso de sua prpria autoridade", disse sarcasticamente Halt. "Isso no vai longe.
Mas, felizmente para voc, ns fornecemos um adicional." Ele apontou para Horace. "O
Guerreiro Do Nascer do Sol."

"Mas isso  um mito!" Ferris chorou e Halt riu amargamente.

" claro que ! Assim como Alseiass,  todo-amoroso Deus de Ouro dos Renegados,
um mito. Faa do Guerreiro Do Nascer do Sol seu contra-mito. Faa-o seu campeo,
convocado por voc para trazer o Estado de Direito de volta a Clonmel."

"Ns j preparamos o terreno para voc. O guerreiro foi visto em uma aldeia chamada
Craikennis  poucos dias atrs. Ele limpou um grupo de trs centenas de bandidos."

"Trezentos?" Horace, disse, surpreso. "Voc est vindo um pouco forte, no est, Halt?"

O Arqueiro encolheu os ombros. "Quanto maior o rumor,  mais fcil fazer as pessoas
acreditarem", ele disse. Mas Sean reagiu de imediato  meno de Craikennis.

" verdade, Majestade. Ouvi rumores do Guerreiro no mercado ontem. E ouvi falar de
uma batalha em Craikennis tambm."
Ferris olhava de um para o outro. Ele fez um gesto, ineficaz indecisos, uma mo
agitando no ar. "Eu no sei. Eu ... Eu no sei."

Halt se aproximou dele para que seus rostos estavam a apenas centmetros.

"Faa isso, irmo. Fale e denuncie Tennyson e o seu culto. Oferea  populao a
proteo do Guerreiro Do Nascer do Sol na cabea de seus soldados e eu prometo que
ns vamos dar-lhe todo o apoio."

Ele viu que Ferris estava vacilante e acrescentou seu incentivo final.

"Faa isso e eu juro que eu no farei qualquer reclamao contra voc para o trono. Eu
voltarei a Araluen logo que ns destruirmos os Renegados, e Tennyson com eles."

Isso atingiu ele, ele viu. Por um segundo ou dois, Ferris estava  beira de chegar a
acordo. Mas a determinao nunca foi seu traje longo e ainda assim ele vacilava.

"Preciso de tempo para pensar sobre isso. Preciso de alguns dias. Voc no pode apenas
andar por aqui e esperar que eu. . ." Ele hesitou e Halt terminou a frase para ele.

"Tomar uma deciso? No, eu suponho que  uma idia muito estranha para voc.
Todos os direitos. Ns vamos dar-lhe um dia."

"Dois dias," Ferris respondeu imediatamente. Ento, em um tom de splica, "Por favor,
Halt, h muito para eu pegar aqui."

Halt sacudiu a cabea. O mais Ferris que tivesse que pensar sobre isso, o mais provvel
 que ele iria encontrar uma maneira de fugir de sua situao. No era impossvel que
ele no iria tentar entrar em contato novamente com Tennyson.

"Um dia," ele disse com firmeza. Seu tom disse a Ferris que no haveria mais
discusses sobre o assunto e os ombros do rei caram em resignao.

"Muito bem," ele murmurou.

Halt estudou a figura submissa por alguns segundos. Ferris parecia intimidado, mas ele
ainda no confiava nele. Ele virou-se para Sean.

"Tenho a sua palavra que voc vai evitar qualquer trapaa?

Sean concordou imediatamente. "Claro que sim. Eu vou ter certeza que ele mantm o
seu lado da barganha", disse ele, em seguida, acrescentou: "Tio".

Um sorriso sombrio tocou a face de Halt com a palavra. Ele estudou Sean por alguns
segundos. Os olhos eram claros e honestos. O cara era confivel. Ele sentiu uma onda
de calor para este jovem. Halt viveu sua vida sem qualquer conhecimento de sua
famlia. Pelo menos um deles se saiu bem, pensou ele. Piedade sobre o outro na sala
com eles.
"Isso  bom bastante para mim." Ele olhou para trs para Ferris. "Estaremos de volta
amanh ao meio-dia a sua resposta. Vamos, Horace."

Eles se viraram e caminharam em direo  grande porta dupla, seus suas botas batendo
nas lajes. Eles estavam quase l quando Ferris os parou.

"Esperem!" ele chamou, e eles se viraram para enfrent-lo novamente. "E se a minha
resposta for ... no?"

Halt sorriu para ele. Pelo menos, poderia ter sido chamado de um sorriso. Horace
pensou que era mais perto da forma de um lobo mostrar as suas garras de um inimigo.

"No vai ser", disse ele.



Captulo 33



Will estava sentado sob uma rvore, de costas confortavelmente contra o tronco,
reparando uma parte do chicote de Puxo. Ele trabalhava no ponto de um furador
atravs de uma cinta de couro duro, estremecendo quando a ponta pegava a bola de seu
polegar.

"Eu vou ter que parar de fazer isso", disse ele a si mesmo. Talvez a chave para faz-lo
seria manter os olhos sobre o trabalho na mo. Mas a ala quebrada era apenas um ardil
para ocup-lo, enquanto ele estudava o campo imenso de seguidores de Tennyson.

Ele se juntou ao grupo duas noites antes, andando no escuro e depois de ser desafiado
por um sentinela a partir da linha de piquete jogada ao redor do acampamento. Ele se
identificou como um menestrel viajante e disse que estava ansioso para se juntar os
seguidores de Alseiass. O sentinela resmungou, parecendo estar satisfeito, e acenou-lhe
para dentro do campo.

Havia cerca de quatro centenas de pessoas reunidas sob a bandeira de Tennyson. A
maioria deles eram pessoas de vilas ao longo do caminho, que se juntaram depois de
ouvir o testemunho entusistico dos moradores de Mountshannon. Alguns tinham sido
convocados a partir de outras vilas mais ao sul, onde Tennyson j tinha expulsado
grupos de bandidos. O profeta havia deixado alguns de seus capangas em cada uma
destas aldeias e, uma vez que a marcha em Dun Kilty comeasse a srio, eles tinham
sido convocados, juntamente com os seus convertidos, para se juntar ao grupo.

Mas tambm havia um ncleo slido de aclitos de Tennyson, reconhecidos por suas
vestes brancas. Os mais bvios de todos eram os dois guarda-costas enormes que
sempre estava perto do lder. Eram brutos ranzinzas, Will pensou. O Deus de Ouro
Alseiass no tinha os imbudo com seu amor to professado por seus companheiros.
Conforme os nmeros cresceram, Tennyson continuou a pregar, salientando a falta do
rei de deciso e ao, e colocando a culpa pela situao conturbada de Clonmel sob os
seus ombros. E em cada uma destas sesses, os seus subordinados se moviam entre a
multido, coletando ouro e jias em homenagem a Alseiass.

Como um Renegado Will sorriu para o uso inadvertido da palavra - ele podia ver a
ntida diviso no acampamento. Havia os fervorosos, esperanosos novos convertidos, a
grande massa de pessoas que tinham optado por seguir Tennyson e que olhavam para
ele e seu Deus, como a nova esperana de paz e prosperidade. Esse grupo crescia mais a
cada dia como os novos convertidos se reuniram no acampamento.

E l estava o ncleo duro de seguidores pr-existentes, que recolhiam o ouro, protegia
Tennyson e, Will estava certo, resolvia com algum que escolheu falar contra o profeta
Alseiass.

No dia anterior, o ltimo grupo foi reforado por trs novos notveis. Vestidos em
couro preto apertado, eles usavam mantos de prpura opaca e de abas largas, chapus de
penas da mesma cor. Eles eram obviamente estrangeiros com cabelos escuros e pele
clara. E eles no eram simples peregrinos vinham se juntar a multido. Eles levaram
balestras em suas costas e, a partir da observao cuidadosa, cada um deles tinha pelo
menos trs punhais em sua pessoa - em bainhas no cinto, em suas botas e sob o brao
esquerdo. Eles eram homens perigosos. Eles se levaram com um ar de certeza de que
diziam ter confiana em suas habilidades de arma.

Ele queria saber quem eram e de onde eles tinham vindo. Ele estava menos curioso
quanto  sua finalidade. Eles eram assassinos contratados por Tennyson. Anteriormente,
Will tinha estado cantando junto ao pavilho branco e viu que um deles seguiu um
homem mal vestido fora do campo e na floresta. Quinze minutos depois, o estrangeiro
voltou sozinho, indo direto para o pavilho de Tennyson para reportar. Will, que seguia
discretamente uma parte do caminho, esperou pela borda da floresta at o anoitecer.
Mas no havia sinal de outro homem voltar.

Ele ouviu uma voz levantar a alguns metros e olhou para cima. Uma das pessoas do
circulo das roupas brancas estava andando a esmo entre as tendas e abrigos campais,
emitindo ordens para as pessoas de l. Will se levantou e se aproximou para ouvir o que
estava sendo dito.

"Embrulhem seu acampamento hoje  noite aps as oraes. Coloquem suas
mercadorias carregadas em suas carroas e cavalos, e estejam prontos para sair do
acampamento amanh. Tennyson quer todos prontos para sair as dez horas! Portanto, se
ocupe! No deixe para amanh! Faa isso hoje  noite e durma ao relento!"

Um dos peregrinos se adiantou e se dirigiu para a figura vestida de branco com
deferncia.

"Onde estamos indo, sua honra?" disse ele e meia dzia de vozes ecoou a pergunta. Por
um momento, o mensageiro olhou como se ele no fosse responder, de simples
contrariedade. Ento ele encolheu os ombros. No houve necessidade de mant-lo em
segredo.

"Ns estamos marchando diretamente para Dun Kilty.  hora de Rei Ferris ser dito que
sua hora chegou!" ele disse, e havia um zumbido inchao da aprovao daqueles que o
ouviam.

Interessante, Will pensou. Ele ultrapassou seu caminho atravs das barracas  beira do
assentamento, onde a sua prpria barraca pequena estava lanada e Puxo estava
pastando por perto. Ele abaixou rapidamente a barraca e a embalou. Puxo olhou com
curiosidade enquanto ele fazia isso.

"Estamos saindo amanh," Will disse. Ele verificou que tudo estava bem enrolado e
protegido. Ele estaria contente em dormir na noite aberta. Ele olhou para o cu. Havia
nuvens deslizando em cima, obscurecendo as estrelas ao longo do tempo. Poderia
chover, mas a capa era impermevel e ele se sentiria confortvel o suficiente.

"Voc"

A voz o assustou. Era spera e alta e quando ele se virou, sentiu uma pontada de
desconforto quando viu quem tinha falado. Era um dos gigantes que atendiam a
Tennyson - Gerard ou Killeen. Ele no tinha idia de quem era e no parecia haver
maneira de distingui-los.

O homem grande apontou um dedo para ele.

"Voc  o cantor, no  mesmo?" disse ele, num tom desafiante em sua voz. Will
assentiu com a cabea hesitante.

"Eu sou um bardo, isso  verdade", disse ele, querendo saber onde isso estava levando.
A palavra pareceu estranha ao homem e Will explicou. "Eu sou um menestrel. Um
msico e cantor."

O rosto do homem limpou quando ele ouviu a descrio que ele entendia. "No mais,
voc no ", ele disse. "Tennyson barrou todos os cantos - exceto hinos a Alseiass.
Voc conhece algum deles?"

Will balanou a cabea. "Infelizmente, no."

O grande homem sorriu maldosamente para ele. "Triste para voc, porque voc est fora
do negcio. Tennyson diz que voc  para trazer o seu alade para ele aps a sesso de
orao da noite."

Will contemplou se havia algum ponto em dizer a este idiota que ele tocava uma
mandola, e no um alade. Ele decidiu contra isso.

"Tennyson quer o meu ... instrumento?"
O homem fez uma careta para ele. "No  isso que eu disse? No h mais msica e
segure seu alade! Claro?"

Will hesitou, pensando no fim e que isso significava, e o homem falou, desta vez ainda
mais alto e mais abruptamente.

"Claro?"

"Sim, claro. No h mais msica. Segurar meu ... alade. Eu entendo."

Gerard ou Killeen assentiu com a cabea de uma forma preenchida. "Bom. Certifique-se
de que voc faz."

Ele virou as costas e andou para longe, seu corpo enorme visvel sobre as tendas por
alguma distncia. Will sentou-se em sua barraca enrolada e olhou para a mandola no seu
estojo de couro, em forma. Era um belo instrumento, feito pelo mestre luthier de
Araluen, Gilet, e dado a ele como presente por um grato Orman Senhor do Castelo
Macindaw. Se ele entregasse isso para Tennyson, ele no tinha dvida de que ele nunca
iria v-la novamente.

Alm disso, ele pensou, ele havia aprendido tanto quanto ele podia sobre os planos de
Tennyson. O profeta estava indo diretamente para Dun Kilty, cortando curto seu
esquema original de reunir um nmero crescente de seguidores em uma progresso
triunfal atravs do campo. No que ele precisasse de mais nada. Tinha centenas deles j.

Depois houve a questo da chegada dos trs novos besteiros. Talvez fosse oportuno para
Halt ouvir falar deles. Will estava certo de que seu antigo mentor saberia quem eram
eles - ou pelo menos, de onde vieram e qual a sua finalidade seria.

Tudo em tudo, Will decidiu, era hora de ele deixar os seguidores de Alseiass.

Ele estalou a lngua e Puxo trotou rapidamente para ele, parando rapidamente de
pastar. Rapidamente, Will selou o cavalo, cintas de sua mochila, o estojo da mandola e
o equipamento de campismo para os laos que lhes era proporcionado. Ento ele pegou
um pacote de longo oleado envolto em que permanecia no cho e o abriu para revelar
seu arco e aljava. Ele amarrou o arco, colocou a fita da aljava por cima do ombro e
montou em Puxo.

Ele andava rapidamente pelos arredores do acampamento, no fazendo qualquer
tentativa de dissimulao. Isso s iria atrair a suspeita, ele sabia. Conforme as linhas de
tenda comearam a diluir, ele aumentou o ritmo de um trote, parando brevemente,
quando um anel externo de piquetes pisou em seu caminho, sua mo levantada.

"S um momento! Onde voc acha que voc est indo?"

"Eu estou saindo", disse Will. O homem estava de p ao seu lado direito e Will deslizou
sua bota direita para fora do estribo.

"Ningum sai", disse o sentinela. "Volte para o acampamento agora."
Ele tinha uma lana. At agora, ele a manteve na terra, mas agora ele comeou a
levant-la, de forma a criar uma barreira para Will.

"No. Eu tenho que ir," Will disse em um tom agradvel. "Voc v minha tia pobre do
lado da minha me me mandou uma carta e disse. . ."

Um pouco de presso a partir de seu joelho esquerdo havia dito Puxo para chegar mais
prximo do homem que ele estava falando. Ele podia se lembrar de ensino de Halt: se
voc pretende surpreender algum, continue a falar com ele direito at voc fazer isso.
Ele podia ver a irritao no rosto da sentinela, enquanto ele divagava sobre a sua tia do
lado de sua me. O homem estava desenhando flego para arranc-lo e conden-lo de
volta ao acampamento quando Will atirou no p direito  frente, endireitando o joelho e
batendo a sola da bota dura no rosto do homem.

No mesmo instante o homem tropeou e caiu, Will pediu Puxo em um galope. At o
momento que o sentinela abatido tivesse se recuperado e levantado e encontrado que
tinha sado girando de sua mo, Will e Puxo teriam sido engolidos pela escurido da
noite adiantada. Havia apenas o som de casco batendo rapidamente para marcar o fato
de que eles estavam l.



Captulo 34



Halt e Horace voltaram para o ptio, onde Kicker e Abelard esperavam pacientemente.
Halt estava omisso quanto eles montaram e cavalgaram para fora do castelo, no fundo
do pensou. Horace no era surpresa.

Halt na melhor das vezes falava pouco e hoje tinha muita coisa para ocupar sua mente.
Horace tentou imaginar o que deveria ter sido para o seu mentor no oficial - porque ele
tambm tinha aprendido muito com Halt e continuava a faz-lo - enfrentar o seu irmo
traioeiro aps sua longa ausncia. Um sorriso irnico tocou sua boca, quando ele
considerava o outro lado da moeda. Presumivelmente, ela tinha sido uma experincia
perturbadora para Halt. Mas deveria ter sido dez vezes pior para Ferris, ele pensou, e o
comportamento do rei tinha assumido isso. O pensamento do Rei trouxe uma pergunta
para os lbios e ele perguntou abruptamente, sem qualquer prembulo.

"Voc confia nele, Halt?"

O Arqueiro olhou para ele e sua resposta disse a Horace o que ele estava pensando no
mesmo sentido.

"Ferris? No tanto quanto eu podia chut-lo. E eu iria gostar de ver o quo longe isso
poderia ser", ele acrescentou, com uma pitada de amargura em sua voz. "Mas eu confio
em Sean. Ele vai manter Ferris na linha. E ele vai ter certeza que ele mantm a sua
palavra."
"Ele  um homem bom", Horace concordou. "Mas ele pode realmente fazer isso?
Afinal, Ferris  o rei. Certamente ele pode fazer o que ele gosta?"

Mas Halt sacudiu a cabea. "No  fcil, mesmo para um rei. Especialmente para este,"
ele adicionou. "Ferris sabe que precisa de Sean. Ele confia nele. Voc no acha que
qualquer um desses guardas de um figo do castelo se preocupam com o que Ferris quer,
no ? No percebeu que, quando Ferris negou-lhes, nenhum deles passou at Sean lhe
dando assentimento? Se Ferris tentar nos enganar ou trair, ele vai alienar Sean. E agora,
ele precisa dele. "

"Eu suponho que sim", Horace concordou. Halt invariavelmente sabia mais sobre esse
tipo de coisa do que ele. Horace, como a maioria dos soldados, odiava a poltica, e
evitava tanto quanto podia. Arqueiros, como ele tinha notado em mais de uma ocasio,
pareciam estar em casa com as negociaes em segredo, intrigas e subterfgios que
pareciam ir com a deciso de um pas. Se Halt ficou satisfeito, Horace pensou, isso era
suficientemente bom para ele. Ele tinha assuntos mais urgentes a exercer a sua ateno.

Como o almoo.

"O que ns faremos agora?" ele perguntou depois de mais alguns minutos de silncio.
Halt olhou para cima, saindo de seu devaneio com a pergunta.

"Acho que encontramos uma pousada confortvel," ele disse. Horace assentiu, ento um
pensamento lhe ocorreu.

"E sobre Will? Como ele vai saber onde nos encontrar?" "Ele vai administrar isso," Halt
disse confiante. Ento ele esticou as costas rgidas e os msculos do ombro. "Vamos
encontrar essa pousada. Eu no sei sobre voc, mas eu poderia ter algumas horas de
sono."

Horace assentiu em acordo. "Sim, uma boa refeio e depois de algumas horas em uma
cama macia faria maravilhas."

"Acho que vou pular a refeio", disse Halt.

Horace olhou para ele, horrorizado. Como algum poderia contemplar tal coisa estava
alm dele.

Eles encontraram uma pousada adequada na base da colina que levava at o castelo Dun
Kilty. A pousada era um edifcio de dois andares - como a maioria das pousadas eram -
mas essa era maior do que a maioria. A sala de cerveja e bar era grande e os limites um
pouco maior do que o normal, evitando o sentimento apertado que Horace tinha
experimentado nas pousadas de Mountshannon e Craikennis. Ele podia estar ereto sob
vigas do teto neste edifcio, e ele deu um pequeno suspiro de alvio quando percebeu o
fato. Mais de uma vez desde que eles tinham viajado em Hibernia, ele conseguido
quebrar a cabea no teto baixo de vigas.
Os quartos eram no segundo andar. Eles eram grandes e arejados, com janelas
envidraadas que se abriam para deixar a brisa entrar e permitiam uma viso da rua em
qualquer direo. Se voc se esticasse para fora, como Horace fez, voc poderia at
mesmo ter um vislumbre do castelo, no alto da colina acima deles.

Os lenis nas camas estavam limpos e os cobertores tinham sido bem arejados.
Demasiadas vezes em sua longa carreira, Halt havia sido forado a permanecer nos
estabelecimentos onde as folhas davam amplas provas de quem tinham ido antes dele.
Ele olhou ao redor da sala com a aprovao, testou o colcho com as mos e a
aprovao cresceu.

"Ns vamos lev-lo", ele disse a proprietria que lhes mostrou o quarto. Ela assentiu
com a cabea. Ela no esperava menos.

"Quantas noites?" ela perguntou. Halt considerou a questo.

"Esta noite e amanh  noite," disse ela. "Podemos ficar mais tempo, mas isso  o que
planejamos no momento." Ele enfiou a mo na carteira pendurada em seu cinto e pagou-
lhe antecipadamente para duas noites. A proprietria fez uma reverncia com graa
surpreendente para uma circunferncia grande como ela era e guardou o dinheiro
afastado em um bolso do avental.

"Obrigado, sua honra", ela disse e Halt assentiu. Ela ficou na expectativa. "Haver mais
alguma coisa?" "No. Ns ficaremos bem", disse Halt. Mas Horace o interrompeu.

"Voc ainda esto servindo comida na sala de cerveja?" perguntou ele e o rosto dela
estava envolto em um sorriso enorme.

"Pelo amor de Deus, mas  claro que estamos, meu jovem! E voc com esse olhar em
voc poderia comer um cavalo!"

Halt nunca deixou de ficar fascinado pela maneira como as mulheres, jovens ou velhas,
grandes ou pequenas, nunca poderiam resistir  tentao de alimentar Horace.

"Eu prefiro um bife", o jovem guerreiro disse, sorrindo.

A dona da casa deu uma risadinha, seu queixo balanou com o esforo. "E voc ter
isso, jovem senhor! Eu vou dizer Eva para colocar em um para voc."

"Eu poderia estar um pouco com fome tambm", Halt disse irritado. Ele no estava. Ele
simplesmente disse que para ver o que iria acontecer. Como ele adivinhou, seu
comentrio foi completamente ignorado. A dona da casa continuou a sorrir para Horace.

"Venha para baixo quando estiver pronto, jovem senhor", ela disse a Horace
efusivamente.

Halt encolheu os ombros e desistiu. Ele caiu de volta na cama, as mos atrs da cabea,
e soltou um suspiro de satisfao. A dona o considerou gelada.
"Botas e cobertura fora da cama!" ela disse maliciosamente e Halt cumpriu
rapidamente.

Ela cheirou e foi se afastando enquanto ele murmurava: "Aposto que voc no teria dito
isso a Horace."

Ela balanou de volta imediatamente, a suspeita escrita grande em seu rosto. "O que foi
isso?"

Em sua vida, Halt enfrentou Wargals, o terrvel Kalkara, Escandinavos loucos por
sangue e hordas Temujai sem tremer. Mas uma senhora mal-humorada era um assunto
completamente diferente.

"Nada," ele disse a ela mansamente.

***

Quando Horace voltou uma hora depois, o seu cinto apertado satisfatoriamente em torno
de sua cintura, Halt se estendeu sobre uma das camas. Horace bloqueou e trancou a
porta, ento sorriu quando viu que as botas do Arqueiro estavam juntas ao lado da cama
e a cobertura tinha sido afastada.

Halt estava roncando baixinho, um fato que interessava Horace. Ele nunca ouvido Halt
roncar quando eles estavam acampados em um territrio hostil. O Arqueiro sempre
dormia to leve quanto um gato, acordado pelo menor rudo. Talvez quando eles
estavam em tais situaes, Halt nunca chegava ao reino do sono profundo que levava ao
som suave roncando ele que ouvia agora.

Horace bocejou. A viso do Arqueiro esticado e relaxado o fez perceber o quo cansado
ele prprio estava. Tinham sido poucos dias agitado e a nica noite boa que eles haviam
desfrutado tinha sido em Mountshannon, na hospedaria deserta. Desde ento, houve
muita cavalgada difcil. Ele sentou-se na outra cama, tirou suas botas e deitou-se. O
travesseiro era suave e o colcho, depois de semanas dormindo na fria e inflexvel terra,
estava celestial. Ele ainda estava maravilhado com a forma como ele se sentia
confortvel quando ele adormeceu.

Algum tossiu.

Instantaneamente, Horace se atirou de p da cama, confuso e desorientado, perguntando
onde estava por alguns segundos antes de ele se lembrava. A luz de fora da janela estava
morrendo conforme o crepsculo se apoderava de Dun Kilty. Ele olhou para Halt. O
Arqueiro ainda estava propenso na cama, as mos atrs da cabea.  luz de
escurecimento, Horace pde ver que os olhos do Halt estavam fechados, mas o Arqueiro
falou agora sem abri-los.

" uma tosse horrvel que voc tem a", disse ele.
"Eu pensei que eu tropecei na A Bela Adormecida e sua irm feia", disse outra voz,
"esperando o beijo do amor verdadeiro para acord-los de seu sono. Perdoe-me se eu
no favorecerei."

Horace girou na voz. Uma figura encapuzada com capa estava sentada no canto mais
escuro do quarto - Will, ele percebeu.

A voz de Halt era de desprezo quando ele respondeu. "Durmindo? Eu estive acordado
desde que voc tropeou pelas escadas e bateu a porta como uma bailarina de uma perna
s. Quem poderia dormir com esse barulho?"

Eu poderia, obviamente, Horace pensou. Ento ele se lembrou que tinha trancado a
porta atrs dele e perguntei como  Will tinha conseguido ultrapassar esse pequeno
problema. Ele deu de ombros. Will era um Arqueiro. Eles poderiam fazer essas coisas.
Seu amigo riu quando ele respondeu  declarao de Halt.

" um barulho estranho que voc faz quando voc est acordado", disse ele, o sorriso
evidente em sua voz. "O que  isso que eles chamam de? Ah, sim, ronco. Muito talento.
A maioria das pessoas s pode faz-lo quando eles estiverem dormindo."

Halt sentou-se agora, balanou as pernas para fora da cama, esticou os braos acima da
cabea e apertou-se.

"Bem, obviamente eu continuei com a pretenso de ronco", disse ele. "Eu queria ver
quanto tempo voc continuaria a se sentar a."

"E quanto tempo eu fiquei?" Will desafiou.

Halt sacudiu a cabea tristemente e voltou-se para Horace. "Horace, quando ficar mais
velho, tente evitar ser confrontado com um aprendiz. No s eles so um maldito
incmodo, mas aparentemente eles constantemente sentem a necessidade de tirar o
melhor de seus mestres. Eles so ruins o suficiente quando esto aprendendo. Mas
quando se formarem, eles se tornam insuportveis."

"Eu vou ter isso em mente", disse Horace gravemente. Mas ele percebeu que Halt tinha
inventado isso para evitar responder a pergunta de Will. O Arqueiro mais jovem tinha
percebido isso tambm, mas ele decidiu deixar seu mentor fora do gancho.

Halt ocupou-se de iluminar a pequena lanterna na mesa entre as duas camas. Quando a
chama se acendeu a lente da luz espalhando a sua luz suave nos cantos da sala, ele
virou-se para Will, curioso.

"Eu no te esperava to cedo", disse ele. "Alguma coisa de errado?"

Will deu de ombros. "No na verdade. Tennyson decidiu que menestris no eram bem-
vindos em seu acampamento e queriam confiscar minha mandola, assim "

"Seu o qu?" Halt perguntou, franzindo o cenho.
Will suspirou de frustrao. "Meu alade."

Halt assentiu, entendendo agora. "Ah. Certo. Siga em frente."

Will ergueu as sobrancelhas para Horace e o guerreiro sorriu na simpatia.

"Assim," Will continuou: "Eu decidi sair. Eles esto levantando acampamento de
qualquer maneira e eles esto se dirigindo diretamente aqui."

Halt esfregou a barba, pensativo. "Eu no esperava por isso", disse ele. "Eu pensei que
ele iria gastar mais uns dias para reunir seus apoiadores."

"Ele no precisa delas. Ele deve ter quatrocentos com ele agora. Alm disso, eu acho
que a notcia de Craikennis chegou a ele. Um mensageiro chegou no outro dia e suas
notcias tinham deixado Tennyson muito chateado mesmo. Eu acho que ele matou o
mensageiro, como uma questo de fato."

"Faz sentido," Horace acrescentou "Ele no iria querer a notcia da vitria do Guerreiro
Do Nascer do Sol saindo."

"No. Ele no iria", disse Halt. "E voc diz que ele tem quatro centenas de pessoas com
ele agora?"

"Pelo menos," Will disse. "Naturalmente, a maior parte deles so camponeses, e no
combatentes treinados. Mas ele tem um crculo de apoiadores, incluindo os dois
pugilistas gigantes, Killeen e Gerard.

"Ainda assim, uma fora de quatrocentos no  para ser desprezar. Duvido que Ferris
possa levantar mais de cem, talvez cento e cinqenta soldados. Isto , se eles
escolherem obedec-lo."

"Como  que foi com Ferris?" Will perguntou. "Ele estava contente em v-lo depois
deste tempo todo?"

"Dificilmente," Halt disse secamente. "Ele j tinha estado em contato com Tennyson.
Ele estava pensando se vender."

"Estava?" Will solicitou.

"Eu acho que Halt o persuadiu do contrrio," Horace disse, com um sorriso. "Estamos
indo de volta por sua deciso de amanh."

Will balanou a cabea em dvida. "Voc est cortando-o bem, ento. Os Renegados
podero estar aqui at amanh."

"Isso pode tornar as coisas difceis", disse Halt. "Mas no h nada que possamos fazer
sobre isso. Se eu tentar apress-lo e v-lo hoje  noite, ele vai colocar seus saltos nisso
Especialmente se ele achar que estamos em pnico." Ele considerou o assunto em
silncio por alguns segundos, depois continuou. "No. Ns vamos manter o cronograma
original. Will, no momento, ns vamos mant-lo fora da vista. Voc fica aqui."

Will deu de ombros. "Se voc disser que sim. Alguma razo especial? Voc no tem
vergonha de mim, tem?" ele acrescentou em tom brincalho.

Um leve sorriso tocou o rosto Halt, o equivalente a uma gargalhada em qualquer um.
"No mais do que normalmente", disse ele. "No. Mas Ferris est acostumado com ns
dois. Se ns voltarmos com uma pessoa extra, isso vai torn-lo suspeito." Ele suspirou.
"Tudo faz aquele o homem ficar suspeito. E, alm disso, pode ser til se ns o
mantivermos na reserva. Nunca fere ter um craque em potencial na sua manga."

"Ento eu sou um craque?" Will sorriu. "Estou lisonjeado, Halt, lisonjeado. Eu no
tinha idia que voc me olhava to alto."

Halt deu-lhe um olhar de longo sofrimento. "Eu poderia ter sido mais exato dizer um
palhao."

"Tudo o que voc diz." Um pensamento atingiu Will. "Ah, eu queria dizer: Tennyson
tem trs novos recrutas. Estrangeiros, vestidos de couro, com capas roxas e enormes
chapus emplumados. Eles carregam balestras e toda uma panplia de punhais - e eles
olham como se eles sabem como us-los."

A expresso de Halt se tornou sria, enquanto ele ouvia a descrio. Ao falar das armas,
ele balanou a cabea. "Genovesans", disse ele suavemente.

Horace franziu a testa com a palavra. "Quem-novesans?" ele perguntou. Ele nunca tinha
ouvido essa palavra antes.

Halt sacudiu a cabea. "Vocs guerreiros no fazem muito de geografia na Escola de
Guerra, no ?"

Horace encolheu os ombros. "Ns no somos grandes nesse tipo de coisa. Ns
esperamos que o nosso lder aponte para um inimigo e diga: `V bater nele.' Ns
deixamos geografia e tal para Arqueiros. Ns gostamos de deixar vocs se sentirem
superiores."

"V bater nele, certo," Halt disse. "Deve ser reconfortante levar uma vida to
descomplicada. Eles so da cidade de Genovesa, na Toscana. Eles so mercenrios e
assassinos profissionais - que  praticamente a principal indstria da cidade. Alm de
suas armas, eles geralmente conhecem uma dzia de maneiras de envenenar suas
vtimas. Se Tennyson contratou trs deles, ele est levantando as estacas. Eles no so
baratos e so problema."

Will estava concordando em conhecimento. "Genovesans. Eu pensei nisso", disse ele.
Horace lanou um olhar triste em sua direo.

"Voc no tinha idia", disse ele, e Will no conseguia manter uma cara sria.
"Talvez no. Mas eu sabia que eles eram problema", disse ele. Seu sorriso se
desvaneceu quando Halt respondeu.

"Oh, eles so o problema, tudo bem. Eles so um grande problema. Tenha muito
cuidado se voc se deparar com eles, ambos vocs".



Captulo 35



"Eu no posso fazer isso", disse Ferris.

Os olhos de Halt escureceram de raiva enquanto ele olhava para seu irmo. Ferris
intimidava-se diante do olhar, encolhendo de volta para seu trono, como se o banco de
madeira de grandes dimenses lhe desse fora.

"Eu no vou", ele repetiu com petulncia. "Eu no posso. E voc no pode me forar a
fazer isso."

"No tenha tanta certeza disso," Halt disse a ele. Ele olhou para Horace e Sean, viu o
desprezo de um rosto e um amargo desapontamento do outro. Mas ele sabia que Ferris
estava certo. Ele no podia for-lo a se levantar contra Tennyson.

"Por que eu deveria, Halt? Por que eu deveria fazer o que voc diz? O que isso tem 
ver com voc, afinal?" Seus olhos se estreitaram em suspeita, conforme ele disse as
palavras. No mundo de Ferris, as pessoas s faziam coisas de interesse prprio. Agora,
ele se perguntou o que Halt estava a ganhar se ele, Ferris, denunciasse Tennyson como
um charlato. E enquanto ele pensava, a resposta bvia levantou-se diante dele. Ele
deslizou para fora do trono e avanou para enfrentar Halt, estimulado agora que ele
podia ver a motivao de seu irmo.

"De repente, eu vejo. Voc quer que eu fique contra Tennyson na esperana de que ele e
seus seguidores vo me matar.  isso a, no ? Voc vai deix-los fazer seu trabalho
sujo para voc, e voc vai reaparecer magicamente e tomar o meu lugar no trono. E
aposto que voc simplesmente aceitar as condies de Tennyson quando voc fizer."

Halt estudou o rosto de seu irmo por alguns segundos, viu a mente tortuosa de trabalho
por trs dos olhos sempre mudando. Ele balanou a cabea em desprezo.

"Eu poderia pensar dessa maneira, Ferris. Se eu fosse voc. Mas a minha preocupao
real  para as pessoas l fora." Ele fez um gesto na direo da cidade abaixo deles. "Os
que o chamam seu Rei - que olham para voc por liderana e proteo. E Deus os ajude,
porque vai ter pouco de ambos de voc."

"Por favor, Vossa Majestade", disse Sean, um passo  frente. "Por favor, reconsidere.
Halt est certo. O povo precisa de voc. Eles precisam de algum para conduzi-los. Para
assumir o comando."
Ferris riu desdenhosamente ao seu sobrinho. "Ah,  `por favor, vossa majestade', agora,
, Sean? Ontem, voc estava muito disposto a cham-lo de sua majestade, no estava?
No pense que eu no vejo atravs de seus caminhos traioeiros. Voc est em com
eles."

Sean deu um passo atrs agora, como se ficasse muito perto de seu tio fazia sentir-se
imundo. Sua voz era baixa e com raiva enquanto ele falava.

"Eu nunca fui infiel a voc, sua majestade. Nunca!"

A raiva era to palpvel que Ferris olhou para o sobrinho nervosamente. Talvez ele
tivesse ido longe demais. Ele sabia o quanto ele confiava em Sean. Mas ele ainda se
recusava a ceder na questo principal.

"Talvez eu tenha falado precipitadamente", disse ele num tom conciliador. Ento sua
voz endureceu e ele voltou a Halt. "Mas eu no vou fazer o que voc pede. Se voc
quiser se opor a Tennyson, voc assuma o risco. Voc saia e reunia o povo por trs
desse ridculo Guerreiro Do Nascer do Sol de vocs."

"Se isso chegar a acontecer, eu vou," Halt disse a ele. "Mas eu sou um estranho aqui e
voc  o rei. Isso vai parecer..."

Antes que ele pudesse continuar, Ferris captou em suas palavras e interrompeu. "Isso 
certo. Eu sou o rei. Eu estou feliz que alguma uma pessoa aqui lembra esse fato de
pequeno porte. Eu sou o rei e eu vou decidir por mim."

Ele ergueu-se, tentando olhar altivo e decisivo. Mas os olhos, como sempre, negavam
isso constantemente enquanto eles se moviam e deslizavam para fora de qualquer
contato com os outros trs.

Halt silenciosamente amaldioou Ferris. Ele esperava intimidar ele para desafiar
Tennyson. Mas a recusa odiosa e covarde do Rei significava que o seu plano estava em
runas. Sem a autoridade do rei, qualquer resistncia aos Renegados seria ineficaz. As
pessoas no seguem um estranho desconhecido, um jovem guerreiro contra Tennyson, o
salvador de Mountshannon e meia dzia de outras aldeias, um orador hbil e um perito
em chicotar uma multido em um frenesi.

E um homem com centenas de seguidores fanticos s suas costas.

Apesar de sua agitao interna, Halt no permitiu nenhum sinal mostrar em seu rosto.
Ele respirou fundo para uma ltima tentativa de convencer Ferris. Ele no tinha certeza
que ele ia dizer, pois tudo tinha sido dito j. Ele parou quando ele ouviu um barulho fora
das portas sala do trono. Ento uma das portas abriu e um guarda entrou, correndo em
direo ao pequeno grupo no outro extremo da sala. Halt notou que ele relatou a Sean,
no Ferris. Isso poderia ser simplesmente protocolo. Ou poderia indicar onde a lealdade
real dos homens estava.
"Sir Sean, h um mensageiro fora. Afirma que  urgente. Ele quer ver este." Ele indicou
Halt.

Sean virou-se para ele. "Voc est esperando uma mensagem?"

Halt hesitou. S podia ser uma pessoa. Ele dirigiu-se ao guarda. "Ele est vestido como
eu?" ele disse, indicando a capa manchado e a bainha dupla vazio - como antes, eles
haviam deixado suas armas no exterior.

O guarda acenou com a cabea. "Ele est realmente. Exatamente isso, a sua honra."

"Sim", Halt disse a Sean. "Eu estava esperando por ele. Ele tem uma importante notcia
sobre este problema." Ele no tinha idia de por que Will veio atrs deles. Mas ele tinha
certeza que deveria ser importante.

Sean acenou para o guarda. "Deixe-o entrar"

O guarda retirou-se e poucos segundos depois Will entrou na sala. Ferris soltou um
grunhido conforme ele viu a capa manchada, a tnica marrom e verde montona.

"Trouxe um seguidor seu, voc, Halt?" ele zombou. "Eu diria que Tennyson tem um
pouco mais do que voc."

Will olhou com curiosidade para o Rei, vendo as mesmas semelhanas e diferenas que
Horace havia notado no dia anterior. Em seguida, o esqueceu e olhou para Halt.

"Ele est aqui", ele disse simplesmente. Por um momento, o significado no se registrou
com Horace, mas Halt viu imediatamente "Tennyson?" ele disse e Will acenou com a
cabea.

"Eles esto levantando seu acampamento. Ele anunciou que estar abordando as pessoas
s trs horas."

Havia um relgio de gua de doze horas na sala do trono e Halt olhou rapidamente para
ele. Era apenas uma hora antes. Internamente, ele estava em ebulio, mas, como antes,
ele controlava suas emoes, ento no havia nenhum vestgio delas no rosto ou na sua
fala.

"Muito bem", disse ele. "Obrigado, Will. V e fique de olho neles. Deixe-me saber se
alguma coisa se desenvolve."

Will assentiu com a cabea. Ele olhou curioso para Ferris, em seguida, de volta a Halt,
os olhos fazendo uma pergunta: Como  que vai aqui? Mas o balanar de cabea rpido
de Halt lhe disse para no perguntar em voz alta. Will entendeu que nem tudo estava
bem.

"Certo Halt. Eu vou estar no terreno no mercado. Isso  onde est sendo levantado o
pavilho."
Ele se virou e saiu da sala rapidamente. Halt estudou as caractersticas de seu irmo, e
sentiu uma sensao muito estranha - a de fracasso. Mas ele tinha que tentar mais uma
vez.

"Ferris. . ." ele comeou.

Ferris levantou uma sobrancelha. " a sua majestade, eu acho." Ele sentiu que Halt ia
tentar apelar para sua melhor natureza. Talvez at mesmo para defender com ele. E
agora, como ele sabia que tinha a vantagem, a sua confiana voltava. Halt brilhou, mas
antes que ele pudesse dizer qualquer coisa, o jovem guerreiro que o tinha acompanhado
o interrompeu.

"Sua Majestade", disse Horace e seu tom era conciliatrio, respeitoso at mesmo, "eu
penso que eu poderia ver uma maneira de resolver esse problema - e  uma que pode
beneficiar todos, se voc pegar o meu significado?"

Ele esfregou o polegar e o indicador junto no universal gesto de cobia - um gesto que
Ferris entendia muito bem. O rei se virou para ele, interessado em ouvir o que ele
poderia dizer.

Mas Halt o interrompeu antes que Horace pudesse ir mais longe.

"Deixe-o Horace.  intil", disse ele, com a voz cansada.

Horace empurrou o seu lbio inferior para fora, assumiu uma expresso pensativa e
respondeu, num tom levemente depreciativo, "Ah, Halt, vamos ignorar sua conversa oca
sobre honra e dever para com o povo. Voc tentou. Voc falhou. Enfrente isso e siga em
frente. Agora eu posso ver uma oportunidade definitiva com este disparate de Guerreiro
Do Nascer do Sol. Por que no deveramos fazer um pouco de dinheiro para ns aqui?"
Ele olhou de volta para o Rei. "E muito para voc, sua majestade."

Ferris assentiu. Horace estava falando a lngua que entendia melhor. O auto-interesse. A
resposta irritada Halt convenceu-o.

"Horace, cale-se! Voc esqueceu o seu lugar! Voc no tem o direito de"

"Ah, corte isso, Halt! Admita uma vez que seu caminho no vai funcionar", disse
Horace a ele, cortando-lhe. Halt parou, mas a fria ainda era evidente em seu rosto
quando ele olhava para seu jovem companheiro.

Ele fala bem, Ferris pensou deliciado. Ento, Horace se voltou para o rei novamente.

"Bem, sua majestade? Interessado?"

Ferris sorriu e acenou com a cabea. No era apenas a promessa de dinheiro que o
atraa. Era ver seu irmo ser superado, e ver sua raiva impotente quando um de seus
seguidores se voltava contra ele.
"Contine," disse ele. Ele mal ouviu a exclamao amarga de Halt quando seu irmo se
afastou. Ele podia ver o desapontamento no rosto de Sean  interrupo inesperada de
Horace. Servia-lhe com razo. Sean era um idealista, e era poca de ele aprender um
pouco sobre as realidades da vida. Horace olhou ao redor da grande sala do trono,
ecoando, viu uma pequena porta com cortinas para um lado.

"Talvez se eu pudesse ter algumas palavras em particular, sua majestade.
Poderamos...?" Ele indicou a sala ao lado. "O meu quarto de roupas", disse Ferris e
liderou o caminho em direo a ele. "Ns podemos conversar l, imperturbveis. Ele
olhou significativamente para Sean e Halt quando disse a ltima palavra. Horace seguiu,
assumindo o seu caminho passando por Sean como ele fez isso, um sorriso no rosto.
Sean sacudiu a cabea e virou-se desesperadamente para Halt. O Arqueiro tinha os
olhos baixos, mas quando o Rei e Horace atravessaram a cortina, ele olhou para cima
para encontrar o olhar de Sean. O jovem Hiberniano ficou surpreso ao ver que Halt
estava sorrindo. Ele foi comear a falar, mas Halt levantou a mo. Um segundo depois,
eles ouviram o som de um punho impressionante contra a carne e um grito de dor
sbito, cortado pelo barulho de mveis sendo derrubados. Ento a voz de Horace veio
de trs da cortina.

"Pode vir aqui, Halt?"

Sean seguiu o Arqueiro atravessando a sala e saiu atrs da cortina. A cmara era um
pequeno anexo, onde as vestes oficiais do rei para ocasies de Estado eram mantidas.
Continha um grande armrio para o propsito, junto com vrias cadeiras, uma
penteadeira e um espelho. Havia uma pequena lareira no canto. O rei estava deitado
inconsciente no cho, uma cadeira derrubada ao lado dele. Horace estava sacudindo a
mo direita dele, curando os dedos, obviamente, machucados.

"Horace Altman," Halt disse: "o que diabos voc fez?"

Horace apontou para o guarda-roupa cheio de roupas oficiais. "Eu apenas o elegi Rei",
disse ele. "Comece a se vestir."



Captulo 36



"Voc est louco?" Halt perguntou. Mas Horace no disse nada ento ele continuou.
"D uma olhada em ns dois. Tem uma certa semelhana, at mesmo uma forte. Mas
no tm a mesma aparncia."

Sean moveu-se rapidamente para se ajoelhar ao lado da figura inconsciente no cho da
sala de roupas. Ele sentiu o pulso, ficou aliviado ao descobrir que havia um, ento olhou
para os dois Araluans, agora enfrentando uns aos outros - Halt irritado e perplexo,
Horace calmo e sereno.
"Ele est frio l fora", disse ele.

Horace olhou para ele. "Voc tem um problema com isso?"

Sean analisou a questo por alguns segundos. "No na verdade. Mas voc pode ter
quando ele acordar. Ele vai trazer os guardas em cima de voc como uma tonelada de
tijolos. E eu duvido que eu vou ser capaz de proteg-lo."

Horace encolheu os ombros. "No ser um problema. Eu estarei saindo daqui com o Rei
alternativo." Ele indicou Halt de novo e o Arqueiro mostrou sua frustrao. Horace
parecia incapaz de enfrentar os fatos.

"Horace, d uma boa olhada em Ferris. Ento d uma boa olhada em mim."

"Eu dei", Horace disse calmamente. "Tudo o que precisamos fazer  puxar o cabelo
para trs de seu rosto e o prender com a ala de couro que ele usa..."

"Essa  a coroa real de Clonmel," Sean sentiu que tinha de intervir.

Horace olhou para ele. "Melhor ainda. Adiciona-se  iluso."

"Voc j reparou que nossas barbas so completamente diferentes?" Halt disse
sarcasticamente e Horace assentiu.

"Felizmente, a sua  mais completa que a dele. Eu notei que voc est a deixando
crescer desde que ns estivemos na estrada."

Halt encolheu os ombros. "Isso foi intencional. Eu no queria que as pessoas
percebessem a minha semelhana com Ferris."

"Bem, agora ns queremos que eles percebam. Ento ns temos que remover algo disso.
Iria ser um pouco difcil, se a situao fosse revertida. Difcil colocar mais barba por
diante."

"Voc est planejando fazer a barba em mim?" Halt disse. Pela primeira vez em muitos
anos, ele foi surpreendido pelo rumo dos acontecimentos.

"Halt, voc no v? Esta  uma oportunidade ideal! Precisamos do Rei para aparecer em
pblico e denunciar Tennyson e os Renegados ... e invocar o mito do Guerreiro do
Nascer do Sol. Voc sabe que tem que ser o rei. Voc sabe que ele se recusou a faz-lo.
Bem, com um pouco de trabalho, podemos torn-lo parecido com ele. Coloque em um
desses vestidos e aquela coisa de couro. . . Ele olhou para Sean, que tinha aberto a boca
para protestar. "Tudo bem, o a coisa da coroa real ... e eu aposto que ningum vai ver a
diferena. Eles vo ver o que eles esperam para ver. No  isso que voc sempre diz?"

Era verdade. Halt sabia que uma representao j era meio caminho para o sucesso se as
pessoas estavam esperando para ver o objeto real. E, claro, alguns em Clonmel teriam
visto o Rei de perto. Mas Halt estava preso em um pensamento.
"Voc est planejando fazer a barba em mim?" repetiu ele.

Horace assentiu com a cabea, virando-se para Sean. "Eu vou precisar do meu punhal.
Voc pode obt-lo por mim sem fazer muito barulho sobre isso?"

Sean reuniu seu olhar friamente. "Voc espera que eu v junto com isso?"

Horace respondeu sem hesitao. "Sim. Porque voc sabe que  o nico caminho. E
voc sabe que ele, `ele apontou com o polegar no inconsciente Ferris,' est disposto a
vender esse pas fora para Tennyson e seus capangas."

Sua confiana era uma mscara. Quando ele disse as palavras, ele encontrou-se na
esperana de que ele estava certo em seu julgamento do jovem Hiberniano. Halt,
disfarado como Ferris, e na companhia do mordomo do rei, seria mais provvel ser
aceito como rei. Caso Sean no estivesse com eles, eles nunca ter passariam dos guardas
fora das portas da sala do trono.

Sean hesitou por um momento mais. No entanto, ele percebeu que ele j tinha falhado
em chamar os guardas no momento em que vira Ferris deitado no cho, ele j tinha
decidido lanar sua sorte com os dois Araluans.

"Voc est certo", disse ele. "Vou pegar as facas. Acho que seria muito bvio se eu
pedisse uma navalha?"

"Meu punhal far isso.  afiado o suficiente", disse Horace. Mas Halt falou quando
Sean comeou a virar.

"No pegue o punhal. Pegue minha faca Saxnica.  boa o suficiente para cortar meu
cabelo. Vai me barbear."

Horace estava olhando para ele, fascinado com a revelao.

"Ento  verdade", disse ele. "Voc realmente corta seu cabelo com sua faca Saxnica."
Tinha sido um assunto de discusso em Araluen, agora Halt estava confirmando. O
Arqueiro no se preocupou em responder.

"E pegue uma bacia de gua quente," Halt continuou para Sean. Ento, ele olhou para
Horace. "Voc no me barbear seco."

"Faa um ch," Horace corrigiu. "Um bule de ch quente. As pessoas podem perguntar
por que iria querer uma taa de gua quente. Mas um bule de ch no vai torn-los
curiosos."

Sean hesitou. "Voc vai fazer a barba dele no ch?" "Voc certamente no est indo
raspar-me no ch," Halt acrescentou. Mas Horace fez um gesto conciliatrio.

"Ainda  essencialmente de gua quente. E ns podemos us-lo para escurecer as partes
do seu rosto onde a barba estava."
Sean olhou de um para o outro. Ento ele assentiu em acordo. Horace estava certo.
Raspar a barba de Halt exporia uma rea do rosto que tinha sido protegida do sol e do
vento durante anos. Ele iria mostrar como um farol, a menos que isso de alguma forma
fosse dissimulado.

"Faca Saxnica e ch", ele murmurou, como se fosse algum tipo bizarro de lista de
compras. Ento ele correu da sala de roupas.

"J considerou" Halt perguntou Horace, "Que o cabelo de Ferris  escuro, enquanto o
meu  uma sombra digna de cinza?"

"Ele colore isso," Horace disse e Halt explodiu irritado. "Bem,  claro que ele colore
isso! Mas de alguma forma eu no acho que o ch ir fazer o truque para mim. Algum
pensamento?"

"Fuligem", Horace disse ele. "A lareira e chamin estaro cheias disso. Vamos esfregar-
la atravs de seu cabelo. Ns podemos misturar um pouco no ch no seu rosto tambm."

Halt estendeu a mo e endireitou a cadeira que tinha sido derrubada quando Ferris caiu.
Ele caiu sobre ela, resignado  sua sorte.

"E s fica melhor a cada minuto", disse ele sombriamente.

***

Uma hora depois, as portas da sala do trono abriram. Os seis guardas na sala exterior
todos viraram a ateno quando Sean surgiu.

"O Rei decidiu visitar a terra do mercado", ele anunciou. "Formem-se para escolt-lo."

Os guardas correram para obedecer quando o Rei, vestido em um manto de cetim
pesado verde, decorado com brocados trabalhados intricados e enfeitado com arminho
puro, varrido para fora da sala do trono. O manto chegava at o cho e tinha uma gola
alta, que o rei tinha virado para cima. Um dos visitantes estrangeiros o acompanhava.
No havia nenhum sinal do segundo estrangeiro, mas segundo os guardas, se eles
registraram a sua ausncia, no tinham tempo para se debruar sobre ela. Eles se
formaram rapidamente, dois na frente da comitiva real e quatro atrs, mantendo uma
distncia respeitosa para que eles estivessem perto o bastante para proteger o rei, se
necessrio, sem serem capazes de escutar a conversa real.

Sean liderou o caminho, com o Rei e Horace lado a lado, por trs dele. Sean tinha que
concordar que obra de Horace tinha sido eficaz. O cabelo Halt, escurecido com fuligem
da chamin, estava dividido ao meio, alisado com ch e chamado de volta sob a coroa
real. Uma inspeo de perto do rosto do rei teria revelado um pouco do efeito do
trabalho em reas mais baixas, onde um colar irregular de fuligem, poeira e resduos de
ch tinha sido manchado da carne rosa deixada nu pelos esforos inexperientes de
Horace com a faca Saxnica. A pasta tambm estava de alguma forma para encobrir
uma meia dzia de pequenos entalhes e cortes no rosto, onde a faca Saxnica no tinha
estado completamente  altura da tarefa de lidar com a corda barba de Halt. Horace
rapidamente descobriu que tinha uma pasta espessa de fuligem e ch servida para
estancar o sangramento de forma bastante eficaz.

"Eu vou pegar voc por isso," Halt lhe tinha dito que ele esfregou a mistura repugnante
no pior dos cortes. "Isso  fuligem suja. Eu provavelmente vou cair com meia dzia de
infeces."

"Provavelmente," Horace tinha respondido, distrado com sua misso. "Mas ns s
precisamos de voc hoje."

O que no era um pensamento confortante para Halt.

Tambm ajudava a decepo era o fato de que Ferris, ao longo dos anos, havia deixado
claro que ele no queria seus sditos olhando diretamente em seu rosto. A maioria das
pessoas, mesmo muitos dos que esto no castelo, nunca tinha tido a oportunidade de
estudar caractersticas do Rei em detalhes. Eles tinham uma impresso geral dele e essa
impresso era acompanhada pelo caminho Halt olhou, falou e se moveu.

Precedido por dois dos guardas sala do trono, o grupo marchou para fora da torre de
vigia no ptio. Abelard e Kicker estavam perto da porta. As rdeas de Kicker estavam
presas a um anel de amarrao. Abelard,  claro, simplesmente ficou onde estava at
que ele fosse procurado.

Ele olhou para cima quando o grupo surgiu e deu um Ol a seu mestre, que estava
vestido com um manto verde estranho e a sujeira que estava estampada em seu rosto.
Halt olhou para ele, a testa franzida, e silenciosamente falando as palavras `cale a boca'.
Abelard sacudiu a cabeleira, que era to prximo quanto um cavalo pode vir a encolher,
e se afastou.

"O meu cavalo me reconheceu", Halt disse acusadoramente de fora do lado da boca para
Horace.

Horace olhou para o pequeno e peludo cavalo, de p ao lado de seu enorme cavalo de
batalha.

"O meu no", respondeu ele. "Assim que  um resultado cinqenta a cinqenta por
cento."

"Eu acho que eu gostaria de melhores chances do que isso," Halt respondeu.

Horace reprimiu um sorriso. "No se preocupe. Ele pode, provavelmente, sentir seu
cheiro."

"Eu posso sentir-me", respondeu Halt acerbamente. "Eu estou cheirando a ch e
fuligem."

Horace pensou que era mais prudente no responder a isso.
O pequeno grupo marchou at a rampa de acesso para a cidade em si. Quando eles se
aproximaram, Halt estava consciente do fato de que, enquanto as pessoas recuavam de
seu caminho e baixavam a cabea ou curvavam quando seu rei passava, no havia
nenhum sinal de aplausos ou acenos. Ferris, agora inconsciente e amarrado e
amordaado no guarda-roupa do quarto de roupas, tinha feito pouco para encarecer-se a
seus sditos.

Eles fizeram o seu caminho para a cidade e o caminho continuou a ser clareado para
eles - se por respeito ou por causa dos homens armados que ladeavam eles, Halt no
poderia dizer. Ele suspeitou que era uma combinao dos dois. Eles viraram em uma rua
lateral e no final ele podia fazer para fora um espao aberto. O zumbido de centenas de
vozes desenvolvidas para eles. Eles estavam se aproximando do cho do mercado, onde
Tennyson j estava dirigindo uma grande multido.

"Eles comearam sem ns", disse ele.

"Eles podem ter comeado", respondeu Horace, "mas vamos terminar isso."



Captulo 37



Will ficou na parte de trs da multido no mercado. Os seguidores de Tennyson tinham
trabalhado duro por algumas horas, se preparando para o momento em que ele iria falar
 multido reunida. A plataforma elevada tinha sido construda e, de um lado, havia um
fogo para cozinhar com um grande espeto. Dois dos Renegados, despidos da cintura
para cima e brilhando de suor, estavam girando o espeto, que suspendia a carcaa de
uma ovelha acima do fogo. Enquanto ela girava, a gordura do animal escorria at as
brasas incandescentes do fogo, causando chamas para pular e fazer barulho e fumaa
perfumada  deriva em torno do terreno do mercado.

Will no tinha comido e o cheiro da carne assada fez o seu estmago roncar. De tempos
em tempos, o Renegado responsvel colocava peas esculpidas do lado de fora da carne.
Outro rasgava pedaos de po para usar como placas e a carne e o po foram
distribudos para a multido esperando. Um barril de vinho e outro de cerveja foram
abordados e os habitantes foram convidados a trazer suas canecas para a frente para
serem preenchidas. A atmosfera era uma jovial, quase como um feriado. A comida e o
vinho eram bons e era uma agradvel pausa na vida montona do dia-a-dia da cidade. O
cho do mercado balanava com a conversa e boa vontade.

Ento Tennyson comeou a falar. No comeo, ele estava alegre e acolhedor, comeando
com uma srie de anedotas divertidas - muitas vezes expensas prprias - que fizram a
multido rir. Ele era um bom ator, Will pensou. Ele falou sobre os momentos felizes
que ele e seus seguidores passaram enquanto se moveram atravs do campo, cuidando
de si e adorando seu deus. Um coro de uma dzia de Renegados estava em fila na
plataforma com ele e, ao seu sinal, eles lanaram a msica.

Eles cantaram canes populares do pas que tiveram suas audincias batendo os ps e
balanando no tempo, at que, ao grito de Tennyson, os habitantes se juntaram ao coro.
Em seguida, o coro cantou um hino de alegria simples  Alseiass. Tinha um refro fcil
e cativante para que a multido pudesse participar - e ela fez. Em seguida, o coro moveu
fora do palco e, quando mais vinho circulou, o humor Tennyson tornou-se menos
alegre.

Ele era um orador hbil. Ele fazia isso por graus, em primeiro lugar tornando-se
melanclico conforme ele descrevia o mal que parecia se estender mais por Clonmel
nos ltimos meses - uma nuvem escura que era to diametralmente oposta  vida
simples, alegre defendida por Alseiass e seus seguidores. O tom escuro em indignao,
a raiva, em seguida, como ele descrevia horrores como o massacre no Duffy Ford, e
outros que tinham ido antes. Os detalhes eram desconhecidos para a maioria na
multido, mas havia pssimos rumores em meia dzia de cidades e aldeias atravs do
sul do Reino. Os nomes dos lugares estavam familiarizados e o boato , por natureza
impreciso, Tennyson era capaz de embelezar e exagerar eventos, pintando um retrato de
horror sombrio quando ele assumiu um ar de indignao com o sofrimento do povo de
Clonmel.

Will sentiu a mudana de humor da multido. Havia o medo espreitado entre eles,
invisvel e ainda no reconhecido, enquanto Tennyson apontava como as mortes, os
ataques, as queimadas, foram progressivamente traando um caminho para o norte, para
Dun Kilty em si. O mal-estar crescia  medida que o nvel de canecas de vinho caia. E,
quando Tennyson detalhava atrocidade aps atrocidade, seus seguidores, vestidos de
branco comearam a ecoar suas palavras. Em seguida, membros de seu grupo recm-
convertidos deram um passo a frente e atestaram a veracidade do que ele falava.

"O profeta Tennyson tem o direito dele!" um novo convertido iria chorar. "Eu estava em
Carramoss" (ou Dell ou Clunkilly ou Rorkes Creek ou qualquer outro campo que ele
tinha mencionado poderia ser) "e eu vi essas coisas para mim!"

"H o mal perseguindo esta terra", disse Tennyson, atingindo o corao de seu discurso.
"Mal na forma do esprito escuro de Balsennis! Ele  um esprito depravado que ataca o
povo simples desta terra e traz suas hordas escuras a praga e os mata! Ns vimos a sua
mo antes, no vimos, meu povo?"

Ele se dirigiu a esta ltima pergunta para o quadro slido de seguidores atrs dele e as
suas vozes em coro a confirmao do fato. Tennyson, em seguida, continuou, a voz
subindo de intensidade e de volume.

"Ele deve ser parado! Seus seguidores do mal devem ser esmagados e derrotados! E
quem vai fazer isso para voc? Quem vai proteg-lo de seus ataques? Quem vai
enfrentar os saqueadores, criminosos, assassinos e bandidos que esto sob sua bandeira?
Quem vai transform-los de volta em confuso e derrota?

A multido murmurou inquieta. No houve resposta que eles sabiam para sua pergunta.

"Quem tem o poder para se opor a Balsennis e proteg-lo de sua obscuridade e do mal,
as formas?"

Uma vez mais, Tennyson permitiu a incerteza e resmungo trabalhar seu caminho atravs
da multido. Ento, ele se adiantou e sua voz profunda e sonora subiu novamente em
volume.

"O seu rei ir fazer isso?"

Silncio. Um silncio inbil, nervoso, enquanto a multido se entreolhava, depois
olhava apressadamente para longe. To perto do Castelo Dun Kilty, ningum estava
disposto a fazer o primeiro passo para denunciar o rei. No entanto, em seus coraes,
todos sabiam que a resposta  pergunta  no. A voz de Tennyson levantou-se para fora
do silncio de novo.

"Tem o seu rei -" o desprezo em sua voz era muito bvio quando ele disse ao rei a
palavra " feito algo para aliviar o sofrimento do seu povo? Tem ele?"

A intensidade de sua voz, a paixo que mostrava em seu rosto, exigiu uma resposta. De
trs da multido, algumas vozes hesitantes levantaram.

"No."

E uma vez que a ligao tinha sido dada, mais vozes se juntaram, at que os gritos
denunciando Rei Ferris vinham de todos os lados, e o volume estava crescendo.

"No! No! O rei no faz nada, enquanto o povo sofre!

"Ele est a salvo em seu castelo poderoso! E o resto de ns?"

As primeiras vozes eram provavelmente plantadas, Will percebeu. Eles eram
companheiros de Tennyson, espalhados no meio da multido e vestido com roupas
simples do campo, sem as suas conhecidas vestes brancas. Mas as vozes que incharam o
coro condenando o rei vinham a partir de agora do povo de Dun Kilty.

Tennyson levantou as mos pedindo silncio e, conforme os gritos gradualmente
desapareceram, ele falou de novo.

"Quem foi que recuou o ataque em Mountshannon? Foi o rei?"

Novamente, o coro de "No!" cresceu em torno da praa do mercado. Como se
acalmou, Tennyson outra pergunta.

"Ento, quem? Quem salvou o povo de Mountshannon?"
E atrs dele, um grupo de moradores de Mountshannon gritou sua resposta entusistica,
praticada durante a semana passada em meia dzia de aldeias e povoaes ao longo do
seu caminho.

"Alseiass! eles gritavam. "Alselass e Tennyson!"

E o povo de Dun Kilty assumiu o grito que ecoou em volta dos edifcios ao redor da
praa do mercado, redobrando-se quando o fez, tornando-se um longo grito de
rolamento: "Alseiass-e-Tennyson-yson-seiass-Alselass-Tennysonyson-Alseiass. E
pareceu para Will que o povo estava hipnotizado pelo barulho ecoado at que eles
tiveram que se juntar e reforar o som, o eco e a histeria que estava varrendo a praa.

Isto est ficando muito perigoso, ele pensou. Ele nunca tinha experimentado antes tal
histeria da multido. Parado no meio dela, ele sentia a completa fora irracional feia
dela.

As mos Tennyson voltaram a subir e o trovo de vozes acalmou gradualmente.

"Quem ficou contra o mal no porto para Craikennis?" ele exigiu. E desta vez, antes de
seus seguidores plantados no meio da multido pudessem responder, Will decidiu tomar
uma mo.

"O Guerreiro Do Nascer do Sol!" ele gritou no topo de sua voz.

Imediatamente, um silncio caiu sobre a praa. As pessoas em volta dele se viraram
para olhar e Tennyson, tomado de surpresa, foi silenciado por alguns segundos. Will
aproveitou a oportunidade.

"Eu estava l! Ele destruiu os seus inimigos com uma espada flamejante! Ele os fez
fugir! Centenas deles derrotado por um homem - o poderoso Guerreiro Do Nascer do
Sol!"

Ele ouviu vozes ecoando a frase "Guerreiro Do Nascer do Sol" ao redor da praa. Os
boatos chegaram em Dun Kilty de eventos na Craikennis e houve confuso agora de
quem tinha realmente salvou a cidade. Mas Tennyson gritou para baixo, apontando o
dedo para ele.

"No h Guerreiro Do Nascer do Sol! Ele  um mito!"

"Eu vi!" Will insistiu, mas Tennyson tinha a vantagem de uma plataforma elevada e
uma voz de orador treinado.

"Mentiras!" ele trovejou. "Foi o Deus de Ouro Alseiass!"

Novamente, um coro de "Alsealss! Louvor a Alseiass!" surgiu a partir do manto branco
ao redor dele. O dedo Tennyson continuou a apontar para Will e o jovem Arqueiro
percebeu que Tennyson estava apontando-o para fora de seus seguidores na multido. A
qualquer momento, uma faca iria escorregar entre suas costelas, ele pensou.
"Ele mente!" Tennsyon continuou. "E Alseiass ataca aqueles que do falso
testemunho!"

Will olhou em volta rapidamente. Ele viu um vislumbre de prpura opaco no meio da
multido, fora de seu lado direito e escorregando por entre a multido em direo a ele.
Ele assistiu a partir do canto do olho enquanto a figura se aproximava. Mesmo sem o
chapu de abas largas, ele reconheceu-o como um dos Genovesans. E ele viu o brilho de
uma adaga mantida prximo contra a perna do homem.

"O Guerreiro Do Nascer do Sol!" ele gritou de novo. "Ele pode nos salvar! Louvado
seja o Guerreiro Do Nascer do Sol!"

Algumas pessoas pegaram o grito e ele comeou a se espalhar. Will, observando
Tennyson, o viu acenar para algum prximo a ele no meio da multido. Ele olhou  sua
direita. O Genovesan estava quase em cima dele. Will viu surpresa, ento
aborrecimento, aos olhos do estrangeiro quando ele percebeu que tinha sido visto por
sua presa. Uma frao de segundo mais tarde, Will trouxe o cotovelo direito at a altura
do rosto e girava em torno do calcanhar direito, batendo o cotovelo no rosto do homem,
quebrando seu nariz e o enviando cambaleando de volta contra o povo em torno deles.
O sangue saiu de seu nariz e o punhal caiu ruidosamente ao cho. Vendo isso, aqueles
mais prximos a ele recuaram, empurrando uns aos outros e chamando os avisos.

Will decidiu que j era o suficiente. Caindo a um agachamento de modo que Tennyson
j no podia v-lo, ele se enfiou no meio da multido, correndo para uma nova posio a
cerca de quinze metros de distncia. Uma vez l, ele se ergueu novamente e gritou:
"Louvado seja o Guerreiro Do Nascer do Sol!"

Ento ele caiu para se agachar novamente e se escondeu no meio da multido antes que
Tennyson pudesse localizar-lo.

Tennyson tinha visto a onda de um movimento violento que resultou em seu assassino
enviado cambalear. Mas ento, ele perdeu de vista o desordeiro irritante que estava
destruindo seu impulso. Agora, quando a voz soou de outra parte da multido, ele partiu
para o ataque.

"O Guerreiro Do Nascer do Sol?" ele zombou. "Onde ele est? Deixe-me se ele  to
poderoso. Traga-o aqui e agora. No h Guerreiro Do Nascer do Sol!"

Seus bajuladores ecoaram as palavras de desprezo, exigindo que o Guerreiro Do Nascer
do Sol Guerreiro desse um passo em frente e fosse visto. Mas, agora, uma voz profunda
respondeu-lhes, e uma briga de movimento podia ser visto na frente da multido, em
baixo da plataforma onde ficava Tennyson.

"Voc procura o Guerreiro Do Nascer do Sol, seu charlato? Ento aqui est ele! E aqui
estou eu com ele!"

Pelo menos uma centena de vozes exclamou surpresa todos de uma vez. "O Rei!"
E uma figura atarracada em um manto de verde empurrou seu caminho at o palco,
ladeado por um guerreiro de ombros largos, com uma insgnia do Nascer do Sol em sua
armadura, e um elegante guerreiro, de cabelos escuros que muitos reconheciam como o
mordomo do Rei, Sean Carrick.

Houve um suspiro coletivo de surpresa do povo reunido no mercado. Era Ferris, todos
eles perceberam. E a confirmao foi o fato de que ele estava escoltado por meia dzia
de membros da guarda do palcio, que agora assumiam posies ao lado dele.

Os olhos de Will se estreitaram. Ele viu os cabelos escuros elaborados para trs, o rosto
barbeado e as vestes reais. Mas de alguma forma, ele sabia que esse no era Ferris. Era
Halt. E bem na hora, ele pensou. Ento, quando a figura vestida revelou toda a fora de
sua personalidade, ele sabia que estava certo.

"Quem vai proteg-los?" ele trovejou. "Eu vou! E no esse charlato, esse circo de uma
feira do condado! Ele fala sobre um deus invisvel. Eu tenho o poder real da antiga
lenda comigo! O Guerreiro Do Nascer do Sol!"

Ele indicou Horace, que puxou a espada com um som de toque de ao em couro e
levantou-a acima da cabea, expondo, quando ele fez isso, a insgnia do nascer do sol
brilhante laranja que ele usava no peito.

"O Guerreiro Do Nascer do Sol!" As palavras corriam ao redor da praa. Horace
afastou-se, guardou sua espada na bainha, deixando o foco em Halt mais uma vez.

"Este homem," Halt continuou, indicando Tennyson, cujo rosto estava retorcido em
fria, " um mentiroso e um ladro. Ele vai chamar-lhe com palavras de mel, em
seguida, ele vai tomar tudo para ele prprio. E ele vai faz-lo em nome de um falso
deus!"

"No h nada falso sobre Alseiass" Tennyson comeou.

"Ento o produza para ns!" Halt gritou, cortando Tennyson. Impopular o Rei poderia
ser, mas ele ainda era o rei. E com Halt desempenhando o papel ele projetava uma
poderosa aura de autoridade. "O produza como eu produzi o lendrio guerreiro que vai
nos defender! Voc pediu para ver o guerreiro e aqui est ele! Agora eu exijo ver esse
falso deus sobre voc balbucia! O produza - se voc puder!"

A multido comeou a ir o seu caminho, ecoando a demanda. Aproveitando a
oportunidade que este lhe deu, Halt virou-se para desafi-los.

"Quantos de vocs tinha ouvido falar desse `Deus do Ouro' antes que este mercenrio
disse sobre ele?" ele exigiu. No houve resposta e ele seguiu com um rugido. "Bem?
Quantas vezes?"

Os ps embaralharam desajeitadamente no meio da multido. Ento ele falou de novo.
"E quantos j ouviram falar do Guerreiro Do Nascer do Sol? Desta vez, houve alguns
resmungou "sim" da multido, o pingo tornou-se um torrente. Alseiass era novo e
desconhecido. Todos conheciam a lenda do Guerreiro do Nascer do Sol.

Tennyson, os lbios comprimidos em uma linha de raiva, deu um passo  frente, mos
para silenci-los.

"Prove," ele gritou. "Vamos ver a prova! Qualquer pessoa pode colocar uma camisa
com uma imagem do Sol sobre ela e afirmar ser este mtico guerreiro! Queremos a
prova!"

Algumas vozes concordaram, ento mais e mais. A multido era um animal volvel,
Will pensou. Operando com instinto cego, eles poderiam ser seduzidos primeiro em um
caminho, em seguira outro.

"D-nos a prova!" eles gritavam.

Agora foi a vez de Halt levantar as mos para o silncio.

"Que prova que voc quer?" gritou ele. "O Guerreiro salvou a aldeia de Craikennis! Ele
derrotou duzentos e cinqenta homens, com sua espada flamejante!"

"E quem viu isso?" Tennyson exigiu rapidamente. "Ningum aqui! Se ele  o guerreiro
que voc reclama, deixe-o provar isso no modo mais seguro de todos! No combate!"

Agora, a multido estava realmente excitada. Eles podiam no saber qual dos dois
homens que acreditavam, mas estavam todos ansiosos com a idia de ver um duelo at a
morte. Isso foi se transformando no dia mais divertido.

"Julgamento de combate!" eles gritaram em coro, e a demanda inchou at Halt
novamente levantar as mos. As mensagens desapareceram e ele enfrentou Tennyson.

"E quem  o seu campeo?" ele exigiu.

Tennyson sorriu. "No um, mas dois. Deixe-o enfrentar meus dois guardas, Gerard e
Killeen!"

Ele jogou o brao para trs em um gesto dramtico para indicar os dois gigantes do
ilhu. Eles intensificaram em a plataforma e a multido urrou de prazer com o tamanho
deles.

Novamente, Halt teve que esperar os gritos morrerem. "Voc espera que ele lute com
dois homens?" ele perguntou.

Tennyson sorriu novamente, apelando para a multido.

"O que  dois homens para um guerreiro que derrotou duzentos e cinqenta?" ele
perguntou a multido e gritou seu apoio.
Halt hesitou. Ele esperava um desafio para combater, mas ele no acreditava que
Horace, com toda a sua habilidade, poderia lutar contra esses dois gigantes ao mesmo
tempo.

Enquanto ele procurava um caminho para sair da situao, Horace adiantou novamente.
Ele aproximou-se de Tennyson, invasivelmente perto, e o olhar em seus olhos causou o
auto-proclamado profeta ter um pequeno passo para trs. Mas mesmo um pequeno
passo foi suficiente para estabelecer o domnio de Horace.

"Voc fala de julgamento por combate, seu falso covarde!" Ele no parecia estar
gritando, mas sua voz corria por todos os lados da multido. "Julgamento por combate 
um combate individual!"

Will decidiu que era hora de juntar-se novamente e certificar-se da multido apoiando
Horace. No momento, ele percebeu, eles estavam prontos para aceitar qualquer coisa.

"Ele est certo!" gritou ele. "Combate individual!"

E ele sentiu uma onda de alvio enorme quando aqueles em torno dele pegaram o grito.

"O combate individual! combate individual!" Enquanto ele esperava, eles no se
preocupam com o que era justo, mas eles queriam um show e eles sabiam que um
combate individual duraria mais do que uma competio unilateral de um contra dois.

Novamente, a voz de Horace tocou ao longo da praa. Seus olhos estavam fechados em
Tennyson.

"Eu vou lutar com ambas suas montanhas de gordura!" disse ele. "Um de cada vez. Um
aps o outro. Vou derrot-los e ento eu vou lugar com voc, se voc tiver coragem!"

E ele empurrou Tennyson com fora no peito, jogando o homem de vestes brancas um
passo para trs. Atrs de Horace, os dois gigantes da ilhu avanaram para defender o
seu lder. Mas eles mal se moveram quando Horace girou para enfrent-los. Sua espada
parecia saltar em sua mo com sua prpria vontade, e ela parou com o seu ponto
brilhante na garganta do mais prximo dos dois, parando os dois em suas trilhas.

Houve um suspiro de admirao pela sua estonteante velocidade. A maioria dos
presentes nem sequer o viu se mover. Um momento em ele estava enfrentando
Tennyson. A espada do seu lado estava ameaando os dois ilhus imensos.
Instantaneamente, Will viu que havia outra maneira de conseguir o apoio da multido.

"Duas lutas! ele gritou. "Duas lutas, em vez de uma!"

E eles pegaram o grito. Agora, eles tiveram a chance de ver duas vezes mais
derramamento de sangue. E para este povo latido, canalha, meio bbado, isso
significava o dobro do entretenimento.

Tennyson, o rosto vermelho de raiva, olhou para a multido. Ele parecia prestes a negar,
mas os gritos se intensificaram, afogando-o.
"Duas lutas! Vamos ver duas lutas! Duas lutas! Duas lutas! Duas lutas!"

Isso tornou-se um cntico, uma rtmica insistente, que no tolerava qualquer argumento.
Tennyson conhecia mobilizaes e enquanto ele ouvia aquele canto, repetitivo estpido,
ele sabia que no tinha maneira de mudar sua mente.

Ele ergueu as mos e o canto desapareceu. A multido observava-o com expectativa.

"Muito bem!" ele concordou. "Duas lutas!"

E a multido rugiu em exultao, tendo o cntico novo. Halt olhou para Horace, uma
pergunta nos olhos. Horace assentiu com confiana.

"No  um problema... sua majestade". Ele sorriu quando ele adicionou as duas ltimas
palavras.



Captulo 38



A multido continuava a gritar a sua aprovao e Tennyson se aproximou de Halt.
Quando ele fez isso, Horace foi passar para o lado do Rei, com Sean meio segundo atrs
dele. Mas Halt, impassvel, levantou a mo para det-los.

"Alguma coisa em sua mente padre?" ele perguntou.

Por um momento, uma carranca tocou a face de Tennyson. Havia algo de vagamente
familiar sobre o rei, ele pensou. Mas ele no poderia coloc-lo. Ele descartou a distrao
momentnea e sua raiva fria voltou.

"Ns tnhamos um acordo, Ferris," ele disse em um tom baixo.

Halt levantou uma sobrancelha. "Ferris?" disse ele. " assim que voc enderea um rei?
Eu acho que voc quer dizer "sua majestade".

"Voc no vai ser rei quando eu terminar com voc. As pessoas no quebram acordos
comigo. Eu vou destruir seu Guerreiro Do Nascer do Sol e ento eu vou ter voc
arrastado do trono, gritando como uma menina assustada."

Tennyson estava confuso e furioso. Toda a inteligncia dele, recolhida por espies nos
meses que precederam a sua marcha em Dun Kilty, tinha levado a esperar um vacilante,
incerta, fraco personagem. Este Rei de olhos duros veio como uma surpresa, ele
enfrentava as ameaas de Tennyson sem nenhum sinal de medo ou fraqueza.

"Bravas falas, Tennyson, especialmente de um homem que vai fazer nenhum dos
combates. E, eu suponho, nenhum do arrasto. Agora, deixe-me lhe dizer uma coisa: a
escria como voc no faz acordos com os reis. Voc faz os seus lances. E voc no faz
ameaas para eles tampouco. Eu vou estragar o seu plano e eu vou destruir o seu culto
sujo tambm. E ento eu vou ter um chicote na sua gordura, trmula e te jogar fora deste
pas. E ao contrrio de voc, meu amigo, vou faz-lo pessoalmente!"

Nos ltimos dois anos, desde que ele comeou sua campanha para desestabilizar a ilha
de Hibernia, ningum ousou ameaar Tennyson. Ningum tinha falado com ele com um
ar de desprezo confiante. Agora, olhando para aqueles olhos escuros antes, ele sentiu
um ligeiro tremor de medo. Ele no viu nenhum sinal de dvida l. Nenhum sinal de
que se tratava de um homem que podia ser intimidado. Pelo contrrio, ele viu a
promessa de que o rei iria cumprir a ameaa que ele tinha acabado de fazer. Em um
momento de incerteza vacilante, Tennyson questionou se no seria mais prudente
retirar-se de Clonmel e liquidar a sua posio dominante nos outros cinco reinos. Mas
ele percebeu que o homem diante dele no ficaria contente com isso. Ambos estavam
comprometidos e agora a situao seria resolvida em julgamento por combate. Ele
olhou para os dois retentores maciamente construdos, ento ao guerreiro muscular
jovem, um passo atrs do rei. Certamente, nenhum homem poderia estar contra ambos
Killeen e Gerard, ele pensou.

Porm, o jovem olhava extremamente despreocupado com a perspectiva.

Horace, encontrando os olhos de Tennyson, sorriu para ele. Tennyson foi atingido por
um sentimento de que ele tinha visto antes tambm. Mas, em seu encontro anterior, ele
tinha tido pouca ateno para Horace, que havia estado empoeirado, manchado de
viagens e brutamente vestido como um guarda contratado. Agora, resplandecente em
malha e a tnica do Guerreiro Do Nascer do Sol, ele era um personagem totalmente
diferente.

"O combate ter lugar no prazo de trs dias," Halt anunciou, falando de modo que toda
a assemblia pudesse ouvi-lo. Ele no tinha necessidade de perguntar  Horace se que o
tempo lhe convinha. Horace estava sempre pronto, ele sabia.

Tennyson rasgou seu olhar longe de Horace e considerou Halt mais uma vez.

"Concordo", disse ele.

A multido irrompeu em aplausos mais uma vez. A audincia pblica pelo combate
significaria um feriado - com a atrao adicional de a oportunidade de ver ao menos um
homem morto.

Halt olhou para Sean, que apontou para a escolta para formar ao seu redor. Ento, eles
marcharam para fora da plataforma e, empurrando atravs da torcendo, empurrando a
multido, eles se dirigiram at a colina de volta ao castelo. Quando eles fizeram o seu
caminho, eles se tornaram conscientes de um canto se espalhando pela cidade.

"Viva Ferris! Vida longa ao Rei! Salve Ferris! Vida longa ao Rei!"

Horace sorriu de soslaio para Sean.
"Ento esse  o caminho para ganhar a fidelidade do pblico. Jog-los algumas mortes
violentas."

"Pelo menos," Sean respondeu: "no h nenhuma maneira Ferris poder voltar atrs
agora. A multido iria rasg-lo em pedaos se ele fizesse."

***

Eles fizeram o seu caminho de volta para o castelo e para a sala do trono. Enquanto seus
acompanhantes tomaram posies fora da sala do trono, Sean mandou um deles para
buscar gua quente, sabo e toalhas. Ento, seguiu Halt e Horace na grande sala interior.

Halt cruzou rapidamente o pequeno anexo de roupas. Gesticulando para Sean e Horace
permanecer fora, puxou a cortina pesada de lado e entrou. Quando ele fez, ele podia
ouvir as fracas e abafadas batidas provenientes do grande armrio onde Ferris estava
escondido. Abrindo a porta, ele arrastou seu irmo amarrado e amordaado para fora do
armrio pelo colarinho, deixando-o estendido no cho. Ferris, vermelho enfrentado e
com os olhos esbugalhados, estava tentando gritar abusos em seu irmo. Mas a mordaa
era boa e o nico som era uma srie de abafados grunhidos ininteligveis. Halt, que
usava a faca Saxnica sob a capa de brocado, produzido a lmina, agora brilhando forte
e segurou-a diante do nariz de Ferris.

"Duas escolhas, irmo. Eu corto sua mordaa e as cordas, ou eu corto sua garganta.
Voc escolhe.

O grunhir de Ferris tornou-se mais apaixonado do que antes e ele pressionou contra as
restries de fixao suas mos e ps. Ele parou abruptamente enquanto Halt movia a
lmina mais perto de seu rosto.

"Assim  melhor," Halt disse. "Agora  s manter a calma ou voc  um homem morto.
Entendeu?"

Os olhos arregalados de espanto, Ferris acenou freneticamente.

"Voc est aprendendo", Halt disse a ele. "Agora eu vou solt-lo. E voc vai ficar
quieto. Se voc sequer comear a gritar, eu vou matar voc. Entendido?"

Halt o observou por alguns segundos, certificando-se que o rei tinha agarrado a posio.
Ferris estava muito disposto a concordar. Afinal, na posio de Halt, ele no teria
nenhuma hesitao em matar seu prprio irmo.

Cuidadosamente, Halt o soltou e esperou enquanto Ferris esfregava os pulsos para
aliviar o desconforto causado pela ligao apertada. O Rei olhou para o irmo. No
havia nada alm de malcia em seus olhos.

"Quanto tempo voc acha que pode manter isso? Voc no vai conseguir se safar com
isso, Halt!" disse ele.
Mas Halt notou que, apesar da animosidade, Ferris teve o cuidado de manter a sua voz
baixa. Ele sorriu sombriamente para ele.

"Eu j me safei disso, Ferris. Voc est comprometido agora. Eu tenho a certeza disso."

"Comprometidos? Como? Comprometido com o qu?"

"Voc est comprometido em apoiar o Guerreiro Do Nascer do Sol em julgamento por
combate contra dois dos capangas de Tennyson. Eu fiz o anncio em seu nome na frente
de toda a cidade. Voc  muito figura popular como resultado", ele acrescentou
suavemente.

"Eu no vou continuar com isso!" Ferris disse. Sua voz comeou a subir, mas uma
carranca rpida de Halt o fez diminuir o seu tom. "Eu vou cancelar isso!"

"Voc faz e a multido vai rasg-lo em pedaos," Halt avisou. "Eles esto muito
interessados na idia. Voc deveria ter ouvido os gritos de "Viva o Rei". Foi muito
emocionante, realmente. Eu imagino que eles nunca disseram isso antes."

"Vou contatar Tennyson! Vou dizer a ele... Ele parou. Halt estava sacudindo a cabea."

"Duvido que ele v falar com voc. Voc o provocou em pblico. Voc o desafiou.
Voc o diminuiu. Voc chamou-o de charlato e um palhao, se a memria me serve.
Pior de tudo, voc voltou o seu acordo com ele. No, sua majestade, voc est
empenhado em derrotar Tennyson, porque se voc no fizer isso, ele vai mat-lo."

A realizao foi surgindo lentamente nos olhos de Ferris quando ele viu como Halt
havia fechado a armadilha ao seu redor. Sua nica sada agora era ir junto com seu
irmo e esperar que o jovem guerreiro que o acompanhava pudesse derrotar no um,
mas dois homens em um combate individual. Halt decidiu que era hora de forar o
ponto de bem e verdadeiramente em casa.

"Ou ns seremos capturados, Ferris. Cancele o combate e a populao vai chutar voc
para fora do trono. Se no, Tennyson ir mat-lo. E se no, eu vou. Entendido?"

Os olhos de Ferris caram de Halt e ele sacudiu a cabea de um lado para o outro.
Eventualmente, ele disse em voz baixa "eu entendi."

Halt assentiu. "Bom. Olhe para o lado positivo. Se formos bem sucedidos, voc ter seu
trono de volta, e seu povo ir am-lo - pelo menos at voc comear a se comportar
como voc mesmo outra vez."

Mas Ferris no tinha mais nada a dizer.

"Sean! Aquela gua quente est aqui?" Halt chamou atravs da cortina.

Sean e Horace correram para o quarto de roupas, com uma bacia de gua quente, toalhas
diversas e sabo. Eles olharam para a figura do Rei desanimado e Halt explicou o que
havia acontecido entre eles.
"Eu acho que pode ser mais seguro se o Rei fosse mantido fora da vista para os
prximos dias", disse ele. "Talvez limitado aos seus quartos com um quadro ruim de
malria. Voc pode organizar isso, Sean? Seria melhor se Ferris e eu no fossemos
vistos juntos muitas vezes, agora que Horace cortou minha pobre barba."

Sean assentiu. "Tenho pessoas que eu confio que vo ajudar", disse ele. "H mais de um
que quis ver o Rei fazer algo sobre a situao em que estamos dentro. Eles vo dar uma
mo."

"Bom. Basta mant-lo quieto at o dia do combate. Acho que voc pode organizar os
detalhes para isso?"

"Vamos precisar de carrinhos para a multido e uma arena", disse Sean, com a testa
franzida. "Pavilhes para os combatentes e assim por diante. Vou cuidar disso."

"Eu vou deixar isso para voc. Horace e eu entraremos na fumaa para os prximos
dias. Como podemos contat-lo se precisarmos?"

Sean pensou por alguns segundos. "H um sargento da guarnio chamado Patrick
Murrell. Ele  um retentor antigo meu. Contate com ele e ele vai receber uma
mensagem para mim."

" isso ento." Halt olhou para seu irmo, ainda sentado debruado sobre um
banquinho. "Ferris, olhe para cima e me escute. Eu quero que voc entenda alguma
coisa."

Relutantemente, Ferris arrastou at os olhos de seu irmo. Ento, ele olhou para eles,
como um pssaro assistindo uma cobra, uma vez que lentamente se aproximava.

"Esta  a sua nica chance restante de Reinar. Eu disse que eu no tenho nenhum desejo
de assumir o trono, e  verdade. Se as coisas funcionarem, voc estar seguro. Mas se
voc tentar nos sabotar, se voc nos traiu, se voc tentar entrar em contato com
Tennyson e fizer algum acordo de ltima hora, eu vou encontr-lo. Quando voc souber
que eu estou por perto  um pouco antes de cair morto, quando voc ver minha flecha
destacando-se no seu corao. Est claro?"

"Sim". A voz de Ferris era quase um coaxar.

Halt inalou. Respirou fundo e soltou novamente. Largando o Rei de seus pensamentos,
ele virou-se para Horace.

"Bom. Agora vamos tirar essa maldita fuligem e sujeira do meu cabelo."

***

Algum tempo depois, os guardas fora da sala do trono viram os dois visitantes
deixarem. O cabelo de Halt tinha sido restaurado  sua sombra normal de sal e pimenta-
cinza e Horace tinha usado outra mistura de fuligem e sujeira para re-criar a sua linha
original de barba. Visto de perto, ele no estaria reunida. Mas a partir de alguns passos
de distncia, e  sombra da capa de Halt, serviu razoavelmente bem. Com o crescimento
de alguns dias para reforar isso, ficaria ainda mais realista. Para o momento, pelo
menos mascarava a semelhana entre Halt e seu irmo gmeo.

Os dois Araluans montaram descendo a rampa para a vila, voltando para a pousada onde
eles tinham pago para a acomodao de uma outra noite.

"Vamos passar a noite aqui e vai dar uma chance para recuperar o atraso com a gente",
disse Halt. "Ento eu acho que seria melhor sair da cidade e tornar-se invisvel."

"Bom pra mim", respondeu Horace.

Halt parecia longo e duro para seu jovem amigo. "Horace, eu tive que jogar voc no
fundo disso tudo. Eu apenas assumi que voc estaria disposto a ir junto com o
julgamento pelo desafio de combate. Mas se voc quiser se afastar dele, apenas diga a
palavra e vamos deixar Ferris  sua prpria sorte."

Horace estava olhando carrancudo para ele antes de ele terminar de falar. "Me afastar,
Halt? Porque eu faria isso?"

Halt encolheu os ombros, desconfortvel. "Como eu disse, eu lhe comprometi a isso
sem pedir-lhe. No  sua luta.  minha, realmente. E esses dois ilhus podem ser um
grande punhado."

Horace sorriu e estendeu a mo, os dedos abertos. "Sorte que tenho mos grandes ento,
no ? Halt, ns soubemos que poderia vir a isso, desde o incio. Essa foi  razo para
evocar a lenda Guerreiro Do Nascer do Sol, depois de tudo."

Ele fez uma pausa e Halt assentiu em um acordo relutante. No tinha sido dito, mas
compreendido e aceito, em todas as suas mentes. Ento ele continuou.

"Eu posso lidar com dois pequenos companheiros de Tennyson. Isso  o que eu sou
treinado para, depois de tudo. Eles so grandes, mas eu duvido que eles so muito
habilidosos. Sobre isso ser a sua luta e no a minha ... bem, voc  meu amigo. E isso
torna a minha luta."

Halt olhou para o rosto srio jovem diante dele e balanou a cabea lentamente.

"O que eu fiz para merecer essa lealdade?" ele perguntou.

Horace simulou examinar a questo a srio, ento respondeu: "Bem, nada muito. Mas
ns prometemos a Lady Pauline que iramos cuidar de voc."

Para isso Halt respondeu com poucas palavras que Horace tinha ouvido antes - e vrias
que eram novas para ele.



Captulo 39
A praa do mercado havia sido transformada em uma arena.

Descidos dois lados, os nveis das arquibancadas de madeira tinham sido construdos
para proporcionar assentos para os espectadores. No centro das camadas do lado
ocidental, que estaria mais protegido do sol da tarde, uma rea de estar fechada,
colocada na altura do terceiro e mais alto nvel dos bancos, tinha sido construda para
acomodar o rei e sua comitiva. A capota de lona foi colocada sobre o recinto real e
estava confortvel, suavizado lugares para meia dzia de pessoas. Na parte traseira da
caixa, um assento alto bem-estofado de madeira foi colocado para o uso do rei.

A grama longo da praa havia sido ceifada por um pequeno grupo de uma dzia de
operrios, para fornecer uma base verdadeira para os combatentes. Em cada
extremidade da praa, havia um pavilho - um para Horace e um para Killeen e Gerard.
Um espao livre apropriado ficou em torno destes pavilhes para dar a seus ocupantes
uma aparncia de privacidade enquanto eles se preparavam para os ataques que viriam.
O resto do espao aberto estava ocupado por vendedores, vendendo tortas, doces,
cerveja e vinho. Embora o primeiro ataque estivesse a mais de uma hora de distncia,
eles estavam fazendo um comrcio gritante.

As arquibancadas j estavam quase cheias. Por algum acordo tcito, os seguidores de
Tennyson tinham tomado as suas posies nas arquibancadas leste. Uma seo central,
de frente para a caixa de rei, tinha sido deixada clara para Tennyson e seus apoiadores
mais prximos. Seus seguidores tinham arranjado uma tela de lona para proteger o lder
do sol e almofadas espalhadas ao longo das bancadas. Originalmente, eles se
aproximaram de Sean, solicitando que uma rea de estar semelhante  do Rei fosse
construdo. O jovem Hibernian tinha secamente recusado. Ferris era Rei. Tennyson era
um pregador itinerante. Ele poderia se sentar em um banco com seus seguidores.

Naturalmente, no havia espao suficiente para todos para encontrar lugares. Os
excedentes gravitaram para o terreno aberto nas extremidades do campo, onde
marechais mantinham a multido bem longe dos dois pavilhes.

Os habitantes da cidade, que estavam em sua maior parte apoiando Horace como o
Guerreiro Do Nascer do Sol, encheram as arquibancadas do Oeste. Havia um zumbido
de conversa sem parar. Animados e expectantes, eles pairavam sobre a arena, criando
um fundo permanente de som, que lembrava uma colmia enorme ao meio-dia em um
dia quente.

***

Horace, Will e Halt, que passaram os ltimos dois dias acampados na floresta a poucos
quilmetros fora dos limites da cidade, caram em Dun Kilty logo aps a primeira luz.
Mesmo naquela hora mais cedo, havia muita gente agitada e Horace manteve sua
identidade oculta sob um manto longo. Os dois Arqueiros,  claro, eram praticamente
desconhecidos em Dun Kilty e a viso de trs estranhos encapuzados evocava pouco
interesse. Aqueles que viram eles assumiram que tinham simplesmente entrado na
cidade para ver os combates.

Eles encontraram uma estalagem aberta cedo e almoaram l. Halt estava menos
preocupado com a alimentao do que em escutar conversas em torno deles. Desde que
ele ouviu, era bvio que o julgamento pelo combate estava indo em frente e que Ferris
no conseguiu renegar a sua - ou melhor, de Halt - palavra. Os aldees estavam
interessados e animados com o prximo espetculo. Havia mesmo um sentimento geral
de boa vontade para com o rei, em parte porque ele tinha projetado este espetculo para
eles e em parte porque, finalmente, ele estava fazendo algo sobre como melhorar a
situao no Reino. Halt sorriu melancolicamente para si mesmo quando ele percebeu
que tinha sido responsvel por impulsionar a popularidade do rei. Comportamento
atpico para o herdeiro de um trono usurpado, pensou ele.

Will conseguiu empinar a um pozinho quente com manteiga e bacon em camadas em
cima dele. Mas seu estmago apertado e sentia que ele estava no limite, se preocupando
com seu amigo. Por seu lado, Horace parecia sumamente despreocupado, comendo
grandes quantidades de bacon delicioso rosa acompanhado de vrios ovos fritos. Will
encontrou ser difcil ficar parado. Ele queria estar de p e rodando para liberar a tenso
que sentia ao longo de seu corpo inteiro. Mas, em deferncia a Horace, ele sentou-se
calmamente. Ele refletiu sobre como que eles estavam, no falando. Houve muitas
ocasies em tempos passados, onde ele e Horace estavam esperando a batalha e como a
formao de Arqueiro de Will tinha feito ele parecer calmo e despreocupado. Horace
tinha at comentado sobre sua capacidade de se sentar imvel por horas  espera do
inimigo. Ento, por que Will encontrava ser to difcil manter-se calmo e
despreocupado hoje?

Ele percebeu que, em outras ocasies, ele havia sido compartilhando o risco com
Horace. Quando eles esperavam o exrcito Temujai fora de Hallasholm, por exemplo.
Ou quando eles tinham se encolhido por vrias horas, conversando em voz baixa, sob o
carrinho virado pelas muralhas do Castelo de Macindaw,  espera de escurido. Mas
isso era diferente. Desta vez, Horace iria enfrentar o perigo sozinho, sem ajuda de Will.
E isso era quase insuportvel para o Arqueiro jovem. Ele teria que ver o seu amigo
arriscar a sua vida - duas vezes. Ele seria incapaz de levar a mo para ajud-lo - o tempo
todo sabendo que ele estava em seu poder despachar ambos os opositores de Horace no
espao de dois batimentos cardacos. A sensao de impotncia era esmagadora.

"Hora de ir", disse Halt, retornando  sua mesa aps um de suas rondas no quarto.

Com um suspiro de alvio, Will saltou a seus ps e para a porta. Horace, sorrindo para
ele, seguiu.

"Por que voc est to assim no limite?" ele perguntou. "Voc no est lutando contra
os Gmeos Irritveis."
Will virou um olhar ansioso sobre ele. " por isso que eu estou no limite. No estou
acostumado ficar sentado e observando."

Eles fizeram o seu caminho para a praa do mercado e foram para a preparao que foi
feita sob a superviso de Sean. Um grupo de vestes brancas, de Tennyson, que estavam
construindo o abrigo onde o lder iria sentar-se, olhou para eles. Horace sorriu de volta e
afastou-se, resmungando.

" bom saber quem so seus amigos", disse ele. Ele olhou para os dois pavilhes e viu
outro grupo de vestes brancas fora do sul. Ele se virou e olhou para a barraca, na
extremidade norte do campo. Alm dos dois agentes de segurana destacados para
manter os xeretas afastados, no havia ningum perto da barraca.

"Acho que somos ns", disse ele e avanou para l. Will seguiu alguns passos atrs
dele, tendo que se apressar para nivelar a passada das pernas longas de Horace. Halt
caminhou ao lado dele por alguns minutos, depois disse:

"Voc mantm um olho em Horace. Eu estou indo encontrar Sean."

Will assentiu com a cabea. Ele sabia que Halt tinha vindo trabalhando sobre o texto do
anncio de Sean - um anncio que iria definir os combates. Halt queria, para ter certeza
que a vitria de Horace fosse um sinal inconfundvel de uma refutao do poder de
Alseiass e uma aceitao total do Guerreiro do Nascer do Sol. Esta era a luta definitiva -
ou as lutas, ele se corrigiu. Sean tornaria claro que antes do combate comeasse, e
exigiria que Tennyson concordasse, sem equvocos ou qualificao para as condies.
Se o lder Renegado hesitasse ou se recusassem a concordar na ntegra, em seguida, sua
falta de convico seria exposta ao pblico - e seus recm-recrutados seguidores. O
suporte para os Renegados iria comear a ruir.

Quando Halt saiu correndo em direo ao gabinete real, Will e Horace fizeram o seu
caminho para o pavilho.

Era uma grande tenda, com facilmente trs metros de altura no seu ponto mdio,
portanto no havia necessidade de se inclinar conforme eles entraram. No interior, as
paredes de lona branca filtravam do sol da manh.

Havia um pequeno mostrador em um canto. Will enfiou o nariz para ele e viu um balde.

"O que  isso?" ele perguntou.

Horace sorriu. " uma latrina", disse ele. "No caso de eu estar pouquinho nervoso."

Will se retirou precipitadamente. Agora que Horace tinha levantado o assunto, ele
percebeu que sua prpria bexiga parecia um pouco apertada. Ele relevou os nervos e
tentou ignor-la enquanto ele examinou o mobilirio bsico no pavilho.

A parte principal da tenda continha um sof, uma mesa, uma cadeira de lona e um
armrio onde Horace podia armazenar suas armas e armaduras. Sua camisa de
armadura, capacete com protetor acorrentado no pescoo, e o metal leve para proteger
suas canelas e pernas havia sido entregue ao castelo para exame no dia anterior. Alm
disso, dois escudos redondos enfeitados com as insgnias do nascer do sol tinham sido
fornecidos a pedido de Halt. Agora, os escudos e armaduras foram cuidadosamente
colocados no armrio para ele. Ele verificou ao longo de cada parte com cuidado,
garantindo que nada tinha sido alterado e que todas as correias e acessrios estavam
seguras.

Sentindo a agitao contnua de Will, ele olhou ao redor do interior da barraca para
tentar encontrar algo para manter seu amigo ocupado. Seus olhos caram sobre uma
jarra de gua e duas canecas em cima da mesa. Uma olhada rpida disse-lhe que o jarro
estava vazio.

"Voc se importaria de preencher esta com gua fria?" ele perguntou. "Eu sei que vou
ter uma sede furiosa aps a primeira luta. Eu sempre tenho."

Feliz em poder ajudar, Will pegou a jarra e saiu pela porta. Ele fez uma pausa, hesitante.

"Voc tem certeza de que vai dar tudo certo?"

Horace sorriu para ele. "Eu vou ficar bem. Veja se voc pode encontrar alguns linhos ou
musselinas para molhar e jogar no jarro. Vai mant-lo fresco."

"Eu vou fazer isso. Voc tem certeza que voc est. . ."

"V!" Horace disse, fazendo uma simulao de pancada forte para seu amigo. Quando
ele estava sozinho, Horace estava sentado na cadeira, inclinando-se para a frente com os
cotovelos sobre os joelhos, respirando profundamente. Ele sentiu seu pulso. Ele estava
correndo um pouco, assim como ele esperava. Apesar de sua aparncia de calma,
Horace estava comeando a sentir uma tenso familiar em seu estmago, como se um
salto difcil estivesse estabelecido l. Ele no se incomodava. Ele sentia isso antes de
cada batalha ou combate. Se ele no se sentisse um pouco nervoso, ele teria ficado
preocupado. Um pouco de nervosismo era uma coisa boa. Dava-lhe um frio. Talvez, ele
sorriu para si mesmo,  por isso que eles chamam de nervosismo.

Mas ele estava feliz por ter alguns minutos para si prprio, sem o escrutnio constante
causa de Will. Ele sabia que Will estava tenso porque se sentia intil na batalha
seguinte. s vezes, Horace pensava, estando perto e vendo um amigo em perigo poderia
ser pior do que estar em perigo a si mesmo. Mesmo assim, no ajudava ter Will de
modo chaveado para cima e tenso. Ele teria de encontrar outra misso para ele quando
ele voltasse com a gua, ele pensou.

Demorou mais tempo do que ele esperava, mas quando o Arqueiro jovem retornou, ele
tinha o jarro cheio de gua e Horace ouvia o tilintar inesperado de gelo tambm.

"Onde voc conseguiu isso?" ele perguntou, surpreso pela iniciativa de seu amigo. Will
sorriu.
"Um dos vendedores de bebidas tinha um estoque. Ele no queria partilhar nenhum,
mas ele concordou quando eu mencionei o meu amigo."

"Eu?" disse Horace, erguendo as sobrancelhas. Will balanou a cabea.

"Minha faca Saxnica", disse ele, sorrindo. "Alm disso, eu paguei um pouco mais."
Ele colocou a jarra sobre a mesa, cuidadosamente colocando o pedao de musselina
molhado sobre ele como Horace tinha sugerido. Ento, sem nada para fazer, ele
comeou a andar para trs e para frente.

"Ento... voc est bem?" ele perguntou. "Precisa de algo?"

Horace olhou-o por um momento, ento teve uma idia.

"Ser que voc pegaria a minha espada na mesa do mordomo?" disse ele. "As armas
devem ser inspecionados antes do combate. E descubra o que o meu adversrio est
usando, se puder."

Will estava fora do pavilho, antes que ele tinha terminado a frase. Horace sorriu e
comeou a respirar fundo novamente, limpando a mente, esvaziando-a de quaisquer
distraes vadias que ele pudesse se concentrar na tarefa pela frente. No seria fcil, ele
sabia. Mas ele estava confiante de que ele poderia derrotar os dois gmeos enormes.
Apenas contanto que ele pudesse se concentrar e trazer o seu instinto de luta at  sua
maior altura. Tanto de uma batalha como esta dependia em alinhar suas reaes
instintivas para os movimentos que ele tinha sido treinado para executar, de modo que
pudesse executar um golpe de espada ou uma estocada ou um bloco de proteo, sem ter
que pensar nisso. Assim, ele poderia antecipar, de olhos do seu oponente e posio do
corpo, onde o prximo ataque seria planejado.

Ele fechou os olhos, concentrando-se em ouvir o menor barulho: a rebarba das
conversas das arquibancadas. O som de um pssaro em uma rvore. Os gritos dos
vendedores. Ele ouviu tudo e negou provimento a todos.

Ele no ouviu Halt re-entrar na barraca, olhar para o jovem guerreiro sentado, de olhos
fechados e se preparando, e sair novamente.

Quando Will voltou alguns minutos depois, Halt interceptou-o e levou-o a um banco
debaixo de uma rvore a poucos metros de distncia, onde eles poderiam se sentar e
assistir a barraca sem perturbar seu ocupante. O tempo passou e eles ouviram
movimento do tilintar de metal dentro do pavilho. Halt abriu o caminho para a entrada
mais uma vez. Horace estava puxando a camisa de armadura sobre sua cabea. Ele
acenou com a cabea uma saudao a eles.

"O que ele est usando?" ele perguntou a Will.

Will olhou ao redor da tenda nervosamente. "Uma maa e corrente", ele respondeu e
ouviu a ingesto acentuada de respirao de Halt. "Isso  ruim, no ?"
Horace encolheu os ombros. "Eu no sei. Eu nunca enfrentei uma antes. Qualquer
pensamento, Halt?"

Halt esfregou os vestgios de barba, pensativo. A maa e a corrente no era uma arma
comum em Araluen, mas ele tinha conhecido homens que tinham lutado contra isso.

" estranho", disse ele. "Vai dar-lhe um alcance extra - e ele tem muito j. E desenvolve
a fora macia em seus traos. Voc vai se sentir como se tivesse sido atingido por um
arete."

"Isso  encorajador", disse Horace. "Alguma outra boa notcia?"

"Por amor de Deus, no tente desviar-la com sua espada. Isso vai envolver a lmina e
que poderia at mesmo estour-la. A maioria das pessoas usa um machado de batalha
para lutar contra uma maa e corrente. Voc poderia mudar para um", sugeriu ele.

Horace sacudiu a cabea. "Eu estou acostumado com a minha espada. Isso no  hora de
experimentar uma arma desconhecida."

"Verdade. Bem, tente manter a distncia. Se a corrente pegar o aro do seu escudo, a bola
cravada vai chicotear mais e atingir seu brao protetor ou sua cabea. Uma coisa em seu
favor,  que  uma arma pesada e  lenta.  preciso um homem muito forte para usar
uma forma eficaz."

"E, infelizmente,  exatamente isso que aquele mau-humorado ", disse Horace, ento
encolheu os ombros. "Ento eu s tenho que manter minha distncia, no deix-lo bater
o meu escudo com a corrente, ser atropelado por um arete e no desviar com a minha
espada. Tudo somado,  dinheiro fcil. Agora me d uma mo com essas caneleiras,
Will, e eu vou sair e acabar com ele."



Captulo 40



"Agora ouam todas as pessoas! D silncio por Sir Sean de Carrick, mordomo-chefe
do Rei e mestre de armas para os combates! Silncio para Sir Sean!"

O arauto da voz trovejou o anncio formalmente redigido para toda a praa do mercado,
dominando o zumbido alto da conversa na arquibancada. O arauto era um homem
atarracado, com uma forma de barril e uma capacidade pulmonar macia. Ele tinha sido
especialmente selecionado e treinado para o seu papel.

Gradualmente, a vibrao nas arquibancadas desapareceu conforme as pessoas
perceberam que era quase hora para o primeiro combate comear. Eles foram  frente na
expectativa sobre os seus lugares, aqueles nos extremos das arquibancadas esticando
para ver enquanto Sean movia-se para a frente do gabinete real. Ele tinha um
pergaminho enrolado na mo. Ele desenrolou-o e comeou a ler. Sua voz no tinha as
qualidades estonteantes do arauto, mas era forte e clara e facilmente transportada no
silncio repentino.

"Pessoas de Kilty Dun! A questo hoje  a legitimidade ou no do assim chamado Deus
Alseiass, tambm conhecido como o Deus de Ouro da Boa Fortuna."

Houve um momento de suave murmurar das arquibancadas leste quando ele disse as
palavras "assim chamado Deus". Ele parou quando ele ergueu os olhos e dirigiu um
olhar duro sobre o cho de combate.

"Ferris, Alto Rei de Clonmel, afirma que Alseiass  um falso deus e que seu profeta
Tennyson  um falso profeta."

Ele parou, virou e olhou para Ferris, que estava sentado encolhido na cadeira do trono,
na parte de trs do gabinete real. Uma onda de aplausos soou em torno da arena,
misturados com gritos de "Viva Ferris!" e "Viva o Rei!". Sean esperou at que
desaparecesse e continuou.

"Sua Majestade sustenta tambm que a verdadeira esperana de libertao para o Reino
 o guerreiro conhecido como o Guerreiro do Nascer do Sol. Que, sob sua orientao e
proteo, ns iremos restabelecer o primado da lei e da ordem no Reino."

Mais aplausos. E o silncio de pedra da arquibancada leste.

"O profeta Tennyson, por sua vez, alega que Alseiass  um verdadeiro deus".

Agora a torcida subiu na arquibancada leste. Tennyson recostou-se na sua cadeira, olhou
em volta para os seus apoiadores, e sorriu. Halt, olhando do lado oposto do campo,
pensou que o sorriso era um presunoso. Ele franziu a testa quando ele notou trs
figuras sentadas atrs de Tennyson, todos envoltos em prpura opaca. Os Genovesans,
ele percebeu.

Sean estava continuando. "Tennyson tem garantido a proteo do seu deus para quem
vai segui-lo, e jura que Alseiass e Alseiass sozinho pode restaurar a ordem no Reino."

"Estas questes tendo sido objeto de conteno, e com nenhuma resoluo alcanada, as
partes concordaram com a resoluo definitiva das diferenas: o julgamento por
combate."

A estrondosa torcida que subiu agora foi abrangente. Ambos os aldees e Renegados
rugiram tanto a sua aprovao. Aps cerca de trinta segundos, Sean olhou para o arauto
atrs dele. O homem corpulento adiantou-se e sua voz soou acima da multido.

"Silncio! Silncio para Sean Carrick!"

Aos poucos, os aplausos morreram, como uma onda forte que caia em cima de uma
praia, em seguida, recuava at no houvesse nada do que deixou para trs.
"Julgamento de combate  o mtodo, sagrado indiscutvel de julgamento, o tribunal
final contra o qual no pode haver nenhum recurso.  o apelo direto a todos os deuses
para decidir essas questes. Em nome do Rei Ferris, eu juro a vontade da coroa no
sentido de respeitar o julgamento final, de forma absoluta e sem qualquer outro
argumento."

"Se os seguidores de Alseiass provarem vitoriosos, o Rei Ferris vai retirar toda a
reivindicao dos poderes do Guerreiro Do Nascer do Sol e submeter totalmente 
vontade de Alseiass."

Havia aplausos e vaias esparsas da arquibancada oposta ao gabinete do rei. Para a maior
parte, porm, havia um silncio quando a gravidade real do concurso e seu resultado
afundavam e os seguidores de Tennyson perceberam que o voto obrigatrio similar seria
necessrio de seu profeta - e uma promessa similar para negar o Deus Alseiass se
Killeen e Gerard perdessem. Pela primeira vez, muitos comearam a examinar suas
prprias aes impetuosas para ingressar no grupo de Tennyson. Arrastados por uma
mistura de excitao, medo e esperana cega, eles tinham seguido Tennyson sem dar ao
assunto um pensamento racional. Agora, Sean mostrou-lhes o outro lado da moeda - o
risco que Tennyson estava correndo.

"Se o Guerreiro Do Nascer do Sol prevalecer, Tennyson e seus seguidores devem dar o
mesmo cometimento. O julgamento pelo combate sagrado a ter lugar aqui vai
determinar ou no se Alseiass  verdadeiramente um deus - e se Tennyson  um profeta
verdadeiro ou um falso pretendente."

Sean fez uma pausa, olhando todo o terreno aberto para a figura vestida de branco
sentada em frente a ele. Tennyson no mostrou nenhum sinal de responder.

"Tennyson! Chamado profeta de Alseiass! Voc jura se sujeitar a estes processos? Voc
jura concordar com o resultado do julgamento por combate, seja qual for esse
resultado?"

Tennyson, permanecendo sentado, olhou para os seus seguidores. Seus olhos estavam
sobre ele. Ele acenou com a cabea bruscamente. Mas isso no foi suficiente para Sean.

"Levante Tennyson!" ele exigiu, "E jure isso na presena e audincia de todos aqui!"

Tennyson ainda permaneceu sentado. Ele no estava disposto a comprometer-se a esse
curso de ao definido. Quem sabia o que poderia dar errado em um julgamento por
combate? Mas, quando ele permaneceu sentado, ele comeou a ouvir resmungos a partir
de seus prprios seguidores. No os cinquenta pesados seguidores ou assim de seu
crculo ntimo. Eles, afinal, estavam sob nenhuma iluso de que havia um Deus
Alseiass. Mas seus novos convertidos, as multides de pessoas que encheram a partir
Mountshannon e meia dzia de outras aldeias ao longo do caminho, estavam
comeando a olhar para ele com desconfiana e dvida, o nvel de sua condenao e a
verdade do seu ensinamento. Em mais alguns segundos, ele percebeu, ele poderia perd-
los. Relutantemente, ele se levantou.
"Eu juro isso," ele disse.

Sean, em frente a ele, se permitindo um sorriso pequeno, desagradvel.

"Ento vamos todos aqui testemunhar este fato. Estas questes sero resolvidas por este
dia de combate. Todas as partes acordaram. Todos os partidos sero obrigados pelo
resultado."

Lentamente, Sean comeou a enrolar o pergaminho do qual ele tinha lido as frmulas
rituais, que estabelecia os parmetros do dia. Ele olhou para os pavilhes, um em cada
extremidade do campo.

"Vamos apresentar os combatentes! Horace de Araluen, conhecido como o Guerreiro do
Nascer do Sol. Killeen das Ilhas, discpulo de Alseiass! Passo  frente e receba suas
armas sagradas para este julgamento."

E os aplausos comearam a construir novamente enquanto Horace e Killeen emergiram
de seus respectivos pavilhes. Em algum lugar, um rufo comeou, dando-lhes uma
cadncia a cada marcha. Cada guerreiro estava totalmente blindado. Killeen usava uma
longa camisa de armadura - placas de bronze em forma de escamas de peixe que
estavam presas em uma pea de roupa interior de couro. Como escamas de peixe, as
folhas de bronze ficavam sobrepostas entre si. Horace tinha ligaes pequenas de cota
de malha unidas sob a sua tnica branca e cobrindo os braos. Killeen usava um
capacete integral que escondia seu rosto, apenas com os olhos brilhando atravs da
fenda de viso. Horace usava um capacete familiar cnico com sua franja presa na
corrente pendurada nos ombros como um protetor no pescoo.

Ambos carregavam seus escudos em seu brao esquerdo. O de Horace era circular, feito
de ao temperado fixado sobre madeira, pintado de branco com o emblema do nascer do
sol retratado nele. O de Killeen era em forma de pipa, com um topo arredondado. Ele
tinha o emblema duplo crculo de Alseiass. Ao lado de cada atendentes. Um aclito
vestido de branco flanqueava Killeen, e Will caminhava ao lado de Horace, tentando
desesperadamente manter-se. Comparado com Horace e a figura enorme de Killeen, ele
parecia quase infantil.

A batida chegou a uma parada com uma pisada final quando Killeen e Horace, ladeados
por seus assistentes, pararam na frente do gabinete real, em que Sean estava esperando
por elas. Abaixo dele, ao nvel do solo, uma mesa simples continha as armas escolhidas.
A longa lmina de Horace, sem adornos da espada de cavalaria. Empunhada em bronze
e com uma pea cruzada, ela era uma arma normal. Mas era perfeitamente equilibrada e
ntida.

Ao lado dela, grande e feia, estava a maa e corrente de Killeen. O grosso cabo de
carvalho de cerca de meio metro de comprimento, ligado a cada dez centmetros com
tiras de ferro para refor-lo. Ento, a corrente de ferro longa, pesada e espessa, ligada 
esfera temvel cravado em sua extremidade.
Era uma arma brutal, carente de toda a graa e elegncia. Mas mortal. Horace franziu os
lbios, pensativo enquanto ele estudava-a.

Halt est certo. Eu preciso ficar longe disso, pensou ele.

"Peguem as tuas armas," Sean disse-lhes.

Horace pegou sua espada, girou experimentalmente para se certificar de que no houve
adulterao com ela. Mas o seu equilbrio e peso eram verdadeiros. Killeen zombou da
lmina graciosa e tomou sua prpria arma, a corrente fazendo barulho em cima da mesa
quando ele apanhou. Ele a ergueu, definindo a bola cravada cruel balanando para trs e
para frente.

"Atendentes, saiam da arena," Sean disse baixinho. Will saiu sob os trilhos que
marcaram a rea de combate e se juntou a Halt na primeira fila de bancos. Os dois
trocaram olhares nervosos. O atendente de Killeen correu todo o campo e tomou o seu
lugar entre o grupo de Tennyson.

"Tomem suas posies. O combate vai comear em cima do sinal da trombeta," Sean
disse-lhes. Ele olhou de soslaio para o trompetista abaixo dele, certificando-se o homem
estava pronto. O trompetista assentiu, umedecendo os lbios nervosamente. Era difcil
no se envolver no drama do momento.

Horace e Killeen marcharam para o centro do campo, onde um crculo de muros
caiados, marcava seu ponto de partida. Instantaneamente, Killeen tentou cair  borda
ocidental do crculo, de modo que o sol no incio da tarde estaria nos olhos de Horace.
Sean, no entanto, estava ciente desse truque. O combate iria comear com nenhuma
vantagem para qualquer um.

"Killeen!" sua voz soou. "Mova para o lado sul! Agora!"

O capacete macio virou para ele e ele imaginou que ele podia ver os olhos por essa
fenda, olhando maliciosamente para ele. Mas o gigante obedeceu. Horace assumiu uma
posio diante dele.

Vendo a estratgia do ilhu, Halt havia levantado, atingindo a mo  aljava s costas.
Mas, quando Killeen cumpriu o comando de Sean, ele sentou-se, um pouco relutante.

"Basta deix-lo violar as regras uma vez", ele murmurou para Will. "Deixe-o fazer algo
com violao, e eu vou colocar uma flecha nele."

"Isso vai dois de ns", respondeu Will. Ele estava meio que esperando o ilhu iria tentar
algum truque desleal. Isso daria a ele e a Halt um motivo para mat-lo.

Quem quebrou as regras de julgamento pelo combate automaticamente perde o combate
e perde o seu direito  vida.

Horace e Killeen encaravam um o outro agora. Killeen agachado, joelhos dobrados.
Horace ficou em p, equilibrado levemente nas esferas de seus ps. A maa e a corrente
balanavam muito e pesadamente entre eles. A espada de Horace se movia tambm, a
ponta descrevendo pequenos crculos no ar.

De repente, quebrando o silncio, o sinal da trombeta tocou sua nica nota.

Killeen era grande e desajeitado. Mas ele era rpido, mais rpido do que Horace tinha
antecipado. E o pulso grosso tinha a enorme fora necessria para apertar a maa e
corrente para cima e sobre, ento a bola cravada no arco veio em um golpe de cima.
Quando ele fez isso, ele pisou em Horace, forando o jovem guerreiro a saltar para trs,
quando ele trouxe at o seu escudo para repelir o golpe.

Halt tinha sugerido que a maa e a corrente o atingiriam como um arete. Para Horace,
ele sentiu como se uma casa tivesse cado em seu escudo. Nunca antes ele tinha sentido
uma fora de esmagamento to grande por trs de um golpe. Nem mesmo quando ele
tinha enfrentado a enorme espada de duas mos de Morgarath, h muitos anos atrs.

Ele resmungou de surpresa e quase foi pego pelo ataque seguinte de Killeen, batendo
lateralmente em seu escudo mais uma vez, quando ele conseguiu baix-lo na hora certa.
Novamente, Horace recuou. Apenas sua velocidade tinha salvado os dois primeiros
cursos e enquanto ele procurava os olhos por trs da fenda de viso no capacete, ele
sentiu que Killeen esperava que seu ataque relmpago inesperado iria terminar o assunto
antes que ele realmente comeasse. Killeen estava evasivo, cauteloso agora que ele
tinha visto a velocidade das reaes de seu oponente. Ele balanou novamente, desta
vez mais um golpe em cima. Mas agora Horace estava pronto e ele saiu ligeiramente ao
lado assim que a bola de ferro bateu na relva.

Ele cortou rapidamente no antebrao Killeen. A maa e a corrente tinham uma
desvantagem. Ao contrrio de uma espada, no havia punho para pegar golpes visavam
a mo e antebrao. Mas Killeen usava luvas metlicas pesadas e algemas de bronze
slido. A espada cortou machucando e fez dele empurrar de volta s pressas. Mas sua
armadura agentava isso e estava longe de ser um golpe forte.

Horace comeou a circular agora, movendo-se para a direita de Killeen para cortar o
arco da clava e uma corrente. Ele franziu o cenho para ele. Ele poderia evitar os golpes
de Killeen, ou bloque-los com seu escudo. Mas ele podia ver nada no momento em que
ele pudesse revidar. Ele tinha que manter distncia do gigante, para evitar que a corrente
atingisse a borda do escudo chicotando e mais. Se ele tivesse sido confrontado com um
espadachim ou um usurio de machado, ele poderia ter se movido, aglomerando-o e
grampear sua arma. Mas a maa e a corrente era uma perspectiva diferente e ele teve
que evitar o efeito de chicote em todos os custos.

Killeen pisou com mais um golpe em cima. Horace o tomou no escudo novamente,
sentindo o choque do golpe at o ombro. Antes que ele pudesse revidar, Killeen
chicoteou a pesada arma de volta e, novamente, bateu no escudo uma segunda vez.

Horace ouviu rachar algo em seu escudo. Ele danou de volta para dar a si mesmo
espao e ele olhou para o escudo. Ele estava se tornando rapidamente fora da forma
dobrada reconhecvel. As bordas estavam amassadas e desgastadas e no centro havia
uma rachadura onde o ao tinha fraturado, expondo o forro de madeira por baixo. Muito
mais disso e o escudo seria destruda, ele percebeu. Sua boca ficou molhada com o
pensamento de enfrentar a terrvel maa com apenas a sua espada. Pela primeira vez, ele
considerou a possibilidade da derrota.

Ento Killeen estava atacando novamente e Horace no tinha escolha, alm de bloquear
com o escudo. Desta vez, a abertura na diviso de ao estava sob o assalto e a bola
cravou profundamente na madeira. Por alguns segundos, ele ficou preso l e era um
puxo desesperado de guerra entre os dois guerreiros. Ento Killeen se livrou e
balanou novamente.

Desta vez, Horace abaixou e a bola de ferro assobiou perto de sua cabea. Mas a idia
estava se formando em sua mente agora. Era uma idia de ltimo esforo, desesperada,
mas era a nica que poderia vir a funcionar. Ele riu tristemente a si mesmo quando ele
percebeu que era semelhante ao momento em que ele havia enfrentado Morgarath e se
atirado sob os cascos do cavalo do senhor da guerra.

Porque eu sempre venho com idias de baixa porcentagem? Ele se perguntou.

Killeen balanou em cima novamente e Horace esquivou levemente para trs,
observando a cabea de maa bater profundamente no relvado. Os apoiadores dos
Renegados estavam comeando a zombar enquanto ele danava e se esquivava de seu
campeo. At agora, ele tinha sido totalmente ineficaz no ataque.

Eu me zombaria se eu estivesse com eles, pensou. O outro lado do campo tinha ficado
omisso, para alm da angstia de gemidos ou suspiros enquanto a maa trovejava e a
corrente derramava encontrando seu alvo.

Ele danava levemente para a esquerda novamente, recuando mais alguns metros para
se dar uma pausa de alguns segundos. Quando Killeen comeou a movimentar-se
lentamente para ele, ele olhou para a pulseira de couro que segurava seu escudo ao seu
brao.

Ele teve alguns segundos. Ele bateu a ponta da espada para baixo no relvado e ajustou
s pressas a cinta de fixao, afrouxando alguns entalhes. Ento, ele apenas teve tempo
para recuperar a espada e danar novamente. Desta vez, porm, ele moveu-se para a
direita, surpreendendo Killeen, que esperava que ele continuasse a circular  esquerda.

Isso lhe deu mais alguns metros, mas agora ele se levantou e esperou por Killeen.
Quando o ilhu veio para ele, ele balanava de um lado para evitar a maa, ento
intensificou rapidamente e pulou a ponta da espada na fenda de viso do capacete.
Killeen, at agora acostumado a atacar sem retaliao, foi pego de surpresa e apenas
trouxe o seu prprio escudo a tempo. O momento em que ele foi cegado pelo escudo
levantado, Horace se lanou  sua esquerda e cortou novamente a mo de arma de
Killeen, em seguida, pulou de volta.
Nem a presso, nem a batida da mo eram golpes fortes. Mas serviam para o que ele
havia estabelecido. Eles enfureceram o homem enorme  sua frente. Killeen avanou
com um grunhido de raiva. A maa e a corrente zumbiam em crculos gigantes sobre a
sua cabea enquanto ele se preparava para um golpe de esmagamento final.

Os olhos apertados, Horace o viu liberar seu pulso e soltar o golpe. Ele sabia que teria
de julgar tempo e distncia perfeitamente para que o seu plano tivesse xito.

Aqui vem ele!

Julgando centmetros com a habilidade natural incomum que o distinguia do
funcionamento normal dos guerreiros, Horace tomou um passo e meio  frente e levou
seu escudo para tomar o golpe. Ele resmungou quando a maa bateu no metal
enfraquecido e a bola cravou no ao e madeira quebrada. Bateu e segurou.

Nesse mesmo instante, ele soltou seu domnio sobre o punho e deslizou o brao para
fora da ala de reteno solta. Uma frao de segundo depois, quando Killeen puxou a
maa e corrente de volta para libert-la, o escudo, golpeado amassado foi com ele,
firmemente fixado ao final da corrente. Ele subiu alto e largo em um arco atrs do ilhu,
o peso extra inesperado no fim de sua arma empurrando-o momentaneamente fora de
equilbrio.

Era natural que ele iria virar a cabea em surpresa ao ver o que tinha acontecido,
expondo seu pescoo abaixo do capacete fechado completamente o rosto por um
segundo ou dois.

O que era tudo que Horace precisava. Segurando sua espada de duas mos, ele entrou
em cena e virou em um curso relmpago no lado exposto de dois centmetros do
pescoo.

Houve um rugido de surpresa de ambos os lados da arena quando o capacete de Killeen
foi embora para a terra girando sobre a relva com um baque surdo. O rugido caiu para o
silncio quando os espectadores perceberam que sua cabea tinha ido com ele. O tronco
gigante de Killeen lentamente caindo de joelhos e parecia dobrar em si, uma vez que
desabou no cho.

Em seguida, a torcida ocidental comeou a aplaudir quando perceberam que Horace,
que tinha ensaiado apenas um curso srio ataque em todo o conflito, tinha vencido.

Will e Halt estavam sob os trilhos em um lampejo. Eles correram para o centro do
campo, onde Horace levantava-se, a espada solta ao seu lado. Ele olhou para eles e
sorriu cansado.

"Acho que vou precisar de outro escudo", disse ele.

Captulo 41
Halt balanou a cabea para Horace, um sorriso satisfeito no rosto.

"Horace, voc continua a me surpreender! Como voc pensou naquela faanha com o
escudo?"

Horace olhou para seus dois amigos. Para ser sincero, ele estava um pouco surpreso que
ele ainda estava aqui e podendo falar com eles. Houve poucos minutos feios durante o
combate, quando ele pensava que tinha mordido mais do que podia mastigar.

"Parecia uma boa idia no momento", disse ele suavemente. "Eu s espero que Gerard
no esteja usando uma dessas malditas maas. Eu no acho que eu poderia fazer isso
duas vezes."

"Ele est usando uma espada," Will disse, sorrindo para ele. Ele sentiu uma grande
sensao de alvio. Assim como Horace, quando ele tinha visto Killeen espancar seu
amigo de Herodes do pilar para o poste, ele comeou a temer que no haveria nenhuma
maneira que ele pudesse sobreviver, quanto mais ganhar.

Halt bateu no ombro do alto guerreiro.

"Bem feito, de qualquer maneira!" disse ele com entusiasmo. Ele gostava de Horace, era
to afeioado a ele como ele era a Will. Ele tinha decidido que, na legislao de
combate no obstante, se Killeen parecia ser vencedor, ele estaria indo mat-lo.

Horace estremeceu com o impacto.

"Obrigado, Halt. Mas eu apreciaria se voc no me batesse ali. Eu estou um pouco
tenso. Eu acabei de ter uma sova gigante com uma bola de ferro grande."

"Desculpe", disse Halt, mas o sorriso ainda estava em seu rosto. Ele olhava agora nos
estandes de Leste, para ver como Tennyson estava reagindo ao resultado totalmente
inesperado. O sorriso desvaneceu-se quando ele o fez.

O padre parecia surpreendentemente imperturbvel pela morte de seu guarda-costas. Ou
com as implicaes da perda. Ele estava falando calmamente com um de seus mantos
brancos, sorrindo para a resposta do homem. Ainda que ele houvesse sido surpreendido
pela mudana subida do destino de Horace. Durante a luta, Halt tinha olhado vrias
vezes e visto Tennyson ladeado por seus trs Genovesans, inclinando-se para a frente,
gritando como incentivo para Killeen que tinha chovido golpe aps golpe baixo sobre o
seu adversrio aparentemente indefeso.

Uma pequena carranca enrugou a testa de Halt. Havia trs Genovesans atrs de
Tennyson. Agora ele podia ver apenas dois. Ele se virou para Will.

"Volte para a barraca rapidamente e mantenha um olho nas coisas. Ns estaremos juntos
em breve."

Will deu uma olhada no rosto de seu mestre, viu o repentino interesse l e no precisava
de mais pergunta. Ele correu levemente no meio da multido de moagem de pessoas que
invadiram a arena, fazendo o seu caminho para a tenda branca imponente, na
extremidade norte do terreno. Quando ele estava a poucos metros dela, ele parou. A
multido estava grossa aqui quando os vendedores tinham recomeado a vender suas
mercadorias e as pessoas faziam fila para refrescos antes da prxima luta. Mas,
deslizando atravs da massa de pessoas se acotovelando, ele pensou que tinha visto um
vislumbre de prpura opaca, na posio de fora do pavilho. Ele empurrou o seu
caminho para mais alguns metros em busca e pegou mais um breve vislumbre diante da
multido engolindo a figura.

Poderia ter sido um dos Genovesans, pensou ele, e, em caso afirmativo, ele havia estado
muito prximo do pavilho de Horace. Ele estava rasgado pela tentao de seguir e
acompanhar quem quer que fosse. Mas Halt lhe tinha dito para manter vigia na tenda.
Relutantemente, ele voltou para o pavilho. Quando ele se aproximou da ponta da lona
que fazia a triagem da entrada, ele disfaradamente tirou a faca Saxnica da bainha,
mantendo-a baixa contra a sua perna, de modo que as pessoas no iriam perceber.

A tira de couro que garantia a porta de lona parecia estar como ele havia deixado, mas
ele no podia ter certeza. Silenciosamente, ele a desatou e, a tela se empurrou para trs,
disparou rapidamente para dentro, a faca Saxnica pronta agora na altura da cintura.

Nada.

A barraca estava vazia. Em algum lugar ele podia ouvir uma mosca varejeira, presa
dentro e zumbindo freneticamente enquanto batia contra a tela, procurando escapar. Ele
examinou o interior. Mesa, jarro de gua e dois copos, ainda cobertos com musselina
mida. Cadeira, sof, armrio de armas - vazio, mas agora com o escudo de reposio
em p ao lado dele. Nada mais  vista.

Estava quente dentro da tenda. O sol estava batendo nela e aba estava fechada,
prendendo o quente ar abafado no interior. Ele a virou, o que significa amarrar para trs
a aba da porta de lona e deixar um pouco de ar fresco entrar, quando ele percebeu que
no tinha verificado a latrina particular. Ele atravessou a barraca e agora jogou a tela de
volta, a faca Saxnica pronta para dar um bote.

Vazio.

Ele soltou um longo suspiro e re-colocou na bainha a faca Saxnica. Ento, ele ocupou-
se de amarrar a porta e abrir um painel de ventilao na parte traseira da barraca. Uma
brisa de ar fresco varreu no interior e a temperatura comeou a cair rapidamente. A
obstruo foi dissipada tambm.

Halt e Horace chegaram, o ex-mestre carregando a espada, capacete e o escudo,
golpeado amassado de Horace. Ele atirou-o em um canto.

"Voc no vai precisar disso novo", disse ele. Ele olhou uma questo para Will e o
Arqueiro jovem sacudiu a cabea. Nada suspeito para relatar. Embora a observao de
Halt sobre o escudo lembrou-lhe que ele deveria verificar as correias e acessrio no
escudo reserva de Horace antes do combate seguinte.

Horace afundou no sof, suspirando quando seus msculos machucados entraram em
contato com as almofadas, e olhou ansiosamente ao jarro sobre a mesa.

"Me d um gole, Will?" disse ele. "Eu estou seco."

Sua boca e garganta seca eram causadas pela tenso nervosa e medo tanto quanto
esforo, ele sabia. E Horace no tinha vergonha de admitir que sentia medo enquanto
ele estava lutando com Killeen. Ele se inclinou para trs, de olhos fechados, e ouviu o
tilintar do gelo macio enquanto Will derramava.

"Isso soa bem," disse. "Faa um grande."

Ele bebeu o copo em um longo gole, depois balanou a cabea quando Will ofereceu o
jarro para reencher. Desta vez, ele tomou um gole na gua fria mais devagar, curtindo a
sensao do lquido frio descendo a garganta seca. Gradualmente, ele comeou a
relaxar.

"Quanto tempo at eu encarar Gerard?" ele perguntou a Halt.

"Voc tem mais de uma hora", o Arqueiro disse a ele. "Por que voc no sai dessa
armadura e recosta e relaxa um pouco?"

Horace levantou, gemendo baixinho enquanto ele fez. "Boa idia. Mas eu devo verificar
o gume da minha espada primeiro", disse ele. Halt suavemente o deteve. "Will pode
fazer isso."

Horace sorriu agradecido quando Will moveu-se para tomar a espada e verific-la.
Normalmente, Horace teria insistido em fazer a tarefa ele mesmo. Will ou Halt eram as
nicas pessoas que ele teria confiana para fazer isso por ele.

"Obrigado Will."

"Vamos comear a tirar essa camisa de armadura de voc", disse Halt e ele ajudou a
puxar o vestido longo e pesado sobre sua cabea. A camisa de armadura tinha um forro
em couro camura luz, agora manchado e mido de suor. Halt girou dentro para fora e
colocou-a no armrio de armas, passando este ltimo o que era apenas dentro da porta,
apanhando a brisa cruz.

"Descanse agora. Ns vamos cuidar das coisas. Eu vou acordar voc com tempo de
sobra para uma massagem para tirar as tores", disse Halt. Horace assentiu com a
cabea, e deitou-se com um suspiro satisfeito. Era bom, pensou ele, ter atendentes em
cima dele.

"Eu acho que eu poderia me acostumar com essa coisa de Guerreiro do Nascer do Sol",
disse ele, sorrindo.
Ele podia ouvir o suave som rascante quando Will colocava uma afiada extra sobre a
sua espada. Houve um ligeiro entalhe na lmina, onde ela havia pegado contra o escudo
de Killeen, e o Arqueiro jovem ps-se a remov-lo. O som era estranhamente relaxante,
Horace pensou. Em seguida, ele adormeceu.

***

Halt o acordou depois de meia hora. Os msculos de Horace estavam duros e doloridos,
de modo que ao apelo de Halt, ele rolou para o estmago e deixou Halt trabalhos sobre
eles. Os dedos fortes do Arqueiro escavaram e sondaram habilmente o msculo e tecido,
afrouxando os ns e aliviando a tenso, estimulando o fluxo sanguneo de volta as
machucadas partes tensas do seu corpo. Foi doloroso, mas estranhamente agradvel,
pensou ele.

O cochilo havia o deixado se sentindo sonolento e aptico. Ele deu de ombros para si
mesmo. Isso aconteceu muitas vezes, se voc dormisse durante o dia. Depois que ele
comeasse a se mover e ter um pouco de ar fresco nos pulmes, ele estaria bem.

Ele balanou as pernas para fora da sala e sentou-se, de cabea para baixo por alguns
segundos. Ento, ele se sacudiu. Will o olhou com curiosidade.

"Est tudo bem?" ele perguntou. Ele vigiava Horace enquanto ele dormia, a sua faca de
Saxnica retirada e pronta deitada sobre os joelhos.

Horace olhou para a arma e sorriu sonolento. "Planejando cortar legumes?" ele
perguntou, em seguida, respondendo a pergunta do amigo: "Eu estou apenas um pouco
nebuloso, isso  tudo."

Halt olhou para ele, uma pequena luz de preocupao em seus olhos. "Voc tem
certeza?" ele disse e Horace sorriu, sacudindo o entorpecimento que parecia ter
reclamado ele.

"Eu vou ficar bem. No deveria ter dormido durante o dia, realmente. Passe-me a
camisa da armadura, voc vai?"

O revestimento de camura tinha secado com a brisa e ele o puxou sobre a sua cabea
enquanto ele se sentou na beirada do salo. Ento ele se levantou para deix-lo cair no
seu comprimento total, apenas acima dos joelhos. Enquanto ele fez isso, ele balanava e
teve de agarrar a parte de trs do salo para se firmar.

Ambos os Arqueiros o observaram com crescente preocupao. Ele sorriu para eles.

"Eu estou bem, eu lhe digo. Eu vou sair."

Ele pegou a tnica limpa, que Will lhe oferecido e puxou sobre a camiseta da armadura.

Halt olhou para fora. A rea em torno da comida e bebida barracas estava se tornando
menos lotada quando os espectadores fizeram o seu caminho de volta aos seus lugares.
Horace e Gerard seriam chamados para a arena nos dez minutos seguintes. Ele decidiu
que Horace provavelmente estava certo. Um pouco de ar fresco e exerccio iria deix-lo
certo.

"Vamos subir l para cima agora. Os administradores tero que examinar a sua espada
novamente de qualquer maneira", disse ele, chegando a uma deciso. De fato, o
prembulo todo para o combate seria repetido, enquanto Sean teria certeza que nenhuma
das partes estava disposta a recuar de sua posio. Era algo entediante, ele pensou, mas
era parte do ritual cerimonial formal que acompanhava o julgamento por combate.

Halt e Will pegaram o capacete de Horace, seu escudo de reposio e sua espada. Will
re-prendeu as abas da tenda e eles caminharam ao lado de Horace, flanqueando-o
enquanto ele fez o seu caminho de volta  terra de combate. A multido se encolhendo
nas tendas abriram caminho para eles, mostrando deferncia para com o Guerreiro do
Nascer do Sol. Ele j havia se tornado uma figura popular entre o povo de Dun Kilty. A
maneira espetacular que tinha despachado Killeen tinha pegado sua imaginao
coletiva.

Halt assistiu o jovem guerreiro, com cuidado, enquanto eles se aproximaram da mesa de
armas situada em frente do gabinete do rei. Ele soltou um pequeno suspiro de alvio
quando viu que os passos de Horace eram firmes e inabalveis. Ento seu corao
perdeu uma batida quando o rapaz se inclinou para ele e disse, num tom coloquial e sem
qualquer sinal externo de interesse:

"Halt, temos um problema. No consigo concentrar meus olhos."

Os trs pararam. A mente de Halt correu e ele olhou imediatamente para onde Tennyson
estava sentado, cercado por seus camaradas. Havia trs figuras-prpuras vestidas com
ele agora, mas enquanto ele olhava, Tennyson se inclinou e falou com um deles. O
Genovesan balanou a cabea e fugiu no meio da multido.

Nesse momento, Halt sabia o que tinha acontecido. Ele falou com urgncia para Will.

"Will! Tire esse jarro de gua no pavilho! Est drogado! No deixe que ningum
interfira com ele!"

Ele viu um momento de confuso nos olhos de Will, ento a nascente compreenso
quando o Arqueiro jovem chegou  mesma concluso que ele tinha acabado de chegar.
Se a gua tivesse sido drogada, eles precisavam mant-la segura para provar o fato.

Will girou sobre os calcanhares e se afastou.

Horace movimentou o brao de Halt. "Vamos continuar se movendo", disse ele.

Halt virou-se para ele. Apesar da urgncia no tom de Horace, um observador teria
pensado que eles eram simplesmente discutiram assuntos sem importncia.

"Vamos pedir um adiamento", disse ele. "Voc no pode lutar se voc no pode ver."
Mas Horace sacudiu a cabea. "Tennyson nunca vai aceitar isso. Se nos retirarmos, ele
vai vencer. A menos que possamos provar que ele tenha quebrado as regras."

"Bem, claro que eles quebraram as regras! Eles drogaram voc!"

"Mas podemos provar isso? Mesmo que provarmos que a gua est drogada, podemos
provar que eles fizeram isso? Vou ter que continuar por agora, Halt."

"Horace, voc no pode lutar, se voc no pode ver!" Halt repetiu. Sua voz estava tensa
agora, mostrando a profundidade da preocupao que ele sentia por seu jovem amigo.
Eu nunca deveria ter colocado ele nisso, ele disse a si mesmo com amargura.

"Eu posso ver, Halt. Eu apenas no posso concentrar", disse Horace ele, com o fantasma
de um sorriso. "Agora vamos. Os controladores esto esperando."



Captulo 42



A figura de manto roxo deslizou facilmente atravs dos clientes de ltima hora em volta
das comidas e bebidas nas bancas de venda. Quando ele se aproximou do pavilho
branco alto, ele abrandou o seu ritmo um pouco, olhando para esquerda e direita, para
ver se havia algum o observando, ou guardando o pavilho.

Mas ele no viu nenhum sinal de vigilncia e caminhou diretamente para a entrada do
pavilho. Como antes, as aberturas da barraca estavam presas do lado de fora, o que
significava que no poderia haver ningum na tenda. Rapidamente, os dedos fortes
desfizeram os ns. Quando o ltimo caiu solto, ele resistiu  tentao de olhar ao redor.
Tal ao deveria aparecer apenas furtiva, ele sabia. Muito melhor do que simplesmente
andar como se tivesse todo o direito de estar aqui.

Ele enfiou o punhal da bainha sob seu brao esquerdo - nunca feria tomar as devidas
precaues - e entrou rapidamente na tenda, permitindo que o retalho casse de volta no
lugar.

Ele soltou um suspiro reprimido, relaxando. No havia ningum na tenda alm do jarro
de gua sobre a mesa onde ele o tinha visto pela ltima vez. Rapidamente, ele cruzou a
tenda at a mesa, pegou o jarro e derramou o seu contedo no cho, olhando com
satisfao enquanto a gua drogada se misturava com a grama.

"E isso  o fim da prova," ele disse suavemente, com uma voz satisfeita, um segundo
antes de alguma coisa pesada e dura bater em sua cabea, atrs da orelha, e tudo ficar
escuro.

"Assim voc diz," Will disse. Ele guardou a faca Saxnica na bainha, convencido de
que o Genovesan estava inconsciente. Ele rolou o homem de costas e o revistou
rapidamente, desarmando-o quando ele o fez. Ele olhou com curiosidade para a balestra
que tinha estado atirada por cima do ombro do homem. Era uma arma sem graa, ele
pensou, pesada e utilitria. Ele jogou-a para um lado, prosseguindo a revista no homem
inconsciente. Havia um punhal na cintura, outro em cada uma de suas botas e um preso
 sua panturrilha direita. Ele tambm descobriu a bainha vazia debaixo do brao
esquerdo do homem. Ele assobiou suavemente.

"Planejando em iniciar uma guerra?" ele perguntou. O Genovesan, naturalmente, no
respondeu.

Will escavou em sua bolsa de cintura e pegou algemas de polegar e tornozelo. Ele
prendeu rapidamente as mos do homem na frente dele e amarrou os tornozelos,
deixando folga suficiente para que ele fosse capaz de mancar sem jeito, mas no correr.

Will sentou-se sobre os calcanhares, pensando rapidamente. Eles precisavam de uma
prova, ele sabia. Ele chegou alguns segundos antes do Genovesan, aproximando-se do
lado oposto e entrando cortando a lona no canto traseiro, onde a latrina estava
posicionada. Dessa forma, o n exterior da porta foi deixado inalterado. Despercebido
pelo assassino, ele tinha prestado ateno quando ele derramou fora a gua restante. Um
segundo mais tarde, ele saiu da privada e bateu o punho de bronze de sua faca Saxnica
apenas atrs da orelha do homem.

Havia algo no fundo de sua mente - algo que poderia ajud-lo a conectar o Genovesan
com a gua drogada. Ento ele captou isso. Quando ele tinha derramado o copo para
Horace, ele ouviu o tilintar do gelo. No entanto, o gelo que ele tinha colocado na gua
deveria ter derretido h muito tempo. O Genovesan devia ter reabastecido ele e havia
apenas um lugar que ele poderia ter feito isso.

Ele olhou para o homem, viu que ele ainda estava inconsciente e se apressou para sair
da tenda. Um dos marechais de Sean, encarregado de manter um olho no pavilho -,
bem como para observar os invitveis batedores de carteira, que estariam trabalhando na
multido - estava passeando nas proximidades. Ele virou-se e aproximou-se
rapidamente quando Will o saudava.

"Fique de olho nele", disse Will, virando o polegar para o Genovesan inconsciente no
interior do pavilho. Os olhos do marechal se arregalaram com a viso, mas ele
reconheceu Will como um dos retentores do Guerreiro do Nascer do Sol e assentiu com
a cabea.

"Eu j volto," Will disse-lhe e correu para barraca de bebidas.

Havia uma barraca de venda de gelo. Foi onde Will tinha comprado anteriormente e,
presumivelmente, onde o Genovesan tinha feito o mesmo. Gelo era uma mercadoria
rara. Teria sido cortado em grandes blocos, no alto das montanhas durante o inverno,
em seguida, embalado em palha e trazido para baixo, para ser guardado no fundo de um
poro fresco em algum lugar. O vendedor olhou quando Will se aproximou.
Inicialmente, ele tinha sido relutante em vender alguns de seus gelos sem vender uma
bebida tambm, mas o jovem tinha pagado bem. Ele acenou com a cabea uma
saudao.

"Mais gelo para voc, sua honra?" ele perguntou. Mas Will o interrompeu de forma
abrupta.

"Venha comigo", disse ele. "Imediatamente".

Ele era jovem e com um rosto novo, mas havia um ar inconfundvel de autoridade sobre
ele e nunca ocorreu ao vendedor de gelo discutir. Ele chamou a sua esposa para ocupar-
se da barraca e correu para seguir a figura em movimento rpido com a capa cinza-
esverdeada. Quando eles entraram no pavilho, seus olhos tambm arregalaram ao ver o
homem deitado inconsciente na grama.

"Ele comprou gelo de voc?" ele exigiu e o homem acenou com a cabea,
instantaneamente.

"Ele comprou, a sua honra. Disse que era para o poderoso Guerreiro do Nascer do Sol.
Ele olhou ao redor da tenda e seus olhos caram sobre a jarra de gua. "Ele levou
naquela jarra, se bem me lembro", acrescentou ele, se perguntando o que era isso tudo.
Ento, tendo certeza que ele no poderia ser responsabilizado por nada, ele ofereceu
mais informaes.

"Ele estava o observando antes, quando voc comprou o gelo. Presumi que ele estava
com voc."

Ento era isso. Will imaginou que o Genovesan, quando ele tinha drogado a gua, havia
acrescentado o gelo para que o frio mascarasse o sabor. Ou, simplesmente, tornar a gua
mais atraente. Contudo, ele dificilmente teria feito isso se no tivesse sabido que j
havia gelo no jarro. Ele olhou para o marechal e o vendedor. Ao fundo, ele ouvia
aplausos jorrando da Arena e percebeu que muito tempo tinha passado enquanto ele
tinha estado ocupado com esse problema. As formalidades deveriam ter acabado e
Horace estaria se preparando para enfrentar o gigante do ilhu.

Ele olhou para os dois homens.

"Vem comigo!" ele ordenou. Ele recuperou o seu arco de trs da tela da latrina e
apontou para o Genovesan, agora mexendo grogue. "E me d uma mo com isso!"

Conforme ele e o marechal arrastaram o assassino com os olhos turvos a seus ps, ele
ouviu uma nica nota de uma trombeta. O combate havia comeado.

***

"Voc no pode fazer isso", disse Halt do lado de fora da boca, enquanto ele
acompanhava Horace para o centro do campo. Ele estava carregando o escudo e espada
de Horace, usando o escudo para manter uma presso secreta no brao do rapaz para
que ele pudesse guiar seus passos.
"Esse homem! O que  que esse o homem est fazendo?" A voz de Tennyson ecoou em
toda a arena, elevando-se acima os elogios que tocavam para fora de ambos os lados do
campo. Halt olhou e viu que a figura vestida de branco tinha sado de sua cadeira e
estava de p, apontando para ele, gritando seu protesto.

"Apenas me leve para o ponto de partida, Halt. Eu vou ficar bem", disse Horace,
igualmente em silncio. Ele podia ouvir Sean Carrick responder para protestar contra o
padre, afirmando que Halt estava agindo como portador do escudo de Horace, que era
permitido dentro das regras. Horace se permitiu um sorriso amargo. Argumentar sobre
os procedimentos no era importante para ele. Ele queria saber como ele iria lutar
quando tudo o que podia ver de Gerard era uma enorme e obscurecida forma.

"Sua presena  uma violao das regras! Ele deve se retirar do campo!" Tennyson
gritou.

Sean respirou fundo para responder, mas parou quando ele sentiu uma mo em seu
ombro. Surpreso, ele se virou para ver o rei tinha deixado o seu trono e ficou de p atrs
dele.

"Cala-te, seu falso postulante!" Ferris gritou. Por um momento, o povo de Dun Kilty
ficou chocado ao ver seu Rei tomar uma atitude to positiva. Ento eles rugiram sua
aprovao incondicional. "No cite as regras a menos que voc as conhea e as
compartilhe! O escudeiro  legtimo! Agora, sente e fique em silncio!"

Novamente, seus sditos gritaram sua aprovao. Ferris olhou em volta, ligeiramente
surpreso e satisfeito. Ele nunca tinha ouvido esse som antes. Ele chamou a fora dela e
segurou-se um pouco mais alto. Em frente a ele, Tennyson apontou um dedo
ameaador.

"Voc cruzou comigo muitas vezes, Ferris. Vou v-lo pagar por isso!"

Mas ele recuou para o seu lugar, contentando-se em ofuscar o Rei. Ferris, depois de
desfrutar os aplausos da multido por mais alguns momentos, tambm voltou ao seu
lugar.

No campo, Halt puxou a cinta apertada no brao protetor de Horace.

"Como est isso?" ele disse, e Horace assentiu.

"Bom", disse ele. A figura borrada de Gerard estava na frente dele e ele concentrou-se
sobre ela, apertando os olhos enquanto ele tentava ver com mais clareza e forar os
olhos para se concentrar. Com a distrao de sua viso diminuda, ele tinha esquecido a
sensao de cansao que se tinha estabelecido sobre ele depois que ele tinha acordado.
Agora ele estava ciente dela mais uma vez. Seus membros estavam pesando como
chumbo e desajeitados quando ele testou o balano da sua espada. Ele percebeu o quo
ruim ele estava.
Ele decidiu que sua melhor chance estava em um ataque sbito logo que a trombeta,
estocando o ponto de massa do corpo antes dele. A maioria dos combatentes circulava
brevemente no incio de uma luta, olhando para testar as reaes de seus oponentes. Ele
esperava Gerard estaria esperando por ele fazer isso. Ele sentiu que Halt ainda estava
por perto, mas ele no quis tomar a sua ateno para longe de seu oponente poderoso.

"Obrigado, Halt", disse ele. " melhor voc ir agora."

"Eu vou lutar em seu lugar", disse Halt, em uma ltima tentativa desesperada. Horace
sorriu, sem humor, a sua ateno ainda sobre Gerard.

"No  possvel ser feito. Contra as regras. Eu tenho que terminar isso. Agora v
embora."

Relutantemente, Halt retirou-se, recuando, vendo seu jovem amigo em uma agonia de
dvida e medo. Ele chegou a cerca nica, mergulhou e pegou seu assento na primeira
fila.

"Pronto, combatentes!" Sean chamou. Nenhum dos dois respondeu, e entendeu que era
uma resposta positiva. Ele acenou para o trompetista.

"Som", disse ele calmamente. A nota zurradora tocou por cima do campo.

Horace no esperou o som desaparecer. O instante em que ele comeou a ouvi-lo, ele
pulou para a frente, batendo o p direito em direo a Gerard, a lmina da espada
empurrando para a massa instintivamente vista diante dele.

Poderia ter funcionado, se ele no tivesse sido abrandado pelo efeito da droga. Gerard
estava esperando o seu adversrio circular e ondular, testando suas prprias defesas e
velocidade. Ele foi surpreendido pelo sbito ataque. A espada pontiaguda golpeou no
centro de seu corpo, mas ele conseguiu torcer para que seu peito duro de couro a
desviasse, a enviando patinando pelas suas costelas.

Isso o machucou e tirou seu flego. E poderia muito bem ter uma costela rachada. Mas
no foi o curso matador que Horace precisava desesperadamente. Ele continuou a correr
para a frente, um pouco mais desajeitado do que o seu movimento normal de p firme,
girando  sua esquerda assim que ele trouxe o seu escudo at afastar o contragolpe que
ele esperava de Gerard.

Ele trouxe bem na hora, o corte com o lado oposto ressoando fortemente contra o seu
escudo. Foi um golpe slido, mas longe de ser to ruim quanto os golpes marteladores
da maa que ele tinha tomado de Killeen.

Ele se arrastou para trs, esforando-se para ver. Seus olhos lacrimejavam e Gerard era
uma massa disforme que se deslocava em direo a ele. Ele viu o esboo vago de um
brao levantando a espada e jogou o escudo de novo. A espada Gerard bateu nele de
novo e Horace, agindo puramente por instinto, cortando para trs no gigante com sua
prpria espada.
Gerard era grande e forte. Mas ele no era mestre de combate. Alm disso, sabendo que
Horace tinha sido drogado, ele estava no estava esperando oposio nenhuma e ele
estava confiante. Seu escudo estava mal posicionado e uma frao muito baixa para
bloquear Horace. A lmina longa bateu na parte superior do escudo, desviou e ressoou
solidamente no capacete de Gerard, deixando um entalhe grave no metal curvo.

Horace sentiu satisfeito o choque de contato slido no seu brao direito. A multido nas
arquibancadas oeste rugiu sua aprovao. Ele viu a forma difusa de serrao de madeira
que estava jogada em volta de Gerard, cada vez mais difcil ver quando ele incorporava
ao fundo.

Gerard, por sua vez, balanou a cabea para limp-la, e ficou como um touro enorme,
com raiva, olhando para o jovem guerreiro diante dele. O revestimento acolchoado para
seu capacete tinha absorvido algumas do golpe que ele tinha acabado de tomar, mas
mesmo assim isso o abalara. Ele estava furioso agora. Ele tinha sido dito que ele iria
enfrentar resistncia mnima, enquanto ele vingaria a morte de seu irmo. Mas para sua
maneira de pensar, ele tinha apenas que evitar sofrer um destino semelhante. Ele urrou
com fria e avanou para Horace.

Horace ouviu o barulho, mas, praticamente cego como ele estava, ele estava lento para
registrar o fato de que Gerard estava chegando para ele. Demasiado tarde, ele percebeu
o que estava acontecendo e tentou recuar. Naquele momento, Gerard bateu no escudo de
Horace, com toda a fora de seu corpo por trs dele. Horace, j comeando a se mover
para trs, foi arremessado para fora de seus ps, e caiu de costas na grama, sua espada
voando de sua mo.

Houve um suspiro de horror concertado das arquibancadas ocidental, um grito de
triunfo simultneo dos seguidores de Tennyson. Horace, sem flego e quase cego, viu a
figura fora de foco se elevando sobre ele. Ele sentiu um pouco do que viu que Gerard
estava levantando sua espada, apontando para baixo, segurando-a com ambas as mos
para conduzi-la no corpo de Horace.

Ento  assim que vai acontecer, ele pensou. Ele sentiu uma vaga sensao de decepo
que ele tinha decepcionado Halt. Ele ouviu a multido da seo de Tennyson gritando
incentivos para Gerard e resolveu manter os olhos abertos quando ele morresse, apesar
do fato de que ele podia ver quase nada de seu assassino. Isso era irritante, de alguma
forma. Ele queria ver.

Ele desejava que ele no fosse morrer quando estivesse irritado. Parecia uma emoo
to mesquinha.



Captulo 43
Will ouviu a primeira batida de espada em escudo enquanto ele e o marechal arrastavam
o Genovesan cambaleante para o campo de combate. Os curiosos espectadores se
separavam diante do pequeno grupo. O vendedor de gelo seguia atrs dele, perplexo,
mas curioso para ver o que estava prestes a acontecer.

A multido gritava e ele percebeu que o som estava vindo das arquibancadas ocidental,
onde partidrios de Horace estavam sentados. Por um instante selvagem, suas
esperanas aumentaram que Horace tinha de alguma forma conseguido ganhar. Ento
ele empurrou at a barreira que marcava o fim do sul da rea de combate e seu corao
se afundou. Ambos os combatentes ainda estavam de p, mas ele podia ver que Horace
estava em apuros. A natural graa e velocidade de seu amigo tinham desertado e ele
tropeou sobre o campo, desesperadamente repelindo os ataques de Gerard, e rebatendo
contra ataques ineficazes.

Will viu o til golpe que Horace atingiu e por um momento, enquanto Gerard
balanava, ele pensou que o homem poderia estar a ponto de cair. Mas depois ele
voltou, recuperou e avanou em Horace, enviando-lhe voando, a bater desajeitadamente
de costas.

A grande espada na mo de Gerard estava sendo mantida como um punhal, enquanto ele
se preparava para conduzir para baixo, lanando no corpo indefeso de Horace. Atuando
exclusivamente por instinto, Will puxou o arco fora de seu ombro para a mo esquerda.
Enquanto ele o levantou, uma flecha pareceu se prender ela mesmo na corda e
pressionar e ele atirou em um batimento cardaco.

O rosnar de Gerard de triunfo transformou-se abruptamente em um grito de agonia
quando a flecha atravessando o msculo do seu brao direito.

Ele virou para longe do corpo propenso diante dele, a espada caindo inofensivamente de
sua mo sem fora, apertando com a mo esquerda na dor latejante que tinha estourado
no seu brao, fazendo disparar rajadas de agonia at a sua mo e dedos. A multido,
aps um suspiro inicial de surpresa, ficou chocada ao silncio.

Tennyson levantou, puxando a respirao para gritar para os marechais. Mas outra voz o
venceu. Uma voz jovem.

"Traio!" Will gritou a plenos pulmes. "Traio! O Guerreiro do Nascer do Sol foi
envenenado por Tennyson! Traio!"

Os olhos Tennyson balanaram para a voz. Seu corao afundou-se quando ouviu a
acusao de envenenamento e viu a figura mancando confinada de Genovesan. De
alguma forma, sua conspirao havia sido descoberta.

Halt, em p agora no meio da multido, percebeu a necessidade de manter o ritmo. Ele
comeou a ecoar o grito de Will.
"Traio! Traio! E, como ele esperava, aqueles em torno dele se levantaram, sem
saber o como ou o porqu, mas apanhados na histeria em massa. A palavra soou em
volta da arena.

Will, arrastando o Genovesan com ele, virou-se para o vendedor de gelo e sussurrou
uma instruo rpida para ele. O homem hesitou um olhar confuso em sua cara. Ento,
como Will pediu, ele virou e correu de volta para o pavilho.

Will foi quase at ao ponto central da arena agora, onde Horace tinha se recuperado
levantando onde Gerard estava agachado, curvado e ainda apertando o brao ferido. Ele
empurrou o Genovesan para frente, enviando-lhe de tropeo para os joelhos.

"Eu peguei esse homem no pavilho do Guerreiro do Nascer do Sol, tentando destruir a
evidncia. Olhe ao lado de Tennyson e voc ver seus companheiros!"

Um murmrio irado varreu a multido. Will notou que no se limitava ao lado do rei da
arena. Alguns dos recentes `convertidos' de Tennyson olhavam interrogativamente para
o padre, ladeado por dois dos Genovesans. Os estrangeiros eram impopulares. Desde
que ingressaram no grupo de Tennyson, sua maneira arrogante tinha feito pouco para
encarecer aos seus colegas.

No silncio agora, Will falou: "A gua potvel do Guerreiro foi drogada por este
homem." Ele apontou para o Genovesan, que estava no cho diante dele. "E ele estava
trabalhando para Tennyson! Eles traram as regras sagradas do julgamento pelo
combate."

Tennyson procurou uma resposta, sabendo que todos os olhos estavam voltados para
ele. Ele estava perto de entrar em pnico. Ele estava acostumado a usar a dinmica da
opinio mobilizada para seu prprio benefcio, no t-los voltado contra ele. Ento, uma
corda de salvamento foi acionada para ele, quando o prisioneiro Genovesan de Will
esforou-se para levantar.

"Prova!" O Genovesan gritou, sua voz grossa acentuada. "Onde est a prova? Onde est
esta gua drogada? Traga-a agora!"

Ele olhou para Tennyson e deu-lhe um aceno discreto. Os nimos do padre aumentaram.
Seu homem tinha ido a tenda a tempo de destruir as provas. Ento, agora a situao
poderia ser revertida.

Ele repetiu o desafio do homem.

"Prova! Mostra-nos uma prova se voc nos acusa! Trague a prova aqui agora!"

Ele moveu o seu olhar de Will para o Rei, sentado em frente. Sua voz se levantou,
trovejando agora com toda a fora de um orador treinado, certo no seu fundamento mais
uma vez.
"Esse homem violou as regras sagradas do julgamento pelo combate! Ele atacou o meu
campeo. Agora, sua vida deve ser perdida e Gerard deve ser proclamado o vencedor!
Ele faz acusaes contra mim, mas faz sem provas. Se houver prova, deixe-o mostrar
isso agora!"

Ele franziu a testa ao perceber que os olhos no recinto real estavam procurando para a
sua direita, onde Will estava. Ele seguiu seu olhar e viu o rapaz sorrindo triunfante
enquanto ele segurava um copo. Ao lado dele, o vendedor de gelo, que tinha corrido
todo o caminho para fazer sua oferta, estava debruado sobre a recuperar o flego.

Will olhou para o Genovesan. "Voc pensou que tinha destrudo as provas, no ? Voc
derramou a gua do jarro no cho para que ningum pudesse descobrir."

Tennyson viu a dvida de repente cintilar nos olhos de seu capanga quando eles fixaram
no copo de vidro. Will levantou a sua voz agora para que mais pessoas pudessem ouvi-
lo.

"Mas eu cheguei na tenda primeiro. E eu derramei um pouco da gua para esta caneca.
Eu pensei que Tennyson poderia tentar algo assim. Eu fiquei curioso para ver o que este
envenenador faria quando chegasse l."

Ele olhou para Ferris, que havia subido de seu trono e avanado para a frente do
gabinete.

"Voc majestade, esta  uma amostra da gua envenenada que usaram a droga do
Guerreiro do Nascer do Sol.  Tennyson e seu culto que tm quebrado as regras de
combate justo. Eles tentaram subverter a um julgamento justo por combater e eles esto
condenados."

Ferris esfregou o queixo, pensativo. Ele poderia ter sido fraco e vacilante, mas mesmo
um homem fraco iria resistir, dada a provocao suficiente. E as ameaas de desprezo
Tennyson tinham finalmente ido longe demais.

"Voc pode provar isso?" ele perguntou a Will. Will sorriu e segurou o Genovesan pela
nuca de seu colarinho, arrastando-o a seus ps e empurrando o copo contra os lbios
bem fechados.

"Facilmente", afirmou. "Vamos ver o que acontece quando o nosso amigo aqui bebe."

O Genovesan comeou a se debater freneticamente contra o aperto de ferro de Will.
Mas Will o segurou rapidamente e novamente impulsionou o copo  boca.

"V em frente", disse ele. Ele virou-se para o marechal. "Marechal, voc beliscaria o
nariz dele para mim para sua boca ter que abrir?"

O marechal forou e os lbios de Genovesan finalmente se separaram quando ele teve
que respirar. Mas, quando Will levantou o copo  boca aberta, o assassino, com um
esforo supremo, livrou uma mo das restries e bateu nas mos de Will, enviando o
copo girando e derramando a gua sobre a grama.

Will o soltou e ficou para trs. Ele estendeu as mos em apelo ao rei.

"Eu penso que suas aes falam por si, sua majestade", disse ele. Mas Tennyson
instantaneamente gritou a sua discordncia.

"Eles no provam nada! Nada! Isso tudo  circunstancial! No h nenhuma prova real. 
uma teia de mentiras e truques."

Mas a multido estava contra ele. E agora, uma grande proporo dos que tinha vindo
aqui com ele tambm foram se afastando. Vozes se levantaram contra ele, vozes
irritadas de pessoas que estavam comeando a perceber que tinham sido enganadas.

"H uma certa maneira de descobrir quem est mentindo", gritou Will, e a arena ficou
em silncio. "Vamos test-lo na mais alta corte de todos."

Ferris foi surpreendido. A sugesto era inesperada. "Julgamento por combate?" disse
ele.

Will assentiu com a cabea, um polegar batendo no Genovesan em desprezo.

"Ele e eu. Aqui e agora. Uma flecha para cada um, de lados opostos da terra", disse ele.

"No! Eu te digo que isso ... Tennyson comeou a gritar, mas a multido o cortou. Eles
estavam ansiosos para mais um duelo e acreditavam no divino, o poder indiscutvel de
julgamento por combate como uma maneira de encontrar a verdade.

Ferris olhou ao redor da arena. A idia contou com o apoio popular, ele podia ver. A
alternativa era passar semanas em sua corte alegando o sorteio, sem perspectiva de uma
resposta clara. Tennyson estava evidenciando o seu dio contra ele e de repente Ferris
estava calorosamente cansado do gordo e exagerado charlato com uma tnica branca.

"V em frente", disse ele.

A multido rugiu novamente. E agora, uma boa parte dos que estavam sentados do lado
de Tennyson se juntaram ao coro de aprovao.



Captulo 44



As regras eram simples. Um marechal buscou a balestra de Genovesan no pavilho e a
devolveu para ele. Ele tinha um dardo de sua aljava e estava posicionado ao lado do
pavilho sul.
Will assumiu uma posio semelhante no lado norte do campo, tambm com uma
flecha. Os dois adversrios estavam a pouco mais de cem metros de distncia. A rea ao
redor de cada pavilho, onde as pessoas tinham estado visitando as barracas de venda,
esvaziou-se rapidamente. Eles tomaram posies ao longo dos longos lados da arena, na
frente da grade que havia anteriormente mantido os espectadores fora do campo de
combate. Um amplo corredor foi deixado no meio, com os dois antagonistas em cada
extremidade.

Sean Carrick estava definindo das regras do engajamento.

"Nenhum partidrio deve fazer uma tentativa para escapar do tiro do outro. Ambos
fiquem parados, ao som da trombeta, vocs podem atirar em seu prprio tempo. No caso
em que ambos errem, vai ser entregue a cada um uma outra flecha e vamos repetir a
seqncia."

Ele olhou para  sua esquerda e direita, estudando as duas figuras para ver se poderia
haver qualquer sinal de mal-entendido. Mas ambos, Will e o Genovesan, acenaram com
a cabea em acordo.

Will estava calmo e sereno. Sua respirao estava fcil. A balestra era uma arma temvel
e era relativamente fcil de atingir um grau de preciso com ela. Muito mais fcil do
que com o arco. O atirador tinha miras, que consistiam de um V com entalhe na parte
traseira e uma lmina na frente da balestra. E no havia necessidade de manter o peso da
corda enquanto o arco era mirado. Isso era feito mecanicamente, e o dardo, ou parafuso,
era lanado por meio de um gatilho.

Assim, uma pessoa mediana poderia aprender rapidamente a tornar-se um bom atirador
com uma balestra. Foi por isso que, anos atrs, a hierarquia Genovesan havia
selecionado a arma para suas foras. Porque quase qualquer um poderia disparar uma
com razovel sucesso. No havia necessidade de busca de recrutas particularmente
talentosos. A balestra era uma arma para um homem comum.

E era a onde Will acreditava que tinha a vantagem. A balestra de no exigia horas e
horas de prtica, que passavam para se tornar um perito no tiro com o arco longo. Voc
levantava o arco, concentrava o foco no alvo e puxava o gatilho. Assim, aps alguma
prtica, era fcil para o atirador se contentar em ser um bom atirador - ao invs de
excelente. E a maioria das pessoas se contentava com isso.

Por outro lado, o arco era uma arma instintiva e um arqueiro tinha que praticar
repetidamente para alcanar qualquer nvel de percia e consistncia. Para os Arqueiros,
havia uma unio quase mstica com o arco.

Um Arqueiro nunca parava de praticar. 'Bom' no era bom o suficiente. Excelncia era o
padro que eles buscavam. Para disparar um arco longo bem, o arqueiro tinha que ser
dedicado e determinado. E uma vez que voc atirasse bem com ele, era apenas uma
questo de aplicao antes de se tornar um atirador excelente.
Um bom atirador contra um especialista em tiro. Isso era o que estava acontecendo. Se
eles tivessem lutado ao longo de uma distncia de cinqenta metros ou menos, eles
teriam chances iguais. Em pouco mais de cem metros, com ele tendo a menor margem
resultante de erro, ele sentia que tinha a vantagem.

Havia outro fator. Genovesans eram, pelo ofcio, assassinos, e no guerreiros. Eles no
estavam acostumados a um acertar o que estava atirando de volta neles. Eles estavam
mais acostumados a atirar em uma vtima insuspeita de uma posio bem escondida.
Will sabia por experincia que nada poderia afetar a preciso ou a necessidade de
manter a calma como a perspectiva de levar um tiro ele si mesmo.

Ento ele estava agora, com um meio sorriso no rosto, confiante em sua prpria
capacidade, olhando para o campo  figura de prpura diante dele.

Ele viu o trompetista levantar seu instrumento e colocou a flecha nica sobre sua corda.
Ento ele se concentrou totalmente na forma maante roxa  uma centena de metros de
distncia. O som da trombeta dividiu o ar e Will ergueu o arco, puxando a corda para
trs conforme ele o fez.

No havia necessidade de pressa. Ele viu o arco chegando ao primeiro plano de sua
imagem de observao, com a figura de prpura que era seu alvo por trs dele. Ele no
mirou a flecha para baixo ou se concentrou em nenhum aspecto da imagem. Ele
precisava v-lo todo para estimar a altitude, a fora do vento e soltar.

Seu ritmo estava definido, sua respirao suave e uniforme. Ele tomou um flego,
ento, fracionando at ele sentir o toque do indicador direito no canto de sua boca, ele
soltou metade da presso. Era uma coordenao automtica das duas aes distintas e
ele no sabia que isso tinha acontecido. Mas ele viu a figura da mira e estava boa. Cada
elemento estava em sua correlao correta. Arco, flecha e alvo formavam uma entidade
completa.

E conforme ele viu e sentiu que ele estava certo, ele percebeu, sem saber, que no ltimo
momento, o Genovesan iria tentar evitar a sua flecha. Seria apenas um pequeno
movimento  uma metade de um passo ou um balano do corpo. Mas ele faria. Will
balanou sua mira a um ponto meio metro  sua direita.

E liberou - sem sobressaltos e sem solavancos.

Ele fez certeza de que ele mantinha a imagem mirada constante depois de ele ter
lanado, no sucumbindo  tentao de cair o arco, mas seguindo-o mantendo a posio.

Algo brilhou por sua cabea, um metro ou mais para a esquerda. Ele ouviu um silvo
quando algo passou e ele registrou o fato de que o Genovesan tinha atirado antes dele. E
agora, quando ele finalmente baixou o arco, ele viu o movimento fracionrio do outro
homem quando ele tomou um meio-passo para a esquerda - diretamente para o caminho
da flecha rpida de Will.
A figura roxa de repente tropeou em alguns passos e caiu virada para cima na grama.

A multido explodiu. Alguns deles tinham visto o ligeiro movimento que o Genovesan
tinha feito. Eles se perguntavam se o Araluan tinha calculado isso ou se foi um erro de
sorte. Seja qual for o modo que foi, o resultado foi popular. Conforme Will caminhava
lentamente de volta para baixo do campo, a multido aplaudiu-se rouca, em ambos os
lados.

Ele olhou  sua esquerda e viu a figura gorda vestida de branco cair de volta contra as
suas almofadas, obviamente, nas profundezas da derrota.

Tanto para voc, ele pensou. Ento, ao nvel do solo no lado oposto, sua ateno focou
em Halt e Horace e ele sorriu cansado para eles.

"O que aconteceu? O que aconteceu? Ele est bem?" Horace, ainda incapaz de ver
claramente, estava em um frenesi preocupado. Halt afagou-lhe o brao.

"Ele est bem. Ele est muito bem." Ele balanou a cabea e afundou-se no banco. A
tenso de ver seus dois amigos jovens arriscando suas vidas em uma tarde era quase
demais.

"Eu estou definitivamente ficando velho demais para isso", disse ele suavemente. Mas,
ao mesmo tempo, ele sentiu um edema profundo de orgulho na forma como Horace e
Will tinham se realizado. Ele levantou-se quando Will chegou a eles e, sem dizer uma
palavra, deu um passo  frente para abraar o seu antigo aprendiz. Horace estava
ocupado apertando a mo e batendo nas costas e eles foram logo cercados por pessoas
bem-intencionadas que tentavam fazer o mesmo. Finalmente, Halt soltou e recuou.

"Ainda bem que voc chegou  tenda a tempo de salvar o copo de gua drogado", disse
ele. Will sorriu, um pouco envergonhado.

"Na verdade, eu no. Eu apenas cheguei antes dele. Eu no tive tempo para chegar ao
garrafo. Eu enviei o vendedor de gelo para encher o copo com a gua que ele poderia
encontrar. Eu achei que o nosso amigo Genovesan no apostaria em beber."

Um sorriso encantado comeou a se espalhar sobre o rosto de Halt quando ele percebeu
o blefe que Will tinha arrancado. Mas ele desapareceu quando eles ouviram uma
mensagem urgente do gabinete real.

"O Rei! O Rei est morto!"

Seguindo Horace, eles abriram caminho atravs da multido agitada enquanto as
pessoas tentaram se aproximar para ver melhor. Sean viu eles vindo e sinalizou para que
eles se movessem para a frente do pavilho, onde ele se inclinou para baixo e ajudou a
transport-los para cima da plataforma elevada.

"O que aconteceu?" perguntou Halt.
Sem dizer palavra, Sean fez um gesto para eles darem uma olhada de perto. Ferris
estava no seu trono, uma expresso de surpresa em seu rosto, seus olhos bem abertos.
Finalmente, o mordomo real encontrou sua voz.

"Eu no sei. Ningum o observou em toda a emoo do duelo. Quando olhei para trs,
l estava ele, morto. Talvez tenha sido um derrame ou um ataque cardaco."

Mas Halt estava sacudindo a cabea. Gentilmente, ele tentou mover o rei e sentiu
resistncia. Espreitando por trs do trono, ele viu o fim do dardo da balestra saindo da
madeira fina. O mssil passou pela parte de trs da cadeira at as costas de Ferris,
matando-o imediatamente, fixando-lhe a cadeira.

"Tennyson!" disse ele e correu para a frente do gabinete, onde ele podia ver as
arquibancadas em frente.

Havia uma figura pesada sentada ainda na sede principal. Mas no era Tennyson. /era
um dos seus seguidores, que tinha uma semelhana passageira com o falso padre de
Alseiass.

Tennyson, juntamente com os dois Genovesans restantes e meia dzia de seus
seguidores mais prximos, estava longe de ser visto.



Captulo 45



Ningum o tinha visto ir. Conforme Sean tinha dito, todos os olhos estavam fixos sobre
o drama que estava sendo jogado na arena de combate. "As possibilidades so, ele saiu
antes mesmo do duelo acontecer", disse Halt. "Ele no  o tipo de arriscar. Se seu
homem tivesse ganhado, teria sido mais fcil voltar e vencer. Ento ele enviou um dos
assassinos matar Ferris, em seguida, fugiu sem ser visto. Agora ele tem uma vantagem
sobre ns. E ns no temos nenhuma maneira de saber qual caminho ele foi."

Eles tinham montado imediatamente para o acampamento dos Renegados, mas no
havia nenhum sinal de Tennyson, ou o seu grupo. Havia alguns aclitos mal-humorados
permanecendo l, mas a grande maioria estava no cho do mercado. Aqueles que
permaneceram no acampamento negaram ver o seu lder afastar.

Halt estava dilacerado pela frustrao. Havia tanta coisa para fazer aqui. Os seguidores
remanescentes de Tennyson tinham que ser agrupados e segurados. Ele estabeleceu
Sean e a guarnio do castelo para essa tarefa. A grande maioria seria solta, ele sabia.
Eles eram ingnuos e simples ao comportamento de Tennyson que tinha alienado a
maioria deles, revelando sua verdadeira face  eles. Mas havia, talvez, oitenta vestes
brancas que tinham sido parte de seu crculo ntimo e cmplices de seus crimes. Eles
teriam que ser detidos, julgados e presos.
Ao mesmo tempo, todos os seus instintos lhe disseram que ele deveria estar fora
caando Tennyson e o seu pequeno grupo, encontrando o caminho que eles tinham ido.
Mas ele era necessrio em Dun Kilty. A morte de Ferris tinha deixado um vcuo de
poder. Algum tinha que assumir o controle e, como o legtimo herdeiro, ele era a
escolha lgica. Seria apenas temporrio. Como ele havia dito a Ferris, ele no queria ser
Rei -, mas a cada momento que ele atrasasse significava que Tennyson estaria
escorregando para mais longe.

Finalmente, ele veio para a lgica, a nica, soluo.

"V atrs deles para mim, Will", disse ele. "Descubra para onde eles esto indo e nos
envie a palavra. No tente impedi-los sozinho. H muitos deles e os Genovesans sero
duplamente perigosos agora que viram voc matar seu companheiro. Fique fora da vista
e espere por ns para recuperar."

Will assentiu com a cabea e foi para o estbulo onde eles haviam deixado seus cavalos
naquela manh. Ento, ele hesitou e voltou.

"E sobre Horace? Seus olhos..." Ele fez uma pausa incerta, no querendo continuar.
Halt bateu o ombro de modo confortador.

"Sean teve o cirurgio real lhe verificando mais. Ele tem certeza que ele sabe qual droga
era e  uma condio temporria. Sua viso parece estar melhorando j. Em um ou dois
dias, ele estar de volta ao normal."

Will deixou escapar um pequeno suspiro de alvio. "Pelo menos isso  uma boa notcia."

Halt assentiu em acordo. "Acho que ns merecemos alguma." Ento ele pensou sobre
isso e percebeu que ele tinha gostado mais do apenas isso no dia anterior.

"Eu no tive a chance de dizer isso, mas voc fez bem", ele disse ao Arqueiro jovem.
"Muito bem. O blefe com a gua foi inspirador. Ns precisvamos revelar a traio de
Tennyson, e aquilo fez pender a balana. Uma derrota simples em combate poderia no
ter convencido todos os seus seguidores que ele era um charlato."

Will deu de ombros desajeitadamente. Ele estava embaraado com o elogio. No entanto,
ao mesmo tempo, isso significava muito para ele. Havia apenas uma pessoa no mundo
cuja aprovao ele procurava e essa era seu ex-professor de cabelos grisalhos.

"Uma questo", disse Halt. "Como voc sabia que o Genovesan iria desviar?"

Ele tinha visto o vo da flecha de Will, visto o assassino dar um passo em seu caminho.
E ele conhecia a preciso padro de Will com o arco. A flecha tinha ido onde ele tinha
tido a inteno de ir.

Will coou a cabea. "Eu no sei. Eu s... sabia que de alguma forma. Pareceu-me
muito em sintonia com tudo o que tinham feito at agora. E ele era destro, ento eu
pensei que as chances eram de que ele iria descer o p direito, o lado principal. Ento eu
apontei para compensar. Chame isso de instinto, eu suponho. Ou pura sorte."

"Eu prefiro pensar que foi instinto," Halt disse a ele.

"s vezes eu sinto que ns devemos prestar mais ateno a ele. Seja como for, bem
feito. Agora v e encontre Tennyson para mim."

Will sorriu e fugiu, correndo pela multido que ainda estava lotando a praa do
mercado, falando animadamente sobre os acontecimentos do dia. Depois de dez
minutos, ele estava andando para fora dos portes da cidade, procurando algum que
possa ter visto que direo Tennyson e o seu grupo tinham tomado. To de Dun Kilty,
onde centenas de cascos e os ps tinham pisado a estrada principal durante todo o dia,
havia pouca chance de que ele iria encontrar pistas para seguir. Mas uma vez que ele
estava fora da cidade, ele sabia que iria encontrar pessoas do pas - o tipo de gente que
percebia estranhos cavalgando correndo. Era apenas uma questo de tempo. Ele chegou
a um entroncamento da estrada e parou. Qual o caminho? Norte ou Sul?

"Voc escolhe", ele disse a Puxo e soltou as rdeas. O pequeno cavalo sacudiu a
cabea impacientemente e virou  direita - para o norte. Era uma boa maneira de decidir
como qualquer outra, Will pensou. Ele tocou os lados com seus calcanhares e definiu
Puxo a um lento e fcil galope para o norte.

***

Trs dias depois, Halt havia sido chamado por Sean para uma assemblia de nobres de
alto nvel em Dun Kilty. Eles seriam as pessoas que teriam que ratificar a sucesso do
novo rei, seja ele quem fosse.

Eles se reuniram na sala do trono, olhando um para o outro incerto. Por agora todos
sabiam da identidade de Halt e sabiam que ele era o rei legtimo. Eles se perguntavam
como ele iria lidar com as pessoas que aceitaram Ferris, um usurpador, todos esses anos.
Com demasiada frequencia, pessoas que tinham sido enganadas tinham uma tendncia a
pagar aqueles que tinham enganado eles - e aqueles que tinham aceitado a situao,
mesmo inconscientemente.

Vrios deles estavam discutindo isso em voz baixa  espera da chegada de Halt - at que
eles percebessem que ele j estava entre eles. Eles no estavam acostumados com isso.
Reis deveriam entrar majestosamente pela sala - no aparecer de repente sem ningum
falar sua chegada. Eles se deslocaram incertos, esperando que o estranho com capa
verde-e-cinza camuflada fosse expor os seus termos - e determinar os seus destinos.

Sean de Carrick ficou ao lado de Halt. Halt apontou para os nobres para eles se
sentarem. Um crculo de metade dos bancos tinha sido colocado na frente do trono. Eles
foram surpreendidos quando ele se sentou com eles. Eles esperavam que ele tomasse
uma posio dominante, assumindo o trono de seu estrado levantado.
"Meus senhores, eu vou ser breve", disse Halt. "Voc sabe quem eu sou. Vocs sabem
que meu irmo me enganou. Vocs sabem que eu tenho uma reclamao inegvel ao
trono de Clonmel."

Ele fez uma pausa e deixou os olhos vaguear em torno do semicrculo. Ele viu as
cabeas balanando, e olhos caindo do seu. Ele entendeu seu nervosismo e resolveu no
prolongar a incerteza ainda mais.

"O que vocs no sabem  que eu no tenho nenhuma inteno de reivindic-lo."

Isso pegou a ateno deles, ele pensou. As cabeas levantaram em torno do semicrculo,
a curiosidade misturada com descrena em seus olhares. Ningum no seu perfeito juzo
rejeitaria o trono, eles todos pensavam. Ele se permitiu um sorriso.

"Eu sei o que vocs esto pensando. Bem, deixe-me dizer-lhe, no tenho nenhum desejo
de ser um rei, aqui ou em qualquer outro lugar. Eu estive longe por muito tempo para
considerar aqui minha casa. Eu tenho uma casa em Araluen. E eu tenho um rei que eu
respeito. Eu acho que vocs deveriam ter o mesmo. Sean, quem  o prximo na linha de
sucesso ao trono?"

Ele disparou a pergunta ao homem mais jovem, sem aviso prvio. Sean ergueu-se, um
pouco surpreso.

"Um... ah ... Bem, na verdade, esse seria ... eu", disse ele. Halt assentiu. Ele sabia disso.

"Ento, voc parece ser o candidato mais adequado para a posio", disse ele. Ele olhou
ao redor da sala. "Algum discorda?"

Na verdade, havia tido mais de um que tinha ouvido o repdio de Halt ao trono e
sentido um impulso rpido de ambio - uma esperana de que eles poderiam ser
capazes de assumir a coroa para si. Mas na velocidade dos acontecimentos, o brilho no
olho do Halt, disse-lhes que poderia ser uma m idia continuar a alimentar tais
ambies. Houve um murmrio de aprovao apressada do crculo de nobres.

Halt assentiu. "Eu no achei que vocs fariam."

"S um momento! Eu certamente discordo!" Sean disse.

O Arqueiro se virou para ele. "Voc tem uma reivindicao clara e incontestvel para o
trono. Voc no quer isso?"

Ele viu Sean hesitar e sabia que ele era um homem jovem e inteligente. Havia muitos
bons motivos para no tomar a coroa, Halt sabia. Ser um rei no trono neste pas poderia
ser tnue. Sean deveria ser um governante forte e alerta em todos os momentos. E ele
estaria cercado por um grupo de nobres mercenrios egostas que tomariam todas as
oportunidades para min-lo a seus prprios interesses. Todas boas razes para recusar a
coroa.

Mas antes de Sean pudesse responder, ele reformulou a sua pergunta.
"Deixe-me colocar isso de outra forma. H algum aqui que voc gostaria de ver no
trono?" Ele indicou o semicrculo de nobres, que estavam assistindo a mmica entre
Sean e Halt com crescente fascnio.

E esse era o ponto crucial disso. As mesmas razes por que Sean poderia recusar a
coroa, eram tambm as que tornavam imperativo que ele aceitasse.

Para o homem, o grupo aqui reunido era egosta e egocntrico. Se um deles pegasse a
coroa, no demoraria muito antes de outros contestarem a escolha e o Reino seria
lanado em desordem. Sean era o nico entre eles com um pedido legtimo ao trono e
com fora de carter e propsito para comandar a sua lealdade. E no corao, Sean
sabia. Relutantemente, ele deu um passo adiante, em direo  Halt.

"Muito bem. Eu aceito", disse ele. Poderia no ser o que ele queria, mas era o que o pas
precisava e ele era um patriota o suficiente para reconhecer esse fato. Halt esperou
alguns segundos e, em seguida virou-se para os outros.

"Qualquer um contesta?" perguntou ele - e pode ter sido uma coincidncia que a sua
mo esquerda caiu casualmente para o punho de sua faca Saxnica quando ele o fez. Os
nobres apressadamente decidiram que no, ningum iria se opor, boa escolha e parabns
ao Rei Sean.

Halt voltou para o seu sobrinho. "Agora, Sean, eu tenho uma condio, antes que eu
formalmente renuncie a qualquer alegao de que eu poderia ter para o trono. Ns
quebramos a volta do movimento dos Renegados em Clonmel. Mas eles ainda esto
impregnados nos outros cinco reinos. Eu quero eles arregaados, dissolvidos e seus
lderes presos. Com Tennyson fora do caminho e desacreditado, no deve ser um
demasiado problema. Um pouco de ao firme e eles vo desmoronar como um castelo
de cartas. E tenho certeza que os outros cinco reis no sero opostos a isso".

Mas Sean estava sacudindo a cabea. "Isso vai precisar de uma forte fora militar",
disse ele. "Eu no tenho homens para isso, a menos que eu deixe Clonmel desprotegido.
E eu no estou preparado para fazer isso."

Halt assentiu com aprovao. A resposta do jovem disse que ele tinha razo em
selecion-lo como o novo rei.

" por isso que eu estou disposto a escrever ao Rei Duncan em Araluen e solicitar que
ele envie uma fora armada de, digamos, cem e cinqenta homens para servir  voc:
cavaleiros, soldados e uma companhia de arqueiros. Se voc concordar."

Sean considerou a oferta. "E quando nos livramos dos Outsiders, esta fora poderia
retornar a Araluen? Nenhum governante estaria ansioso para ver uma poderosa fora
estrangeira em sua prpria terra, sem tal garantia."

"Voc tem a minha palavra sobre isso", disse Halt.
"Concordo" disse Sean e eles apertaram as mos. Ele olhou para o grupo de nobres e
apressou-se a balbuciar o seu acordo. "Vou precisar de imposies das tropas de todas
as suas propriedades tambm," disse ele, e mais uma vez as cabeas balanaram ao
redor do semicrculo.

"Podemos passar para fora os detalhes mais tarde", disse Halt. "Agora, Horace est
esperando por mim e, a menos que eu erre o meu palpite, ele vai estar com fome.
Senhores, eu vou deixar vocs para discutirem questes como a coroao." Ele sorriu
para Sean, um de seus raros sorrisos genunos. "Com sua permisso, sua majestade?"

Por um momento, Sean no reagiu. Ento ele percebeu que estava sendo abordado.

"Ein? Ah, sim. Evidentemente, Halt ... Tio. Continue... por favor."

Halt pisou um pouco mais perto para que apenas Sean pudesse ouvi-lo.

" melhor trabalhar em suas maneiras reais," disse.

Horace estava esperando por ele na antecmara. A viso do jovem guerreiro estava
quase totalmente recuperada quando droga estava saindo da sua corrente sangunea. Ao
conselho do cirurgio, ele estava molhando os olhos vrias vezes ao dia em gua
salgada quente. Eles estavam um pouco avermelhados, mas ele estava se movendo mais
certamente agora.

Ele levantou-se quando Halt saiu da sala do trono e o Arqueiro o estudou brevemente,
feliz por ver que ele estava quase de volta ao normal.

"Ento, como foi?" Horace perguntou alegremente. "Devo-lhe reverncia, Bom Rei
Halt?"

"Voc faa e eu te darei um corte sobre a orelha," Halt rosnou, suprimindo um sorriso.
"Sean  o rei".

Horace assentiu. "Boa escolha", disse ele. "A propsito, um cavaleiro chegou um pouco
atrs, com uma mensagem de Will."

A cabea de Halt martelava em cima disso. Foi a primeira palavra que tiveram de Will
desde ele que tinha montado para fora em busca de Tennyson.

"Ele disse: `Baa Fingle'," Horace continuou.

O Arqueiro franziu os lbios, pensativo. " no norte do pas. Um porto de pesca e uma
pequena enseada. Vamos recolher os nossos equipamentos e pegar a estrada."

Horace deu-lhe um olhar pesaroso.

"Que tal o almoo?" ele perguntou. Suas esperanas de uma refeio afundaram-se
quando ele viu o levantar de sobrancelhas familiar de Halt.

"Que tal o almoo?" Halt respondeu. Horace sacudiu a cabea tristemente.
"Eu sabia que eu deveria ter lhe dito depois que ns tivssemos comido", disse ele.




Eplogo

Apesar do desejo de Halt de cobrir a distncia to rapidamente quanto possvel, eles
fizeram um desvio, cavalgando para um cume de uma pequena colina a oeste de Dun
Kilty.

Era uma rea varrida pelo vento, onde as rvores tinham sido cortadas para deixar um
campo aberto. No lugar das rvores havia uma coleo de marcos de pedra - talvez
cinqenta deles ao todo. Alguns eram antigos e em runas. Outros eram mais recentes. -
Um tinha sido construdo dias antes e as pedras que o formavam estavam claras e
frescas da pedreira.

Este era Cairnhill. Este era o antigo cemitrio onde os reis de Clonmel eram
estabelecidos para descansar.

Quando eles chegaram  entrada no muro baixo de pedra que rodeava o cemitrio,
Horace parou Kicker, deixando Halt andar sozinho at Abelard parar diante do marco de
pedra recm-extrado. Por algum tempo, o Arqueiro ficou parado, sem dizer uma
palavra, olhando para o marco sobre o tmulo de enterro de seu irmo. Aps vrios
minutos, ele bateu com o calcanhar em Abelard para fora marco sobre o tmulo e
andava lentamente de volta para onde Horace esperou por ele. Sem uma palavra, Horace
caiu ao lado dele e os seus cavalos trotaram ladeira abaixo e voltaram para a estrada
principal. Eles planejavam passar a noite em Derryton, uma aldeia costeira no caminho
para a Baa Fingle.

Horace olhou para o cu. Era meio da tarde, mas as nuvens escuras estavam correndo a
partir do oeste e haveria chuva em pouco tempo, ele pensou.

O silncio cresceu entre eles at que Horace finalmente falou.

"Ele no era muito de um rei", disse ele, "mas eu suponho que ele era o nico que eles
tinham."

No foi bem do jeito que ele tinha a inteno de coloc-lo e ele percebeu que tinha
formulado o pensamento desajeitadamente. Ele olhou ansiosamente para seu
companheiro, esperando que ele no tivesse sido ofendido.

"Desculpe Halt", disse ele sem jeito. Halt olhou para ele e lhe deu um sorriso triste. Ele
sabia que no houve inteno maliciosa com as palavras do jovem guerreiro.

"Est tudo bem, Horace," disse. "Ele no era muito de um irmo, tambm. Mas ele era o
nico que eu tinha."
As primeiras grandes gotas de chuva bateram neles e Halt puxou o capuz de seu manto
mais sobre sua cabea.

"Devemos tentar chegar  Derryton antes do anoitecer", disse ele.

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FIM

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Traduzido por Fbio Santiago, futuramente revisado pela Mfia dos Livros.
